Trump, a saúde e a nova “Era dos Extremos”

Novo governo dos EUA fortalecerá o discurso de destruição de direitos sociais, inclusive no Brasil – um risco para o SUS. Por isso, 2025 é tão importante: momento de colher frutos de boas políticas públicas e reunir forças para construir uma sociedade justa e popular

por Túlio Batista Franco, em Outra Saúde

Donald Trump toma posse como o 47º Presidente dos Estados Unidos neste 20 de janeiro de 2025, e altera a geopolítica global. Considerado imprevisível na política, age com uma cabeça formada no ambiente de negócios dos EUA, sem uma cultura humanista que possa orientar minimamente sua ação. Apesar da suposta imprevisibilidade na política, é dado como certo que com ele retornam o negacionismo do clima e da ciência; o preconceito e discriminação contra mulheres, pobres, negros, a comunidade LGBTQIAPN+; no xadrez econômico global, a concorrência predatória; na geopolítica mundial, o constrangimento de governos e povos, as ocupações imperiais. (mais…)

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Trump tira EUA do Acordo de Paris e assina atos promovendo combustíveis fósseis e mineração

ONU reage e diz que mantém confiança de que cidades e empresas do país continuarão trabalhando para a transição para a economia de baixo carbono.

ClimaInfo

Donald Trump tomou posse como presidente dos Estados Unidos ontem (20/1) e, antes mesmo do fim de seu discurso, a Casa Branca anunciou o início de suas atrocidades contra o clima e o meio ambiente. Não surpreendeu ninguém – afinal, as medidas foram antecipadas durante sua campanha à presidência. E já provocaram reações críticas. Inclusive da ONU, uma das instituições mais ameaçadas pela política “arrasa-planeta” de Trump. (mais…)

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Do choque à reação: a ação climática em tempos de Trump

O retorno de Donald Trump ao poder é um grande baque para a ação climática, mas pode ser também uma oportunidade para recolocá-la nos trilhos. 

Por Bruno Toledo Hisamoto*, em ClimaInfo

Depois de quatro anos, uma pandemia, uma tentativa de golpe, uma invasão ao Capitólio, 54 acusações judiciais por vários crimes, uma condenação por fraude e duas tentativas de assassinato, mais de 77,3 milhões de eleitores deram a Donald Trump uma rara segunda chance de ocupar a Presidência dos EUA. Junto com ele, o negacionismo climático também volta a dominar a política norte-americana, mesmo com o país assolado por episódios cada vez mais frequentes e devastadores de clima extremo. (mais…)

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Trump mostra seus desejos expansionistas e não descarta usar o exército para tomar o Canal do Panamá e a Groenlândia

Ele também propôs mudar o nome do Golfo do México para Golfo da América e unir o Canadá e os Estados Unidos

por Javier Biosca Azcoiti, em El Diario

“Precisamos deles para segurança econômica”, disse Donald Trump sobre a Groenlândia e o Canal do Panamá. Quando questionado, o presidente eleito dos EUA não descartou o uso de medidas militares ou econômicas para assumir o controle de ambas as posições estratégicas. (mais…)

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A eleição de Trump e o sistema mundial

Washington já não afirmará sua “excepcionalidade moral” e buscará fazer prevalecer seus interesses exercendo a força. Mas a China preparou-se, o Oriente Médio mudou e a Rússia está mais forte. Vem aí uma nova corrida às armas

Por José Luís Fiori, em Outras Palavras

A maioria dos analistas está de acordo que o fracasso internacional do governo de Joe Biden teve um papel importante na vitória de Donald Trump, nas eleições do dia 5 de novembro de 2024. Com destaque para a humilhante retirada americana do Afeganistão; para o fracasso da OTAN na Guerra da Ucrânia; ou finalmente, para a ambiguidade dos EUA frente ao genocídio israelense da Faixa de Gaza, divididos entre seus apelos humanitárias e o fornecimento direto das armas, do dinheiro e das informações utilizadas pelo governo de Israel no bombardeio da população palestina. (mais…)

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Trump, “um canalha cômico e carnavalesco” que “promove o grande capital”. Artigo de Slavoj Žižek

IHU

“O problema não é que Trump seja um palhaço. O problema é que há um programa por trás de suas provocações, um método em sua loucura. As obscenidades vulgares de Trump e de outros fazem parte da sua estratégia populista para vender este programa às pessoas comuns, um programa que (pelo menos a longo prazo) funciona contra elas: impostos mais baixos para os ricos, menos saúde e proteção para os trabalhadores etc. Infelizmente, as pessoas estão dispostas a engolir muitas coisas se lhes forem apresentadas com risos obscenos e falsa solidariedade”, escreve Slavoj Žižek, filósofo esloveno, em artigo publicado por Clarín-Revista Ñ, 15-11-2024. A tradução é do Cepat. (mais…)

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‘Eleição de Trump é um evento climático extremo’, diz Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima

Em entrevista à InfoAmazonia, o especialista prevê os prováveis impactos da nova era Trump. Ele explica que as promessas do republicano para o clima ‘são as piores possíveis’ e que serão ‘quatro anos em que vamos perder algo muito precioso, especialmente na agenda climática: tempo’.

InfoAmazonia

Marcio Astrini dedicou os últimos 18 anos de trabalho a entender, explicar e propor ações de combate às mudanças climáticas no Brasil e, em especial, na Amazônia. Desde 2020, ele é secretário-executivo do Observatório do Clima, uma rede que reúne 119 representantes de organizações da sociedade civil, ambientalistas e institutos de pesquisa, todos com o propósito de discutir a agenda climática no país. (mais…)

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