A comédia de erros de Bolsonaro sobre a exportação de madeira ilegal

ClimaInfo

O discurso desconexo de Bolsonaro ao G20 foi o ápice de uma semana de polêmicas sobre a situação do meio ambiente no Brasil. O presidente tinha prometido revelar os países que atuariam como “receptadores” de madeira ilegal brasileira, em uma tentativa de distorcer o debate público sobre o desmatamento ilegal no país. A insinuação era de que boa parte das nações que criticam a política ambiental do Brasil (em especial, na Europa) serviria também como mercado consumidor da madeira derrubada de maneira ilegal na Amazônia.

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Douglas Belchior sobre Carrefour: “Foi um protesto desproporcional. Eles nos matam”

Ao Brasil de Fato, liderança do movimento negro no país defende subir o tom em protestos: “Acabou a paciência”

Por Igor Carvalho, no Brasil de Fato

Uma das lideranças do movimento negro no Brasil, Douglas Belchior está incomodado. Quando chegou à manifestação da última sexta-feira (20), na avenida Paulista, em São Paulo, que deveria ser um ato pelo Dia da Consciência Negra e se tornou mais um protesto em repúdio à morte de um homem negro, o militante disparou. “Até quando? Está insuportável.”

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Sobre racismo, esqueça Bolsonaro e Mourão. Ouça o que diz Emicida. Por Chico Alves

No UOL

Foi um 20 de novembro doloroso. O Dia da Consciência Negra de 2020 amanheceu sob o signo da tragédia, com a multiplicação nas redes sociais das imagens do espancamento até à morte de João Alberto Silva Freitas, ocorrido na véspera, em um Carrefour da capital gaúcha. Continuou assim até o cair da noite, com a repercussão da fala delirante do vice-presidente Hamilton Mourão, convicto de que não existe racismo no Brasil.

Entre o amanhecer e o anoitecer, a sexta-feira, que deveria ser dedicada à discussão e às ações para superar o preconceito contra os negros, só fez confirmar a gigantesca dimensão do racismo brasileiro.

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Magistrados de PE abandonam associação em repúdio a webinário antirracismo

Por Fabiana Moraes, no UOL

Uma pequena mas barulhenta e significativa “rebelião” acontece neste momento no interior da Associação dos Magistrados do Estado de Pernambuco (Amepe): ali, um grupo formado por 34 juízes e juízas assinou um manifesto contra o que chama de “infiltração ideológica” nas “causas sociais” levantadas no interior da entidade.

O estopim: a realização do curso online Racismo e Suas Percepções na Pandemia, voltado exclusivamente para magistrados, além da básica cartilha Racismo nas Palavras, na qual são tratadas expressões racistas ainda comuns no cotidiano— inclusive do Judiciário. A cartilha foi lançada este mês por conta do Dia da Consciência Negra.

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Carrefour pode pagar dano moral coletivo em favor de todos os brasileiros

Por Rafa Santos, no Conjur

A vítima da “política de segurança” do Carrefour não é apenas João Alberto Silveira Freitas, 40, e sua família, mas toda a sociedade brasileira. Como ocorre nos crimes ambientais, a irresponsabilidade empresarial prejudica o país inteiro. Esse é o raciocínio do constitucionalista Lenio Streck e da advogada Camila Torres.

Lenio acrescenta: “Há casos de lesões e atos criminosos que transcendem aos valores individuais e às vítimas diretas. Porque ferem a consciência moral de uma coletividade e, no caso, todo um país. Nesse caso é razoável que se aplique a noção de dano moral coletivo. Mesmo que não haja precedente similar, o caso concreto demanda profunda reflexão e, por que não, uma nova forma de enxergar esse tipo de lesão, pelo seu caráter transcendente”.

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Bolsonaro deixa participantes do G-20 “em choque” ao falar de racismo. Por Jamil Chade

No Uol

A decisão de Bolsonaro de usar a cúpula do G-20 para reclamar de protestos contra o racismo no Brasil gerou um amplo constrangimento e choque entre algumas delegações estrangeiras e até indignação entre as agências da ONU.

Ao discursar na abertura da reunião virtual, o presidente fez uma alusão à morte de João Alberto Silveira Freitas. Mas não como muitos esperavam. “O Brasil tem uma cultura diversa, única entre as nações. Somos um povo miscigenado”, afirmou Bolsonaro. “Foi a essência desse povo que conquistou a simpatia do mundo. Contudo, há quem queira destruí-la, e colocar em seu lugar o conflito, o ressentimento, o ódio e a divisão entre raças, sempre mascarados de ‘luta por igualdade’ ou ‘justiça social’. Tudo em busca de poder”, disse.

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Os negros e a chibata. Por Elaine Tavares

No Palavras Insurgentes

Não, não vi o vídeo. Apenas a imagem se repete na minha linha da vida o tempo todo. O homem negro sendo espancado por dois seguranças, enquanto aparentemente uma mulher incentiva. Hoje é o Dia da Consciência Negra e a situação se reveste de especial perversão. É assim aqui, nos Estados Unidos, na Europa, em qualquer lugar. Ser negro é ser alvo. Aqui em Joinville uma mulher, eleita vereadora, também teve a vida ameaçada, porque cometeu a ousadia de ser petista e negra.  

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Nota pública da ONU Brasil sobre a morte de João Alberto Silveira Freitas

A ONU Brasil manifesta solidariedade à família de João Alberto Silveira Freitas, que foi brutalmente agredido na noite de 19 de novembro de 2020 e veio a óbito em seguida, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

A violenta morte de João, às vésperas da data em que se comemora o Dia da Consciência Negra no Brasil, é um ato que evidencia as diversas dimensões do racismo e as desigualdades encontradas na estrutura social brasileira. Milhões de negras e negros continuam a ser vítimas de racismo, discriminação racial e intolerância, incluindo as suas formas mais cruéis e violentas. Dados oficiais apontam que a cada 100 homicídios no país, 75 são de pessoas negras. O debate sobre a eliminação do racismo e da discriminação racial é, portanto, urgente e necessário, envolvendo todas e todos os agentes da sociedade, inclusive o setor privado.

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Caso João Beto: presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados pede urgência na investigação

Por Pedro Calvi / CDHM

O soldador de portões João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos e negro, foi espancado e morto por dois homens brancos, na noite desta quinta-feira (19), em uma unidade da Rede Carrefour, na zona norte da capital gaúcha. João Beto, como era conhecido, deixa mulher, [quatro filhos] e uma enteada.

Os dois agressores trabalhavam como seguranças no supermercado. Eles foram presos em flagrante. Um deles é policial militar e foi levado para um presídio militar. O outro é segurança da loja e está em um prédio da Polícia Civil. Um deles não tem o registro nacional para atuar na profissão, mas a polícia não informou qual dos dois. Ambos são funcionários de uma empresa terceirizada.

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