Brasil é responsável por proteção da embaixada da Venezuela, alerta ONU. Por Jamil Chade

No Uol

A ONU alerta que todos os países têm a responsabilidade de proteger embaixadas estrangeiras em seus territórios. O alerta foi emitido depois que a coluna interrogou oficialmente a entidade diante da invasão da embaixada venezuelana em Brasília.

Como resposta, a ONU declarou: “todos os estados membros são responsáveis pela segurança das embaixadas e dos funcionários diplomáticos em seus países, em linha com a Convenção de Viena”. Em outras palavras, o Brasil precisa proteger os diplomatas do governo de Nicolas Maduro.

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Opositores de Maduro invadem embaixada da Venezuela em Brasília

Milicianos apoiadores do autoproclamado presidente, Juan Guaidó, pularam o muro do local na manhã de hoje (13)

Brasil de Fato

A embaixada da Venezuela em Brasília foi invadida na madrugada desta quarta-feira (13). De acordo com relatos, um grupo de  apoiadores de Juan Guaidó, autoproclamado presidente da Venezuela,​ pulou o muro e entrou no prédio onde funciona a representação diplomática.

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Eduardo Bolsonaro gera indignação e pânico na diplomacia brasileira. Por Jamil Chade

No Uol

Uma mensagem nas redes sociais por parte de Eduardo Bolsonaro, insinuando um apoio à invasão da embaixada da Venezuela em Brasília, causa pânico e indignação numa ampla parcela do Itamaraty.

O motivo: o Brasil ainda tem uma embaixada e um consulado operando normalmente em Caracas e, caso haja uma chancela do governo brasileiro ao ato em Brasília, a segurança dos diplomatas do país no exterior poderia estar comprometida.

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O indígena, o operário e o poder militar-religioso. Por Debora Diniz e Giselle Carino

No El País

As democracias latino-americanas são frágeis e suas crises profundas. A Organização dos Estados Americanos não garante a lisura do processo eleitoral que levou Evo Morales à reeleição. O processo judicial da Lava Jato que terminou na prisão do ex-presidente Lula se mostrou repleto de irregularidades. Morales foi pressionado a renunciar e conseguiu asilo político no México. Lula, após 580 dias na prisão, planeja uma caravana de esperança pelo país. Nos dois países se fala em polarização da política.

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“A extrema direita tem uma utopia. Conservadores e social-democratas não têm nenhuma”

A alemã Carolin Emcke, filósofa e repórter de guerra durante dez anos, analisa como a xenofobia tenta monopolizar o discurso político

por Milagros Perez Oliva, em El País

A jornalista e filósofa alemã Carolin Emcke (Mülheim an der Ruhr, 1967) vem há muitos anos observando e refletindo sobre diferentes formas de violência que condicionam nossas vidas. Aluna de Jürgen Habermas, o pensador vivo mais influente do mundo, trabalhou como repórter de guerra para a Der Spiegel entre 1996 e 2006, em lugares como o Afeganistão, Kosovo e Iraque. Seus livros Gegen den Hass (“Contra o ódio”) e Wie Wir Begehren (“Como desejamos”), ambos inéditos no Brasil, são uma referência nos debates sobre a ascensão de uma extrema direita racista e xenófoba que tenta monopolizar e condicionar o discurso político. Emcke proferiu nesta semana uma conferência dentro do ciclo Feminismos, do Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB).

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América Latina: a ultradireita contra-ataca

Na Bolívia, golpe de Estado. No Brasil, tentativa de encarcerar Lula de novo. Derrotados no Outubro Rebelde, protofascistas querem o troco. Mas rebeldia no Chile expõe seu ponto vulnerável: o rabo preso com a devastação neoliberal

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

Última lição do dia: os homens, eles voltam sempre. É preciso estar sempre de olhos abertos… Na peça Os Saltimbancos, recriada por Chico Buarque, o aviso é dado pelo Jumento, personagem de fina inteligência. Os Bichos espantaram os Barões e têm, enfim, onde dormir. Mas ainda não podem descansar em paz, porque prepara-se a revanche. Na América Latina, um Outubro Rebelde abalou os governos neoliberais do Chile e do Equador, destronou Maurício Macri na Argentina e continua a sacudir o Haiti. Novembro, porém, começou em refrega. Na Bolívia, um golpe militar que estava em fermentação desde 23 de outubro derrubou ontem Evo Morales, seu vice, a presidente do Senado e o da Câmara. Gravações vazadas pelo jornal El Periodico (e reproduzidas no Brasil pela revista Fórum) indicam que em sua preparação participaram assessores de Jair Bolsonaro e senadores norte-americanos. Agora, o país está acéfalo, aterrorizado por milícias. Dois governadores, um ministro e a irmã do presidente tiveram suas casas queimadas. Meios de comunicação independentes foram atacados e tirados do ar. Num dos episódios, José Aramayo, diretor de rádio ligada à Confederação dos Trabalhadores Camponeses, foi amarrado a uma árvore. A Patricia Arce, prefeita de Vinto, na região de Cochabamba, rasparam os cabelos, pintaram o corpo de vermelho e fizeram caminhar sob insultos proferidos por homens.

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Um habeas corpus para a Constituição. Por Marcelo Semer

Na Revista Cult

Muita mentira, muita retórica e muita política sustentaram por meses os argumentos dos que pretendiam manter intocada a violação da Constituição, que o STF, influenciado pelos ares da Lava Jato, tomara em 2016.

A decisão da última quinta-feira, por apertada margem, mal permite que se comemore o prestígio dos princípios: os inconformados anunciam o revide por meio de emendas na Constituição, desdizendo o suposto anseio de “estabilidade jurídica” que tanto afirmavam sustentar.

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Na Bolívia, o grande mudo falou. Por Manuel Domingos Neto

Consumado o golpe, eis que aparecem as críticas ao presidente Evo Morales: “não devia ter sido candidato”, “devia ter resistido”, “apostou no apaziguamento de forças inconciliáveis”… Apressadamente, sem maiores informações, imputando tibieza ao grande líder boliviano, alguns dizem “não devia ter saído do país!”.

A primeira análise sólida que leio após a tragédia de ontem à noite é a de Atílio Borón, que mostrou como os Estados Unidos procederam neste país e pediu que os latino-americanos aprendam a lição.

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“O diagnóstico de Guedes de que o crescimento da economia é baixo porque o Estado está inchado não se sustenta”. Entrevista especial com José Luis Oreiro

IHU On-Line

O Plano mais Brasil, num novo pacote econômico enviado pelo governo ao Congresso Nacional na semana passada, que inclui três Propostas de Emenda Constitucional – PECs – a PEC do Pacto Federativo, a PEC dos Fundos Públicos e a PEC Emergencial –, é fundamentado na ideia geral de que “para recuperar o crescimento da economia brasileira de forma mais sustentável, tem que diminuir o tamanho do Estado”, diz o economista José Luis Oreiro à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por telefone. Segundo ele, com este pacote o governo diz à sociedade que “é possível reduzir o volume de serviços que o Estado brasileiro presta à população”.

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