Acabou a paciência. Por Philip Lichterbeck

Não há mais sentido em discutir com bolsonaristas. A seita partiu para um universo paralelo onde 2 + 2 não é 4, mas qualquer número que seja oportuno para a narrativa deles, escreve Philip Lichterbeck.

DW

No início, quando o bolsonarismo ainda era jovem, eu achava difícil ter paciência. Para mim, parecia absurdo, uma insanidade, que houvesse realmente brasileiros que quisessem tornar seu presidente um homem com tal biografia – sem méritos políticos, mas com muito barulho, que expressava publicamente fantasias violentas e tinha uma estranha propensão a falar constantemente de homossexuais.

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Morte de Paulo Gustavo catalisa ódio contra Governo Bolsonaro por má gestão da pandemia

À dor da perda do humorista, somam-se raiva e frustração. Famosos, políticos de oposição e anônimos acusam presidente de ser “assassino” e “genocida”

por Joana Oliveira, em El País

“Paulo Gustavo não morreu de covid-19. Paulo Gustavo morreu de Brasil.” Essa é uma das milhares de mensagens que têm circulado nas redes sociais desde a noite de terça-feira, quando o país recebeu a notícia do falecimento do humorista de 42 anos, que deixou o marido, Thales Bretas, e dois filhos de um ano e nove meses. Ele estava internado em um hospital do Rio de Janeiro para se tratar da doença desde 13 de março e tornou-se uma das mais de 411.000 vítimas fatais da pandemia no país, mortas por “uma doença para a qual já existe vacina”, como não deixaram de lembrar os fãs do artista. A morte de Paulo Gustavo, um ator e humorista de personagens icônicos, como Dona Hermínia, que fazia rir e era apreciado nos mais diversos lados do espectro político, catalisou a dor coletiva e o ódio pela perda de quase meio milhão de brasileiros. A avaliação mais frequente é que ao menos parte das mortes seriam evitáveis caso o Governo Federal, sob comando de Jair Bolsonaro, tivesse adotado as medidas necessárias na gestão da pandemia, como a compra em massa de vacinas já no ano passado.

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Ministério da Saúde coloca em consulta política feita sob medida para interesses privados no SUS

por Maíra Mathias e Raquel Torres, em Outra Saúde

A CONSULTA PÚBLICA

Há nem tanto tempo assim, uma das editoras da newsletter entrevistou uma figura-chave do setor privado de saúde e ouviu dela a seguinte frase: “A gente tem um corpo em busca de uma alma e uma alma em busca de um corpo”. Com essa metáfora, Francisco Balestrin – que, na época, estava à frente da Anahp, associação que reúne os hospitais particulares mais lucrativos do país – queria defender a incorporação da lógica empresarial ao SUS, reduzindo o maior sistema universal público de saúde do planeta à condição de zumbi, corpo sem alma. 

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Maio de lutas da classe trabalhadora para salvar vidas contra o governo genocida

Após o mês mais letal da pandemia no país, trabalhadoras(es) do campo e da cidade levantaram suas bandeiras por: “Vacina no braço, comida no prato e fora Bolsonaro!”

Por Lays Furtado, na Página do MST

Durante este 1º de maio, famílias de agricultores(as) Sem Terra se mobilizaram do campo à cidade, em conjunto a partidos políticos progressistas, sindicatos, ONGs e movimentos sociais da Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo. Em ações de luta e em luto, pelas mais de 400 mil vidas ceifadas pela falta de gestão pública da pandemia no país.

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Maria, preciso te contar sobre Bolsonaro, o fazedor de órfãos. Por Eliane Brum

O homem que governa o Brasil condenou uma geração a crescer e a viver sem pai ou sem mãe

No El País

Maria, você tem apenas 2 anos. Um, dois. E apenas esses dois anos separam seu nascimento da morte do seu pai. Lilo Clareto morreu em 21 de abril. A causa oficial da certidão de óbito é: “sepse grave, pneumonia associada à ventilação e covid (tardia)”. Mas essa é apenas a verdade parcial sobre a morte do seu pai. Eu olho para você, Maria, e me preparo para a conversa que um dia teremos, aquela em que precisarei contar a você a verdade inteira.

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Componente político une catástrofes no Brasil e na Índia

Nos dois países, grande parte da responsabilidade pelo desastre da covid-19 recai sobre seus líderes. Em diferentes medidas, Bolsonaro e Modi, ambos populistas de direita, minimizaram a crise.

Por Jan D. Walter, na Deutsche Welle

Recentemente, a Índia assumiu o título de epicentro da covid-19 no mundo e roubou, assim, o destaque do Brasil no noticiário pandêmico internacional. Logo começaram a surgir paralelos entre os líderes dos dois países, ambos populistas de direita, e sua responsabilidade na tragédia em curso.

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Prejuízo de Bolsonaro à imagem do Brasil no mundo é em parte irreversível, diz Ricupero

Mesmo que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) seja derrotado nas urnas em 2022, uma parte do prejuízo causado por sua gestão à imagem do Brasil no exterior é irreversível, avalia o diplomata e ex-ministro da Fazenda e do Meio Ambiente Rubens Ricupero.

por Thais Carrança, na BBC News Brasil em São Paulo

“O mundo se acostumou, durante décadas, desde o fim do governo militar, a ver que os governos que se sucediam no Brasil podiam ter prioridades distintas, mas todos tinham valores compatíveis. Todos tinham uma fidelidade aos princípios da Constituição, um engajamento em favor do meio ambiente, dos povos indígenas e dos direitos humanos”, explica Ricupero.

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O depoimento de Mandetta na CPI

por Maíra Mathias e Raquel Torres, em Outra Saúde

O DEPOIMENTO DE MANDETTA

No primeiro  depoimento da CPI da Pandemia não decepcionou. Ao longo de mais de sete horas, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta se manteve sereno enquanto traçava um quadro de como o governo federal se comportou nos primeiros meses de pandemia. Segundo ele, não foi por falta de aviso e informação que Jair Bolsonaro agiu contra o isolamento social e pela cloroquina.  

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Pazuello: o medo-pânico de um macho de araque

Dos camisas-negras às milícias periféricas, a virilidade sempre fora tomada como sinônimo de valentia. General em fuga da CPI do Genocídio revela peculiaridade do fascismo: valente como turba, mas covarde frente a qualquer confrontação

por Gilberto Maringoni*, em Outras Palavras

Vale a pena examinar o comportamento de Eduardo Pazuello ao fugir de um debate em campo aberto na CPI do genocídio. Por que um homem, teoricamente talhado para o combate, se borra diante de um questionamento sistematizado?

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