ABJD denuncia Bolsonaro por crime contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional

Presidente estimula o contágio e coloca a vida de milhares de pessoas em risco na pandemia

A ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) protocolou nesta quinta-feira, (2/4) uma representação (Leia a íntegra em português e inglês) no TPI (Tribunal Penal Internacional) contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, pela prática de crime contra a humanidade que vitima a população brasileira diante da pandemia de coronavírus.

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Cemitério em São Paulo. A foto que jamais gostaríamos de publicar

Evitar sair de casa neste instante é fundamental. É a arma que temos para ajudar a preservar a própria saúde e ao mesmo tempo preservar a vida de outros

por Carla Jimenez, em El País

Há uma decisão muito difícil em tornar pública uma foto como esta. Desde o início da crise começamos a nos policiar, pensando em quem está perdendo pessoas neste momento duro e na sensibilidade necessária para abordar a pandemia do coronavírus. Quais fotos, quais palavras adotar para abordar um assunto tão doloroso. Não são números de mortes. São pessoas, histórias, afetos, memórias sagradas. A foto acima fica no cemitério Vila Formosa, na zona oeste em São Paulo. Tantas covas abertas, uma ao lado da outra, são o retrato de uma pandemia avassaladora. Já são 299 brasileiros mortos pelo Covid-19, segundo o Ministério da Saúde, e quase 8.000 infectados. O problema é que há, ainda, inúmeros óbitos cujas vítimas apresentaram sintomas similares àqueles que contraíram o vírus, mas seus familiares não tiveram a chance de confirmar. Os números oficiais são defasados, como o próprio Ministério reconhece, mas não por um princípio de má fé. Não há testes, nem infraestrutura médica, para confirmar. Um problema que tanto o Brasil como o mundo estão encarando. Não há material médico para importar.

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Bolsonaro diz que pode determinar abertura do comércio com ‘uma canetada’ semana que vem

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), disse que tem uma medida provisória pronta para liberar o comércio nos Estados a partir da próxima segunda-feira (06), caso governadores e prefeitos não relaxem as medidas para contenção do novo coronavírus

por André Shalders, em BBC News Brasil

“Eu tenho um projeto (uma minuta) de decreto pronto na minha frente, para ser assinado, se preciso for, considerando atividade essencial toda aquela exercida pelo homem ou pela mulher, toda aquela que seja indispensável para ele levar o pão para casa todo dia”, disse o presidente da República na tarde desta quinta-feira (02), em entrevista à rádio Jovem Pan.

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Nota Pública: AJD exige que STF e Congresso rejeitem MP que reduz salário e jornada de trabalhadores

A Associação Juízes para a Democracia (AJD) vem a público se manifestar em defesa da sociedade e de todas e todos trabalhadores brasileiros que têm sobrevivido em meio à crise deflagrada pela pandemia da COVID-19, repudiando a verdadeira afronta à ordem constitucional e aos ditames de um convívio social pautado nas ideias de solidariedade e respeito à dignidade humana, representada pela MP 936/2020.

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Contra o cinismo de 1%, a Reforma Tributária

Eduardo Fagnani, da Plataforma Políticas Sociais, provoca: resposta do Brasil à tragédia da pandemia é raquítica: elite quer salvar-se sem abrir mão de nada. Alternativa começa por Justiça Fiscal, para construir, dos escombros, um Estado Social

Entrevista a Antonio Martins, em Outras Palavras

Como se faltasse outro emblema para registrar a insensibilidade social dos mais ricos no Brasil, ele veio agora, com a assustadora protelação dos R$ 600 ao mês, devidos desde segunda-feira aos brasileiros mais necessitados. O benefício é a única renda com que contarão dezenas de milhões de pessoas, enquanto durar a quarentena nas cidades. Mas primeiro, Jair Bolsonaro e Paulo Guedes queriam limitar o valor a R$ 200. Ao triplicar o valor, o Legislativo manteve, no entanto, o auxílio limitado a duas pessoas por família. Também continuaram excluídos os que recebem salário regular e os aposentados. Ao receber a lei, o presidente vetou artigo que beneficiava os idosos empobrecidos. E até agora, passadas mais de 72, horas, continua procrastinando a sanção da medida, a publicação no Diário Oficial e – mais angustiante que tudo – a efetivação do pagamento. No entanto, em 23 de março, sem nenhum debate com a sociedade ou o Congresso, o Banco Central aprovou, em favor dos bancos, um pacote que pode permitir-lhes acessar R$ 1,2 trilhão

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Contra a pandemia, a opção solidária

Revogar o congelamento do gasto social. Pagar a cada pessoa renda básica de um salário mínimo mensal. Proibir as demissões. Uma rede de movimentos sociais propõe, diante do coronavírus, um feixe de propostas populares e pós-capitalistas

Pela Plataforma Reforma Política / Outras Palavras

A sociedade brasileira está lutando sozinha contra uma epidemia e uma gravíssima crise econômica. O governo federal, negligente e agressivo, tenta esconder o problema. Não adotou nenhuma das ações que poderiam enfrentá-lo. Em vez de agir, o presidente faz piada e provoca os que alertam para os riscos que todos e todas corremos.

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A assustadora marca de 1 milhão de casos

Por Maíra Mathias e Raquel Torres, em Outra Saúde

Já era esperado, mas não deixa de ser assustador: ontem, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que chegamos a um milhão de casos confirmados de covid-19. Um gráfico feito pela Al Jazeera mostra como, depois dos 200 mil casos, a curva de transmissão começou a virar uma linha reta. Na última semana, os casos dobraram. Isso significa que em muito, muito pouco tempo, a notícia do primeiro milhão deve ficar velha.

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“É preciso que o recurso de 600 reais chegue hoje”. Entrevista especial com Sonia Fleury

Cada favela precisa de um plano emergencial específico, segundo suas especificidades, diz a pesquisadora

Por João Vitor Santos e Patricia Fachin, em IHU On-Line

O coronavoucher de 600 reais para os trabalhadores informais, autônomos e intermitentes, como ficou conhecido o pagamento do auxílio emergencial que será feito pelo governo federal, “pode chegar às pessoas das comunidades, mas para ser operacionalizado, ele requer uma burocracia que pode retardar o recebimento e talvez seja tarde demais”, adverte a cientista política Sonia Fleury. Para ela, a melhor maneira de suprir as necessidades financeiras desses trabalhadores é através de uma renda mínima que possa ser garantida imediatamente. “Um economista liberal disse que deveriam estar jogando dinheiro de helicóptero. É mais ou menos isso; não dá para pensar agora em mecanismos burocráticos, porque as pessoas não têm como prover a renda. Na favela, as pessoas costumam dizer que se vende o almoço para comprar a janta. Se a pessoa não trabalhar, não tem o que comer e isso já está acontecendo”, afirma.

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Uma caminhada na cidade dos não-confinados

“Sei que o sensato e correto é ficar em casa em quarentena. Mas fico preocupado que só os fascistas e trabalhadores vêm à rua. Não se engane: para quem está aqui é muito claro que o protesto anti-bozo vem da segurança do confinamento”

por Tarântula

Tarântula 01

Tarântula confia nas medidas de quarentena e as recomenda, mas, frente ao colapso do precariado, arrisca buscar pontos de faiscamento – “lutar na internet é limitado”.

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O dinheiro que não existia reaparece

Com a pandemia, mito da austeridade, usado para contrarreformas, é desmontado. Mais de R$ 1,3 trilhão, esquecidos em conta do Tesouro Nacional, agora são disputados pelos bancos – e até ultraliberais recomendam ao Estado gastar

por Paulo Kliass*, em Outras Palavras

Nada como um trágico banho de realidade para que alguns dogmatismos passem a ser abandonados, mesmo por aqueles que os defendiam ferrenhamente até anteontem. Antes da eclosão da pandemia do novo coronavírus, 9 entre 10 economistas do financismo e ligados ao Paulo Guedes diziam que o Brasil estava quebrado e o que o governo não tinha recursos para mais nada.

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