“Independência em Risco”: todos os cartuns da exposição censurada podem ser baixados gratuitamente

Aberta ao público no dia 2 de setembro de 2019, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, a exposição “Independência em Risco” foi proibida e encerrada 24 horas depois, por decisão do presidente da casa.

Hoje, 16 de setembro, ela volta ‘ao ar’ de duas formas diferentes: uma liminar concedida pela Justiça determinou a reabertura da mostra na Câmara, ao longo do dia; já para o resto do País (e também para registrar mais esse arbítrio), o Instituto Cultural Padre Josimo está lançando todas charges num e-book organizado por Marcos Corbari e Katia Marko, que pode ser baixado gratuitamente.

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Orçamento 2020 expõe o Bolsonaro das elites

Resumidas em gráficos, as 4 mil páginas da proposta revelam: a tesoura do governo é seletiva. Investimentos em estatais e políticas sociais minguaram. Mas, para pagamento de juros, comunicação e incentivos fiscais, sobra dinheiro…

Por Livi Gerbase*, em Outras Palavras

O Poder Executivo encaminhou ao Congresso Nacional, no dia 30 de agosto, o Projeto de Lei Orçamentária Anual 2020 (PLOA 2020). Nele estão contidos todos os gastos que o governo pretende realizar no próximo ano.

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A fatura amarga do bolsonarismo ao Ministério Público. Por Roberto Tardelli

Augusto Aras, escolhido fora da lista da PGR, é o preço salgado do derretimento institucional brasileiro

Na Carta Capital

Bolsonaro, ao indicar o incógnito Augusto Aras para o cargo de Procurador Geral da República, me fez lembrar um samba, imortalizado pela espetacular Beth Carvalho: “você pagou com traição /A quem sempre lhe deu a mão”.

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Um deputado do PSL encomendou um assassinato em plenário. Mais um absurdo do Brasil miliciano. Por João Filho

No The Intercept Brasil

VESTINDO UMA FARDA militar repleta de medalhas de condecorações, um deputado bolsonarista subiu ao púlpito para oferecer um freela para assassinos: R$ 10 mil em troca da morte de um suspeito de ter assassinado uma mulher naquela mesma manhã, na região metropolitana de Vitória, Espírito Santo. Estava ali um representante do povo, na casa do povo, requisitando os serviços de um matador de aluguel. Um homem com carreira militar, condicionado a cumprir e a fazer cumprir as leis, estava ali, na casa onde se fazem leis, procurando um parceiro para a co-autoria de um crime. Poderia ser uma cena de comédia surrealista, mas é só mais um episódio corriqueiro no Brasil bolsonarista, o Brasil miliciano do PSL.

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Os 12% do presidente – em que lugar da sociedade habita o bolsonarista convicto?

Por Reginaldo Prandi*, no Jornal da USP

Para classificar o grau de afinidade e rejeição dos brasileiros e brasileiras ao presidente, Mauro Paulino e Alessandro Janoni construíram uma escala de seis pontos baseada no voto declarado em Bolsonaro no segundo turno, na avaliação de seu governo e na confiança em suas palavras. O grupo dos mais afinados com Bolsonaro é formado pelos que votaram nele, aprovam seu mandato e concordam com suas declarações. São seus adeptos fiéis, entusiastas fanáticos, para não dizer adoradores em qualquer circunstância. Representam 12% da população com 16 anos ou mais. É o chamado grupo heavy do presidente, aquele núcleo duro de apoiadores irrestritos constituído por bolsonaristas radicais. Outros 30% estão no extremo oposto: não votaram em Bolsonaro, reprovam seu governo e discordam do que ele diz. Sobram 58% que se distribuem pelas categorias intermediárias, ora apoiando, ora rejeitando palavras e medidas do presidente, a depender de cada situação (pesquisa nacional do Datafolha com 2.878 entrevistados em 29 e 30 de agosto, Folha de S. Paulo, 4/7/2019, p. A10).

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“Bolsonaro entrega Amazônia com anuência do Congresso e Judiciário”, diz arcebispo de Rondônia

Dom Roque Paloschi fala sobre a construção do Sínodo, desmatamento ilegal, agronegócio, populações vulneráveis e soberania nacional

Redação RBA*

MAB – Vivendo de perto os conflitos sociais na Amazônia, Dom Roque Paloschi, atual arcebispo de Rondônia e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) desde 2015, é categórico em fazer um contraponto ao discurso do presidente Jair Bolsonaro sobre a Amazônia. “…não é a igreja que está internacionalizando a Amazônia, é o governo brasileiro, com o Congresso Nacional e com a anuência do judiciário… Se alguém está abrindo as portas da Amazônia para o capital internacional é este governo que está aí”, afirma.

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Educação: enunciado do CNPG considera que programa de escolas cívico-militares fere os princípios da reserva legal e da gestão democrática do ensino público

Entendimento foi aprovado nesta sexta pela Comissão Permanente de Educação do CNPG, que conta com representantes do MPF e dos MPs Estaduais

A Comissão Permanente de Educação (Copeduc) do Grupo Nacional de Direitos Humanos (CNDH), órgão vinculado ao Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), aprovou nesta sexta-feira (13) enunciado considerando que o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim) fere os princípios da reserva legal, da gestão democrática do ensino público e da valorização dos profissionais da educação. Ainda segundo o enunciado, a iniciativa vai contra as previsões da Lei de Diretrizes e Bases da Educação e do Plano Nacional de Educação. Instituído por decreto e lançado pelo governo federal no último dia 5, o Pecim cria as escolas cívico-militares, que são instituições não militarizadas, mas inspiradas no modelo das escolas militares e com a participação de militares da reserva como tutores.

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Dissertação de mestrado de Wilson Witzel tem 63 parágrafos copiados de 6 autores

Por Matheus Magenta, da BBC News Brasil

A dissertação de mestrado defendida pelo então juiz federal Wilson Witzel, hoje governador do Rio de Janeiro pelo PSC, tem ao menos 63 parágrafos copiados de trabalhos publicados por outros seis autores, incluindo um artigo inteiro e a íntegra de um capítulo de outro texto.

O trabalho Medida Cautelar Fiscal foi apresentado à Universidade Federal do Espírito Santo ao fim de um mestrado em Direito Processual Civil, em maio de 2010. A dissertação pode ser lida na íntegra aqui.

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O anarcoliberalismo fracassado de Guedes. Por Mauro de Azevedo Menezes*

Leme

Eleito Jair Bolsonaro, os liberais em ascensão no Brasil, entusiasmados pelo sucesso do MBL na mobilização pela queda de Dilma Rousseff em 2016 e pelo charme eleitoral do Partido Novo em 2018, esfregaram as mãos. A sua pauta de reformas eliminadoras de garantias sociais ganharia impulso. E o país desencadearia, afinal, um ciclo de crescimento econômico fundado na priorização absoluta dos negócios. Isso ocorreria ao preço do agravamento, ao menos temporário, dos desequilíbrios sociais. Mas não importava, afinal o PIB decolaria rapidamente com Paulo Guedes à frente da economia.

Certo? Errado.

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