A esperança que ressurge em meio à pandemia

Ação das torcidas de futebol contra Bolsonaro revela como há espaço para oposição e luta democrática. E mais: número de mortes por covid-19 pode ser 140% maior; governantes insistem em reabertura irresponsável das cidades

por Maíra Mathias e Raquel Torres, em Outra Saúde

ENFIM, O REVIDE

A pandemia no Brasil divide palco, desde o começo, com as manifestações antidemocráticas impulsionadas pelo presidente da República. No sábado à noite, vídeos do ato do grupo “300 do Brasil” se espalharam mostrando gente com tochas e máscaras brancas, a la Ku Klux Klan, em frente ao Supremo Tribunal Federal. No mesmo dia, o ministro do STF Celso de Mello enviou uma mensagem a interlocutores via WhatsApp comparando o Brasil à Alemanha de Hitler.

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Ultradireita armada ataca autor de Outras Palavras

Almir Felitte investiga o estímulo do bolsonarismo à formação de milícias políticas dispostas a impor, pela violência, sua vontade ao país. Ao atacá-lo, um desses grupos revela como suas suspeitas têm fundamento

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

Advogado, ativista político e colaborador de Outras Palavras, Almir Felitte foi alvo, nesta sexta-feira, de um ataque direto, por parte da Associação CAC Brasil. A entidade, cuja sigla refere-se a Caçadores, Atiradores e Colecionadores (de armas), tem como logomarca uma caveira, trespassada por dois fuzis. Em nota, redigida em mau português, expressa “repúdio” a Almir, qualifica-o como “um soldadinho da oposição” e promete ser “a força de reação que irá proteger o país e apoiar o presidente”, caso prevaleçam no Brasil projetos de esquerda.

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A anomia do Estado. Por Luís Felipe Miguel

A estrutura jurídica e política, desde o golpe de 2016, tem sido subvertida para anular todas as concessões aos grupos dominados, desnudando-se em seu caráter de classe.

No A Terra é Redonda

“As instituições estão funcionando”. Desde que o golpe de 2016 começou a ser deflagrado, esse foi o mantra dos setores conservadores. Uma presidente eleita pelo voto popular foi derrubada, o pacto consignado na Constituição de 1988 foi desmontado por decisão unilateral, conjuntos de direitos muitas vezes anteriores à própria carta constitucional foram varridos, mas as instituições estavam funcionando. Setores do Judiciário e do Ministério Público conspiraram para criminalizar um lado do espectro político, chegando a retirar ilegalmente da disputa o favorito para as eleições de 2018, conspurcando assim a legitimidade do pleito, mas as instituições estavam funcionando. Generais definindo a interpretação da Constituição, perseguições macarthistas no serviço público e nas escolas e universidades, aumento da violência policial, seletividade escancarada do aparelho repressivo de Estado: instituições funcionando.

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Obsessão armamentista de Bolsonaro é necessária para conflagração contra perda do poder. Por Janio de Freitas

Contra a insegurança que nos subjuga, falta um grande exemplo de dignidade

Na Folha

Não vai acabar bem, não há como —começo, forçado pelas circunstâncias, com esta frase jornalisticamente velha, que ainda antes da posse de Bolsonaro gravei para o importante site de Bob Fernandes e aqui pôde ser encontrada nos primórdios do atual governo. Não era previsão, era só uma obviedade de que muitos olhares preferiram desviar, por diferentes motivos, desde temores talvez inconscientes à ganância já rica.

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Ainda a obscenidade política

Por Ordep Jose Trindade Serra

Na sexta-feira da semana passada interrompi a leitura de um ensaio de Paul Ricoeur para assistir um espetáculo asqueroso. Claro que não o fiz por gosto. Ninguém em sã consciência deixa de bom grado a fruição de um texto enriquecedor para assistir uma pornochanchada estúpida. Mas obriguei-me a fazê-lo e consegui controlar a náusea cedendo ao sentimento de um dever de ofício. Coloquei-me diante da tela como cientista social, lembrando-me da necessidade de refletir sobre o neofascismo, de estudar o que tenho chamado de obscenidade política. Por isso assisti com estoica paciência à exibição pela tevê da gravação da reunião ministerial do dia 22 de abril próximo-passado.

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“Procuradoria-geral do Bolsonaro”: Placa no prédio da PGR em Brasília amanhece pichada

Durante a semana, procurador-geral Augusto Aras assumiu a defesa de Bolsonaro ao pedir para o STF a suspensão do inquérito das fake news; presidente, por sua vez, condecorou o chefe do MPF e prometeu vaga no Supremo

Na Fórum

A placa em frente ao prédio da Procuradoria-Geral da República em Brasília amanheceu, neste sábado (30), com a pichação “Procuradoria-Geral do Bolsonaro”. O registro foi feito pelo jornalista Guga Noblat.

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Psol aciona MPF por censura a servidores do Ibama

Por Erick Mota, no Congresso em Foco 

O Psol entrou com uma ação contra a pasta chefiada por Ricardo Salles, na 4ª Câmara do Ministério Público Federal, devido a censura que o Ministério do Meio Ambiente vem aplicando aos servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Conforme o Congresso em Foco mostrou no último dia 27, circula entre servidores uma nota técnica elaborada pela Comissão de Ética do órgão que pretende coibir as manifestações políticas contrárias ao governo nas redes sociais dos agentes ambientais. O documento do Psol cita essa matéria do site.

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Juíza manda Fundação Palmares retirar textos contra Zumbi

No Conjur

A juíza Maria Cândida Carvalho Monteiro de Almeida, da 9ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal, determinou que a Fundação Palmares retirasse dos canais de comunicação da instituição os artigos “Zumbi e a Consciência Negra — Existem de Verdade?”, de Luiz Gustavo dos Santos Chrispino, e “A Narrativa Mística de Zumbi dos Palmares”, de Mayalu Felix.  A informação é da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

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A legitimidade do Governo Bolsonaro acabou mundo afora. Por Jamil Chade

A placa com o nome “Brazil” continuará a ser ocupada nas mesas da ONU por embaixadores que representam o Governo, mas sua legitimidade acabou

No El País

Thomas Hobbes deixa claro que a liderança política é considerada como legítima na medida em que o soberano garanta a proteção de seus cidadãos. Se isso não ocorrer, o acordo pode ser desfeito e a autoridade perde sua legitimidade em governar. Esse é, no fundo, o coração do contrato social.

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Aprofundamento da desigualdade torna sobrevivência mais difícil especialmente a mulheres, negros, indígenas e camponeses

por Euzamara Carvalho e Paulo César Carbonari*, em Brasil de Fato

A gravidade do atual momento no qual enfrentamos o agravamento da situação econômica, humanitária, sanitária e ambiental em razão da pandemia da covid-19 provocará novas formas de reorganização das relações entre humanos e desses com o ambiente natural? Será momento de esperançar para novas possibilidades? Questões difíceis, mas que precisam de resposta.

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