Glenn Greenwald entrevista Lula: ‘Bolsonaro é a velha política, eu sou a nova’

Por Glenn Greenwald, no The Intercept Brasil

Luiz Inácio Lula da Silva está na prisão há pouco mais de um ano e um mês. Desde então, o Intercept tenta conseguir autorização judicial para falar com ele. No Brasil, é comum que criminosos deem entrevistas de dentro da cadeia – mas Lula é diferente. O ex-presidente da República foi impedido de falar durante toda a corrida eleitoral, que chegou a liderar antes de declarar apoio a Fernando Haddad. E tem convicção do porquê: para ele, toda a movimentação da Lava Jato, operação da PF responsável pela investigação que resultou em sua condenação de mais de 12 anos, foi uma manobra para evitar que ele disputasse a presidência e o PT voltasse ao poder.

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Nasa terá resistência de 86 quilombos na Base de Alcântara

O acordo aeroespacial entre Brasil e Estados Unidos esbarra numa questão cultural aguda: a região a ser desapropriada é um tesouro nacional

por Jotabê Medeiros, em CartaCapital

Não há ninguém estirado nas areias da paradisíaca Praia da Mamuna. Larga como se fossem cinco campos de futebol alinhados, a praia estende-se de um grupo de falésias, à esquerda, a um mangue e a um braço de rio, à direita. Ao longe, no mar, vê-se a longa fila de navios esperando para entrar no Porto de São Luís. Mais além, após uma ravina, ganham os céus, além da bela paisagem, as torres de comunicação e plataformas metálicas do Centro de Lançamento de Foguetes da Aeronáutica.

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Ajuste fiscal com fim de direitos fundamentais

A reforma da Previdência proposta pelo governo federal

por Pedro Calvi / CDHM

O governo federal apresentou ao Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição 6/2019 que prevê mudanças na aposentadoria de servidores públicos, militares e trabalhadores da iniciativa privada. Entre as alerações estão o fim da aposentadoria por tempo de contribuição, a implementação de idade mínima para se aposentar – 62 anos para mulher e 65 para homem – e o tempo mínimo de contribuição aumenta de 15 para 20 anos. Para ter direito a 100% do benefício, o trabalhador deve contribuir com o INSS pelo período de 40 anos. Outra mudança é o benefício inicial a idosos pobres, que cai de R$ 998 para R$ 400.

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Autoridades precisam por fim às mortes extrajudiciais nas favelas e periferias do Rio de Janeiro

Esta é uma declaração emitida em maio de 2019 pelo Escritório de Washington Sobre a América Latina (WOLA) uma organização líder em pesquisa e defesa dos direitos humanos nas Américas, cujo maior trabalho é informar os governantes norte-americanos sobre o estado dos direitos humanos nas Américas. Para ler a declaração original, em inglês, clique aqui.

WOLA / RioOnWatch

O recente recorde de 20 anos batido no Rio de Janeiro, referente ao número de mortes decorrente de confrontos com a polícia, levaram a Comissão de Direitos Humanos do estado a denunciar o governador Wilson Witzel por legitimar a expansão de uma política de segurança pública pautada no uso ostensivo da força policial em comunidades periféricas no Rio de Janeiro, cuja população é majoritariamente afrodescendente. Essa epidemia de mortes decorrentes de intervenções policiais–um fenômeno que vem contribuindo para os altos índices de morte extrajudiciais no Brasil–é uma medida de segurança considerada retrógrada e ilegal. Além de reforçar o racismo institucional, trata-se de uma abordagem ineficaz na tentativa de quebrar o ciclo de violência que há muito tempo assola o Rio de Janeiro.

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Como a “mão invisível” — e Paulo Guedes — nos afundam

Brasil mergulhou, desde 2015, numa fossa particular: mecanismos que deveriam promover a recuperação econômica agem ao contrário. Só o investimento público poderia tirar país do abismo — mas é o que o governo bombardeia

Por Eleutério F. S. Prado, em Outras Palavras

Como se sabe, a “mão invisível” é a metáfora mais famosa da economia política. Ela foi formulada por Adam Smith em A riqueza das nações1 para explicar os benefícios para uma nação, produzidos de modo não intencional pela busca do interesse próprio, intencional como tal, por parte dos capitalistas. Eles atuam de modo descentralizado e não coordenado, mas assim mesmo, ao investirem para obter a maior vantagem possível para si mesmos, eles promovem o interesse geral. A mão invisível nas palavras desse autor clássico surge, assim, como benfeitora.

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Descobertas redes de extrema direita com meio bilhão de visualizações na Europa

Relatório da Avaaz revela redes de ódio em sites como Facebook antes de eleições da União Europeia

Redação Brasil de Fato*

Um novo relatório da ONG Avaaz divulgado nesta quarta-feira (22) mostra que pelo menos 533 milhões de europeus, nos últimos três meses, foram expostos a propaganda de extrema direita, mensagens de ódio, notícias e citações falsas e vídeos editados para estigmatizar imigrantes.

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O golpe de Bolsonaro é pela família, contra a nação. Por Eliane Brum

O antipresidente ataca o país para defender os interesses do seu próprio clã

No El País

Entre os tantos momentos graves vividos pelo Brasil desde que Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente e passou a governar como antipresidente, este em que ele e sua família pregam abertamente um autogolpe é possivelmente o pior. E, conforme for enfrentado pela sociedade, outros piores virão. Se aqueles que ocupam as instituições brasileiras ainda têm respeito pelos seus deveres constitucionais, é hora de resgatar o que resta de democracia e usar a Constituição para responsabilizar o ato golpista antes que seja tarde.

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Polícia de Portugal matou em 10 anos o que a brasileira mata em 2 dias

Inspiração de Moro para a legítima defesa no pacote anticrime, o país europeu tem uma realidade completamente diferente da local.

por Thais Reis Oliveira, em CartaCapital / IHU On-Line

O ministro Sergio Moro continua em campanha virtual por seu pacote anticrime. Nesta terça-feira 21, Moro defendeu a proposta que afrouxa a responsabilização por mortes em legítima defesa — apelidada pelos críticos de ‘licença para matar’.

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A nova política de drogas do governo federal: saúde pública x ação policial

por Pedro Calvi / CDHM

“Só nos primeiros quatro meses deste ano, 558 pessoas foram mortas no Rio de Janeiro por causa do tráfico de drogas. Em 2017, foram mais de cinco mil em operações policiais. É o caveirão voador, dando tiro a esmo nas favelas, uma pegada racista e desigual em nome do combate às drogas”, relata Raul Santiago da Silva. Ele faz parte dos coletivos Papo Reto e Movimentos e participou, nesta terça-feira (21), de audiência pública sobre a proposta do governo federal para uma nova política de drogas.

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Governo Bolsonaro está transformando a retórica contra os direitos humanos em medidas concretas

Anistia Internacional

Quase cinco meses após o início do novo governo, a Anistia Internacional lança nesta terça-feira (21 de maio) a ação “Brasil para todo mundo”, em que apresenta suas principais preocupações no país desde o início da administração de Jair Bolsonaro e lança um alerta: o discurso antidireitos humanos que marcou toda a trajetória política do presidente, inclusive a campanha eleitoral de 2018, está começando a se concretizar em medidas e ações que ameaçam e violam os direitos humanos de todas as pessoas no Brasil.

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