Ameaças a aborto legal revelam política “patriarcal” e “intimidatória”, diz antropóloga

Débora Diniz explica como o PDL 3/25 ameaça direitos garantidos e aprofunda a violência contra meninas e adolescentes

Por Andrea DiP, Sofia Amaral, Ricardo Terto, Stela Diogo, Agência Pública | Edição: Ludmila Pizarro

O Brasil voltou a testemunhar cenas brutais de violência contra as mulheres. Tentativas de feminicídio, casos de agressões e mortes cruéis têm sido registradas em diversas regiões do país, na última semana. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, mais de 2,7 mil mulheres foram vítimas de agressões graves e pelo menos 1.075 foram assassinadas por feminicídio. (mais…)

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Feminicídios: a incontornável dimensão colonial

Às vésperas das grandes manifestações contra a brutalidade machista, pesquisadora ressalta: negras são as maiores vítimas. E não será possível encarar o fenômeno sem enfrentar a ideia arraigada de que as vidas não-machas e não-brancas valem pouco

por Jackeline Romio, em entrevista a Glauco Faria, em Outras Palavras

O feminicídio e a violência contra a mulher no Brasil ocuparam o topo do noticiário nos últimos dias em função de casos recentes que impressionaram pela brutalidade e grau de perversidade. Infelizmente, são comuns. Apenas em 2024, o país registrou 1.450 feminicídios, um aumento de 12% em relação ao ano anterior. A realidade é bem pior, já que os dados são subnotificados — um padrão que se estende a outros crimes cometidos contra mulheres, refletindo o viés de gênero no sistema de justiça. (mais…)

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Órfãos do feminicídio: pensão é positiva, mas falta apoio psicossocial a filhos de vítimas

Benefício do governo federal garante um salário mínimo para filhos menores de 18 anos de vítimas de violência de gênero

Por Amanda Audi | Edição: Ludmila Pizarro, em Agência Pública

“A lei é uma evolução que esperávamos há muito tempo”, afirma Alice Bianchini, doutora em Direito Penal e especialista em violência de gênero. Ela se refere à regulamentação da Lei n.º 14.717/2023 que estabelece uma pensão especial aos filhos e dependentes, crianças ou adolescentes, órfãos em razão do crime de feminicídio. (mais…)

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Violência: é hora de um SUS da Segurança

Em seu último dia, Abrascão debate chacinas e o aumento de mortes por armas de fogo. Para romper o ciclo neoliberal de imediatismo e demagogia, pesquisadores defendem o SUSP: um sistema com participação social e planejamento baseado em evidências científicas

Por Gabriel Brito, Outra Saúde

No domingo (30), enquanto o 14º Congresso da Associação Brasileira de Saúde Coletiva reunia milhares de profissionais e pesquisadores de variadas especialidades em torno do tema “Democracia, Equidade e Justiça Climática”, Allane Pedrotti e Layse Pinheiro eram enterradas no Rio de Janeiro. Ambas foram vítimas de feminicídio pelas mãos armadas de João Antônio Miranda Tello Gonçalves, nas dependências do Centro Federal de Educação em Tecnologia no Rio de Janeiro. (mais…)

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Duplo feminicídio no Pará exige justiça de gênero na COP30

As quebradeiras de coco babaçu Antônia Ferreira dos Santos, 53 anos, e Marly Viana Barroso, 71 anos, foram assassinadas, com marcas brutais de violência de gênero, no dia 3 de novembro, em Novo Repartimento, no Pará. O caso repercutiu e causou clamor nos movimentos de mulheres e sociais na Conferência do Clima, o que acelerou as investigações. Um suspeito foi preso e, segundo a polícia, confessou o crime

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Belém (PA) – Era manhã de 3 de novembro e o Estado do Pará organizava os últimos preparativos para a primeira Conferência do Clima da ONU na Amazônia brasileira, a COP30. Na zona rural de Novo Repartimento, região sudeste paraense, duas mulheres extrativistas ocupavam-se de mais uma jornada de coleta de amêndoas do coco babaçu. Mas Antônia Ferreira dos Santos, 53 anos, e Marly Viana Barroso, 71, não voltaram  para casa no horário previsto. (mais…)

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“A América Latina é a região que está promovendo a agenda de gênero da maneira mais sofisticada”. Entrevista com Bibiana Aído, diretora-geral da ONU Mulheres

A diretora-geral da ONU Mulheres argumenta que, diante dos retrocessos políticos, o movimento feminista da região oferece muitos motivos para esperança: “É hora de continuar construindo alianças entre mulheres comprometidas e trabalhar mais com os homens.”

A entrevista é de Lorena Arroyo, publicada por El País / IHU

“Será necessária uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados novamente.” A nova diretora da ONU Mulheres para as Américas e o Caribe, Bibiana Aído (Alcalá de los Gazules, Espanha, 48 anos), cita a feminista francesa Simone de Beauvoir para avaliar os recentes ataques de alguns países da região contra os ministérios da mulher. Nos últimos anos, Argentina, Panamá e Equador eliminaram esses departamentos sob o pretexto de cortar gastos públicos, apesar dos enormes desafios enfrentados por metade da população do continente. A violência de gênero continua sendo uma emergência: em 2023, 3.897 mulheres foram vítimas de feminicídio na América Latina e no Caribe — pelo menos 11 mulheres morreram todos os dias simplesmente por serem mulheres. (mais…)

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