Mulheres do Sertão do São Francisco debatem feminismo e agroecologia

Liberdade, empoderamento, respeito, organização e coragem. Estas foram algumas das palavras escritas em pétalas que formaram uma grande margarida no primeiro dia da 18ª Assembleia da Rede Mulher do Sertão do São Francisco, na Bahia. 

CPT Juazeiro

Além da força dos sentimentos escritos, o símbolo escolhido para o início do encontro foi bastante representativo. A flor fez memória à 6ª Marcha das Margaridas, que aconteceu no mês passado, em Brasília, e levou 100 mil mulheres às ruas.

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Christiane, Aida, Marcia, Maria, Adelia: cinco histórias de Margaridas

Mulheres de todas as idades, do campo e da cidade, levaram para Brasília diferentes pautas para o encontro de camponesas; em comum, a intenção de fortalecer a luta por seus direitos 

Por Priscilla Arroyo, em De Olho nos Ruralistas

Luta, esperança e coragem. As palavras resumem os propósitos das milhares de mulheres que ocuparam as ruas de Brasília com um chapéu na cabeça e um sorriso no rosto durante a Marcha das Margaridas, nos dias 13 e 14, maior evento de luta feminina da América Latina. Apesar dos desafios impostos pela política, estavam felizes por encontrar as companheiras e ter as suas vozes ampliadas. Elas falam, cada uma a seu modo, sobre as mudanças que gostariam de ver no Brasil.

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Marcha das Margaridas deixa recado em meio à retirada de direitos: “Vamos renascer das cinzas”

Protesto contra retrocessos nas políticas públicas do governo Bolsonaro marcaram ato que reuniu recorde de cem mil pessoas em Brasília durante os dias 13 e 14; mudanças nas regras da aposentadoria são a maior preocupação das mulheres do campo

Por Priscilla Arroyo, em De Olho nos Ruralistas

“Vamos renascer das cinzas, plantar de novo um arvoredo. Bom calor nas mãos unidas, na cabeça de um grande enredo”. Em uma nova versão, na voz de uma mulher, os versos de Martinho da Vila permearam a abertura da 6ª Marcha das Margaridas, ato que levou 100 mil mulheres à capital durante os dias 13 e 14. Trata-se de um número recorde de participantes da ação, que, desde 2000, acontece de quatro em quatro anos, com desfecho em Brasília. Esta edição aconteceu sob o lema “Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”.

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Mulheres indígenas, raiz e tronco da luta pelo território

Aconteceu em Brasília seu 1º Encontro Nacional, que juntou forças à Marcha das Margaridas. Elas lutam por direitos e enfrentam machismo e ataques bolsonaristas. Das margens do país, desejam ocupar o centro do debate político

por Inês Castilho, em Outras Palavras

Vem das mulheres das florestas e das matas um outro imaginário político para o país. Outras imagens, outras prosas se fazem ouvir no centro do poder, vindo ampliar os feminismos brasileiros.

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Marcha das Margaridas 2019 na luta pela mulheres do país

Pela autonomia e liberdade das mulheres sobre o seu corpo e a sua sexualidade

Da Contag / MST

A sexualidade feminina é marcada por diversos tabus que frequentemente impedem as mulheres de falarem sobre isso, e de buscarem compreender melhor sobre o próprio corpo, suas fases, emoções e tudo o que compreende esse universo, a princípio individual, mas que em algum momento também encontra o coletivo. Tabus que começam em casa, principalmente quando as mulheres chegam à puberdade, e se arrastam por toda a vida, perpetuados pela mídia e pelas convenções sociais ainda fortemente arraigadas nos princípios patriarcais que reprimem a sexualidade feminina. Fatalmente, a liberdade das mulheres em fazer suas escolhas na esfera da sexualidade ainda é muito usada como motivação para a violência contra elas.

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Para compreender a “Améfrica” e o “pretuguês”

Em texto de 1980, mas surpreendentemente atual, historiadora expõe contradição central na vida brasileira: mulheres negras são reduzidas a “mulatas, domésticas ou mães pretas”; mas sua presença deu forma e sentido ao país

por Lélia Gonzalez, em Outras Palavras

Artigo apresentado na Reunião do Grupo de Trabalho “Temas e Problemas da População Negra no Brasil”, no IV Encontro Anual da Associação Brasileira de Pós-graduação e Pesquisa nas Ciências Sociais, no Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 1980. Título original: “Racismo e sexismo na cultura brasileira”

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Futeboleiras: corpos controlados e resistência

Para o patriarcado, mulheres deveriam praticar esportes de pouco impacto, para manter a beleza e preparar-se para maternidade. Futebol seria “violento demais” para elas. Por isso, igualdade no esporte é batalha importante do feminismo

Por Sara Rauch | Tradução: Inês Castilho, em Outras Palavras

“Difícil imaginar um trabalho mais direto com crianças do que programas escolares que as ensinem a mover seus corpos”, escrevem Brenda Esley e Joshua Nadel na introdução de Futeboleira: Uma História de Mulheres e Esportes na América Latina. Essa visão se ajusta perfeitamente à análise provocadora de como a corporalidade das mulheres tem sido controlada e manipulada por meio de atividade físicas socialmente aceitáveis na América Latina. Não por acaso, essa envolvente história social leva o nome daquelas que lutaram para conseguir acesso e representação iguais no campo. Futeboleira é um termo usado [em castelhano, Futbolera] para referir-se à mulher que joga futebol, simplesmente, embora no decorrer dos anos tenha passado a ser mais usado como abreviação para as mulheres que pressionaram as fronteiras culturais.

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“Com feminismo construímos o socialismo”, afirmam as mulheres da CLOC – Via Campesina

Dentro da programação do VII Congresso da Coordenadoria Latinoamericana de Organizações do Campo (CLOC – Via Campesina), foi realizada ontem (26) a VI Assembleia de Mulheres do Campo. Com uma mística que fez a memória das lutadoras comprometidas com as transformações sociais, como Berta Cáceres, de Honduras, Vilma Espín, de Cuba, Francisca Carrasco, da Costa Rica, Loiva Rubenich, do Brasil, Mamá Tingó, da República Dominicana, Tránsito Amaguaña, do Equador, e tantas outras que forjaram o caminho de resistência, foi aberta a Assembleia com dezenas de mulheres da América Latina.

por CLOC / tradução: Cristiane Passos – CPT

Dar as boas-vindas às mulheres participantes da Assembleia, foi o papel de Iridiani Seibert, do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), do Brasil, que também é membro da Articulação de Mulheres em nível continental. Em sua intervenção, Iridiani agradeceu a presença de todas as delegações de cada um dos países participantes, assim como a participação de apoiadoras e da delegação da Federação de Mulheres Revolucionárias de Cuba.

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Renda Universal, nova aposta do feminismo?

Invisível e sem remuneração, trabalho doméstico consome tempo e liberdade das mulheres. Para se livrarem do “patrão de casa”, elas precisam superar um sistema que flerta com o desemprego em massa e o fascismo

Por Nuria Alabao | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Todas sabemos: a crise continua. Crise econômica, mas também ecológica, política e de cuidados. Alguns falam de crise civilizatória. (Já não acreditamos que tudo melhorará amanhã na História). Dessa crise, conhecemos as consequências mais obscuras: a emergência da ultradireita em todo o planeta, o anoitecer do século está apenas começando. Uma ultradireita que diz oferecer uma saída radical, uma saída violenta e reacionária a essa crise sistêmica, e à indeterminação e ao medo de nossas vidas por um fio. Precisamos de propostas ousadas. Estamos obrigadas a criar meios que nos levem a outro modelo de sociedade, mas também a incorporar os movimentos tornem isso possível. Decrescer redistribuindo recursos e dinheiro; frear as mudanças climáticas que ameaçam toda a vida; reduzir a jornada de trabalho e reparti-lo; vencer batalhas contra o capital que nos permitam conquistar novos direitos — como uma Renda Básica Universal (RBU), que nos dê mais poder e mais liberdade…

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