Renda Universal, nova aposta do feminismo?

Invisível e sem remuneração, trabalho doméstico consome tempo e liberdade das mulheres. Para se livrarem do “patrão de casa”, elas precisam superar um sistema que flerta com o desemprego em massa e o fascismo

Por Nuria Alabao | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Todas sabemos: a crise continua. Crise econômica, mas também ecológica, política e de cuidados. Alguns falam de crise civilizatória. (Já não acreditamos que tudo melhorará amanhã na História). Dessa crise, conhecemos as consequências mais obscuras: a emergência da ultradireita em todo o planeta, o anoitecer do século está apenas começando. Uma ultradireita que diz oferecer uma saída radical, uma saída violenta e reacionária a essa crise sistêmica, e à indeterminação e ao medo de nossas vidas por um fio. Precisamos de propostas ousadas. Estamos obrigadas a criar meios que nos levem a outro modelo de sociedade, mas também a incorporar os movimentos tornem isso possível. Decrescer redistribuindo recursos e dinheiro; frear as mudanças climáticas que ameaçam toda a vida; reduzir a jornada de trabalho e reparti-lo; vencer batalhas contra o capital que nos permitam conquistar novos direitos — como uma Renda Básica Universal (RBU), que nos dê mais poder e mais liberdade…

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Conheça a Nkanda, primeira plataforma online do Brasil com cursos sobre feminismo negro

Temas abordados apresentam o pensamento de importantes intelectuais como Lélia Gonzalez e Beatriz Nascimento

Por Pedro Borges, Alma Preta

plataforma virtual Nkanda é o primeiro portal com cursos sobre feminismo negro e mulher negra. O projeto é desenvolvido pelo Coletivo Di Jeje, grupo formado por pesquisadoras negras. Um dos objetivos da iniciativa é a de colocar a mulher afro-brasileira como sujeito e não mais objeto de pesquisa.

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Nancy Fraser propõe o Feminismo para 99%

Coautora de manifesto que corre o mundo, filósofa sustenta: capitalismo está esgotado, mas velha esquerda perdeu-se. Cada vez mais populares novas lutas antipatriarcais podem ser parte decisiva da virada

por Isabel Valdés, no El País| Tradução: Felipe Calabrez, em Outras Palavras

Quando Nancy Fraser (Baltimore, EUA, 1947) lembra-se do 8 de março, ela visualiza ruas e praças lotadas em cidades ao redor do mundo, mas também uma oportunidade de estabelecer uma coordenação entre organizações de mulheres em diferentes países. Isso, diz a filósofa, é algo relativamente novo, “o começo de uma base para internacionalizar o feminismo, a partir de baixo”. Ela avalia que o movimento está passando por um renascimento e é uma alternativa a esse “capitalismo em crise”. Mas não se trata de qualquer feminismo. Em 5 de março, foi lançado o manifesto “Feminismo para os 99%”, que Fraser assina com Cinzia Arruzza e Tithi Bhattacharya. No texto, elas analisam duas visões do feminismo. Uma liberal, que vê “o feminismo como um servo do capitalismo”, personificado por mulheres como Sheryl Sandberg [a número dois do Facebook] ou Hillary Clinton. A outra visa “a um mundo justo, cuja riqueza e recursos naturais sejam compartilhados por todos e onde a igualdade e a liberdade sejam condições reais de vida, não apenas aspirações”.

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O século XXI será feminino

Joênia Wapichana* escreve sobre o explosivo manifesto do feminismo para os 99%

no Blog da Boitempo

O século XXI será feminino. Por enquanto, ainda é um século onde o patriarcalismo, a apartação e a desigualdade imperam. É um século de múltiplas crises: social, econômica, política, ética, ambiental, cultural, de identidade, de pertencimento, de escolha e de falta de escolhas. Mas o tamanho do problema, a soma das interações das crises múltiplas que assolam o planeta, não pode nos paralisar.

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Costurando uma história do feminismo brasileiro

Filósofa tece narrativa sobre o pensamento antipatriarcal no país. Ao fazê-lo, identifica as tramas articuladas, nas últimas décadas, para bordar novos desenhos de revolução

Por Carla Rodrigues, na Revista Serrote / Outras Palavras

Das mulheres, já se disse muita tolice. Para que não alcançassem a cidadania, Rousseau as restringiu à esfera privada. Kant confinou-as à pura sensibilidade e, ao deixá-las de fora do campo da razão, manteve-as longe da ciência. Devido ao suposto mistério envolvendo sua sexualidade, Freud considerou-as um enigma indecifrável. Excluídas da história, criaram uma historiografia própria para se opor ao apagamento e à invisibilidade da existência, fazendo do ato de contar a própria trajetória uma forma de resistência.

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Mulheres muçulmanas importam – uma escrita contra o feminismo Sinhá ou sobre feministas e ‘halfies’

Por Francirosy Campos Barbosa [1], em ICArabe

A história do feminismo quando é contada está quase sempre pautada nas mulheres ocidentais e suas lutas, como se as mulheres não-ocidentais também não tivessem pautas que justificassem suas lutas e suas agendas. É importante considerar, que mesmo se essas não deem o nome de ‘feminismo’ para suas lutas, não significa que não estejam lutando, e convenhamos, não é o nome que determina o movimento, mas é a luta por direitos que deve prevalecer, o que quero dizer é que o nome pode se configurar de outras formas em diferentes tempos e contextos.

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Mulheres vão às ruas no 8 de Março contra os retrocessos do governo Bolsonaro

As mulheres voltam às ruas nesta sexta-feira (8) em ao menos 22 cidades brasileiras para celebrar o Dia Internacional da Mulher. Depois das manifestações do #Elenão que reverberaram por todo mundo contra o discurso do ódio e o sexismo representados pela candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), a edição deste ano alerta para as ameaças de retrocessos com o atual governo.

por Rede Brasil Atual – RBA / IHU On-Line

A proposta de “reforma” da Previdência, o aumento da militarização, a criminalização dos movimentos sociais, a política de “entreguismo” dos recursos naturais que afeta a soberania nacional são alguns dos pontos pautados por movimentos e pela Marcha Mundial das Mulheres. As manifestações também vão protestar contra o machismo, a violência de gênero, a desigualdade, o racismo e o preconceito contra pessoas LGBTs.

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Lideranças feministas convocam ofensiva internacional contra a extrema direita

Vinte e quatro lideranças feministas de diferentes países lançaram nesta quarta-feira (6) um manifesto contra o fortalecimento da extrema direita. Na semana do dia 8 de março, em que se realizam mobilizações em todo o mundo, a ideia é convocar uma ofensiva internacional para “deter o trem do capitalismo global, que descamba a toda velocidade em direção à barbárie, levando a bordo a humanidade e o planeta em que vivemos” – segundo o próprio manifesto.

por Brasil de Fato / IHU On-Line

O texto, intitulado “Para além do 8 de Março: rumo a uma Internacional Feminista”, pode ser assinado on-line. Para isso, é necessário informar o nome completo e as informações para contato via telefone e e-mail.

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Mulheres de todos os países, uni-vos!

Nova greve feminista marcará, em dezenas de países, o 8 de Março. Por que o movimento de mulheres cresceu e mudou tanto, em poucos anos. Como superou a onda individualista e volta-se, agora, contra as próprias lógicas do capitalismo?

Por Marisa Kohan | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Há quem discorda que estamos em uma terceira ou quarta onda do feminismo. Quem pensa que a mera classificação do movimento em ondas não tem sentido ou, inclusive, possa ser contraproducente. O que ninguém discute é o fato de que estamos assistindo a um ressurgimento da luta feminista que, pela primeira vez na história, aglutina mulheres de todas as idades, classes sociais, raças, identidades e lugares. Meninas de 12 anos e ativistas com várias décadas de luta nos bastidores compartilham uma visão de mundo e uma batalha travada nas casas, nas ruas, nas empresas, nos parlamentos, nas cortes de justiça e nas redes sociais.

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