Entre bufões, economistas e políticos profissionais: o lugar dos “costumes” nas disputas políticas

Rodrigo Maia e Paulo Guedes podem não se identificar com os ministros bufões e seu conservadorismo tacanho. Mas a agenda econômica e a agenda dos “costumes” não correm em paralelo

por Flavia Biroli, em Blog da Boitempo

O deputado Rodrigo Maia, eleito presidente da Câmara dos Deputados para o biênio 2019/20, disse que seria possível votar a reforma da Previdência ainda no primeiro semestre deste ano se o debate sobre a “agenda de costumes” for deixado para um segundo momento. Segundo ele, dessa maneira o plenário da Câmara não seria transformado em “um campo de guerra ideológica”.

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O Caminho para a Representatividade Negra, Feminina e Favelada na ALERJ

por Renata Queiroz Ramos, em RioOnWatch

Nas eleições de 2018 o país elegeu representantes a nível nacional (presidente, deputados federais e senadores) e estadual (governadores e deputados estaduais). Dentre os deputados estaduais eleitos pelo Rio de Janeiro, estão três mulheres—a estudante de ciências sociais Dani Monteiro, a doutora em comunicação Renata Souza e a cientista social Mônica Francisco—três ex-assessoras da vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018. Todas vêm pautando questões relacionadas à violência contra a mulher, ao genocídio da população negra e às políticas de ações afirmativas.

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Mulheres, vítimas da primeira luta de classes?

O poder de fazer da mulher uma propriedade está na raiz do patriarcado — mas também do capitalismo. Ele modela todas as outras formas de propriedade e de captura do que é fecundo

Por Guido Viale, em Il Manifesto | Tradução: Moisés Sbardelotto, no IHU, em Outras Palavras

A entrada em campo de um movimento mundial de mulheres que enche a cena política e social dos últimos anos – do qual a marcha do sábado passado, em Roma, era apenas uma articulação – leva a pensar que esse movimento será protagonista de todo possível processo de transformação das relações sociais nas próximas décadas.

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A liberdade é uma luta constante

“A leitura do novo livro de Angela Davis obra pode nos recolocar em um espaço próprio, o da resistência, o de nunca desistir da luta que deve ser empreendida.”

por Conceição Evaristo, no Blog da Boitempo

A publicação de A liberdade é uma luta constante, novo livro de Angela Davis*, no Brasil, além de permitir ao público leitor acompanhar a saga dessa conhecida ativista contra as diversas formas de submissão humana, tem um significado especial neste momento tão crítico da sociedade brasileira. Vários grupos de movimentos sociais têm vivido certo sentimento de desesperança e impotência ao avaliar os resultados de lutas e demandas colocadas pela sociedade civil há anos. Constata-se uma ausência de ações coletivas que efetivamente embarguem as decisões tomadas no âmbito do poder político que nos últimos anos vêm afrontando o povo. A militância brasileira, tão ativa em diversos espaços de luta – das associações de moradores aos partidos políticos –, tem assistido, perplexa, às perdas de várias conquistas no âmbito das políticas públicas, na área da educação, da cultura, da saúde e outras. (mais…)

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El internacionalismo de las mujeres contra el patriarcado mundial

Por Dilar Dirik y Roar Magazine, en Servindi

La lucha contra el patriarcado, ya sea orgánica y espontánea, o militante y organizada, constituye una de las formas más antiguas de resistencia. Como tal, posee algunos de los conjuntos más diversos de experiencia y conocimiento dentro de ella, encarnando la lucha contra la opresión en sus formas más antiguas y universales.

Desde las primeras rebeliones de la historia hasta las primeras huelgas organizadas, protestas y movimientos, las mujeres que luchan siempre han actuado con la conciencia de que su resistencia está vinculada a problemas más amplios de injusticia y opresión en la sociedad. Ya sea en la lucha contra el colonialismo, el dogma religioso, el militarismo, el industrialismo, la autoridad estatal o la modernidad capitalista, históricamente los movimientos de mujeres han movilizado la experiencia de diferentes aspectos de la opresión y la necesidad de luchar en múltiples frentes. (mais…)

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“É a nossa coragem e ousadia que construirão um mundo onde todas nós possamos viver”

Durante cinco dias, cerca de 70 mulheres Sem Terra de todo o país se reuniram no Curso Feminismo e Marxismo Nacional, realizado na Escola Nacional Florestan Fernandes em São Paulo

Por Iris Pacheco, para Página do MST

Somos palavras, olhares, ações, mas
principalmente mulheres que lutam com todo
nosso coração e rebeldia nas cinco regiões
desta mátria. Somos nossas conversas, vídeos, músicas,
poesias, contos, teatros, danças, pinturas e
performances; somos mulheres de nosso
tempo, que continuaremos trabalhando pela
unidade da classe trabalhadora e construção
do feminismo na luta pela terra.
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O que querem as brasileiras?

O front, nos ensina o movimento contra Bolsonaro, tem nas eleições uma de suas principais motivações, mas se estende para além delas

por Rosane Borges, em CartaCapital

Tal como incêndios florestais, o movimento “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” se espalhou rapidamente na internet,  preenchendo todos os espaços das redes sociais de tal forma que alcançou 1,5 milhão de participantes, com adesão de dez mil mulheres por minuto. (mais…)

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Um milhão de mulheres derrotarão Bolsonaro?

Grupo viralizou e é importante — mas não há projeto comum nem organização política real. Vencer patriarcado exigirá ir muito além do feminismo como “lifestyle”

Por Marília Moschkovitch*, em Outras Palavras

Há poucos dias foi criado – e viralizou – no Facebook um grupo chamado “Mulheres Contra Bolsonaro”. Em seguida, com a viralização, vários homônimos também surgiram. O grupo “original”, se é que se pode chamar assim, alcançou rapidamente a marca impressionante de 1 milhão de membros. Ninguém entendeu muito bem como (e nem pelas mãos de quem) o grupo surgiu, mas o fenômeno é: um milhão de mulheres expressando publicamente, ou ao menos entre si, a repulsa ao candidato presidencial da extrema direita. Não demorou para que o feito fosse comemorado: um milhão de mulheres aparentemente se juntando e se organizando contra Bolsonaro. Eventos sendo chamados para “ir às ruas” e demonstrar que são (somos) muitas as mulheres contrárias ao que representa essa candidatura. (mais…)

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