No centro da revolta global, o feminismo

Cientista política argentina busca entender o protagonismo das mulheres, nas lutas atuais contra o neoliberalismo. Suas hipóteses falam da revalorização do desejo e da percepção de que politica precisa sacudir ruas, casas, fábricas e camas

Veronica Gago, entrevistada por Roxana Sandá | Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Uma raiva de séculos envolve a América Latina e ressoa com amargura. O movimento de mulheres, lésbicas, trans e travestis levanta-se contra a caça feroz desencadeada após o golpe de Estado na Bolívia e faz frente ao aparato repressivo no Chile. São milhares de corpos acendendo fogos de rebelião para desafiar as fobias racistas e de classe, as fobias colonialistas e dominantes que cospem sobre quem luta por uma alternativa de poder feminista, antipatriarcal, antiextrativista e descolonizante. Os jovens enfrentam o maquinismo neoliberal para que não continue empobrecendo suas famílias. Enquanto se escreve este texto, a resistência já dura semanas. “A História é nossa e o futuro também”, declaram graffitis pintados na urgência.

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Feministas e povos originários orientam nossos passos. Artigo de Raúl Zibechi

“No meu modo de ver, o surgimento de povos originários e feministas está modificando a velha cultura política com maior profundidade que qualquer debate ideológico. O impacto é altíssimo e não é fácil de medir”, avalia  Raúl Zibechi, jornalista e analista político uruguaio. “Está nascendo um modo antipatriarcal e anticolonial de fazer política”, considera.

por La Jornada, em Cepat / IHU On-Line

Eis o artigo.

As ruas de Santiago seguem ocupadas por milhares de pessoas que não as abandonam, apesar da repressão, muito menos pelo acordo assinado entre o governo e a oposição para desmobilizar os protestos. Trata-se do  Acordo  pela paz e a nova Constituição, que não garante nem uma e nem outra e que é uma mostra de que os políticos continuam virando as costas para a população.

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Quando Damares conheceu as Mães pela Diversidade

Como um grupo de mulheres valentes e amorosas compareceu a um ato da ministra, em MG, ergueu bem alto suas faixas e símbolos e levou ao chilique um deputado-coronel. Elas avisam: “Estaremos sempre presentes!”

Por Lelena Lucas*, em Outras Palavras

Nós, as Mães pela Diversidade, não poderíamos deixar de nos fazer presentes em um evento que trouxe a Ministra Damares como palestrante em defesa da família. O atual governo, que ela representa muito bem, se elegeu com base em discursos preconceituosos e homofóbicos e com isso atiçou nos ignorantes a intolerância contra nossos filhos. Em um país que carrega a vergonha de ser líder em assassinatos e violências contra a população LGBTQI+, vamos sempre nos manifestar em defesa de todas as famílias, neste movimento alicerceado no amor.

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Coletiva Popular une e empodera mulheres pretas em Quintais do Bosque das Caboclas, em Campo Grande

por Carla Souza, em RioOnWatch

No dia 5 de outubro, foi realizado em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, um mutirão no quintal de Hellen Andrews, que fica no Bosque das Caboclasuma comunidade na Estrada dos Caboclos que se desenvolveu a partir de uma ocupação urbana. Esse mutirão, que contou com o apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), construiu uma cisterna ecológica que aproveitará a água da chuva para vários fins. O quintal de Dona Hellen é um dos três quintais do Bosque das Caboclas selecionados em um edital do Fundo Casa para projetos de reparo em moradias devido às chuvas. O Bosque das Caboclas concentra um subgrupo de um coletivo feminino, a Coletiva Popular de Mulheres da Zona Oeste (CPMZO), que visa utilizar os espaços de moradia para reunir mulheres locais e debater diversos assuntos e suas necessidades.

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Mulheres do Sertão do São Francisco debatem feminismo e agroecologia

Liberdade, empoderamento, respeito, organização e coragem. Estas foram algumas das palavras escritas em pétalas que formaram uma grande margarida no primeiro dia da 18ª Assembleia da Rede Mulher do Sertão do São Francisco, na Bahia. 

CPT Juazeiro

Além da força dos sentimentos escritos, o símbolo escolhido para o início do encontro foi bastante representativo. A flor fez memória à 6ª Marcha das Margaridas, que aconteceu no mês passado, em Brasília, e levou 100 mil mulheres às ruas.

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Christiane, Aida, Marcia, Maria, Adelia: cinco histórias de Margaridas

Mulheres de todas as idades, do campo e da cidade, levaram para Brasília diferentes pautas para o encontro de camponesas; em comum, a intenção de fortalecer a luta por seus direitos 

Por Priscilla Arroyo, em De Olho nos Ruralistas

Luta, esperança e coragem. As palavras resumem os propósitos das milhares de mulheres que ocuparam as ruas de Brasília com um chapéu na cabeça e um sorriso no rosto durante a Marcha das Margaridas, nos dias 13 e 14, maior evento de luta feminina da América Latina. Apesar dos desafios impostos pela política, estavam felizes por encontrar as companheiras e ter as suas vozes ampliadas. Elas falam, cada uma a seu modo, sobre as mudanças que gostariam de ver no Brasil.

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Marcha das Margaridas deixa recado em meio à retirada de direitos: “Vamos renascer das cinzas”

Protesto contra retrocessos nas políticas públicas do governo Bolsonaro marcaram ato que reuniu recorde de cem mil pessoas em Brasília durante os dias 13 e 14; mudanças nas regras da aposentadoria são a maior preocupação das mulheres do campo

Por Priscilla Arroyo, em De Olho nos Ruralistas

“Vamos renascer das cinzas, plantar de novo um arvoredo. Bom calor nas mãos unidas, na cabeça de um grande enredo”. Em uma nova versão, na voz de uma mulher, os versos de Martinho da Vila permearam a abertura da 6ª Marcha das Margaridas, ato que levou 100 mil mulheres à capital durante os dias 13 e 14. Trata-se de um número recorde de participantes da ação, que, desde 2000, acontece de quatro em quatro anos, com desfecho em Brasília. Esta edição aconteceu sob o lema “Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”.

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Mulheres indígenas, raiz e tronco da luta pelo território

Aconteceu em Brasília seu 1º Encontro Nacional, que juntou forças à Marcha das Margaridas. Elas lutam por direitos e enfrentam machismo e ataques bolsonaristas. Das margens do país, desejam ocupar o centro do debate político

por Inês Castilho, em Outras Palavras

Vem das mulheres das florestas e das matas um outro imaginário político para o país. Outras imagens, outras prosas se fazem ouvir no centro do poder, vindo ampliar os feminismos brasileiros.

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Marcha das Margaridas 2019 na luta pela mulheres do país

Pela autonomia e liberdade das mulheres sobre o seu corpo e a sua sexualidade

Da Contag / MST

A sexualidade feminina é marcada por diversos tabus que frequentemente impedem as mulheres de falarem sobre isso, e de buscarem compreender melhor sobre o próprio corpo, suas fases, emoções e tudo o que compreende esse universo, a princípio individual, mas que em algum momento também encontra o coletivo. Tabus que começam em casa, principalmente quando as mulheres chegam à puberdade, e se arrastam por toda a vida, perpetuados pela mídia e pelas convenções sociais ainda fortemente arraigadas nos princípios patriarcais que reprimem a sexualidade feminina. Fatalmente, a liberdade das mulheres em fazer suas escolhas na esfera da sexualidade ainda é muito usada como motivação para a violência contra elas.

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Para compreender a “Améfrica” e o “pretuguês”

Em texto de 1980, mas surpreendentemente atual, historiadora expõe contradição central na vida brasileira: mulheres negras são reduzidas a “mulatas, domésticas ou mães pretas”; mas sua presença deu forma e sentido ao país

por Lélia Gonzalez, em Outras Palavras

Artigo apresentado na Reunião do Grupo de Trabalho “Temas e Problemas da População Negra no Brasil”, no IV Encontro Anual da Associação Brasileira de Pós-graduação e Pesquisa nas Ciências Sociais, no Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 1980. Título original: “Racismo e sexismo na cultura brasileira”

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