O ano de 2026 inicia-se sob a permanência de uma chaga histórica no campo paraense: a violência sistemática contra trabalhadores rurais e defensores de direitos humanos. Uma violência que é sustentada pela omissão e pela conivência direta do Estado do Pará. (mais…)
impunidade
Povos e Comunidades Tradicionais publicam Carta-Denúncia sobre a violência e a impunidade
Documento final de seminário nacional critica a ausência do Estado e a aliança entre o capital e o poder público em um cenário de ameaças e assassinatos de defensores da “Casa Comum”
Por Cláudia Pereira | APC, em CPT
O Seminário Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais Contra a Violência e a Impunidade foi encerrado com a publicação de uma carta-denúncia. O evento, que reuniu representantes de diversas comunidades ameaçadas por conflitos territoriais com o capital e o Estado, teve como objetivo principal expor a crescente violência, a grilagem e o ciclo de impunidade que afetam diretamente os povos do campo, das águas e das florestas. (mais…)
Povos Tradicionais denunciam a arqueologia dos massacres e a impunidade
Seminário reúne lideranças, pesquisadores e parlamentares para debater a escalada da violência, o racismo ambiental e projetos como PL da Devastação
Por Cláudia Pereira, da Articulação das Pastorais do Campo, no Cimi
Após um momento de reflexão e partilha de sonhos, povos e comunidades tradicionais de todas as regiões do país iniciaram o dia (26) com intensos debates em Brasília. Em seminário sobre a violência nos Territórios e a impunidade contra os povos e a natureza. O objetivo central do dia era anunciar e denunciar as violências e violações. No Centro Cultural de Brasília (CCB), lideranças receberam pesquisadores e parlamentares para um dia dedicado a compreender a escalada da violência que atinge populações do campo, das florestas e das águas em todo o Brasil. (mais…)
Seminário Nacional denuncia violência e impunidade contra povos e comunidades tradicionais
Evento em Brasília, de 25 a 27 de novembro, reunirá lideranças do campo, das florestas e das águas sob o lema “Lutamos pela paz, justiça e soberania”
Um cenário de crescente violência, marcado por disputas de terra, especulação imobiliária, ataques armados e crimes socioambientais, motiva a realização do Seminário Nacional “Povos e comunidades tradicionais contra a violência e a impunidade”. O evento ocorrerá de 25 a 27 de novembro de 2025, no Centro Cultural de Brasília (CCB). (mais…)
Mais um 20 de novembro e 21 anos sem justiça para Felisburgo
Em 20 de novembro de 2004, o massacre de Felisburgo (MG) resultou na morte de cinco trabalhadores rurais Sem Terra, após uma invasão de jagunços a mando de Adriano Chafik. Vinte anos depois, a terra onde o crime ocorreu ainda não foi destinada à Reforma Agrária
No dia 20 de novembro de 2004, dois anos após a ocupação da fazenda Nova Alegria, no município de Felisburgo, no Vale do Jequitinhonha mineiro, Adriano Chafik Luedy, seu primo Calixto Luedy e 15 jagunços invadiram o acampamento Terra Prometida. Assassinaram 5 trabalhadores rurais Sem Terra, feriram diversos outros e colocaram fogo em todas as estruturas do acampamento. Vinte anos após o crime conhecido como “massacre de Felisburgo”, a terra, banhada com o sangue desses trabalhadores, ainda não foi transferida formalmente para as famílias que resistem no território. (mais…)
Uma década após tragédia de Mariana, atingidos relatam perda de convívio e tradições
Dirigente do MAB critica impunidade e alerta para contaminação persistente no rio Doce; reparação não foi suficiente para reverter danos
O reassentamento de Bento Rodrigues, a cerca de 24 km do centro de Mariana (MG), reúne parte dos atingidos que moravam no antigo subdistrito atingido há 10 anos pela lama da barragem de Fundão, que pertencia à Samarco, controlada pelas mineradoras Vale e BHP. A tragédia que matou 19 pessoas é considerada o maior desastre ambiental do país. (mais…)
Coletivo de organizações da sociedade civil lança Manifesto por Memória e Justiça pra Vítimas e Familiares do Massacre do Abacaxis
Depois de cinco anos, treze policiais militares foram indiciados, mas os acusados de envolvimento direto nos homicídios de sete pessoas estão com habeas corpus, que alega falta de competência do juízo
“Continuamos a sonhar e teimar por justiça junto com nossas irmãs e irmãos que tiveram seus direitos fundamentais à vida, à integridade física e psicológica totalmente violados pelo próprio estado do Amazonas, nas pessoas de seus agentes. Só haverá justiça se os autores dos crimes contra os indígenas e ribeirinhos forem regularmente PROCESSADOS e JULGADOS”. (mais…)
