Nota de repúdio sobre o caso Fábio Santos

Com 6 anos de impunidade, audiência do caso Fábio Santos é adiada mais uma vez

Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia
Da Página do MST

Há seis anos, o professor e camponês Fábio Santos, uma das principais lideranças do MST na Bahia,  foi brutalmente assassinado na frente de sua esposa e filha no município de Iguaí, no sudeste baiano e até hoje os responsáveis permanecem impunes. Confira a nota do MST sobre ao andamento do caso.

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Acusado de assassinar sem-terra em 2010, irmão do deputado Bengtson continua impune

Marcos Bengtson teria sido mandante do homicídio de José Valmeristo Soares; ele é filho de Josué Bengtson, condenado por enriquecimento ilícito, e irmão do deputado Paulo, secretário da Frente Parlamentar da Agropecuária

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

A família do sem-terra José Valmeristo Soares, o Caribé, espera há quase dez anos o julgamento dos quatro homens acusados pelo seu assassinato. Eles cometeram o crime em setembro de 2010, em Santa Luzia do Pará (PA). Antes de matar Caribé, os criminosos o torturaram. O camponês João Batista Galdino também foi torturado, mas conseguiu escapar com vida. Irmão do deputado Paulo Bengtson (PTB), Marcos Bengtson é acusado de ser o mandante do crime. Ele chegou a ser preso na época, mas foi liberado devido a um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça do Pará meses depois. Desde então, responde ao processo em liberdade.

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O começo de tudo: como o Exército matou um menino de 15 anos no complexo do Alemão – e ninguém foi julgado

Sete anos antes do fuzilamento do músico Evaldo Rosa, morte de adolescente gerou guerra entre Justiça Federal e Justiça Militar e foi pano de fundo para mudança de lei

Por Natalia Viana, em Agência Pública

Abraão Maximiano era um menino negro de 1,77 metro. Tinha 15 anos. Órfão de pai e mãe, tinha deixado de estudar e catava latinhas para ajudar a irmã de 20 anos que o criava. Era flamenguista. Morava no Beco da Esperança, número 3.

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Boate Kiss seis anos depois; o caso na justiça e campanha de conscientização

Há seis anos familiares das vítimas do incêndio da boate Kiss em Santa Maria (RS), onde morreram 242 pessoas e 630 ficaram feridas, esperam a punição dos responsáveis pela Justiça. Recursos atrasam o processo em diversos níveis do judiciário. Agora, as famílias das vítimas aguardam uma audiência com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para uma possível federalização do caso. Enquanto isso, pais fazem da saudade força para conscientizar jovens sobre segurança na balada.

Pedro Calvi / CDHM

Em janeiro deste ano, a Associação de Vítimas e Familiares da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), pediu apoio da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados para a realização do encontro na PGR. A CDHM enviou ofício e a procuradora-geral afirmou que não poderia receber a associação, e uma nova data deve ser agendada.

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Chacina de Unaí – 15 anos da tragédia são marcados por protestos contra impunidade dos mandantes

“Justiça já” para os mandantes e intermediários da Chacina de Unaí, reivindicaram os Auditores-Fiscais do Trabalho e o SINAIT nesta segunda-feira, 28 de janeiro, em ato em frente ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região – TRF1, em Brasília. Neste ano, a indignação da categoria ganhou ainda mais força, em razão de a 4ª Turma do Tribunal ter atenuado as penas dos criminosos, que estão em liberdade

por Dâmares Vaz, em Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho – Sinait / IHU On-Line

No dia 19 de novembro de 2018, o TRF1 anulou o julgamento de Antério Mânica – um dos mandantes, e reduziu as penas de Norberto Mânica – mandante, Hugo Alves Pimenta – intermediário e José Alberto de Castro – intermediário. Os executores são os únicos que cumprem penas.

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Crime e impunidade: as balas que dispararam Gouveia seguem sem dono

Gouveia incomodou os fazendeiros da região com sua ousadia questionadora, que colocou o dedo na ferida de quem fazia uso indevido de terras e questionou a forma como a agricultura local funcionava. Sua sentença foi receber 10 disparos

Por Agatha Azevedo, na Página do MST

No último dia 23 completou-se um ano do assassinato de Silvino Nunes Gouveia, de 51 anos, que foi morto no assentamento Liberdade, na cidade de Periquito, em Minas Gerais. Neste curto intervalo de tempo, também ocorreu no dia 28 o ataque ao acampamento Lula Livre em Curitiba (PR), que deixou dois feridos. (mais…)

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Mais de duzentos Juízes e Juízas Federais exigem investigação de morte de Marielle Franco

Justificando

No momento, são 230 juízes e juízas federais que exigem investigação da morte da vereadora, em momento em que as autoridades ainda não apresentaram resultados concretos de investigação. O abaixo assinado, que acompanha uma nota de homenagem e exigência da apuração, começou com 160 magistrados federais e contou com ampla adesão após veiculação no Justificando. (mais…)

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Dois anos após massacre de Quedas do Iguaçu, no Paraná, nenhum PM foi punido

Agricultores mortos em 7 de abril de 2016 serão homenageados pelo MST no local dos assassinatos

Por Daniel Giovanaz, em Brasil de Fato / MST

O assassinato dos agricultores sem terra Vilmar Bordim e Leonir Orback por policiais militares em Quedas do Iguaçu, Centro-Sul do Paraná, completou dois anos na tarde deste sábado (7). O acontecimento passou a ser chamado de “massacre” depois que a Polícia Militar (PM) admitiu a autoria de 128 disparos. As vítimas estavam todas do mesmo lado, e nenhum policial ficou ferido. (mais…)

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O assassinato de Marielle e o fracasso das políticas de segurança. Entrevista especial com Rachel Barros

por Patricia Fachin, em IHU On-Line

“Nenhuma pessoa que vive em favela desconhece o fenômeno da violência de maneira acrítica. O que ocorre é que as pessoas precisam lidar com uma série de forças que estão presentes nos seus espaços de vida, e isso tem impactos sobre o alcance da sua crítica”. A observação é da doutora em Sociologia Rachel Barros, que há mais de dez anos tem contato com as comunidades que vivem nas periferias do Rio de Janeiro, especialmente com os moradores do complexo de favelas de Manguinhos.

Na entrevista a seguir, concedida por e-mail para a IHU On-Line, Rachel relata que “os moradores de favelas têm os seus espaços de vida controlados e/ou invadidos por diferentes forças coercitivas”. Segundo ela, para entender a dinâmica de violência e coerção nesses territórios e os problemas relacionados à segurança pública no Rio de Janeiro, é fundamental analisar a “atitude de conivência e manutenção dessa estrutura por parcelas do Estado”. (mais…)

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Cinco anos de dor e impunidade. Entenda o caso do Sem Terra Fábio Santos

Todo processo está marcado por um conjunto de fatos que não o fazem andar

Por J. Neto*, da Página do MST

A justiça é cega! Essa é a alusão usada para indicar sua imparcialidade, no entanto quem aplica as leis, para que se cumpra a justiça não é imparcial, tem classe social, cor e ideologia política. Essas afirmações são importantes para compreendermos em que contexto o processo que investiga a morte do militante do MST Fábio Santos está inserido. (mais…)

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