No Festival de Berlim, indígenas lançam manifesto contra intolerância

O documento foi lido após a exibição do documentário “Ex-Pajé”, de Luiz Bolognesi, sobre a evangelização de povos indígenas

Por Felipe Milanez, na Carta Capital 

A magia da floresta veio para o frio de Berlim, e junto com a magia vieram também o drama da violência do etnocídio, do proselitismo religioso e da destruição da Amazônia. Foi exibido no sábado 17 de fevereiro, na sessão Panorama do Festival de Cinema de Berlim, o filme Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi, produzido por Laís Bodanzky e os irmãos Caio e Fabiano Gullane (time que volta a Berlinale depois do sucesso de Como Nossos Pais, de Laís, ano passado), um belíssimo documentário que mostra a violência do etnocídio dos povos indígenas no Brasil. (mais…)

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Racismo, subtexto da intolerância religiosa

Não há uma perseguição generalizada a religiões no Brasil. Basicamente os intolerantes miram os praticantes do candomblé e da umbanda

por Gisele Pereira — CartaCapital

Antes de mais nada, lembremos que a tolerância outrora tão enaltecida e reivindicada é altamente questionável por seu caráter limitado no que se refere a uma ética necessária ao convívio humano. (mais…)

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Quilombo do Camorim, Recentemente Tombado pelo IPHAN, Comemora Dandara e Zumbi em Jacarepaguá

Tânia de Oliveira – RioOnWatch

No dia 26 de novembro, finalizando a semana da Consciência Negra, foi realizada a 16ª edição da tradicional feijoada em homenagem a Dandara e Zumbi dos Palmares pela Associação Cultural Quilombo do Camorim (ACUCA), em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro, sendo a primeira no próprio território quilombola, o que tornou esse dia ainda mais especial. (mais…)

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A quem interessa a onda de intolerância religiosa que sacode o Brasil?

Os mais perseguidos são os locais de culto das religiões de matriz africana, mas também atinge outros templos

Por Juan Arias, El País Brasil

O Brasil está destruindo um dos seus maiores valores, sua proverbial tolerância religiosa e a coexistência pacífica entre as diferentes confissões. A quem interessa essa onda iconoclasta que – como este jornal publicou – cresceu 4.960% em apenas cinco anos, que registra uma denúncia de hostilidade ou profanação de locais de culto e pessoas que os dirigem a cada 15 horas? (mais…)

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Segue perseguição às religiões de matriz africana em MG: alguém se importa?

Makota Celinha – coordenadora do Centro nacional de Africanidade e Resistencia Afro-Brasileira – CENARAB- Belo Horizonte

Aos vinte e sete dias de outubro, às dezesseis horas recebemos na sede do Centro nacional de Africanidade e Resistencia Afro-Brasileira – CENARAB, a Senhora VALESCA PEREIRA DOS SANTOS,  e o senhor GUSTAVO PEREIRA DOS SANTOS, ambos moradores à rua 45, nr. 278, Bairro Imperador, em São Joaquim de Bicas – Alto Paraopeba\MG que, num ato de desespero e medo, nos procurou solicitando ajuda pelos fatos que se seguem: (mais…)

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Os santos perseguidos

Crimes de ódio contra praticantes de Umbanda e Candomblé no Rio Janeiro representam 90% dos casos do disque-denúncia estadual; no país, as denúncias de discriminação por motivo religioso cresceram 4960% em 5 anos

por Gabriele Roza, da Agência Pública

Mãe Merinha foi bem rápida, amarrou um pano branco na roupa e colocou alguns colares fios-de-conta coloridos no pescoço. ‘‘O mais triste disso tudo é saber que eles não param’’, disse, enquanto prendia um tecido também branco na cabeça. Estava pronta, com sua vestimenta de mãe-de-santo. Sinalizou que poderia começar a entrevista e se apresentou, ‘‘sou Mãe Merinha de Oxum, fui iniciada no Candomblé há 36 anos, sou filha de Mima de Oxossi, do Ilê Axé Obá Ketu’’. Há um ano e meio, Rosimere Lucia dos Santos abriu um terreiro de Candomblé em Belford Roxo, município do Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense, onde também começou um trabalho social com crianças da região. No dia 27 de setembro,quarta-feira, completou 51 anos e, naquele mesmo dia, seu terreiro foi invadido e incendiado. (mais…)

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