Tem início a V Assembleia dos Jovens da CLOC – Via Campesina em Cuba

No âmbito do VII Congresso da CLOC (Coordenadoria Latinoamericana de Organizações Camponesas) e com o tema: “Jovens do campo e jovens da cidade, lutando todos e todas por seus ideais”, teve início a V Assembleia dos Jovens da CLOC – Via Campesina, nessa terça-feira (25), em Cuba. Participam jovens, homens e mulheres, das Américas do Sul e Central, e do Caribe, que dão continuidade ao longo processo de discussões, desde a realização do I Congresso da CLOC há 25 anos, e nove anos após a primeira Assembleia de Articulação dos Jovens.

por CLOC / tradução: Cristiane Passos – CPT

Liezer Inabel Ramírez, da República Dominicana, e membro da comissão política continental definiu esta assembleia como um momento histórico, porque estamos em um contexto político em que o imperialismo está impondo todas as suas políticas neoliberais. Para ele, estar em Cuba comemorando com um povo heroico os 60 anos de reforma agrária em seu país, um povo que, apesar do bloqueio genocida imposto pelo império, conseguiu construir o socialismo a partir da base.

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Jovens: “Não deixem para outros o ser protagonistas da mudança”

Reunião de jovens representantes dos Regionais da CPT ocorreu nos dias 16 e 17 de maio em Goiânia (GO). Evento surge a partir de processo iniciado no IV Congresso Nacional da CPT, em Porto Velho (RO), quando a juventude foi definida como uma das luzes de atuação para a Pastoral.

por Elvis Marques, em CPT Nacional

“Nesses dois dias, partilhamos nossas experiências concretas de trabalho das e com as juventudes nos diversos Regionais que estiveram presentes”, afirmaram, em Carta, as/os agentes jovens da Pastoral da Terra, que, em sua maioria, destacaram que não há uma formação interna voltada à juventude da CPT, todavia existem diversas experiências com as/os jovens das comunidades acompanhadas pela entidade.

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Conectados globalmente, coletivos juvenis agem na realidade de seus territórios. Entrevista especial com Regina Novaes

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Com a cabeça no mundo, mas com os pés na sua comunidade. É assim que a professora Regina Novaes analisa a ação coletiva das juventudes do século XXI. “Conectados globalmente, coletivos juvenis agem localmente a partir das especificidades de seus territórios”, reitera. “No contexto atual, é impossível falar em ‘ativismo político’ sem pensar nas narrativas de jovens mulheres; de jovens negros e negras; de jovens LGBT que se autoclassificam como ‘periféricas’. Tais narrativas – entremeadas de poesia, músicas, dança, performances – povoam o espaço público (virtual e presencial) e contribuem para renovar clássicos espaços de militância”, analisa. Mas, para ela, são diferentes militâncias que não iniciam ou desembocam em pertencimentos de grupos já institucionalizados, como  movimentos estudantis e alas jovens de partidos ou igrejas. “Uma possível repercussão dessa atual configuração é a maior convivência de diferentes concepções de militância e uma maior horizontalidade entre elas”, observa.

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Juventudes, direitos violados e esperança

Com o crescimento da desigualdade e da crise econômica, em 2017 o desemprego entre os jovens atingiu sua maior taxa em 27 anos. A cada três jovens, um está desempregado. Essa parcela da população é ainda fortemente afetada pela violência, sub-representação na política, racismo e sexismo

Por Nathalie Beghin*, no Inesc

As desigualdades no Brasil são abissais. Conforme atesta relatório recentemente lançado pela Oxfam Brasil[1], os 5% mais ricos possuem renda equivalente à de 95% da população! Dito de outra forma, uma trabalhadora que ganha um salário mínimo mensalmente levará 19 anos para receber o equivalente ao que um super-rico ganha em apenas um mês! Esse é o tamanho das nossas desigualdades. (mais…)

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O fim do protagonismo juvenil e o retorno à ação política. Entrevista especial com Regina Magalhães de Souza

Patrícia Fachin – IHU On-Line

Nas duas últimas décadas e meia, a “ação política” foi substituída ou confundida com a “atuação social”, adverte a socióloga Regina Magalhães de Souza, na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por e-mail. A atuação social foi “colocada no lugar da ação política como se fosse ação política, aliás, como se fosse a única alternativa legítima e verdadeira de ação política. Mas ela não é ação política, uma vez que não supõe poder de decisão, nem criação, nem mudança no rumo dos eventos”, diz. (mais…)

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O juvenicídio, a ilusão das facilidades e o falso projeto de futuro. Entrevista especial com Maurício Perondi

Patricia Fachin – IHU On-Line

Do mesmo modo que o termo feminicídio tem sido utilizado para classificar as mortes ocasionadas por questões de gênero, a palavra juvenicídio tem sido cunhada para explicitar os “assassinatos sistemáticos de pessoas jovens”, explica o pesquisador Maurício Perondi à IHU On-Line. Somente no Brasil, que é o país “com um dos mais altos índices de morte de jovens”, informa, houve um crescimento de “669,5% em duas décadas” de “homicídios por arma de fogo na população de 15 a 29 anos”. Os dados, avalia, “são assustadores, pois cerca de 25 mil jovens de 15 a 29 anos foram mortos no Brasil em 2014. Isso é o equivalente a quase 70 jovens mortos por dia”. (mais…)

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Fenômeno “nem-nem” é reflexo de problemas estruturais. Entrevista especial com Luanda Botelho

Patricia Fachin – IHU On-Line

O aumento do número de jovens que não trabalha, não estuda e não procura emprego no país, reflete “questões estruturais”, diz Luanda Botelho, analista socioeconômica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, ao comentar os dados na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por e-mail. Segundo a pesquisadora, de 2014 para 2015, o número de jovens com idade entre 15 e 29 anos, que não trabalham e não estudam subiu de 20 para 22,5%, e desses, explica, 14,4% além de não estudarem e não trabalharem, não procuram emprego. (mais…)

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