Neste 30 de maio, dia em que estudantes, professores e professoras, e demais militantes sociais voltam às ruas brasileiras em defesa da educação e contra os cortes do governo federal, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) novamente se junta ao povo nessa luta e partilha o “Manifesto Audiovisual das Juventudes do Cerrado”.
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Jovens: “Não deixem para outros o ser protagonistas da mudança”
Reunião de jovens representantes dos Regionais da CPT ocorreu nos dias 16 e 17 de maio em Goiânia (GO). Evento surge a partir de processo iniciado no IV Congresso Nacional da CPT, em Porto Velho (RO), quando a juventude foi definida como uma das luzes de atuação para a Pastoral.
por Elvis Marques, em CPT Nacional
“Nesses dois dias, partilhamos nossas experiências concretas de trabalho das e com as juventudes nos diversos Regionais que estiveram presentes”, afirmaram, em Carta, as/os agentes jovens da Pastoral da Terra, que, em sua maioria, destacaram que não há uma formação interna voltada à juventude da CPT, todavia existem diversas experiências com as/os jovens das comunidades acompanhadas pela entidade.
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Conectados globalmente, coletivos juvenis agem na realidade de seus territórios. Entrevista especial com Regina Novaes
Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line
Com a cabeça no mundo, mas com os pés na sua comunidade. É assim que a professora Regina Novaes analisa a ação coletiva das juventudes do século XXI. “Conectados globalmente, coletivos juvenis agem localmente a partir das especificidades de seus territórios”, reitera. “No contexto atual, é impossível falar em ‘ativismo político’ sem pensar nas narrativas de jovens mulheres; de jovens negros e negras; de jovens LGBT que se autoclassificam como ‘periféricas’. Tais narrativas – entremeadas de poesia, músicas, dança, performances – povoam o espaço público (virtual e presencial) e contribuem para renovar clássicos espaços de militância”, analisa. Mas, para ela, são diferentes militâncias que não iniciam ou desembocam em pertencimentos de grupos já institucionalizados, como movimentos estudantis e alas jovens de partidos ou igrejas. “Uma possível repercussão dessa atual configuração é a maior convivência de diferentes concepções de militância e uma maior horizontalidade entre elas”, observa.
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Juventudes, direitos violados e esperança
Com o crescimento da desigualdade e da crise econômica, em 2017 o desemprego entre os jovens atingiu sua maior taxa em 27 anos. A cada três jovens, um está desempregado. Essa parcela da população é ainda fortemente afetada pela violência, sub-representação na política, racismo e sexismo
Por Nathalie Beghin*, no Inesc
As desigualdades no Brasil são abissais. Conforme atesta relatório recentemente lançado pela Oxfam Brasil[1], os 5% mais ricos possuem renda equivalente à de 95% da população! Dito de outra forma, uma trabalhadora que ganha um salário mínimo mensalmente levará 19 anos para receber o equivalente ao que um super-rico ganha em apenas um mês! Esse é o tamanho das nossas desigualdades. (mais…)
O fim do protagonismo juvenil e o retorno à ação política. Entrevista especial com Regina Magalhães de Souza
Patrícia Fachin – IHU On-Line
Nas duas últimas décadas e meia, a “ação política” foi substituída ou confundida com a “atuação social”, adverte a socióloga Regina Magalhães de Souza, na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por e-mail. A atuação social foi “colocada no lugar da ação política como se fosse ação política, aliás, como se fosse a única alternativa legítima e verdadeira de ação política. Mas ela não é ação política, uma vez que não supõe poder de decisão, nem criação, nem mudança no rumo dos eventos”, diz. (mais…)
O juvenicídio, a ilusão das facilidades e o falso projeto de futuro. Entrevista especial com Maurício Perondi
Patricia Fachin – IHU On-Line
Do mesmo modo que o termo feminicídio tem sido utilizado para classificar as mortes ocasionadas por questões de gênero, a palavra juvenicídio tem sido cunhada para explicitar os “assassinatos sistemáticos de pessoas jovens”, explica o pesquisador Maurício Perondi à IHU On-Line. Somente no Brasil, que é o país “com um dos mais altos índices de morte de jovens”, informa, houve um crescimento de “669,5% em duas décadas” de “homicídios por arma de fogo na população de 15 a 29 anos”. Os dados, avalia, “são assustadores, pois cerca de 25 mil jovens de 15 a 29 anos foram mortos no Brasil em 2014. Isso é o equivalente a quase 70 jovens mortos por dia”. (mais…)
