A estreia de um ativista trans de 64 anos na maior Parada do Orgulho LGBTQIA+ do mundo

Depois de ter sofrido perdas na enchente do RS, ativista conseguiu participar do evento através de vaquinha online

Por Rafael Custódio | Edição: Mariama Correia, Agência Pública

Em uma mistura de ansiedade com deslumbre, ao embarcar no metrô de São Paulo pela primeira vez, o historiador e ativista Luis Mahin, homem trans de 64 anos, se tornou novamente um menino, quando se pendurou nas hastes do vagão e tentou uma cambalhota no ar. O momento do êxtase estava a poucos minutos de distância: a sua estreia na Parada do Orgulho LGBTQIA+ da capital paulista, considerada a maior do mundo, a convite da organização do evento. (mais…)

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Apesar de restrições, Philip Morris patrocina evento cultural na parada LGBTQIA+ de SP

Lei proíbe patrocínio de atividades culturais por produtos de tabaco, mas propaganda institucional é liberada

Por Bruno Fonseca, Rafael Custódio | Edição: Mariama Correia | Colaboração: Laura Scofield, em Agência Pública

Num auditório espaçoso, um vídeo institucional da Philip Morris – gigante da indústria do tabaco mundial – abre uma roda de conversa sobre empregabilidade para pessoas LGBTQIA+. A peça trata do descarte de bitucas e de diversidade. Além disso, entre os palestrantes está uma representante da Philip Morris, que fala sobre seleção e ampliação da diversidade no mercado de trabalho. (mais…)

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‘Nossa identidade sexual não nos torna menos indígenas’

Lésbica assumida, Larissa Pankararu lidera uma nova frente de luta, esta dentro e fora dos territórios, ao coordenar as políticas para os LGBTQIAPN+ no Ministério dos Povos Indígenas

por MALU DELGADO, em Sumaúma

O maracá e o copiô (cachimbo) acompanham Larissa Pankararu, do povo Pankararu, em Pernambuco, em todos os seus passos. O instrumento indígena foi um presente do avô quando ela passou no vestibular de engenharia ambiental na Universidade de Brasília (UnB). A proteção, segundo ele, seria necessária para que fosse capaz de enfrentar as muitas missões futuras na capital federal. O velho Pankararu foi premonitório. No ano passado, Larissa se lançou candidata a deputada federal pelo PSOL numa bancada coletiva de mulheres indígenas. Em abril deste ano, foi convidada pela ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, para assumir a Coordenação de Políticas para Indígenas LGBTQIAPN+ na Secretaria de Articulação e Promoção de Direitos Indígenas. Aos 27 anos e assumidamente lésbica, Larissa ocupa o centro do poder ao lado de algumas das principais lideranças indígenas no Brasil. (mais…)

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“Não se constrói agroecologia com relações doentes”, afirma dirigente nacional LGBTI+ Sem Terra

Curso de Agroecologia, Saúde e Diversidade Sexual reuniu Sem Terra de três grandes regiões do país entre os dias 13 e 18 de junho no PR

Por Wesley Lima, na Página do MST

“Ter contato com alguns conceitos e práticas em torno da Agroecologia têm sido um dos objetivos do Curso. A construção dessa iniciativa nos anima para voltar aos nossos territórios para seguir lutando por alimentos saudáveis, por seguir lutando pela solidariedade entre os povos, pelo cuidado com o meio ambiente e nas campanhas que o Movimento já têm desenvolvido”, afirma Flávia Tereza, também conhecida como Flavinha, integrante da direção nacional do Movimento Sem Terra pelo Coletivo LGBTI+ do MST, no encerramento do Curso de Agroecologia, Saúde e Diversidade Sexual. (mais…)

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Criminalizar atos contra população LGBTQIA+ é importante, mas mudar cultura homotransfóbica no Brasil é urgente, defende MPF

Coordenador do GT-LGBTQIA+ da PFDC participou de audiência pública que debateu projeto de lei que criminaliza a LGBTQIAfobia

MPF/AC

No Dia Internacional Contra a Homofobia, o procurador regional dos Direitos do Cidadão no Acre e coordenador do Grupo de Trabalho LGBTQIA+ da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), Lucas Costa Almeida Dias, apontou a urgência da necessidade da criminalização de atos de violência cometidos contra a população LGBTQIA+. O procurador da República participou de audiência pública na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (17) na qual foi discutido o Projeto de Lei 7.292/2017, mais conhecido como Lei Dandara, em referência ao assassinato da travesti Dandara dos Santos, em 2017, em Fortaleza (CE). (mais…)

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A força da juventude no movimento indígena

Coletivos e organizações de jovens indígenas têm surgido em diferentes povos para tratar de pautas específicas, como políticas públicas para educação, saúde e LGBTQIAPN+. O Acampamento Terra Livre de 2023 foi um espaço em que a juventude mostrou que está conectada com a sua ancestralidade, ativa e potente. SUMAÚMA documentou esse momento histórico nas imagens dos fotógrafos Matheus Alves e Fernando Martinho

Sumaúma

Principal evento anual que mostra nuances da luta indígena no Brasil, o Acampamento Terra Livre (ATL), em sua 19ª edição, em 2023, reuniu coletivos da juventude indígena de diferentes povos que se organizam para reivindicar ao governo federal políticas públicas específicas para os jovens. Uma das principais demandas é a criação de uma Secretaria Especial de Educação Indígena dentro do Ministério da Educação (MEC), seguindo um modelo semelhante ao que já existe no Ministério da Saúde. (mais…)

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