A madeira vai às urnas: os candidatos das toras na Amazônia

Dezoito donos de empresas do setor tentam ser prefeitos nas regiões Norte e Centro-Oeste; parte da madeira explorada por políticos é exportada para Estados Unidos e Canadá; em Matupá (MT), prefeito latifundiário cedeu terra pública para madeireira de possível sucessor

Por Alceu Luís Castilho, Bruno Stankevicius Bassi e Priscilla Arroyo, no De Olho nos Ruralistas

Em seu quarto mandato como prefeito de Matupá (MT), Valter Miotto (MDB) é dono de 12 mil hectares de terras no município, divididos em oito propriedades rurais. Em 2001, ele promulgou uma lei que teve um fim muito específico: doar um lote urbano de 28 mil metros quadrados para a madeireira Suprema Esquadrias de Madeira Ltda, empresa de Fernando Zafonato (DEM), prefeito de Matupá entre 2009 e 2012, hoje seu rival político e candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto no município no norte do Mato Grosso. O documento mencionado é da própria prefeitura.

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Suspeitos de queimadas na Terra Indígena Karipuna, em Rondônia, podem ser presos em operação policial

Mandatos são contra grupo acusado de provocar danos ambientais em Porto Velho, como desmatamento e queimadas

Amazônia.org.br

Nesta quarta-feira (7) a Polícia Federal (PF) iniciou a Operação Kawyra, nome que tem origem na língua indígena Karipuna e significa “floresta” e que faz referência à atuação para preservar a vegetação nativa e reprimir as atividades de grupos criminosos na região. A atuação objetiva prender 9 pessoas suspeitas de desmatar e provocar queimadas dentro da Terra Indígena Karipuna, em Porto Velho (RO).

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Em plena pandemia, madeireiros invadem Terra Indígena Urubu Branco

É urgente a desintrusão e proteção do território, para evitar contaminação e garantir os direitos do povo Apyãwa, aponta o Cimi Regional Mato Grosso

Cimi

Enquanto membros do governo federal sinalizam em reunião que querem aproveitar o momento da pandemia para deixar passar “a boiada” da desregulamentação, fragilizando ainda mais os órgãos que deveriam agir na proteção do meio ambiente e dos direitos, os invasores das terras indígenas seguem efetivando suas ações.

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Garimpeiros, grileiros e madeireiros não fazem quarentena e avançam sobre a floresta e povos indígenas. Entrevista especial com Dom Roque Paloschi

Arcebispo de Porto Velho denuncia o desmonte dos serviços de saúde a povos originários, situação que se agrava com o aumento de ações ilegais que espalham morte, destruição e o novo coronavírus

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Enquanto o mundo se recolhe e segue as recomendações dos órgãos de saúde para manter o distanciamento social como forma de conter o avanço do novo coronavírus, a quarentena parece não ter o mesmo efeito sobre quem pratica ações ilegais na região amazônica. “Ao contrário, aproveitam a falta de fiscalização e de gestão política e administrativa no país para continuar com as ações ilícitas nas terras indígenas”, denuncia o arcebispo de Porto Velho, Dom Roque Paloschi, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

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Moro recebeu pedido de proteção aos Guardiões da Floresta antes da morte de Paulo Guajajara

Ao menos quatro indígenas deveriam ter ingressado em Programa de Proteção Federal para resguardar vidas sob ameaças de morte, conforme solicitou o governo do Maranhão ao ministro da Justiça

Por Elaíze Farias, no Amazônia Real

Manaus (AM) – Os indígenas Guajajara que monitoram e protegem o território Arariboia desde 2007, quando foi criado oficialmente o grupo “Guardiões da Floresta” (na época se chamava “Fiscais da Terra”), sempre foram alvo de ameaças de morte. Nos últimos 12 anos, pelo menos seis Guardiões da Floresta foram assassinados pelos conflitos envolvendo invasores: madeireiros ilegais descontentes com as ações de monitoramento do território indígena.

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Incêndio atinge Terra Indígena Arariboia onde líder indígena foi morto no Maranhão

Cerca de 60 brigadistas entre indígenas e não indígenas trabalham para conter o fogo. A causa da queimada ainda vai ser determinada.

Por G1 MA — São Luís, MA

Um incêndio na Terra Indígena Araribóia começou na tarde desta terça-feira (5) e atingiu cerca de 45 km de serra, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Aproximadamente 60 brigadistas entre indígenas e não indígenas trabalharam para conter o fogo.

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