Intervenção no Rio de Janeiro é mais uma encenação político-midiática. Entrevista especial com José Cláudio Alves

Por: João Vitor Santos – IHU On-Line

Para o professor José Cláudio Alves, a decisão do Governo Federal de intervir na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, passando o controle da área diretamente para as mãos do Exército, nada mais é do que “uma justificativa da ampliação da lógica de execuções sumárias” em áreas de periferia. Na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line, destaca que a situação da violência no Rio acabou sendo reduzida a um discurso midiático com viés político. Para ele, não são somente estratégias de segurança pública. “Isso tudo é muito mais uma encenação político-midiática para que os meios hegemônicos possam trabalhar na dimensão relatada, muito mais do que realmente uma resposta à violência”, conclui. (mais…)

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Elite midiática nacional reproduz uma visão conservadora do Brasil e descolada de sua pluralidade. Entrevista especial com Olívia Bandeira

Por: João Vitor Santos – IHU On-Line

Muitos são os exemplos que ilustram a pluralidade que compõe o Brasil, desde seus biomas, suas diferenças climáticas, seus perfis populacionais. Se não falta diversidade nos quadrantes que formam nossa paisagem cultural, não se pode dizer o mesmo em termos de representação midiática. “Um grupo muito restrito de pessoas, todas pertencentes a uma elite socioeconômica, controla a informação que circula em um país que possui uma diversidade social e étnica e uma desigualdade socioeconômica como o Brasil”, pontua Olívia Bandeira, pesquisadora do Instituto Intervozes, em entrevista por e-mail à IHU On-Line. (mais…)

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MPF estuda ações contra parlamentares sócios de rádios e TVs e contra concentração da mídia

Por Sylvio Costa e Isabella Macedo, Congresso em Foco

O controle de emissoras de rádio e televisão por políticos e a concentração que alguns poucos grupos econômicos exercem sobre a mídia brasileira representam “uma fissura na democracia” e exigem a atuação corretiva do Poder Judiciário. As afirmações foram feitas na última sexta-feira (2) pela procuradora federal dos Direitos do Cidadão, a subprocuradora-geral da República Deborah Duprat. “Estou aqui com a minha cabeça fervilhando”, disse ela, referindo-se às ações judiciais das quais poderia lançar mão, durante a apresentação dos resultados da pesquisa “Quem controla a mídia no Brasil”, desenvolvida em parceria pelas ONGs Repórteres sem Fronteiras e Intervozes. Os dados foram apresentados no auditório do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), no edifício-sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília. (mais…)

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Intervozes e Repórteres Sem Fronteiras lançam pesquisa sobre proprietários de mídia no Brasil

O projeto faz parte de uma iniciativa internacional que ganhou o nome de Media Ownership Monitor

Por Webert da Cruz

Da Página do MST

Na última sexta (2) de fevereiro, ocorreu o lançamento do estudo Quem Controla a Mídia no Brasil no auditório do Conselho Nacional do Ministério Público Federal na Procuradoria Geral da República com profissionais, pesquisadores e demais interessados no tema. O levantamento identificou e atualizou os 40 principais grupos de mídia do Brasil, seus proprietários e os riscos à diversidade e à pluralidade no sistema de mídia do país. (mais…)

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Coronelismo midiático: Brasil é campeão em falta de pluralidade nos meios de comunicação

Estudo dos Repórteres Sem Fronteiras confirma alta concentração em mãos de poucas famílias e oligopólio da Globo como ameaça à democracia

Da Redação Socialista Morena 

O Brasil apresenta os piores indicadores para a pluralidade na mídia entre 12 países em desenvolvimento analisados pelo Monitor de Propriedade de Mídia (MOM, na sigla em inglês), uma iniciativa dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF) com coordenação em nosso país do Intervozes, entidade da sociedade civil que atua em defesa do direito à comunicação. O estudo mostrou que o ex-presidente Lula está absolutamente correto quando diz que a mídia brasileira está nas mãos de meia dúzia de famílias, verdadeiros coronéis midiáticos. (mais…)

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Coronelismo 2.0: os novos rumos da aliança entre política e mídia no Brasil

Por Helena Borges, no The Intercept Brasil

Os coronéis estão vivos e se adaptaram à modernidade: têm página no Facebook e conta no Twitter, além de programa de rádio e de televisão. É o que explica em entrevista a The Intercept Brasil a professora Suzy dos Santos, da Escola de Comunicação da UFRJ, coordenadora do Grupo de Pesquisa Política e Economia da Informação e da Comunicação. Sua equipe rastreia os políticos que tenham vínculos com a mídia e busca entender como esse vínculos influenciam as pautas nos jornais e no Congresso. (mais…)

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Processo penal como fenômeno cultural: primeiras linhas subversivas

Por Salah H. Khaled Jr., no Justificando

Pensar o processo penal como fenômeno essencialmente cultural é o desafio proposto nestas linhas iniciais.[1] Logicamente, isso não significa que a dimensão normativa e epistemológica seja desconsiderada por completo. Mas a intenção consiste em explorar a dimensão de  significado no âmbito do processo e a própria reconstrução mediada e/ou exponenciação de significado a que são submetidas as complexas situações jurídicas processuais, enquanto  discursos exportáveis do processo para consumo externo.[2] (mais…)

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