30% dos trabalhadores brasileiros vivem com renda mensal de R$ 275. Entrevista especial com Marcelo Ribeiro e André Salata

4,3 milhões de pessoas estão vivendo com menos de ¼ do salário mínimo nas metrópoles brasileiras, informam os pesquisadores

Por: João Vitor Santos, em IHU

Segundo pesquisa publicada recentemente no último Boletim Desigualdade nas Metrópoles, cerca de 30% dos brasileiros que vivem nas metrópoles estão vivendo em domicílios com renda per capita do trabalho inferior a ¼ do salário mínimo. “Isso significa que grande parte da população está com condições e um nível de vida muito precários” e que a falta de renda impacta diretamente a vida das famílias, diz Marcelo Ribeiro, um dos autores do estudo. “Os efeitos que essa situação gera na vida das pessoas são de diferentes aspectos: a capacidade de aprendizagem das crianças fica limitada por não terem uma alimentação adequada na medida em que a renda não é suficiente para poder garantir a subsistência das famílias; os trabalhadores não conseguem ter um nível de saúde adequado; os idosos ficam limitados na capacidade de realizarem uma boa fase de vida na velhice”, exemplifica.

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Como história de amor e piratas: os 50 anos de “As Veias Abertas da América Latina”

Por Pedro Cardoso, no Buala

Nos anos 70, o livro “As Veias Abertas da América Latina”, do uruguaio Eduardo Galeano, foi uma bofetada às ditaduras da Operação Condor. A obra esmiúça 400 anos de saqueio dos recursos da região, desde a conquista europeia até a segunda metade do século XX. Uma história de depredação para explicar o ciclo de pobreza e exclusão da América Latina. Publicado em 1971, “As Veias”, como se referia Galeano ao seu livro icónico, faz 50 anos.

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STF absolve morador de rua preso por tentar furtar dois sacos de lixo reciclável para vender e comprar comida em SP

O homem ficou 20 dias preso sob a suspeita de furtar o equivalente a R$ 30 em produtos recicláveis

Notícias ao Minuto

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O STF (Supremo Tribunal Federal) absolveu um homem em situação de rua, identidade não informada, que ficou 20 dias preso sob a suspeita de furtar o equivalente a R$ 30 em produtos recicláveis de uma cooperativa de catadores, no último dia 2 de abril, em Ibaté (247 km de SP).

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Bolsonaro gastou mais de R$ 2,3 milhões em férias, em plena pandemia

Entre dezembro e janeiro, presidente, família e comitiva passearam pelo litoral de SP e SC, consumindo milhões de dinheiro público em transporte, diárias e entretenimento. Deputado do PSB vai pedir investigação ao TCU.

Na DW

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, gastou mais de 2,3 milhões de reais em férias no litoral do país, entre dezembro e janeiro, em plena pandemia, informou um deputado federal.

Os documentos que comprovam os gastos entre 18 de dezembro e 5 de janeiro últimos, foram enviados a Elias Vaz, do Partido Socialista Brasileiro (PSB) pelos ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, e da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, atendendo a um pedido de informação oficial pelo parlamentar.

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Josué de Castro: por que ler um dos principais estudiosos sobre a fome?

O ostracismo cuidadosamente imposto por seus algozes contrasta com a viva presença do intelectual engajado

Por Eduardo Harder, no Brasil de Fato

Entre um conjunto de interpretes do Brasil ao longo do século XX, Josué Apolônio de Castro ocupa um lugar paradoxal, em diversos sentidos. Suas obras foram traduzidas para muitas línguas, em todo o mundo.

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A imagem do pobre nos filmes de Pasolini e Glauber como chave para compreender a ação do capitalismo. Entrevista especial com Vladimir Santafé

Pesquisador mergulha nas concepções dos cineastas e relaciona com as transformações do capitalismo e a geração de outras formas de pobreza com o trabalho imaterial

Por: Ricardo Machado, em IHU On-Line

O cinema do italiano Pier Paolo Pasolini e o do brasileiro Glauber Rocha são marcos, revelando duras críticas sociais sem nenhum anestésico hollywoodiano. É por isso que muitos têm se detido a análises das produções dos cineastas para compreender os dramas da sociedade em que estavam inseridos. No entanto, para o pesquisador Vladimir Santafé, a imagem que ambos constituem do pobre e da pobreza pode não só servir para compreender a crítica feita à época, como também pode servir de chave para que entendamos como o capitalismo se transforma e reconfigura a pobreza no século XXI. “Estudar a imagem da pobreza produzida pelo cinema de Glauber Rocha e Pier Paolo Pasolini é estudar as potencialidades da produção imaterial e, consequentemente, a maneira como essa produtividade é capturada pelo capitalismo e vivenciada pelos indivíduos e coletivos que a produzem”, detalha, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

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Mostrando as vísceras do capital

por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

O Brasil vive um momento de extrema desolação. Além de toda a tragédia provocada pela inexistência de um combate centralizado ao vírus da Covid 19, que já ceifou quase 150 mil pessoas, Amazônia e Pantanal queimam, por incêndios criminosos. Há algumas dezenas de pessoas que lutam contra as chamas, desesperadamente, de maneira quase inglória. E há um governo que corta verba para o combate aos incêndios, faz piada e divulga vídeos falsos, minimizando a tragédia que se abate sobre a terra, as gentes e os animais. Há milhões de criaturas que negam a realidade, que se manifestam contra a vacina e que aplaudem a lógica governamental. Esse é o triste cenário com o qual nos deparamos. Trágico, mas não surpreendente, afinal, o que importa para quem governa é apenas o bem-estar de uma minoria dominante. O que passa ao largo dessa pequena parcela de gente é absolutamente irrelevante. E por quê? Porque essa é a natureza do sistema capitalista no qual estamos inseridos.  

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