“A indústria teme os millennials”, diz diretor de organização que chamou Greve pelo Clima

Diretor de campanhas da 350.org explica o que os organizadores esperam dos protestos que começam hoje e denuncia cerceamento da sociedade civil nos leilões do Pré-Sal

Por Ethel Rudnitzki, na Agência Pública

“A indústria teme hoje esse novo cidadão do século 21, essa sociedade millennial preocupada com o desenvolvimento sustentável de verdade”. É assim que o diretor de campanhas da organização 350.org no Brasil, Juliano Bueno de Araújo, resume a eficácia de movimentos como a Greve Mundial pelo Clima que começa hoje e dura uma semana, um chamado de organizações da sociedade civil pelo mundo inteiro.

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23 razões para participar da Greve Climática desta sexta-feira

IHU On-Line

Há um ano, inspirados pela estudante sueca Greta Thunberg, jovens de todo o mundo começaram a entrar em “greve pelo clima” – saindo da escola por algumas horas para exigir ações contra o aquecimento global que obscurece o futuro deles.

O comentário é de Bill McKibben, escritor, ambientalista e cofundador do grupo climático de base 350.org. O artigo foi publicado em National Catholic Reporter. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

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Greve pelo clima vai paralisar cidades de todo o mundo em defesa do meio ambiente

Mobilizações pela Amazônia e pela preservação ambiental vão acontecer em todas as regiões do Brasil

Por Lu Sodré, em Brasil de Fato / MST

Em protesto por ações de combate às mudanças climáticas, cidadãos de todo o mundo irão às ruas nesta sexta feira (20), data em que acontecerá a Greve Global pelo Clima. Com o objetivo de dar visibilidade à situação de colapso ambiental que ocorre em diversas partes do planeta, a Coalizão pelo Clima, uma frente ampla composta por 70 organizações ambientalistas, coletivos, movimentos sociais, centrais sindicais e ativistas, está impulsionando manifestações em todas as regiões do Brasil. 

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”Estamos vendo o início da era da barbárie climática.” Entrevista com Naomi Klein

Nesta entrevista, a autora de “Sem logo” fala sobre possíveis soluções, de Greta Thunberg, das greves de nascimento e sobre onde ela encontra esperança.

por Natalie Hanman, em The Guardian / IHU On-Line*

Por que você está publicando o livro “On Fire: The (Burning) Case for a Green New Deal here” [Pegando fogo: a (ardente) defesa de um New Deal Verde, em tradução livre] agora?

Eu ainda sinto que o modo como falamos sobre as mudanças climáticas é muito compartimentado, muito isolado das outras crises que enfrentamos. Um tema realmente forte que atravessa o livro são os vínculos entre isso e a crise da supremacia branca crescente, as várias formas de nacionalismo, o fato de tantas pessoas serem expulsas das suas pátrias e a guerra que é travada pela nossa atenção. São crises intercruzadas e interconectadas, e, portanto, as soluções também precisam ser.

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O que faz um processo de desmatamento da Amazônia demorar 28 anos para ter uma sentença

Em 1989, um grupo de pessoas invadiu uma área florestal da Amazônia conhecida como Terra Indígena Caru, no Maranhão. Dois anos depois, em 1991, uma ação civil pública foi aberta para julgar três homens que teriam invadido, desmatado e queimado uma parte significativa da área.

por Leandro Machado, em BBC News Brasil em São Paulo

Mas condenar os acusados por danos ambientais demoraria quase três décadas. Depois de inúmeras idas e vindas judiciais, eles só foram julgados em 1º de março de 2019 — ou seja, 28 anos após o início do processo.

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Activistas jóvenes intervienen en la agenda ecológica global

Tres mujeres lideran el activismo ambiental juvenil a nivel mundial. La sueca Greta Thunberg (16) lidera protesta en Nueva York, la americana Nadia Nazar (16) pide responsabilizar a las corporaciones y la española Patricia Ramos (19) demanda acciones al Gobierno de España y a la Unión Europea.

Por José Díaz, en Servindi

Desde hace unos días Nueva York y Washington se han convertido en el centro del debate público sobre el cambio climáticos y las políticas globales. Desde que la activista sueca de 16 años, Greta Thunberg llegó a los Estados Unidos, la agenda ambiental se ha agitado en este país, a poco de la celebración de la Cumbre de Acción Climática de las Naciones Unidas.

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Uma semana contra o Capitalismo de Desastre

Greve Global pelo Clima, que começa sexta, já contagia centenas de cidades. Autora de “A Doutrina do Choque” afirma: sistema não é invencível; mas é preciso superar o “sentimento de apocalipse inevitável que permeia nossa cultura”

Por Naomi Klein*, em Outras Palavras

Estamos vivendo tempos assustadores. Como Greta Thunberg tem dito com frequência: “Nossa casa está pegando fogo”. E eu acredito firmemente que três coisas devem estar alinhadas, se quisermos extinguir as chamas. Para começar, precisamos de coragem para sonhar com outro tipo de futuro. Para afastar o sentimento de apocalipse inevitável que permeia nossa cultura. Para nos dar orientação, um objetivo comum, um vislumbre do mundo pelo qual estamos trabalhando.

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Cinedebate: sem floresta, não há civilização

Em SP, encontro examina o que poucos sabem sobre as matas. O retrocesso das leis ambientais, em favor do dinheiro. Como o aquecimento já afeta os territórios indígenas. E o projeto do MST para transformar a Agricultura brasileira

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

Em dez dias, uma nova Greve Climática Global tomará as ruas de centenas de cidades do mundo. Terá, mais uma vez, forte presença dos muito jovens e claro sentido antissistêmico. Desta vez, com uma novidade: participação do Brasil – onde emerge, em resposta à devastação promovida por Bolsonaro, nova consciência ambiental. Em São Paulo, a mobilização espalha-se, articulada por uma Coalizão pelo Clima. As reuniões para organizar o protesto na Avenida Paulista (em 20/9, às 16h) reúnem dezenas; e multiplicam-se as atividades preparatórias (veja ao final).

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“Não são as Forças Armadas, estúpido”

Sete medidas certeiras que o Brasil poderia adotar para defender a Amazônia, se o governo não fizesse apenas teatro. E uma questão intrincada: como enfrentar, além de um presidente primitivo, o projeto que se esconde por trás dele?

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

Mais uma vez, os militares teriam contido o delírio do governo Bolsonaro. Na quinta-feira, especula hoje o Valor, em texto bem apurado e verossímil, os ministros Fernando Azevedo e Silva, da Defesa, e Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, interromperam o surto que levava o Palácio do Planalto a negar o forte aumento das queimadas na Amazônia. Uma reunião ministerial de emergência definiu que era preciso mudar o discurso, para salvar as aparências. Vinte e quatro horas depois, o ex-capitão reconhecia, em rede nacional de TV, que o problema é real. Contudo, anunciava resposta controversa: em vez de medidas estruturais em defesa da floresta, nova ampliação dos atributos das Forças Armadas, em operação aparatosa de “garantia da lei e da ordem” (GLO).

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