Um ano após tragédia climática, moradores de São Sebastião tentam retomar a vida

Marcas da destruição seguem visíveis na Vila Sahy, área mais afetada pelos deslizamentos no ano passado; enquanto obras atrasam, poder público gasta dinheiro com “show”.

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Um dos maiores desastres climáticos do Brasil completou um ano na última 2a feira (19/2). As marcas das chuvas históricas que atingiram a região de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, seguem visíveis, especialmente para quem vive nas áreas atingidas por deslizamentos de terra em fevereiro de 2023. O risco de um novo desastre continua assombrando essas comunidades. (mais…)

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Um ano da tragédia-crime no litoral norte de São Paulo

Toda a água que atingiu o litoral norte no carnaval de 2023 durou menos de 24 horas, mas a tragédia não terminou com as chuvas: ela ainda acontece, todos os dias, quando as pessoas sobem o morro encharcado e rezam para que ele não venha abaixo

por Fernanda Biasoli e Semíramis Biasoli, em Diplomatique Brasil

Para os moradores do litoral norte de São Paulo, a madrugada do dia 19 de fevereiro de 2023 ressoa em looping em suas memórias há quase um ano. Toda a água que atingiu o território naquele sábado de carnaval durou menos de 24 horas, mas a tragédia não terminou com as chuvas: ela ainda acontece, todos os dias, quando as pessoas sobem o morro encharcado e rezam para que ele não venha abaixo. Foram 683 milímetros registrados em poucas horas, segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em 2024, um ano depois, os moradores da região ainda não puderam descansar em suas casas com a certeza de uma fundação firme abaixo de seus pés e um teto seguro sobre suas cabeças. (mais…)

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“Agrossuicídio”: agronegócio colhe o caos climático que ajudou a plantar

Produtividade menor, safras ameaçadas: o negacionismo de parte significativa do agronegócio brasileiro amplia as mudanças climáticas e causa prejuízos ao próprio setor e ao país.

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A bancada ruralista é uma das mais violentas e ferozes do Congresso Nacional. Supostamente, defende os interesses do agronegócio brasileiro, um dos principais setores econômicos do país. No entanto, ao atacarem especialistas e ativistas, indígenas e Povos Tradicionais, esses deputados e senadores não apenas negam as mudanças climáticas, que tiveram grande contribuição de práticas ilegais, como o desmatamento, adotadas por parte significativa do setor agropecuário. Ameaçam também o futuro do próprio negócio. E, de quebra, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. (mais…)

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Brasil se une a Azerbaijão e Emirados Árabes em troika climática para COPs

“troika” das presidências das COP28, 29 e 30 quer impulsionar a ambição climática dos governos nos novos compromissos nacionais sob o Acordo de Paris. 

ClimaInfo

Representantes dos governos dos Azerbaijão, Brasil e Emirados Árabes Unidos apresentaram na última 3ª feira em Dubai (13/2) a “Troika das Presidências da COP”, a primeira articulação formal entre as presidências de diferentes Conferências da ONU sobre o Clima. O grupo reúne a presidência da COP28 de Dubai, chefiada por Sultan al-Jaber; da COP29 de Baku, que deve ser comandada por Mukhtar Babayev; e da COP30 de Belém, ainda sem um presidente designado por parte do governo brasileiro. (mais…)

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Eventos climáticos causam disparada nos pedidos de recuperação judicial de produtores rurais

Ministro da Agricultura admite que o agronegócio passa por um momento de dificuldade em razão das mudanças climáticas – que tiveram um belo “empurrão” do setor.

ClimaInfo

A relação direta entre desmatamento e mudanças climáticas é cientificamente comprovada, pública e notória. No entanto, parte significativa do agronegócio brasileiro – “gentilmente” nomeado pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, como “ogronegócio” – ainda insiste em ignorar essa equivalência. E agora paga um preço alto pelos efeitos da crise climática que ajudou a agravar. (mais…)

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Racismo ambiental: entenda como o termo surgiu e como ele influencia as vítimas das chuvas e outros desastres ambientais

Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, usou o termo e foi atacada pela direita

Por Pâmela Dias, em O Globo

A expressão foi atacada e ironizada por perfis de direita nas redes sociais, depois de usada pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, para lamentar as 11 mortes e as famílias desabrigadas durante um temporal no Rio de Janeiro. Mas o racismo ambiental não é um termo novo, e é usado por acadêmicos para descrever um fenômeno que os brasileiros conhecem bem: os efeitos em maior proporção de catástrofes climáticas que impactam negros, indígenas e povos tradicionais em vulnerabilidade. (mais…)

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Cidadanias e territórios em situação de risco: o que fazer? Por Cândido Grzybowski

Em Sentidos e Rumos

Tal composição do título resume o que é viver como cidadanias consideradas periféricas, condenadas a viver em territórios urbanos e rurais entregues à própria sorte pelo domínio dos interesses do grande capital excludente, territórios comunitários com carências múltiplas e sem a devida atenção de políticas públicas, sujeitas à mudança climática em curso, tempestades e enchentes devastadoras, grileiros, garimpeiros, milicianos e traficantes, além de agressivas e violentas ações policiais, produzindo mortes. É difícil contabilizar a perda de vidas e de condições de viver nestas circunstâncias esquecidas, fora do radar, onde predominam a fome, a miséria, a negação de direitos iguais na diversidade do que somos, e as ameaças de morte no dia a dia. Aí, a solidariedade e a autoajuda comunitária é o que pode aliviar a dor e, sobretudo, salvar vidas em momentos de catástrofes. (mais…)

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