Emergência climática pode ser mais letal à Floresta Amazônica do que desmatamento. Entrevista especial com Vitor Gomes

IHU On-Line

Vitor Gomes faz questão de dizer que é um amazônida e, como ser da floresta, sente diretamente os impactos da degradação ambiental. “Isso despertou meu interesse em utilizar minhas habilidades em tecnologia para desenvolver modelos que pudessem mostrar alguns destes impactos”, revela. Foi por isso que partiu da área da informática para as Ciências Ambientais e acabou coordenando estudos que revelam que há algo ainda pior para a Floresta Amazônica do que o desmatamento: a crise climática. “A conclusão surgiu com base nos resultados sobre a perda de área de distribuição das espécies. As perdas provocadas pelas mudanças climáticas podem ser maiores, pois o clima muda ao longo de toda a região, enquanto o desmatamento se concentra em algumas regiões”, observa, na entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

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Los humanos de mente plana. Por Eliane Brum

El rechazo a la ciencia y la ascensión de los nacionalismos autoritarios están conectados

El País

Los Gobiernos autoritarios de países como Brasil y Estados Unidos han mostrado que puede ser imposible impedir las catástrofes resultantes del calentamiento global. No estamos enfrentando solo una crisis climática. También una profunda negación de todo lo externo. Desde que la verdad se desconectó de los hechos y se convirtió en una elección personal, el mundo de fuera ha dejado de existir para cada vez más gente.

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Advogado da CPT participa de atividades na Europa e fala sobre a responsabilidade do continente na preservação da Amazônia

A convite da CAFOD, entidade parceira da CPT, José Batista Afonso, advogado da Pastoral em Marabá, no Pará, participou durante o mês de junho e julho, de atividades na Europa com parlamentares, estudantes e igrejas, em que denunciou os crimes cometidos contra os povos do campo, o desmatamento da Amazônia e a importância do bioma para as questões climáticas mundiais.

CPT

Durante reunião com parlamentares europeus em Hove, na Inglaterra, dentro da programação da “The Time is Now”, José Batista se encontrou com alunos da Cardinal Newman Catholic School, que queriam saber o que poderiam fazer para contribuir com a Amazônia. Batista, que também falou sobre como os direitos das comunidades na Amazônia são desrespeitados pelo agronegócio, pela mineração e pela destruição ambiental da Amazônia, destacou que: “precisamos que os jovens nos ajudem nessa luta. Como estudantes, encorajo vocês a estudar quais são as ameaças para a Amazônia. É importante que vocês entendam a Amazônia e seu papel na regulação do clima no mundo, incluindo a manutenção do suprimento de oxigênio, água doce e precipitação para este planeta. Precisamos agir agora para proteger a Amazônia e as pessoas e comunidades que a defendem para todos nós”.

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Aquecimento e desmate podem cortar Amazônia pela metade em 2050

Novo estudo sugere que efeitos combinados reduziriam a riqueza de espécies em até 58% e criariam “duas Amazônias”, com porção fragmentada ao sul

Observatório do Clima

A combinação entre desmatamento e mudança climática pode reconfigurar radicalmente o mapa da Amazônia em 2050. Um estudo publicado nesta segunda-feira (24) por pesquisadores do Brasil e da Holanda indica que esses dois fatores podem cortar a maior floresta tropical do mundo ao meio, com uma imensa porção a sudeste reduzida a fragmentos. A riqueza total de espécies de árvore pode cair em 58%, com quase metade delas sob algum grau de ameaça de extinção.

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A potência da primeira geração sem esperança. Por Eliane Brum

Os adolescentes que lideram a greve climática encarnam a mais importante adaptação ao planeta em colapso e demonstram ser mais próximos dos povos da floresta do que de seus avós de tradição europeia

El País

Em maio, encerrei uma palestra sobre a Amazônia e a criação de futuro, na universidade de Harvard, nos Estados Unidos, afirmando que a esperança, assim como o desespero, é um luxo que não temos. Com um planeta superaquecendo, não há tempo para lamentações e para melancolias. Precisamos nos mover, mesmo sem esperança. Assim que terminei, um grande empresário brasileiro fez uma manifestação apaixonada em defesa da esperança e foi aplaudido entusiasticamente por parte da plateia. A esperança, e não a destruição acelerada da Amazônia ou a emergência climática global, foi o assunto do debate que veio a seguir. Alguns entenderam que eu era uma espécie de inimiga da esperança e, portanto, uma inimiga do futuro (deles). A reação é reveladora de um momento em que a novíssima geração, a das crianças e adolescentes, tem enfiado o dedo na cara dos adultos e mandado eles crescerem.

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Mudanças climáticas: “ameaça existencial”

por Outra Saúde

Hoje é Dia Mundial do Meio Ambiente, boa data para prestar atenção em números preocupantes. Eis os mais recentes, divulgados ontem:

20 dias de calor letal por ano, aquecimento global de três graus Celsius, ecossistemas encolhidos, mais de um bilhão de pessoas deslocadas, dois bilhões sem água, produção de alimentos em colapso. O relatório lançado do Breakthrough National Centre for Climate Restoration, uma think tank australiana, afirma que as mudanças climáticas podem representar uma “ameaça existencial” até o ano 2050. “O sistema planetário e humano vai atingir um ‘ponto sem volta’ até o meio do século, onde a perspectiva de uma Terra em grande parte inabitável levará à queda de nações e da ordem internacional”. A única saída é ter uma mobilização focada em construir rapidamente um sistema industrial de emissão zero, defende o documento.

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Crédito de carbono pode ser ‘pior do que não fazer nada’ contra desmatamento, aponta ProPublica

Embora o mercado do crédito de carbono tenha gerado muito entusiasmo recentemente, inclusive nos Estados Unidos, há cada vez mais evidências de que eles não renderam, e não vão render, o benefício climático desejado.

BBC

É o que mostra uma reportagem publicada na quarta-feira, 22, pela ProPublica, organização americana de jornalismo investigativo independente.

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Brasil sai do protagonismo em decisões internacionais da área ambiental

Por Sucena Shkrada Resk*, no Blog Cidadãos do Mundo

A linha histórica dos esforços mais intensivos em cooperações multilaterais internacionais no campo ambiental já soma quase meio século, com a Declaração de Estocolmo (1972), mas desde a Segunda Guerra Mundial houve um impulso a este propósito, com a Declaração dos Direitos do Homem, de 1948. O que significa afinal cooperação internacional ambiental? Qualquer Estado-nação no mundo reflete de alguma forma em outras porque esta é a lógica que integra a organicidade da geopolítica. Portanto, a sua governança pode afetar, não só internamente, mas externamente o desenvolvimento no planeta.

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É a floresta, estúpido!

“O Brasil está perdendo capital político com as medidas do governo Bolsonaro sobre o meio ambiente. É a única área na qual o país era visto como ‘soft power’ global”

Por Thomas Milz, na DW

Na quarta-feira (08/05), oito ex-ministros do Meio Ambiente publicaram uma carta aberta com críticas à política ambiental do governo federal. O documento trata do prestígio do Brasil e sua posição no cenário internacional. Mas “as iniciativas em curso vão na direção oposta à de nosso alerta, comprometendo a imagem e a credibilidade internacional do país”, segundo a carta.

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Ministério do Meio Ambiente quase zera verba de combate à mudança climática

Na área ambiental, as intervenções contra o aquecimento global estão entre as mais afetadas pelo bloqueio de recursos feito na semana passada pelo governo federal – que também atingiu outras áreas, como a Educação. Dos R$ 11,8 milhões que seriam usados neste ano na Política Nacional sobre Mudança do Clima, para atender a compromissos assumidos pelo Ministério do Meio Ambiente, R$ 11,3 milhões foram contingenciados (96%), sobrando apenas R$ 500 mil.

por André Borges, em O Estado de S. Paulo / IHU On-Line

Como o Estado adiantou na semana passada, os repasses ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), inicialmente previstos em R$ 368,3 milhões, foram reduzidos para R$ 279,4 milhões – um corte de 24%, que não havia sido detalhado. Só que a faca também atingiu as operações do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), além de programas do próprio MMA.

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