COP 30: Entre a vitrine do ‘capital verde’ e a urgência de um projeto popular de transição ecológica

Evento contou com as chamadas “soluções de mercado” e, de forma paralela e autônoma, a força crescente do campo popular com alternativas reais

Por Bárbara Loureiro*, da Página do MST

A COP 30, realizada na Amazônia, entre os dias 10 a 21 de novembro, em Belém (Pará), colocou na centralidade o debate sobre a crise climática. Mas, ao mesmo tempo, revelou com nitidez o quanto a política ambiental segue capturada pelos interesses corporativos, pelo capital financeiro e pela racionalidade colonial que transforma florestas, rios, sol, vento e povos em objetos de gestão para benefício dos países ricos e das elites econômicas. (mais…)

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Movimentos têm que impor pressa e radicalidade ao BRICS por uma nova ordem mundial, avalia Breno Altman

Debate ocorreu nesta terça (2) durante a mesa: BRICS e os desafios da governança global no século XXI, realizada na Cúpula Popular dos Brics, no Rio de Janeiro

Por Luiz Felipe Ribeiro Albuquerque, da Página do MST

A hegemonia estadunidense, no âmbito político e econômico, já não é mais a mesma do que em décadas anteriores; as múltiplas crises que assolam a humanidade se intensificam cada vez mais; diante de um cenário de crise, crescem as tensões geopolíticas; e as resistências dos povos se apresentam de forma tímida, dificultando o nascimento de uma nova proposta capaz de superar a velha ordem mundial. (mais…)

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O pesadelo da conta de luz

Heitor Scalambrini Costa*

Um dos legados mais perversos da privatização do setor elétrico foi o aumento desproporcional, em relação à situação econômica do país, das tarifas pagas pelos consumidores de baixa tensão. Com a liberalização econômica, a partir de 1995 pelo governo FHC, foi adotada para o reajuste das tarifas a metodologia do “Preço Teto Incentivado” (price cap), que fixou valores considerados “adequados (?)” para remunerar e amortizar os investimentos, e cobrir os custos operacionais, além das empresas receberem o benefício de reajustes e revisões. (mais…)

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Quem ganha com o fim do licenciamento ambiental?

Devastar é uma ordem. Eis o desejo da máquina transnacional de extração, processamento e exportação de commodities, num país regredido à periferia do capitalismo tardio. Mas estão reservadas surpresas aos que tentam silenciar o que é vivido e rememorado de forma coletiva

Por Luís Fernando Novoa Garzón, em Outras Palavras

É o que anunciam os votos da distorcida maioria parlamentar no Brasil que derrubaram os vetos presidenciais ao PL da devastação (Projeto de Lei 151.90/2025). Presente de Natal antecipado de valor incalculável oferecido para os patrocinadores do capitalismo brasileiro de desastres: um licenciamento ambiental mormente declaratório. (mais…)

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14º Abrascão encara os próximos desafios da Saúde Coletiva

Grande congresso começa amanhã, em Brasília, com discussões que apontam para três grandes temas: democracia, equidade e justiça climática. Outra Saúde está na cobertura. Rômulo Paes, presidente da Abrasco, reflete sobre eles e fala sobre a programação

Por Gabriela Leite, Outra Saúde

Na reta final de 2025, a Saúde Coletiva se prepara para um de seus grandes eventos: começa no sábado (29) o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, carinhosamente conhecido como Abrascão. Trata-se não apenas do maior evento científico da área, mas de um encontro com histórica força política. Sua trajetória está intrinsecamente ligada à luta pela democracia e pela saúde pública no país: a primeira edição aconteceu em 1986, meses após a 8ª Conferência Nacional de Saúde – que desenhou o projeto do SUS –, fruto do mesmo movimento da Reforma Sanitária Brasileira. (mais…)

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“Falta coragem política, não dinheiro”, diz Fearnside sobre COP30

Cientista norte-americano, prêmio Nobel da Paz por estudos sobre aquecimento global e colunista da Amazônia Real, Philip Fearnside faz um balanço crítico sobre as decisões tomadas (e a falta delas) na Conferência das Partes, em Belém do Pará. Entre elas, estão o fim dos combustíveis fósseis e o desmatamento nas florestas tropicais, responsáveis pelas maiores emissões de gases do efeito estufa, que desequilibram o clima no planeta. “Não se chegou a consenso sobre o aquecimento global. Se não for controlado, simplesmente, vai matar grande parte dessas populações [indígenas] durante as ondas de calor.”

Por Kátia Brasil, da Amazônia Real

Belém (PA)  O cientista de nacionalidade norte-americana e coração amazônico, região que escolheu para trabalhar e viver, Philip Martin Fearnside é um dos 3 mil pesquisadores que dividiram o Nobel da Paz de 2007 com Al Gore, do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) pelas pesquisas sobre o aquecimento global. Mesmo com essa credencial, ele não foi convidado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para participar da COP30, realizada de 10 a 22 de novembro, em Belém. (mais…)

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SUS e mudanças climáticas: saídas comunitárias

No mês da COP30, tornado atingiu cidade paranaense e reafirmou a necessidade de preparação para desastres ambientais. Força Nacional do SUS é belo exemplo de cuidado abrangente. Mas participação das comunidades é crucial para enfrentar as novas crises

Por Liane Beatriz Righi, Débora Noal, Camila dos Santos Gonçalves e Sergio dos Reis Marques (Chocolate), Outra Saúde

Realizada em Belém do Pará, a COP30 “definiu 30 objetivos-chave para a ação climática, incluindo a promoção de sistemas de saúde resilientes, com foco no desenvolvimento humano e social. Dessa maneira, o Plano de Ação em Saúde de Belém propõe políticas públicas para enfrentar os impactos das mudanças climáticas na saúde, com ações voltadas para eventos extremos, o fortalecimento de sistemas de alerta precoce e também estratégias de adaptação territorial” (Abrasco, 2025). (mais…)

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