Quando o liberalismo é imposto por lei…

Congresso acelera tramitação da MP-881, que institui “princípio” da liberdade econômica. Pior: está recheada de “jabutis legislativos” — até para afrouxar fiscalização nas empresas e permitir contratação sem direitos trabalhistas

por Artur Araújo, em Outras Palavras

Enquanto as atenções dos brasileiros estão corretamente concentradas na tramitação da deforma das aposentadorias, os espertalhões do vale-tudo-pelo-lucro apressam a conversão da MP 881 em lei com dinamismo surpreendente, dada a matilha de jabutis que puseram nas forquilhas.

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O enigma da sobrevivência neoliberal

Como um projeto fracassado, social e economicamente, mantém-se há 30 anos? Em parte, devido ao poder de uma minoria ínfima. Mas é preciso encontrar resposta mais profunda – e, em especial, uma saída que convença as maiorias

Por Robert Kuttner* | Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Desde o final dos anos 1970, vivemos um enorme experimento para testar a afirmação segundo a qual mercados “livres” realmente funcionam bem. Esta ressurreição ocorreu apesar do fracasso do laissez-faire, nos anos 1930, a humilhação consequente da teoria dos mercados “livres” e, em contraste, o sucesso do capitalismo regulado, durante o boom de três décadas do pós-II Guerra.

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Previdência: como Congresso reduziu-se a cassino

Vasta negociação de votos levou, ontem, à aprovação da Contrarreforma exigida pelo governo e barões financeiros. Causas da derrota precisam ser buscadas também no abandono, pela esquerda, de projeto alternativo de país

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

Duas “votações-teste”, na madrugada de hoje, deixaram clara a tendência a que a Câmara dos Deputados aprove, nas próximas horas, a Contrarreforma da Previdência. Primeiro, a maioria governista rejeitou (por 331 x 113) proposta da oposição que adiava a tramitação da matéria. Em seguida, aprovou (por 353 x 118) o final dos debates, o que abre caminho para a coleta dos votos, a partir desta manhã (10/7). Como o número mínimo para emendas parlamentares são 308 votos, é provável que a aprovação dos deputados, em primeiro turno, se dê nas próximas horas.

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A mágica fajuta para sair da crise

Crescimento do PIB ficará abaixo do previsto para 2019. Desemprego cresce. Políticas públicas são desmanteladas. Para o desvairado Paulo Guedes, culpa não é de seu ultraliberalismo, mas de inépcia do Congresso em votar “reforma” da Previdência…

por Paulo Kliass, em Outras Palavras

A segunda semana de julho começa com uma grande expectativa criada pelos grandes meios de comunicação em torno do avanço do processo de votação da Reforma da Previdência. Todas as atenções se voltam para as negociações que ocorrem agora no âmbito da Câmara dos Deputados. O processo já vinha de longe, lá ainda em 20 de fevereiro desse ano. Foi naquele dia que o Poder Executivo enviou oficialmente a PEC 06 para apreciação pelo Congresso Nacional.

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A doença nossa de cada dia

por Guilherme Carvalho, em Macaréu Amazônico

Durante a semana que passou recebi por whatsapp uma charge em que o médico perguntava ao paciente onde doía. Este, por sua vez, respondia: “a realidade”. De fato, a realidade tem se mostrado muito dura, particularmente às pessoas que definem o capitalismo como um sistema incapaz de resolver os principais males que afligem a humanidade. Para estas a destruição das políticas sociais inclusivas, o desmantelamento do Estado nacional, o recrudescimento das desigualdades, os ataques aos direitos humanos, a desconstrução da democracia e o avanço destruidor sobre o meio ambiente doem de maneira profunda.

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O “velho capitalismo” e seu fôlego para dominação do tempo e do espaço. Entrevista especial com Luiz Gonzaga Belluzzo. Parte II

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Na primeira parte da entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo destacou como o capitalismo, ou “Velho Cap”, como ele diz, ainda se mostra potente, capaz de recuperar sua natureza inquieta e criativa para chamar para si um protagonismo no mundo de hoje. O professor também refletiu sobre como a concepção de uma “nova economia” tem de, essencialmente, passar por questões que ainda não foram resolvidas do antigo – que na verdade é o atual – modelo. “Para começo de conversa, digo que as questões suscitadas nas origens da vida moderna ainda não obtiveram resposta. Nos tempos de prosperidade, elas hibernam e ai dos que ousam despertá-las. Mas no fragor das crises elas voltam a assombrar o mundo dos vivos’, observa.

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O “velho capitalismo” e seu fôlego para dominação do tempo e do espaço. Entrevista especial com Luiz Gonzaga Belluzzo

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

A plasticidade do capitalismo permite que ele assuma o espírito do tempo e, com isso, vá se transmutando e se tornando senhor do tempo e do espaço. “O velho capitalismo reconciliou-se com sua natureza inquieta e criativa. Tão inquieta e criativa que rapidamente transmutou a concorrência perfeita em concorrência monopolista”, observa o economista Luiz Gonzaga Belluzzo. Se antes o capitalismo era ruim, ao menos gerava recursos para o Estado, podendo se pensar um Estado de bem-estar a partir de suas bases. No entanto, agora se faz ainda mais perverso pela perspectiva individualista que assume. “Livre, leve e solto em seu peculiar dinamismo, amparado em suas engrenagens tecnológicas e financeiras, o ‘Velho Cap’ promoveu e promove a aceleração do tempo e o encolhimento do espaço. Esses fenômenos gêmeos podem ser observados na globalização, na financeirização e nos processos de produção da indústria 4.0”, acrescenta.

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Papa Francisco diz que mentalidade “cega e destruidora” está destruindo Amazônia

“A situação da Amazônia é um triste paradigma do que está acontecendo em muitas partes do planeta: uma mentalidade cega e destruidora que favorece o lucro à justiça”, afirmou Francisco neste sábado (6)

No Brasil 247

O papa Francisco advertiu neste sábado (6) sobre as consequências da degradação ambiental e, em particular, ressaltou que a floresta Amazônia, no Brasil, está sofrendo com uma “mentalidade cega e destruidora” que tem como objetivo favorecer o lucro.

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La democracia es una farsa

Por Jerome Irwin*, na Pressenza New York/Servindi

Una pregunta que formulan a menudo los periodistas, escritores y científicos sociales de todo el mundo es: « ¿Está la democracia en Estados Unidos, así como en cualquier otro país del mundo, sufriendo una muerte lenta y apenas visible?». Los golpes militares, tomas de poder abiertamente fascistas a través del proceso electoral normal de los antiguos sistemas políticos cuasi democráticos y las erosiones más silenciosas, pasivas, inexorables y cotidianas del proceso democrático y la vida comunitaria a un nivel base en las estructuras y procedimientos de los gobiernos municipales locales siguen poniendo en duda lo que alguna vez fue el noble objetivo de la sociedad humana y su anhelado sueño de alcanzar algún tipo de estándar de oro del régimen democrático local, regional y nacional. Sin embargo, a medida que el tiempo pasa, la realidad es que mientras que la civilización moderna continúa evolucionando, ese concepto aparentemente continúa deslizándose cada vez más profundo por el abismo de la historia.

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Não foi o frio que matou três homens em São Paulo, foi o projeto econômico perverso. Por Daniel Trevisan

No DCM

Três homens morreram de frio em São Paulo de ontem para hoje. Quase nada se sabe a respeito deles. Só um foi identificado. É Gabriel Leguthe Laffot. Ele tinha 22 anos e foi encontrado na escada que dá acesso ao Terminal Barra Funda, o segundo maior da cidade.

A escada onde Gabriel foi encontrado pela manhã por seguranças da rodoviária é em formato de caracol, protegida por paredes de concreto, e é provável que ele estivesse ali para se proteger do vento, que torna a temperatura baixa ainda mais cruel.

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