Pobreza chega ao pior nível em 10 anos nas metrópoles do país

Quase 20 milhões de pessoas – um quarto da população de 22 regiões metropolitanas – vivem em situação de pobreza. “Tragédia social”, expõe estudo

Por Redação RBA

O número de pessoas em situação de pobreza saltou para 19,8 milhões nas metrópoles brasileiras em 2021. É maior nível da série histórica iniciada em 2012 pelo boletim Desigualdade nas Metrópoles. O documento é produzido pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Observatório das Metrópoles e Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL). 

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Desigualdade nas metrópoles: pobreza e extrema pobreza alcançam os maiores valores da série histórica

Observatório das Metrópoles

Nas regiões metropolitanas brasileiras, mais de 19 milhões de pessoas estão em condição de pobreza, e mais de 5 milhões estão abaixo da linha de extrema pobreza. É o que aponta a nona edição do “Boletim Desigualdade nas Metrópoles”, produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a PUC do Rio Grande do Sul e a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL).

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Bolsonaro deve fechar 2022 com mais da metade dos brasileiros na pobreza

Com desmonte de políticas sociais e econômicas, país precisará de pelo menos mais oito anos para retomar o melhor índice de redução das classes D e E, registrado em 2014

Por Tiago Pereira, da RBA

São Paulo – O jornal Valor Econômico publicou nesta terça-feira (25) um estudo da Tendências Consultoria que prevê que o total de domicílios brasileiros considerados como de classes D e E deve fechar o ano em 50,7%. Uma década atrás, no entanto, as duas classes representavam 48,7% do total. Além disso, as projeções de longo prazo da consultoria indicam que somente em 2028 o país deve retomar aos níveis de 2014, quando registrou sua melhor marca, com 47% da população nas classes D e E.

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Macroeconomia da distribuição da renda no Brasil

Breve análise sobre quem ganhou com o aumento (mínimo) da renda nacional nos últimos 30 anos. Nos governos do PT, parte do crescimento do PIB (45,5%) favoreceu trabalhadores. No pós-golpe, quando país andou para trás, não lhes sobrou quase nada

Por Marcio Pochmann, em Outras Palavras

As primeiras duas décadas do século 21 são ilustrativas da experimentação de distintos padrões macroeconômicos de distribuição primária da renda nacional no Brasil. Como padrão distributivo se toma em referência os três principais parâmetros macroeconômicos.

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A pobreza e a desigualdade urbana são vendidas como algo “peculiar” e “extravagante”. Entrevista especial com Camila D’Ottaviano

“Sem a presença do Estado, com políticas públicas claras e orçamento compatível, não é possível enfrentar os problemas habitacionais”, afirma a arquiteta e urbanista

IHU

O crescimento dos despejos e a exposição das condições habitacionais precárias de uma parcela da população durante a pandemia de Covid-19 indicam que o Brasil precisa “voltar a ter uma Política Habitacional. Programas isolados ou linhas de financiamento especiais (como a recentemente lançada pelo governo federal para policiais militares) não são política pública”, sublinha a pesquisadora do Observatório das Metrópoles, Camila D’Ottaviano.

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Para garantir os direitos humanos constitucionais é preciso, antes de mais nada, derrubar o ‘teto de gastos’. Entrevista especial com Ricardo Gonçalves

“47% da população morava em um domicílio que foi beneficiado pelo Auxílio Emergencial em novembro, sendo que a maioria eram negros (64%)”, diz o economista

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

O retorno da fome e o aumento da insegurança alimentar são as duas novas consequências da crise brasileira. No momento, o percentual de brasileiros desocupados é de 14,2% e o número de pessoas na informalidade é de 40%. “É impossível manter direitos humanos básicos, como moradia e alimentação, sem uma renda familiar mínima”, diz o economista Ricardo Gonçalves, ao comentar a realidade que atinge parte das famílias brasileiras. Segundo ele, sem o Auxílio Emergencial em 2020, “em novembro do ano passado, 30% da população brasileira estaria sobrevivendo abaixo da linha da pobreza, com uma renda familiar per capita menor do que R$ 436 por mês, e 11% abaixo da linha da pobreza extrema, com R$ 151 por mês. Cabe enfatizar que 72% dessas pessoas são negras, 38% mulheres negras e 34% homens negros”.

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“O país da ‘ordem e progresso’ é um país essencialmente aporofóbico”. Entrevista especial com Flavio Comim

A partir do conceito de aporofobia, professor analisa como a nação nega as práticas de inclusão e justiça social, invisibilizando e estigmatizando socialmente a figura do pobre

Por João Vitor Santos, no IHU

Nos idos dos anos 1980, Chico Anysio cria o personagem Justo Veríssimo, o político corrupto que não tem nenhum decoro ao afirmar que tem “horror a pobre”. Parece piada, mas não é. Essa ojeriza de Veríssimo ao pobre – e não à pobreza – parece sempre muito vívida na história do Brasil. O problema, como aponta o professor e economista Flavio Comim, é que isso, embora sempre encarado como piada, não é tomado com a franqueza que o assunto demanda. É por isso que ele usa o conceito de aporofobia para nomear essa marca social que condiciona os mais pobres. “O país da ‘ordem e progresso’ é um país essencialmente aporofóbico, onde ideais de inclusão e justiça social são diariamente negados pelas práticas de seus representantes políticos e instituições”, dispara, embora reconheça que há exceções.

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