‘Minha identidade negra está ferida’, relata adolescente agredido por PM

Mãe do jovem diz que ele ‘dorme e acorda assustado’ após abordagem truculenta

Por Bruno Wendel e Hilza Cordeiro, no Correio*

O símbolo de resistência não suportou a truculência da Polícia Militar baiana. “Estou com medo até de sair de casa, tenho receio que algo aconteça comigo e com a minha família”, declarou o adolescente 16 anos que levou murros, chutes e insultos racistas por parte de um policial militar durante uma abordagem. Até então, ele mantinha o penteado black power como forma de autoafirmação. “É mais que moda, é a minha identidade negra que agora está ferida”, complementou o jovem que disse querer cortar o cabelo. 

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SP: Vídeo flagra agressão de PM com barra de concreto em motoqueiro que passava

Homem, atingido na noite de Natal (25/12), permaneceu internado por quatro dias e recebeu dezenas de pontos na cabeça

Por Arthur Stabile, na Ponte

Um PM pega uma barra de concreto, anda alguns metros, se prepara. Logo na sequência, ele dá um golpe certeiro na cabeça de um motoqueiro que passava pela rua, sem nem sequer abordá-lo antes disso. O caso aconteceu no Jardim Jaqueline, zona oeste da cidade de São Paulo, na noite de Natal (25/12) e foi flagrado por câmeras de segurança.

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Artista faz ativismo poético em Paraisópolis para marcar assassinato de jovens em baile funk

Frases como “o seu voto cheira a sangue” e “não acredite em contos de fardas” foram escritas pela artista Ana Letícia Penedo como forma de marcar uma semana do massacre na comunidade

Por Luisa Fragão, na Fórum

A comunidade de Paraisópolis amanheceu neste domingo (8) com diversas intervenções artísticas em seus becos e vielas. Frases como “o seu voto cheira a sangue” e “não acredite em contos de fardas” foram escritas pela artista Ana Letícia Penedo como forma de marcar uma semana do assassinato de nove jovens pela Polícia Militar de João Doria em baile funk no último domingo (1).

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PM em Paraisópolis: chacina, limpeza urbana ou modus operandi militarizado? Por Paulo Mariante*

O noticiário do final de semana nos destacou a tragédia ocorrida em Paraisópolis, município de São Paulo, SP, na qual nove pessoas morreram como resultado de uma operação da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Ainda há muito a ser apurado mas algumas questões já podem ser observadas, e impõem a todes nós, além da reflexão, uma ação urgente.

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Nota do Transforma MP contra tentativa de censura do Conselho Nacional dos Procuradores Gerais de Justiça contra debate sobre Desmilitarização

Em Nota, o Transforma MP alerta que o Conselho Nacional dos Procuradores Gerais de Justiça não pode ser o único órgão apto a manifestar-se em nome do Ministério Público Nacional

COLETIVO POR UM MINISTÉRIO PÚBLICO TRANSFORMADOR – TRANSFORMA MP, entidade associativa formada por membros do Ministério Público brasileiro (da União e dos Estados), sem fins lucrativos ou corporativos, na defesa intransigente da CONSTITUIÇÃO e do REGIME DEMOCRÁTICO, vem a público expressar consternação em face da “manifestação” do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça (CNPG) a respeito do debate “Desmilitarizar a polícia: segurança pública e direitos humanos”, realizado pela Câmara de Controle Externo da Atividade Policial e Sistema Prisional do Ministério Público Federal (7CCR/MPF) em parceria com a ONG Justiça Global.

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A Baixada Fluminense e a Necropolítica de Wilson Witzel: Parte 2

Esta é a segunda matéria, de uma série de duas partes, que traz análises de representantes e moradores da Baixada Fluminense sobre as políticas do governador eleito Wilson Witzel. Confira a primeira aqui.

Dando prosseguimento sobre como representantes da Baixada Fluminense e do município do Rio de Janeiro analisam as políticas de segurança pública do governador eleito Wilson Witzel, sob a perspectiva da necropolítica do filósofo camaronês Aquile Mbembe, iniciamos a segunda matéria da série.

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MST lamenta o assassinato de Dinho, militante da Unegro

“A história de sua morte é terrivelmente absurda, pois mistura racismo, violência e a prática naturalizada de execução antes da abordagem”

Da Página do MST

Na tarde deste último domingo (23), o locutor da Rádio Cultural FM de Sorocaba e militante da União de Negros pela Igualdade (Unegro), Milton Expedito do Nascimento, conhecido como Milton Dinho, foi atingido por disparos de arma de fogo por supostamente não ter parado durante a abordagem realizada pela Polícia Militar (PM). 

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“Eu me solidarizo com a dor de cada pai que hoje não terá seu filho para abraçar”

Álef, 17 anos, foi um dos oito adolescentes executados sumariamente por grupos de policiais militares em novembro de 2015, em Fortaleza, na que ficou conhecida como a Chacina da Grande Messejana ou Chacina do Curió. O texto abaixo foi postado hoje por sua Mãe numa rede social.

Por Edna Carla 

“Hoje é considerado pelo o comércio o dia dos pais. Porque para mim dia dos pais é todo dia. Mais vamos lá né.

Eu me solidarizo com a dor de cada pai que hoje não terá seu filho para abraçar. (mais…)

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Relatora da ONU pede investigação independente do assassinato de estudante de 14 anos da Maré

Na ONU Brasil

A especialista de direitos humanos da ONU Agnes Callamard pediu nesta segunda-feira (30) “investigações imediatas, completas, independentes e imparciais” sobre a morte do estudante Marcos Vinícius da Silva, de 14 anos, no Rio de Janeiro (RJ). O aluno da rede pública foi assassinado durante uma operação de segurança realizada conjuntamente pelo Exército e pela polícia no Complexo da Maré, em 20 de junho. (mais…)

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Liberdade para desacatar. Por Conrado Hübner Mendes

A condição de agente público confere responsabilidades especiais, não direitos especiais

Na Época

O crime de desacato é indispensável à violência policial brasileira. Por meio dele, prende-se frentista que não deixa policial furar a fila da gasolina; fiscal de trânsito que multa magistrado; assistente social que questiona abordagem policial a crianças; estudante que rejeita assédio de policial; jovens que protestam; a viúva de Amarildo. Monitoram-se também as redes sociais. Márcio França, governador de São Paulo, sintetizou esse caldo de cultura: “Se você ofender a farda, ofender a integridade do policial, você está correndo risco de vida. É assim que tem de ser”. (mais…)

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