A polícia que quer uma nova polícia

Na contramão do discurso que predomina nas corporações, grupos progressistas de policiais militares e civis, guardas municipais e agentes dialogam pelas redes sociais e tentam repensar a segurança pública

Por Manuela Azenha, no PáginaB

O caso Amarildo transformou o de­le­gado Orlando Zaccone em um “policial que incomoda”, como ele mesmo se define. O carioca da Tijuca já defendia publicamente questões controversas, ainda mais nesse meio, como a legalização de todas as drogas e a desmilitarização do modelo de segurança. Além disso, o delegado tem uma trajetória incomum: antes de entrar para a polícia, foi repórter do jornal O Globo durante um ano, ainda na juventude, desistiu e virou monge hare krishna, “estava com alguns questionamentos existenciais”, e depois foi cursar Direito. (mais…)

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A violência no Brasil e o risco da tirania dos homens armados. Entrevista especial com Bruno Paes Manso

Por: Ricardo Machado – IHU On-Line

A violência que atravessa a história do Brasil como uma enorme e visível ferida aberta pode ser explicada pelo contínuo processo de exclusão em que a população mais pobre é submetida. Ela se explica menos pela pobreza, também histórica, e mais pelas intrincadas e complexas relações entre as populações marginalizadas e a truculência de Estado. A recente chacina em Fortaleza, que matou 12 pessoas e deixou outras dez feridas, revela uma nova face da violência no país, infelizmente, mais bárbara. “Existe uma peculiaridade na cena de Fortaleza que assustou todo mundo. As duas maiores chacinas de São Paulo nos anos 1990, produziram 12 mortes cada uma delas e as pessoas que morreram, segundo os matadores, tinham, de alguma forma, provocado aquele destino. Por mais bárbaro que fosse, existia um certo limite no crime que costumava ser respeitado. No caso do Ceará a morte de oito mulheres, simplesmente por morarem em um lugar associado a outra facção, vai além dos limites que costumavam ser estabelecidos pelos criminosos”, pondera o professor e pesquisador Bruno Paes Manso, em entrevista por telefone à IHU On-Line. (mais…)

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Polícia para quem?

Uma delegada crítica reflete sobre a guerra civil não declarada que mata jovens negros, mas também policiais pobres. A que interesses serve o combate violento aos “bandidos”?

Por Bianca Braile**, na revista Piseagrama, parceira editorial de Outras Palavras

O Brasil tem uma experiência democrática muito curta: são mais de 400 anos de história de rupturas e revoltas, governos autoritários, violência e impunidade. Após o período de redemocratização do país e a promulgação da Constituição Federal de 1988, as instituições brasileiras passaram a buscar, aos trancos, barrancos e tropeços, a superação desse arraigado autoritarismo. É difícil encontrar tarefa mais árdua, já que nossa estrutura social foi forjada no bojo de regimes violentos, fortemente hierarquizados e excludentes. O desafio de mudança de paradigma nas instituições responsáveis pela promoção de direitos e de cidadania ¬¬– dentre elas, a polícia – segue assombrando todo o sistema político e social. (mais…)

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#OQueDizemAsRedes sobre as operações policiais no Jacarezinho

Matéria da série #OQueDizemAsRedes que traz pontos de vista publicados nas redes sociais, de moradores e ativistas de favela sobre eventos e temas que surgem na sociedade.

Por Luisa Fenizola, no Rio On Watch

Após a morte de um delegado da Polícia Civil no dia 12 de janeiro no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro, a Polícia Civil, que mobilizou equipes de 31 delegacias, juntamente com agentes das polícias Militar e Federal, vem realizando operações diariamente na favela e nas comunidades vizinhas em busca dos suspeitos. Helicópteros da Polícia Civil dispararam em movimento, com altas chances de errar o alvo. 15 pessoas foram presas na quinta-feira, dia 18, pelo Exército, por suspeita de envolvimento no assassinato, após as forças conjuntas conseguirem um mandato coletivo de busca e apreensão. (mais…)

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MPF questiona promoção de seis policiais militares acusados de tortura em Goiás

Segundo o documento, o rapaz foi afogado, levou socos e foi ameaçado. Dias depois, ele foi considerado inocente e, ao ser solto, denunciou os PMs. Entre os PMs promovidos está o coronel Anésio Barbosa da Cruz atual coordenador dos 42 colégios militares de Goiás.

Por Vanessa Martins, G1 GO

Ministério Público Federal em Goiás (MPF) questiona a promoção de seis policiais militares acusados de torturar um preso para que ele confessasse dois estupros em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, ainda em 2010. Conforme denúncia do órgão, dez PMs submeteram o preso a agressões físicas e psicológicas, além de ameaças, durante três horas.

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Quando o Ministério Público não fiscaliza a atividade policial

por Natália Mota e Jeniffer Mendonça – Le Monde Diplomatique Brasil

Um estudo realizado em 2015, aponta que dos 899 promotores e procuradores de MPs federal e estaduais entrevistados, 88% não veem o controle externo da polícia como prioridade da entidade. Desde 1999, ex-promotores e procuradores do Ministério Público ocupam a cadeira de secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Entre eles estão Alexandre de Moraes, atual ministro do STF, Fernando Grella, Antônio Ferreira Pinto, Ronaldo Marzagão, Saulo de Castro, atual secretário de Governo, e Vinicio Petrelluzzi. (mais…)

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Parece que ministro da Justiça só viu agora Tropa de Elite 2, diz Freixo, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

”Seria muito grave se o ministro da Justiça ouvisse o que disse o ministro da Justiça.” A opinião é do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que conversou com este blog sobre a crise institucional aberta após as duras acusações feitas pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim, à cúpula da Polícia Militar e ao governo do Rio de Janeiro em entrevista ao jornalista Josias de Souza, do UOL. Torquato afirmou que o governador Luiz Fernando Pezão e sua equipe não controlam a PM e ”comandantes de batalhão são sócios do crime organizado”. (mais…)

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