Por trás de uma história: a dor e o luto com café e biscoitos. Por Priscila Viana

Newsletter da Ponte

“Não tenho condições de fazer essa reportagem, eu não sei se consigo entrevistar a família de Genivaldo”, me disse um jornalista negro que também mora em Aracaju e havia sido sondado pela Ponte Jornalismo para fazer a reportagem. O racismo, essa chaga tão profunda e aberta na história da nossa sociedade, grita a todo momento.

Confirmei que poderia passar meu contato e, em alguns dias, o editor da Ponte, Amauri Gonzo, entrou em contato comigo para falar sobre a pauta. Ventilamos alguns focos hipotéticos para a reportagem, que dependiam dos resultados da apuraçãos: entender melhor a história de vida de Genivaldo, a situação financeira da família após o seu assassinato (já que o benefício dele devido à condição de esquizofrenia havia sido cortado) e os possíveis impactos daquele dia trágico na vida da população de Umbaúba. (mais…)

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Como ficam os militares depois da vitória de Lula

Poder obtido pela caserna na administração pública sob Bolsonaro deve diminuir a partir de janeiro. Petista não detalhou como lidará com os militares, mas tendência é de distanciamento calculado, avaliam especialistas.

Por Bruno Lupion, na DW

Os militares conquistaram acesso privilegiado ao poder durante o governo Jair Bolsonaro, com reflexos na definição de políticas públicas e nos rendimentos da categoria, e exerceram um grau de influência na esfera civil do país como não ocorria desde o fim da ditadura militar. (mais…)

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Um jogo de regra e exceção

Por Jessica Santos, editora de relacionamento da Ponte

Depois da frase do comandante da Rota sobre a diferença de uma abordagem a depender do se é uma localidade rica ou pobre, tudo já deveria ter ficado bem claro para todos. Mas nunca é demais reforçar: há uma política de morte para corpos e bairros vulneráveis, uma regra em forma de alvo para pretos, mulheres, indígenas, LGBTs quando se deparam com forças policiais. A regra é a da bala, da porrada, do palavrão, do autoritarismo.

Basta ver como o motoboy Reginaldo foi tratado pela PM ao se desesperar por ver seu sustento lhe ser tirado por conta de problemas com seus documentos e habilitação. Não teve nenhum “licença”, “senhor”, nenhuma gentileza, nada. Apenas o clássico um monte de fardados a luz do dia contendo um homem que está desempregado e tem uma esposa doente em casa. (mais…)

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Ouvir a última chamada. Por Janio de Freitas

Retrocessos nas práticas institucionais são novas realidades e requerem mais do que o voto bem pensado

Na Folha

A sequência de fatos com relevante implicação política, embora ainda não concluída, proporciona uma visão bastante nítida do que já são resultados profundos e não transitórios dos anos bolsonaristas. Primeiro, nas práticas institucionais em relação a seus respectivos roteiros legais, à sua devida moralidade e às perspectivas do país. Como consequência, nos reflexos sobre aspectos básicos da vida nacional.

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MPF – Debate sobre militarização e racismo aponta necessidade de reestruturação das instituições do sistema de segurança pública

Audiência pública foi promovida pela Câmara de Controle Externo da Atividade Policial e Sistema Prisional do Ministério Público Federal (7CCR/MPF)

“Não há como negar que temos no Brasil um racismo estrutural e institucional em todas as instituições. Temos que aceitar essa realidade e trabalhar para mudar”. A avaliação foi feita pela subprocuradora-geral da República Ela Wiecko, nessa quinta-feira (2), ao encerrar audiência pública que discutiu a interface entre militarização e racismo. No evento, organizado pela Câmara de Controle Externo da Atividade Policial e Sistema Prisional do Ministério Público Federal (7CCR/MPF), procuradores da República, defensores públicos, policiais, representantes da sociedade civil e pesquisadores debateram sobre o que significa a militarização das forças policiais e como a reprodução dessa cultura de violência e enfrentamento está direcionada à população negra.

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Cordão da Mentira denuncia crimes da ditadura e assassinatos recentes do Estado brasileiro em SP

Ato carnavalesco de 1º de maio foi criado há 10 anos para jogar luz sobre as mentiras da violência estatal. “Seremos a voz das mães que choram caladas seus filhos mortos”, diz mãe de uma das vítimas do Massacre de Paraisópolis

Por Gil Luiz Mendes, na Ponte

O Cordão da Mentira, ato carnavalesco criado para manter viva a memória de repúdio à ditadura militar instalada no Brasil em 1964, chegou à sua 10ª edição nesta sexta-feira (1/4), aniversário de 58 anos do golpe. Com a concentração começando às 17h em frente ao Teatro Municipal, na região central da cidade de São Paulo, o cortejo caminhou, debaixo de forte chuva e sob as baixas temperaturas da primeira frente fria séria do ano, até o prédio sede do Ministério Público de São Paulo (MPSP).

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Latuff: “existe um esforço para calar vozes que discutem a violência policial”

Trabalhos do chargista usados em escolas e em exposição no Congresso foram alvo de tentativas de censura, a mais recente ocorreu na semana da Consciência Negra. Artista afirma que violência do Estado não pode ser tratada como caso isolado

Por Jeniffer Mendonça, na Ponte

O chargista e o ativista político Carlos Latuff coleciona situações em que seus trabalhos foram alvos de críticas e tentativas de censura ao serem aplicados em escolas. A mais recente ocorreu na semana da Consciência Negra, quando estudantes do Colégio Cívico-Militar Ced 1 da Estrutural do Distrito Federal produziram uma exposição sobre a data. Nos murais estavam charges de diversos artistas com críticas à violência policial.

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