Joel Luiz Costa: “Eu testemunhei a Chacina do Jacarezinho”

O advogado Joel Costa examinou o cenário da operação policial mais letal da história do Rio, em meio a moradias e comércio. Os sinais de execução que a polícia fez questão de não esconder: “Porta com 40 buracos de tiro, poça de sangue no chão”

Por Felipe Betim, no El País Brasil

Joel Luiz Costa nasceu e foi criado na favela do Jacarezinho, que foi cenário nesta quinta-feira da operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro e da segunda maior chacina do Estado. Um total de 25 pessoas morreram, entre elas um policial civil baleado na cabeça. A Polícia Civil do Rio nega que tenha cometido erros na operação. Hoje, Costa é advogado criminalista e coordenador-executivo do Instituto de Defesa da População Negra (IDPN), que oferece assistência jurídica gratuita para promover pessoas a equidade racial no Brasil. Em depoimento ao repórter Felipe Betim, do EL PAÍS, ele relata o cenário de guerra que encontrou após a operação e conta o que sentiu ao caminhar pelas ruas do território onde cresceu. Também explica sobre como o IDPN atuará para dar assistência aos familiares das vítimas da polícia. Leia abaixo o depoimento:

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PMs, milícias e governo Bolsonaro: uma relação de apoio, favores, vantagens, privilégios e carteiradas. Entrevista especial com Jacqueline Muniz

Segundo a pesquisadora, não há uma adesão institucional das forças de segurança com o atual presidente e sua família – que incide sobre o governo –, mas uma associação de interesses em busca de poder através do discurso da violência

Por Joao Vitor Santos. no IHU Online

“Este não é um governo militar no qual as Forças Armadas fazem no país a política do exército, e sim um governo de (com) militares que fazem a sua própria política para atender aos seus projetos pessoais de poder”. Assim a socióloga Jacqueline Muniz define o governo de Jair Bolsonaro, contrapondo aqueles que insistem em falar em adesões. Para ela, o mesmo vale para as corporações das polícias militares nos estados. “Os PMs, provenientes das periferias sociais, são pragmáticos e não têm tempo a perder com o que não afeta de maneira utilitária as suas vidas dentro e fora do serviço. Eles não têm nada a ganhar com esta suposta briga e com ela pouco se importam, uma vez que esta não muda absolutamente nada em suas rotinas funcionais subordinadas à máquina estadual”, completa, na entrevista concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

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Então os militares bonzinhos salvaram o Brasil de Bolsonaro? Por Fausto Salvadori

Da Ponte

Já teve aquela sensação incômoda de ver o noticiário e sentir que estão mentindo para você? Que aquilo que estão contando não bate com os fatos que você conhece? Eu tinha essa sensação ao acompanhar boa parte do noticiário sobre segurança pública e foi o que me levou a me juntar a um bando de gente doida e criar a Ponte. Na semana que passou, essa sensação me bateu de novo, e com muita força, ao ver o noticiário sobre a crise deflagrada por Jair Bolsonaro contra parte das Forças Armadas.

Praticamente todo o noticiário foi dominado pela versão de que a cúpula das Forças Armadas havia se revoltado contra Bolsonaro porque o presidente queria usar os militares politicamente, em alguma ação extremista que ninguém soube explicar exatamente o que seria.

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“Bolsonaro blefa”, diz general Santos Cruz

Oficiais ouvidos pela Pública dizem que Bolsonaro perdeu apoio entre os militares após demissão de comando das Forças Armadas e está longe de poder falar em “meu Exército”

Por Vasconcelo Quadros, na Fonte Agência Pública

Rompido com o presidente Jair Bolsonaro desde que a gestão da pandemia se revelou um desastre, o general Paulo Chagas – ex-candidato ao governo do Distrito Federal em dobradinha com o então candidato Bolsonaro – avalia a crise militar com a lembrança de um episódio que explica a incursão do militarismo pela política nos últimos 60 anos. “A atitude de Bolsonaro lembra o Jânio Quadros”, disse Chagas à Agência Pública, se referindo ao ex-presidente que, em 1961, renunciou na expectativa de gerar comoção para voltar ao poder pelos braços do povo. A renúncia abriu caminho para o golpe, dois anos depois. “A história não se repetirá porque os sinais estão trocados”, acrescenta. 

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“A esquerda precisa mudar seu discurso sobre segurança”

Policial civil Leonel Radde é um antifascista declarado e foi eleito vereador com esse discurso. Em entrevista, ele diz que a direita conseguiu monopolizar debate e construir a ideia de que só ela sabe fazer segurança.

Por Philipp Lichterbeck, na DW

A questão da segurança pública é um tema que preocupa os brasileiros como quase nenhum outro. No ano passado, cerca de 45 mil pessoas foram assassinadas, e incontáveis roubos, estupros, furtos e atos de violência acontecem todos os dias. Para muitos, o crime não é algo abstrato, mas uma realidade. A discussão sobre a segurança pública é, portanto, emocional. Ditados como “bandido bom, bandido morto” estão na boca de muitos, popularizados pelo presidente Jair Bolsonaro, que gosta de se mostrar como um amigo da polícia.

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‘Militarização da segurança pública é porta de entrada dos militares ao poder’, diz Orlando Zaccone, dos Policiais Antifascismo

Fundador do movimento falou sobre seu conceito de “democracia militar” e o papel da polícia no Da Ponte pra cá, série de lives da Ponte: “O policial tem que ser disputado no debate político, não podemos virar as costas para esse trabalhador”

Por Jessica Santos, na Ponte

O quinto episódio da série de lives Da Ponte pra cá, apresentado pelo diretor de redação da Ponte, Fausto Salvadori, trouxe o fundador e atual coordenador do movimento Policiais Antifascismo, Orlando Zaccone, que também é doutor em ciência política pela Universidade Federal Fluminense e membro da Leap (Law Enforcement Against Prohibition), organização internacional que reúne policiais, promotores e juízes na busca de alternativas à guerra às drogas. Entre diversos temas, o autor dos livros Acionistas do Nada (2007) e Indignos de Vida (2014) falou sobre militarização da segurança pública, luta antifascista e democracia militar.

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Nota de solidariedade ao povo Tembé Tenetehara

O Cimi Regional Norte 2 manifesta sua solidariedade e apoio ao povo Tembé, impactado pelo assassinato do jovem Isaac Tembé, e exige a imediata investigação deste e de outros casos que ficaram na impunidade

No Cimi

O Conselho Indigenista Missionário – Cimi Regional Norte 2 vem a público manifestar sua solidariedade e apoio ao povo Tembé, que está impactado com o assassinato do jovem indígena Isaac Tembé, de 24 anos, no último dia 12 de fevereiro, pela ação de extrema violência da Polícia Militar do Estado do Pará, no município de Capitão Poço, em propriedade conhecida como Fazenda do Nédio, próxima à Terra Indígena (TI) Alto Rio Guamá.

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