Corte de cestas deixa crianças indígenas na “mira” da desnutrição em MS

Por Valéria Araújo, O Progresso

O corte de cestas básicas do Governo Federal deixa crianças indígenas que vivem em acampamentos na “mira” da desnutrição em Mato Grosso do Sul. Em Dourados a suspensão de cerca de 220 cestas acontece há quase 60 dias, segundo as lideranças. De acordo com o cacique Izael Morales, a medida fez com que as comunidades, que vivem nos acampamentos “migrassem” para dentro das aldeias em busca de alimentos com os parentes próximos. A consequência disto é que agora faltam alimentos para todos. 

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MPF recomenda que prefeitura de Santarém (PA) não altere educação indígena sem consulta prévia a indígenas

Recomendação também alerta para a necessidade de manutenção dos contratos temporários com professores indígenas até a realização de concurso específico

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou ofício nesta terça-feira (18) à prefeitura e à secretaria de Educação de Santarém (PA) com recomendação para que não seja adotada qualquer medida administrativa que altere a política municipal de educação escolar indígena sem consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas interessados.

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A empregada de Guedes e a cozinheira de Lênin. Por Antonio Martins

Quatro pontos para examinar a política econômica oficial, entender por que o ministro mente, quando diz que o dólar alto garante a indústria forte, e começar a formular alternativas reais para proteger a produção brasileira

No Outras Palavras

No Brasil do terraplanismo e dos ministros semialfabetizados, até os recalques viram pretensa ciência. Na quarta-feira, Paulo Guedes trombeteou para uma plateia de empresários o que até agora era vociferado pelos tiozões de churrasco, nas conversas familiares de uma certa classe média, apequenada e rancorosa. Sim, as empregadas domésticas tiveram a ousadia de sonhar com viagens para a Disney, ao invés de se contentarem a “conhecer Cachoeiro do Itapemirim, a terra em que nasceu Roberto Carlos”. O ambiente político e econômico em que se produziu tal atrevimento – o do dólar a R$ 1,80 – é, segundo o ministro, responsável pelos problemas do Brasil contemporâneo, entre eles, “a desindustrialização”. Felizmente, para o bem do país, agora viveríamos uma situação que coloca cada um em seu lugar, e não o desvario das empregadas em aeroportos.

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“Gestão Bolsonaro é a mais terrível da República”, diz ex-presidente da Funai

Sydney Possuelo considera desmonte do órgão como “o maior perigo” para as comunidades

Cristiane Sampaio, Brasil de Fato 

Considerado um dos maiores indigenistas do Brasil, Sydney Possuelo foi categórico ao afirmar que o governo Bolsonaro seria “o momento mais terrível e mais difícil” já registrado para os povos tradicionais em toda a história republicana do país.

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Mudanças climáticas e planejamento urbano defasado agravam enchentes em SP

Para especialistas, urbanização selvagem e destruição do meio ambiente são responsáveis por grandes alagamentos

Lu Sudré, Brasil de Fato

A cidade de São Paulo (SP) amanheceu nesta terça-feira (11) lidando com as consequências das enchentes que inundaram e travaram a cidade no dia anterior. O volume de água registrado no intervalo de 24 horas entre domingo e segunda foi o maior dos últimos 37 anos para o mês de fevereiro, conforme informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

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Governo exclui indígenas de Comissão Nacional de Biodiversidade

Em decreto publicado nesta quarta-feira (12), Jair Bolsonaro também extinguiu a participação de movimentos sociais

Redação Brasil de Fato

O governo de Jair Bolsonaro (sem partido) excluiu a participação de representantes de povos indígenas e movimentos sociais da composição da Comissão Nacional de Biodiversidade. A decisão se deu por meio do Decreto nº 10.235, publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (12), que altera o Decreto nº 4.703, de 21 de maio de 2003.

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Raquel Rolnik alerta: se nada mudar, São Paulo pode ter 50 mil moradores de rua em breve

Censo da prefeitura de São Paulo mostra que existem hoje 24.344 pessoas em situação de rua na capital paulista, mas número está subestimado, segundo organizações

por Redação RBA

De acordo com a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Raquel Rolnik, os últimos números divulgados pelo Censo da População em Situação de Rua de São Paulo indicam que as pessoas nesta condição podem chegar a um contingente de 50 mil pessoas em breve, caso não sejam feitas mudanças e elaboradas políticas públicas para combater o problema.

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Governo brasileiro quer entregar terras indígenas à exploração. Por Elaine Tavares

No Palavras Insurgentes

O governo do Brasil encaminhou um projeto ao Congresso Nacional buscando liberar as áreas indígenas para mineração, geração de energia, agricultura e pecuária. Essa é uma promessa de campanha do atual presidente que finalmente foi colocada em andamento. Durante o primeiro ano de mandato, o presidente foi pródigo em declarações bombásticas contra os povos indígenas. Para ele, os indígenas ainda não são humanos e só o serão quando puderem produzir mercadorias. Daí esse projeto que visa tornar “produtivas” as terras que hoje conformam apenas 12% do território nacional, garantidos com muita luta pelas comunidades. 

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De Trotski a Marx, o discurso ideológico inflama os documentos oficiais da Funai de Bolsonaro

Fundação decide não priorizar o repasse de cestas básicas em áreas “invadidas” e cita “antropologia trotskista” para vetar visitas a esses locais. “Argumento ideológico” não tem base legal, diz jurista

Por Beatriz Jucá, El País Brasil

São constantes as menções do presidente Jair Bolsonaro a uma “ameaça comunista” ou mesmo ao “combate ao marxismo” no país, seja em tuítes, entrevistas ou lives. O presidente também coleciona declarações que vão de encontro aos povos originários —a mais recente delas quando disse, em uma transmissão no Facebook, que “cada vez índio é um ser humano igual a nós”—. O vocabulário anticomunista do presidente, porém, já não está restrito às redes sociais. Integra documentos oficiais da Fundação Nacional do Índio (Funai) e vira argumento para direcionar políticas públicas sobre a questão indígena. Citando Karl Marx e líderes como León Trotski, a fundação decidiu, por exemplo, impedir que seus servidores visitem áreas que são alvo de ações de retomada, expressão usada pelos indigenistas para se referir à ocupação de territórios que já pertenceram aos seus ancentrais. O mesmo argumento de que esses territórios estão “invadidos” virou critério do Governo para interromper a distribuição de cestas básicas a indígenas no Mato Grosso do Sul. Especialistas afirmam que o discurso ideológico que se estende aos documentos oficiais do Governo não tem base legal e explicita uma tentativa de retomar a visão integracionista da ditadura militar.

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