A que passo avançam as políticas de saúde negra

Desde 2023, o Ministério da Saúde voltou a priorizar a formulação de estratégias para levar o SUS à população negra e quilombola de forma efetiva. Especialistas da área mapeiam e elogiam as medidas adotadas – mas também ressaltam o “desafio do financiamento”

Por Hilton P. Silva e Ana Leia Moraes Cardoso, autores convidados, em Outra Saúde

Conforme demonstrado nos dois primeiros Boletins Epidemiológicos sobre a Saúde da População Negra (12), publicados em 2023, em geral, os indicadores analisados apontam que este grupo apresenta dados piores que a população branca brasileira. Os dados, alarmantes, são corroborados por centenas de publicações realizadas após a promulgação, em 2009, da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), que reconheceu, pela primeira vez na história do país, a existência do racismo institucional. (mais…)

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Por que é tão difícil traçar a genealogia de pessoas negras no Brasil?

Conversamos com historiadores para entender os desafios da preservação da memória e da ancestralidade

Por Pedro Ezequiel | Edição: Mariama Correia, em Agência Pública

A investigação foi feita com apoio do Pulitzer Center

Se o futuro é ancestral, como recuperar a memória que se apagou? Como acessar as histórias que a escravidão combinou de silenciar? Enquanto uma parte da população se beneficiou do sistema da escravidão, pessoas negras sofreram duros impactos. Um deles foi o apagamento de suas identidades, culturas e genealogias. (mais…)

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AquilombaSUS: o protagonismo negro na saúde

Livro reunirá experiências antirracistas no sistema. Seus organizadores defendem: ação do Estado é indispensável, mas apenas o movimento social pode resgatar a radicalidade necessária para provocar as mudanças necessárias na estrutura

por Gabriela Leite, Outra Saúde

Ainda é preciso avançar muito para acabar com o racismo SUS, embora a equidade esteja em seu cerne. Mas iniciativas que combatem as desigualdades raciais nas estruturas do sistema público de saúde sempre existiram – basta que se escute. É o que tenta fazer um projeto encabeçado por Emiliano de Camargo, Rachel Gouveia e Tadeu de Paula, que compõem a Frente Nacional de Negros e Negras da Saúde Mental (FENNASM). Os três pesquisadores concederam entrevista conjunta ao Outra Saúde para falar sobre seu novo projeto. (mais…)

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Saúde da população negra: é hora de avanços

A política que busca enfrentar a desigualdade racial no SUS completa 15 anos, mas ainda há muito o que fazer. Seis capitais brasileiras ainda não implementaram nenhuma medida; bem como 52% dos municípios. Governo é sensível à pauta: oportunidade para expandi-la

Por Diana Anunciação e Ionara Magalhães de Souza*, para a coluna Saúde É Coletiva

Dezoito anos após a aprovação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) em 10 de novembro de 2006 e de seu lançamento no 2º Seminário Nacional de Saúde da População Negra, e, ainda, 15 anos após a sua promulgação por meio da Portaria GM/MS n. 992, de 13 de maio de 2009 – contendo o plano operativo que define protocolos e metas para a sua implementação –, o Brasil ainda precisa avançar muito para garantir a equidade em saúde. (mais…)

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DPE-RS lança Guia de Letramento Étnico-racial

Gizane Mendina Rodrigues[1] e Rodrigo de Medeiros Silva[2]

Neste dia 03 de setembro, em transmissão do Canal do Youtube da Fundação Escola Superior da Defensoria Pública (FESDEP)[3], a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE-RS) lançou seu Guia de Orientação para “Antendimento Antirracista e Antidiscriminatório na Defensoria Pública”. A live iniciou com mensagem do Defensor Público-Geral Nilton Leonel Arnecke Maria, que ressaltou a importância da publicação da Instituição. Contou com a mediação do Ouvidor-Geral da DPE-RS Rodrigo de Medeiros Silva e falas da Defensora Pública Gizane Mendina Rodrigues, dirigente do Núcleo de Defesa da Igualdade Étnico-Racial da DPE-RS; da Deputada Federal Daiana Santos, Presidenta da Comissão de Direitos Humanos; e da Claudia Dutra, representante do Movimento Negro Unificado (MNU). (mais…)

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Violência matou mais de 15 mil jovens no Brasil nos últimos 3 anos

Maioria das vítimas era negra, homem e tinha de 15 a 19 anos

Por Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

Nos últimos três anos, mais de 15 mil crianças e adolescentes até 19 anos foram mortos no Brasil de forma violenta. Nesse período, cresceu a proporção de mortes causadas por intervenção policial. As constatações fazem parte da segunda edição do relatório Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil, divulgado nesta terça-feira (13) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). (mais…)

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MPF realiza evento para discutir violências contra a população negra

O evento “Por que precisamos falar de genocídio negro?” acontecerá no dia 17 de julho, na sede do MPF no RJ, e será aberto ao público

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

Como parte dos eventos que ocorrem no chamado Julho Negro, iniciativa que busca denunciar o racismo e violações de direitos humanos contra a população negra em todo o mundo, o Ministério Público Federal (MPF) realizará o seminário “Por que precisamos falar de genocídio negro”. Aberto ao público, o evento será realizado em parceria com a Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial, no próximo dia 17 de julho, às 13h30, no auditório da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro. (mais…)

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