Rios amazônicos: a dimensão real da vitória

História de uma luta em curso. Como o movimento indígena ganhou corpo, agência e repercussão ao se opor ao projeto Arco Norte, que reduz Amazônia a fronteira de agroexportação. Por que defende, além do território, sua singularidade cultural

Por Fábio Caetano*, em Outras Palavras

A revogação do Decreto nº 12.600/2025 representa uma vitória política significativa do movimento indígena do Baixo Tapajós e um marco recente na luta dos povos originários pela garantia de seus direitos territoriais e de participação nas decisões que afetam diretamente seus modos de vida. Trata-se de uma conquista construída a partir de uma sequência consistente de mobilizações, que expressam não apenas uma reação a medidas administrativas específicas, mas também a consolidação de um protagonismo político cada vez mais estruturado diante de um modelo de desenvolvimento que avança sobre os rios e territórios da Amazônia. (mais…)

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Mobilização indígena faz governo federal recuar e revogar o Decreto nº 12.600/2025

O anúncio foi realizado no final da tarde desta segunda-feira (23); por mais de um mês, quase 2 mil indígenas ocuparam o terminal da empresa Cargill, em Santarém (PA), a gigante global do agronegócio

Por Adi Spezia e Hellen Loures, do Cimi

A defesa dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins ecoou de Santarém a Brasília. Após mais de um mês de ocupação do terminal da Cargill, em Santarém (PA), e da mobilização de quase 2 mil indígenas do Baixo Tapajós, o governo federal anunciou, nesta segunda-feira (23), a revogação do Decreto nº 12.600/2025. (mais…)

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Assembleia do Cimi Regional Norte 1: equipes unidas pelos rios e corações amazônicos, celebram a força e a resistência indígena

Navegando pelos diferentes rios amazônicos, equipes missionárias se encontram para celebrar, partilhar e planejar ações junto aos povos indígenas, também diferentes, mas com uma certeza em comum: resistir

Por Lígia Apel, do Cimi Regional Norte 1

Javari, Purus, Madeira, Solimões, Juruá, Xeruã, Coari, Catrimani, Urubu, Tacutu, Branco e Negro: rios que unem suas águas e formam o Grande Amazonas. Alto Javari, Lábrea, Borba, Tefé, Juruá, Maici/Marmelos, Eapil, Itinerante, Catrimani, Amajari, Serra da Lua, Raposa, Baixo Cotingo, Serras, Surumu, São Marcos, Tabaio, Alto Cauamé: equipes de missionárias e missionários que atuam ao longo dos rios amazônicos junto aos povos indígenas, unem suas vidas e formam o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Norte 1 e a Pastoral Indigenista de Roraima, confirmando a sabedoria do Papa Francisco em sua Exortação Apostólica Pós-Sinodal Querida Amazônia: “O rio não nos separa; mas une-nos”. (mais…)

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Fazendeiros e pistoleiros promovem novos ataques na TI Comexatibá e espalham fake news para confundir a população

APIB

Na manhã desta terça-feira, 24/02, indígenas Pataxó foram surpreendidos com um cerco às estradas de acesso ao distrito de Corumbau, no município de Prado, extremo sul da Bahia. Motos, carros e helicópteros foram usados em uma manifestação promovida por fazendeiros da extrema direita. Os disparos efetuados por pistoleiros acabaram atingindo duas turistas que se dirigiam às praias. Uma família indígena foi sequestrada.

Exigimos imediata proteção dos povos e da população no território, apuração dos fatos e esclarecimento amplo na mídia sobre as notícias difamatórias que circulam nas redes sociais. (mais…)

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Fiocruz apresenta resultados de estudo multicêntrico com populações indígenas na Bahia

Fiocruz Bahia

A equipe do Núcleo de Estudos em Saúde Indígena (Nesi) e representantes da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde apresentaram os resultados de um estudo multicêntrico com populações indígenas de Paulo Afonso, no norte da Bahia, e Pau Brasil, no sul do estado. O encontro foi realizado no Distrito Especial Indígena (Dsei Bahia), em Salvador. A Fiocruz coordena o estudo. (mais…)

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‘Desenvolvimento’: o percalço para os modos de vida dos povos da Foz do Amazonas

Na COP30, discurso de Lula convidou ao fim dos combustíveis fósseis, mas prática segue sendo de ameaça aos territórios tradicionais do Amapá, sob pretexto de falsas promessas de desenvolvimento para o estado

Por Everton Antunes, em CPT

Durante a abertura da 30ª edição da Conferência das Partes (COP30) – sediada entre 10 e 21 de novembro de 2025 em Belém –, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a necessidade de superar a “dependência dos combustíveis fósseis”. No entanto, a 21 dias da COP30, o chefe do Executivo, por meio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), emitiu uma licença que autoriza a exploração do petróleo na bacia da Foz do Amazonas. (mais…)

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