Davi Kopenawa: “O povo da mercadoria não ama a vida, nem a água, nem a floresta”

Davi Kopenawa, xamã e porta-voz do povo Yanomami, dedica sua vida à proteção da Amazônia. Nasceu nos anos 1950, no território Yanomami, uma vasta região de floresta que abrange partes do Brasil e da Venezuela. Desde jovem, foi testemunha da devastação causada pelos garimpeiros e as epidemias trazidas por forasteiros. Sua comunidade sofreu doenças até então desconhecidas, e muitas famílias foram dizimadas.

por Guillem Pujol, em La Marea-Climática, com tradução do Cepat.

Sua luta política começou nos anos 1980, quando após inúmeras tentativas frustradas, conseguiu que o governo brasileiro reconhecesse oficialmente o território Yanomami, em 1992. “Vinte anos atrás, era muito difícil fazer com que o governo federal do Brasil fizesse um bom trabalho para reconhecer o território Yanomami. Nossa terra é fundamental para todos nós. Sem a terra, sem um lugar para viver, não existiríamos”, relembra Kopenawa em uma palestra no Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB). (mais…)

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Carta do Movimento Munduruku Ipereg Ayu: SOMOS CONTRA o Marco Temporal e a Mesa de conciliação. Revoguem a lei 14.701 JÁ!

Movimento Munduruku

Quarta-feira, 26 de março de 2025 nós guerreiros e guerreiras Munduruku do alto e médio Tapajós fechamos há dois dias a BR 163 km 25 em Itaituba, localizada sobre a ponte Igarapé Itapacurazinho, manifestando que SOMOS CONTRA o Marco Temporal e a Mesa de conciliação comandada pelo anti-indígena Gilmar Mendes que quer negociar nossos direitos já garantidos na Constituição. Ficaremos aqui até o final da votação!

Revoguem a lei 14.701 JÁ! (mais…)

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“Estamos emitindo um apelo à ação”, dizem autores do livro Retomada, fotodocumentário com os povos Avá Guarani e Guarani e Kaiowá

Documentaristas Carol Mira e Renaud Phillipe passaram três anos vivenciando 25 retomadas no oeste do Paraná e no Mato Grosso do Sul

Em 22 de novembro de 2023, o tekoha Pyelito Kue/Mbaraka’y, no município de Iguatemi, no cone sul do Mato Grosso do Sul, sofreu um ataque de fazendeiros e capangas. Um violência que feriu ao menos dez Guarani e Kaiowá, incluindo uma gestante, além de ter mantido por vários dias três indígenas desaparecidos. (mais…)

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MPF pede suspensão da ordem de desobstrução da BR-230 no PA ocupada por indígenas contra marco temporal

Recurso aponta a necessidade de aplicação de resoluções do CNJ para assegurar diálogo intercultural e evitar a violência

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu, nessa quarta-feira (26), contra decisão judicial que determinou a reintegração de posse de uma área da Rodovia BR-230, conhecida como Transamazônica. O trecho da rodovia localizado em Itaituba, no sudoeste do Pará, está ocupado por manifestantes indígenas em protesto contra a lei que instituiu o chamado marco temporal. (mais…)

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Gilmar Mendes exclui mineração em discussão sobre marco temporal

Após pressão de indígenas, o ministro do STF tirou o tema da câmara de conciliação e jogou para nova comissão a ser criada

ClimaInfo

O Supremo Tribunal Federal (STF) reabriu nesta 5a feira (27/3) os trabalhos da câmara de conciliação sobre o marco temporal para demarcação de Terras Indígenas depois de uma paralisação de 30 dias. Antes mesmo do começo da sessão, uma surpresa: por decisão do relator da matéria, ministro Gilmar Mendes, o tema da mineração em território indígena foi retirado das discussões do grupo. (mais…)

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“Qualquer acordo que venha da mesa de negociação é sem legitimidade”, afirma povo Xokleng ao STF

“Não aceitamos nenhuma negociação que restrinja nossos direitos”, afirma carta Xokleng. Seu território esteve no centro do julgamento que enterrou marco temporal, mas é ignorado em conciliação

Por Tiago Miotto, do Cimi

Em carta aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), lideranças do povo Xokleng reforçam a falta de legitimidade da mesa de conciliação conduzida pelo ministro Gilmar Mendes e pedem que a inconstitucionalidade da lei 14.701/2023 seja julgada pela Suprema Corte. Ontem (27), a mesa de conciliação retomou as atividades, depois de um mês de paralisação a pedido do governo federal. (mais…)

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Marco temporal leva risco de extermínio aos povos em situação de isolamento voluntário, diz secretário-executivo do Cimi à ONU

Luís Ventura ressalta o perigo a cerca de 80 povos isolados que ainda não estão completamente protegidos e monitorados enquanto aguardam o reconhecimento oficial da Funai

Nesta quinta-feira (27), durante o Debate Geral da 58a Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, o secretário-executivo do Cimi Luís Ventura afirmou que o marco temporal representa um risco de extermínio aos povos em situação de isolamento voluntário no Brasil, os chamados povos livres. (mais…)

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