IBGE reconhece mais 86 povos e 21 línguas indígenas no Brasil

O Censo de 2022 registra que o número de etnias saltou de 305 para 391 no novo levantamento, em comparação com o estudo de 2010, e de 274 para 295 línguas indígenas

Por Eduardo Nunomura, em Amazônia Real

O Brasil indígena nunca esteve tão numeroso, linguisticamente diverso e precisando lutar por sua sobrevivência. O Censo Demográfico 2022, do IBGE, identificou 391 etnias, um salto em relação às 305 do estudo de 2010, e 295 línguas faladas, superando as 274 do levantamento anterior. Mas o que deveria ser uma celebração da diversidade não resiste se os dados forem contrapostos com os de infraestrutura básica. Há um abismo histórico de cidadania e direitos, uma falha crônica do Estado brasileiro que penaliza os maiores grupos populacionais da Amazônia e do País. (mais…)

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Não há espaço para mais petróleo na Amazônia

Autorização para perfurar poço exploratório na foz do Amazonas representa a ganância financeira, não soberania. É também um ato de desrespeito aos povos indígenas e ribeirinhos que vivem e dependem das águas e da biodiversidade. Luene Karipuna escreve sobre os impactos do projeto no seu povo

Por Luene Karipuna, em Amazônia Real

Há lugares no mundo que não deveriam ser tocados pela ganância. Lugares que guardam a chama da vida, a memória da Terra e o futuro de todos nós. O meu território, no centro da Amazônia, é um deles. Ainda assim, em nome de um suposto progresso que serve a poucos, o governo brasileiro abre caminho para perfurar o coração do maior bioma tropical do planeta — e chama isso de desenvolvimento. (mais…)

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Da energia fóssil à energia nuclear

Por Heitor Scalambrini Costa*

A queima de combustíveis fósseis (petróleo, gás, carvão) e o desmatamento têm impulsionado as mudanças no clima, que ameaçam a sobrevivência, e a própria vida no planeta pelos efeitos catastróficos resultantes, conhecidos em todos os continentes. Aliado a este flagelo que atinge a humanidade, o pacifismo caiu em desgraça, e a corrida armamentista convencional e nuclear está em alta devido às tensões internacionais, à luta por territórios, pelo poder. (mais…)

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ES: Iphan constata danos e embarga obras em área de manguezal em Cariacica

Obras da gestão de Euclério Sampaio e de empresa privada são apontadas como irregulares

Por Mariah Friedrich, Século Diário

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) determinou o embargo imediato de duas obras em Vila Cajueiro, Cariacica, após constatar intervenções irregulares em áreas de manguezal e sítios arqueológicos protegidos por lei federal. As intervenções foram realizadas pela Secretaria de Obras da gestão de Euclério Sampaio (MDB) e pela empresa RG Administração e Participação de Bens Ltda sem autorização da autarquia e causaram impactos significativos sobre o solo e o patrimônio arqueológico, segundo laudos técnicos e notificações oficiais emitidos nesta semana. (mais…)

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Pesquisa e impactos da crise socioambiental são debatidos em seminário do Fórum Oswaldo Cruz

Elisandra Galvão, VPPCB/Fiocruz

O seminário Conexões da pesquisa com a sociedade num contexto de crise socioambiental, realizado em 22 de outubro na Fiocruz, marcou mais uma etapa do Fórum Oswaldo Cruz – processo que vem mobilizando a Fundação desde agosto para construir, de forma participativa, o Plano de Desenvolvimento Institucional da Pesquisa. O encontro, que integrou a programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, reuniu especialistas e trabalhadores da Fiocruz, além de representantes de movimentos sociais e povos tradicionais para discutir a ciência feita na Fundação e suas conexões com os desafios contemporâneos e ancestrais dos territórios. O Fórum Oswaldo Cruz faz parte das celebrações dos 125 anos da Fiocruz. (mais…)

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Os indígenas que estão plantando uma floresta de araucárias

Os Laklãnõ/Xokleng plantaram cerca de 130 mil mudas da árvore ameaçada de extinção, enquanto lutam contra as mudanças climáticas e pelo protagonismo das mulheres

por Maurício Frighetto, em DW

Os Laklãnõ/Xokleng quase foram extintos no início do século 20. Desde então, vêm se reerguendo e lutando por seus direitos e pelo seu território tradicional. Atualmente, também buscam evitar outra extinção: a da araucária, árvore símbolo da Mata Atlântica que chamam de Zág. “Ninguém melhor do que nós, os povos indígenas, para trazer essa floresta de volta”, afirmou Isabel Gakran, de 39 anos. (mais…)

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Justiça repete caso Marangatu e autoriza atuação da PM em retomada da TI Guyraroká, mesmo reconhecendo interesse indígena

Nesta segunda-feira (27), os Guarani e Kaiowá confirmaram que a Tropa de Choque chegou ao local ao amanhecer

Na madrugada do último sábado (25), por volta das 23h, a Justiça Federal de Dourados (MS) emitiu um mandado determinando a atuação da Polícia Militar (PM) na Fazenda Ipuitã, área sobreposta à Terra Indígena Guyraroká, em Caarapó (MS), ainda que tenha reconhecido o direito coletivo indígena como ponto central do conflito. (mais…)

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