Por que Jesus ser negro incomoda tanto? Por Ynaê Lopes dos Santos

DW

Há dois anos, a Disney anunciou que a jovem atriz Halle Bailey seria a protagonista da animação filmada em live-action de A Pequena Sereia. Estaria tudo bem, não fosse o pequeno detalhe: a atriz é uma jovem mulher negra. Como era de se imaginar, a decisão causou muita polêmica e indignação. E uma das perguntas mais feitas por aqueles que reprovaram a escolha foi: “mas onde já se viu, a pequena sereia negra?”

Uma forma simples de responder tal questionamento seria com outra pergunta: “onde já se viu sereia, qualquer que seja?”

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Pesquisa USP: política de branqueamento e racismo apagou parte da história negra de São Paulo

Turismo na capital não reflete a marcante presença negra em SP, apontam autores do estudo “Cidade em preto e branco”

Antonio Lupo, do Jornal da USP, no Brasil de Fato

Para um turista que venha pela primeira vez à cidade de São Paulo, descobrir os traços de uma presença negra por aqui é praticamente impossível.

Monumentos? “Aqui na cidade de São Paulo consegui identificar apenas quatro, até a conclusão de minha pesquisa, em fevereiro de 2021”, conta ao Jornal da USP a turismóloga Denise dos Santos Rodrigues, autora do estudo de mestrado Cidade em preto e branco: turismo, memória e as narrativas reivindicadas da São Paulo Negra, desenvolvido na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP.

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“Ideologia de gênero” no Disque 100 pode criminalizar professores, diz pesquisador

Para professor da UFMG Marco Aurélio Prado medida indica ofensiva antigênero como política de Estado

Por Andrea DiP, Agência Pública

Recentemente incluída como possível agente de violência no Disque 100 do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos ao lado de crimes causados por orientação sexual, a “ideologia de gênero” – narrativa criada e fortalecida pela igreja católica especialmente nos anos 1990 e apropriada por políticos evangélicos e ultraconservadores no Brasil que se coloca sobretudo contra os estudos de gênero e os direitos LGBT+ – tem se tornado um instrumento cada vez mais significativo para disputas do campo moral, acredita o professor e pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Marco Aurélio Prado.

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“O racismo está no imaginário coletivo”, diz 1ª reitora negra de federal no Brasil

Primeira mulher negra a comandar uma universidade federal no Brasil, Joana Angélia Guimarães lamenta o fato de sua trajetória ser algo raro no país e enfatiza o trabalho pela inclusão e a diversidade

Por Jorge Vasconcellos, no Correio Braziliense

A professora Joana Angélica Guimarães da Luz, 63 anos, é tomada por um sentimento dúbio quando perguntada sobre o fato de ser a primeira mulher negra eleita reitora de uma universidade federal no Brasil. Ao mesmo tempo em que se vê como estímulo para outras pessoas, ela sente “tristeza” por saber que uma trajetória de vida como a sua ainda é rara no país,

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Escola do DF denuncia tentativa de censura após expor charges que criticam violência policial

Alunos do colégio cívico militar fizeram murais com obras de artistas como Carlos Latuff e Antonio Junião, diretor de arte da Ponte, para o Dia da Consciência Negra; deputado do PSL acusou professores de corrupção de menores e apologia ao nazismo

por Jeniffer Mendonça, na Ponte

“Execrável exibição de ostentação de poder, constrangimento, cerceamento, intimidação e tentativa de calar os profissionais da educação”. Foi assim que o corpo docente do Colégio Cívico-Militar Ced 1 da Estrutural repudiou, em nota publicada na segunda-feira (29/11), a ida do deputado federal Heitor Freire (PSL-CE) à escola, que é de gestão compartilhada entre a Secretaria Estadual de Educação do Distrito Federal e a Polícia Militar.

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A cor do inconsciente. Por Abrao Slavutzky

No Terapia Política

Quando a conhecida psicanalista francesa Françoise Dolto pediu a palavra, fez-se silêncio: “Me perdoe, não tenho o que falar. Sua fala sangra. Sua fala é você, a Psicanálise lhe deve isso, temos que pensar sobre isso.” Foi à reação de Dolto, a grande parceira de Jacques Lacan, à fala da jovem Isildinha Baptista Nogueira sobre sua vida de mulher negra. O ano era 1984 e estavam em Paris, num Congresso sobre Psicanálise e o Terror, entre franceses e latino-americanos. Uma das origens desse livro foi o desafio que lançou Dolto sobre as marcas do racismo na realidade psíquica.

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“Duas pandemias?” Por Mia Couto e José Eduardo Agualusa

Na Revista Pazes

No dia em que a Europa interditou os voos de e para Maputo, Moçambique tinha registado 5 novos casos de infeção, zero internamentos e zero mortes por COVID 19. Nos restantes países da África Austral a situação era semelhante. Em contrapartida, a maioria dos países europeus enfrentava uma dramática onda de novas infeções.

Cientistas sul-africanos foram capazes de detetar e sequenciar uma nova variante do SARS Cov 2. No mesmo instante, divulgaram de forma transparente a sua descoberta. Ao invés de um aplauso, o país foi castigado. Junto com a África do Sul, os países vizinhos foram igualmente penalizados. Em vez de se oferecer para trabalhar juntos com os africanos, os governos europeus viraram costas e fecharam-se sobre os seus próprios assuntos.

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