Extermínio de negros, o empreendimento mais bem-sucedido do Brasil

Por Breiller Pires, no El País

Esqueça a Bolsa de Valores ou a especulação imobiliária. O negócio que nunca sai de moda nem apresenta risco ao investidor é o racismo à brasileira. Fundada na colonização, capitalizada na escravidão e repaginada na era das redes sociais, a discriminação racial se consolida cada vez mais como o título de renda mais sólido para governos, empresas e pessoas físicas que lucram com a eliminação de corpos negros. Nem mesmo o brutal assassinato de João Alberto Freitas, o Beto, espancado por seguranças na porta do Carrefour, em Porto Alegre, ameaça a estabilidade dos rendimentos. Afinal, toda a cartela de aplicações está estruturada sobre a lógica da diversificação das formas de opressão e massacre.

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Após assassinato no Carrefour, Bolsonaro critica a revolta, não o racismo. Por Leonardo Sakamoto

No UOL

Diante da morte de João Alberto Silveira de Freitas, um homem negro, pelas mãos de um segurança e um policial militar brancos, em uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre, o presidente Jair Bolsonaro criticou a revolta, não o racismo.

Em uma série de postagens no Twitter, Bolsonaro diz que “brancos, negros, pardos e índios” vivem em harmonia e que há quem queira plantar “o conflito, o ressentimento, o ódio e a divisão de classes”, mascarando isso de “luta por igualdade” e “justiça social”.

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A luta contra o racismo no Brasil é uma luta de refundação nacional

Por Iyalê Tahyrine*, Jarbas Vieira** e Thays Carvalho***
Instituto Tricontinental de Pesquisa Social / Brasil de Fato

“Nós mostramos que somos somente dignos de pertencer ao paiz livre que quizeramos ver fundado. Ha muitos annos que foi collocada a primeira pedra do grande edifício, mas nós chegamos ainda á tempo de lançar os nossos obscuros nomes nos alicerces de uma nova pátria”
(Manifesto da Sociedade Brasileira contra a Escravidão, 1880)

O mês de novembro, especialmente o dia 20, é marcado pelas celebrações do dia da consciência negra e pela denúncia da persistência do racismo na sociedade brasileira.

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Em caso de racismo, CNMP inocenta procurador autor da frase ‘índio não gosta de trabalhar’

Conselheiro do CNMP Marcelo Weitzel chegou a afirmar que Darcy Ribeiro teria fala semelhante. Antropólogo refuta veementemente comparação

Por Roberto de Martin, na Carta Capital

Após adiar por oito vezes o julgamento do procurador do Ministério Público do Pará, Ricardo Albuquerque, o CNMP decidiu, pelo placar de 7 X 2, inocentá-lo da acusação de racismo. A audiência, que aconteceu nessa terça-feira, 27, foi resultado de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) movido por organizações quilombolas e outros movimentos sociais, após declarações racistas de Albuquerque.

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Negada cidadania alemã a muçulmano por não apertar mão de mulher

Tribunal estadual alemão considerou que – ao se recusar a saudar a funcionária que lhe entregava o certificado de naturalização, em 2015 – um médico formado no país reafirmou valores fundamentalistas islâmicos.

Na DW

Um muçulmano que se recusa a apertar a mão de uma mulher não deve receber a cidadania alemã, foi a decisão do Tribunal Administrativo de Baden-Württemberg (VGH) na sexta-feira (16/10). O solicitante, um médico libanês de 40 anos residente no país desde 2002, justificara sua recusa com razões religiosas.

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Morte de engenheiro negro por policial no RS gera indignação e movimento Black Lives Matter local

Por Daniel Gallas, da BBC News Brasil em Londres

No dia 19 de abril deste ano, o engenheiro elétrico gaúcho Gustavo Amaral, de 28 anos, estava radiante: era seu primeiro dia como chefe de equipe, liderando uma operação de manutenção de subestações. Gustavo morava em Santa Maria e trabalhava na empresa de seu pai de serviços elétricos.

Ele dirigia o carro da empresa a caminho do trabalho em Marau, no noroeste do Rio Grande do Sul, junto com outros três colegas quando parou em uma barreira policial na estrada.

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MPF-MG denuncia por crime de racismo homem que atacou indígenas em rede social

Em depoimento, o acusado admitiu ter feito a publicação, mas tentou justificar o conteúdo por meio de comentários que só reforçaram seu preconceito e visão discriminatória

Ministério Público Federal em Minas Gerais

Paracatu. O Ministério Público Federal (MPF) denunciou um homem de 33 anos, R.M.A., por crime de racismo (art. 20 da Lei 7.716/1989) praticado por meio da publicação de comentários preconceituosos e discriminatórios contra povos indígenas. A pena prevista para esse crime vai de um a três anos de reclusão.

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