Nota de Defesa em favor do Rio Tapajós

“30. Enquanto a qualidade da água disponível piora constantemente, em
alguns lugares cresce a tendência para se privatizar este recurso escasso,
tornando-se uma mercadoria sujeita às leis do mercado.” (Carta Encíclica
Laudato Si’ do Santo Padre Francisco sobre o cuidado da casa comum)

CPT

Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) da Arquidiocese de Santarém vêm por meio desta nota pública expressar profunda indignação e firme oposição aos projetos de privatização com dragagem programados para o Rio Tapajós, que atendem única e exclusivamente aos interesses econômicos privados das empresas multinacionais arrecadadoras de grãos no mundo. (mais…)

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Indígenas do Baixo Tapajós ocupam há uma semana a entrada da Cargill e exigem presença do governo federal

Movimento indígena mantém ocupação contra decreto de privatização do rio Tapajós; nova reunião com o governo federal está prevista para esta sexta-feira, 30

Por Conce Gomes, Tapajós de Fato

Povos indígenas do Baixo Tapajós ocupam há uma semana a área de entrada da empresa norte-americana Cargill, em Santarém, no oeste do Pará, e exigem a presença do governo federal no local para tratar das reivindicações. De acordo com informações do movimento, a presença de representantes do governo federal está prevista para está sexta-feira (30), às 15h, em Santarém. (mais…)

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Como a privatização agravou a crise hídrica paulista

Nível atual dos reservatórios projeta um desabastecimento pior que o de 2014-15. Mas ao privatizar a Sabesp, Estado perdeu instrumentos essenciais para mitigar a crise. Resultado é um racionamento desigual, não declarado e invisibilizado pela mídia

Por Glauco Faria, em Outras Palavras

Em outubro do ano passado, uma entrevista coletiva realizada na sala do Conselho Estadual do Meio Ambiente, na Cetesb, em São Paulo, anunciava as medidas que seriam tomadas diante de um contexto de crise hídrica que ameaça o abastecimento de água no estado. Àquela altura, o reservatório do Sistema Cantareira já apresentava o seu menor nível em dez anos e o que se propunha basicamente para enfrentar o problema era a redução na pressão de água, um plano de sete faixas prevendo até 16 horas com a restrição da operação antes da necessidade de um eventual rodízio ou racionamento feito de forma oficial. (mais…)

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Novo Marco do Saneamento: análise de um fiasco

Aprovada em 2020, nova lei reverte legislação anterior, fruto de anos de debate e participação social. Modelo atual exclui regiões “não rentáveis” de contratos e, a longo prazo, sucateia a infraestrutura pública dos estados. Em números, os prejuízos no Sergipe e Piauí

Por Adauto S. do Espírito Santo*, em Outras Palavras

Aprovada em meio a polêmicas em 2020, a Lei 14.026 prometia revolucionar o saneamento básico no Brasil, atraindo investimentos privados para universalizar os serviços de água e esgoto. No entanto, uma análise detalhada de sua construção e, sobretudo, de sua implementação prática revela um cenário muito diferente: a lei tem sido o principal instrumento para um desmonte do patrimônio público do setor, não para a universalização, mas para a implantação de um modelo de negócios excludente e a criação de obstáculos quase intransponíveis para o atendimento das populações mais pobres e dispersas. (mais…)

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Governo Tarcísio ignora riscos e corta 34% do Orçamento para segurança hídrica em 2026

Na comparação com 2025, combate a enchentes perde mais de 50% da verba e proteção de mananciais tem recuo de 33%

Por Rafael Oliveira | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

A segurança hídrica de São Paulo terá menos recursos em 2026. Em meio a uma crise hídrica que caminha para se tornar a mais grave da história do estado, paralelamente a chuvas destrutivas, que já mataram ao menos 11 pessoas desde o início do verão, o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) resolveu cortar 34,6% dos recursos destinados a ações na área, em comparação com o montante reservado no ano passado. O orçamento estadual, aprovado pela Assembleia Legislativa (Alesp) no mês passado, prevê R$ 1,37 bilhão para o setor este ano, em comparação com os R$ 2,1 bilhões de 2025. (mais…)

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Mesmo após decisão judicial, Unimed Ferj não cumpre reembolso por tratamento de autismo

Justiça determinou penhora de R$ 84 mil da operadora, mas ordem não foi cumprida porque as contas estavam zeradas

Por Guilherme Cavalcanti | Edição: Mariama Correia, Agência Pública

Há pelo menos quatro anos, Jussara*, trabalhadora autônoma, luta para que o plano de saúde custeie o tratamento do seu filho Lucas*, de 10 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Mesmo após sucessivas vitórias na Justiça contra a Unimed Federação do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), a família ainda não recebeu os mais de R$ 80 mil em reembolsos atrasados, calculados e determinados em decisão judicial de janeiro de 2025, porque as contas bancárias da operadora estavam sem saldo. (mais…)

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Setor elétrico: por que a saída é reestatizar

Passados 30 anos da privatização, “eficiência”, investimentos e inovação nunca foram entregues. Tarifas aumentaram e manutenção despencou, como mostra caos em SP. Mas governo renova concessões. Brasileiro tem de decidir: reagir ou viver comprando velas

Por Heitor Scalambrini Costa*, em Outras Palavras

Uma das lendas que ainda persistem em nosso país é a ideia que o setor privado é naturalmente superior, ou mais eficiente, que o setor público. Para refutar tal colocação é necessário analisar a complexidade e os fatores que levam a esta assertiva. A primeira distinção consiste nos objetivos distintos que movem estes setores. (mais…)

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