SUS 35 anos. É hora de desprivatizar o sistema público de saúde. Entrevista especial com Leonardo Mattos

O pesquisador destaca as múltiplas formas de infiltração do setor privado no sistema de saúde público, um fenômeno crescente que tem prejudicado o atendimento à população. Reverter esses processos é urgente e o único caminho para assegurar o SUS universal

IHU

No dia 19 de setembro passado, o maior patrimônio da democracia brasileira completou 35 anos. Criado na Constituição de 1988 e instituído pela Lei orgânica do Sistema Único de Saúde em 1990, o SUS, garantiu que a saúde fosse reconhecida como direito de todos e dever do Estado, estruturando-se em torno dos princípios da universalidade, integralidade e equidade. (mais…)

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SUS: desprivatizar é possível – e necessário

Pesquisador elenca as formas de infiltração do setor privado no sistema público, tendência crescente que fragmenta o atendimento à população. Ele debate: é urgente começar a reverter esses processos, caminho único para garantir que a Saúde seja de fato universal

Leonardo Mattos em entrevista a Gabriela Leite, Outra Saúde

Aqueles que lutam por um Sistema Único de Saúde (SUS) que reduza as desigualdades ao invés de expandi-las há muito denunciam as pressões no sentido da privatização do sistema. Mas há também de se pensar nas formas de desprivatizá-lo, estratégias para tornar públicos os componentes que foram entregues a corporações e que, com isso, fragmentam o sistema e prejudicam a população. (mais…)

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A privatização em Lula 3. Por Paulo Kliass

De empresas de saneamento a presídios, serviços públicos continuam a ser entregues aos rentistas com apoio do BNDES. Casos em Pernambuco e Bahia mostram a gravidade do processo. Há sentido em manter tal política enquanto se fala de justiça social?

Por Paulo Kliass, em Outras Palavras

As sucessivas tentativas de promover golpes políticos e militares por parte da extrema direita e do bolsonarismo é um fator bastante preocupante da conjuntura atual. Na verdade, o golpismo se colocou em marcha ainda durante o próprio mandato de Bolsonaro. No entanto, apesar das inúmeras articulações fracassadas, o espírito da quartelada se mantém presente até os dias de hoje. O que se espera é que o processo em etapa final de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) coloque um freio nesse movimento e puna na forma da lei e da Constituição todos os envolvidos nos cometimentos de tais crimes. Enfim, que seja propagado pelo País afora o nosso lema: “Ditadura, nunca mais!”. E que as condenações dos envolvidos no alto escalão sejam exemplares deste mote. (mais…)

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Sabesp: um ano de privatização infame

Maior empresa de água da América Latina foi entregue a rentistas por preço aviltado, em operação esdrúxula. Agora, demissões em massa degradam serviços. Dispara o pagamento aos acionistas e os executivos quintuplicam o próprio salário

Por Amauri Pollachi, em Outras Palavras

Completado um ano da privatização da Sabesp em um grande esquema do governo Tarcísio de Freitas envolvendo o mercado financeiro, proliferam as notícias de deterioração da qualidade dos serviços, despejos de esgoto, água suja, falhas operacionais e um alarmante descaso com a população e o meio ambiente. A empresa e o governo promovem festividades que exaltam a gestão privada de um serviço essencial. Mas há o que comemorar? (mais…)

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Hospital Estadual Sumaré: batalha contra as OSS em SP

Administrado pela Unicamp via convênio, equipamento já foi eleito o melhor hospital público do país. Agora, Tarcísio quer privatizar sua gestão. Risco é de queda na qualidade do atendimento, precarização do trabalho e perda das atividades de estágio e formação

Por Guilherme Arruda, em Outra Saúde

Em 2022, o Hospital Estadual Sumaré, localizado na cidade homônima do interior de São Paulo, foi eleito o melhor hospital público do Brasil pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e outras entidades. Administrado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) por meio de um convênio, o equipamento é considerado uma referência em atendimento de média complexidade, promove a formação de centenas de estudantes todos os anos e seus serviços de assistência são muito bem avaliados pelos municípios da região. Por isso, a população local recebeu com indignação o recente anúncio do governador paulista Tarcísio de Freitas de que pretende pôr fim ao convênio – e entregar a gestão do hospital para uma Organização Social da Saúde (OSS) por meio de um chamamento público. (mais…)

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A resistência das escolas frente ao projeto de intervenção da gestão Nunes e Padula. Por Laura Cymbalista

No Blog da Boitempo

“Defender a qualidade da educação de forma séria não é o equivalente a olhar para os índices da avaliação de larga escala. A defesa da qualidade passa necessariamente por defendermos uma escola que possibilite o aprendizado de bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Passa por aprender o conhecimento construído ao longo do tempo nas artes, ciências naturais, ciências humanas e sociais. Passa por problematizar o próprio conhecimento, pois o currículo é território em disputa, e aprender também o conhecimento que foi invisibilizado por séculos de racismo e etnocídio. O trabalho educativo de qualidade se realiza por meio do projeto político-pedagógico que forja a identidade de cada escola; pela gestão democrática em seu interior e prática inclusiva. (…) O que Nunes e Padula seguem explicitando em suas falas e projetos é o ataque a servidores e servidoras, seus sindicatos e formas de luta para abrir caminho para a privatização de nossas escolas públicas.” (mais…)

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CPP realiza oficina sobre regularização de territórios pesqueiros e fortalece estratégias de luta

Encontro reuniu agentes, assessorias e comunidades para debater instrumentos jurídicos, desafios e caminhos para garantir os direitos territoriais dos povos das águas

Por CPP

No dia 14 de maio de 2025, o Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) promoveu uma oficina nacional sobre regularização dos territórios tradicionais pesqueiros, reunindo agentes de pastoral, educadores populares, assessorias e lideranças comunitárias para debater estratégias de enfrentamento aos desafios fundiários. A oficina contou com as contribuições da pesquisadora Tatiana Gomes (UFBA) e do assessor jurídico Marcos Brandão (CPP-BA/SE). (mais…)

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