Maria de Jesus Ferreira Bringelo, mulher, negra, quilombola, quebradeira de coco babaçu, ensinava que ódio e violência se enfrentam com serenidade e altivez
Por Avanildo Duque*, em HuffPost Brasil
O Brasil precisa conhecer a história de Dona Dijé. Em um tempo sombrio no qual se homenageiam torturadores, se matam negros e negras, se odeiam pobres, se humilham mulheres e se oprime a diversidade sexual, viveu Maria de Jesus Ferreira Bringelo, nome de batismo de Dona Dijé. Mulher, negra, quilombola, quebradeira de coco babaçu, ela transmitia, na voz firme, de timbre aveludado, o ensinamento de que todos nós, brasileiros, mais precisamos agora: ódio e violência se enfrentam com serenidade e altivez. E vencem-se. (mais…)
