Descobertas redes de extrema direita com meio bilhão de visualizações na Europa

Relatório da Avaaz revela redes de ódio em sites como Facebook antes de eleições da União Europeia

Redação Brasil de Fato*

Um novo relatório da ONG Avaaz divulgado nesta quarta-feira (22) mostra que pelo menos 533 milhões de europeus, nos últimos três meses, foram expostos a propaganda de extrema direita, mensagens de ódio, notícias e citações falsas e vídeos editados para estigmatizar imigrantes.

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MPF acusa União de censura, racismo e homofobia por vetar propaganda do BB

Do Estadão Conteúdo, no EM

Ministério Público Federal (MPF) do Rio Grande do Sul ajuizou ação civil pública contra a União por “ilegal veto (censura) imposto à peça publicitária do Banco do Brasil denominada “Selfie”, estrelada por atores e atrizes em sua maioria negros (mas também outros brancos), tatuados, com cabelos coloridos e uma personagem transexual, que visava trabalhar a diversidade racial e de orientação sexual e de identidade de gênero brasileira”. 

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O descalabro na gestão do bem comum água. Por Cândido Grzybowski

Do Ibase

Para quem vive na cidade do Rio de Janeiro, sentir na própria pele o temporal do início de Abril foi um daqueles eventos monumentais e trágicos, tanto em termos coletivos como em termos de experiência pessoal. Um grande choque para a nossa cidade e a cidadania. Emoção, solidariedade e carinho coletivo não faltaram a todos que abruptamente se depararam com a morte de familiares e amigos. Vendo tantos bairros e milhares de pessoas atoladas em água e lama, que tudo perderam e estão entregues ao deus-dará, a gente se emociona com a autoajuda que brota no meio popular, em meio à calamidade ecológica sobre a cidade e da negação de direitos elementares de cidadania. Há no ar um sentimento de choque coletivo com o tamanho do desastre ecossocial, mas também sinais de uma incrível resiliência social e cidadã.

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Por que confundir populistas com fascistas é um equívoco, segundo pesquisador do Holocausto em Israel

Por Paula Adamo Idoeta, da BBC News Brasil

Pesquisador por três décadas do Museu do Holocausto em Israel, Avraham Milgram sugere cautela a quem chama tudo de fascismo.

Historiador, ele defende que há uma distinção objetiva entre fascistas e populistas, apesar de semelhanças históricas como lideranças carismáticas, identidade nacional e crise socioeconômica.

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Na ONU, indígena critica política “integracionista, colonialista e racista” de Bolsonaro

Na semana passada, Avanilson Karajá fez duras críticas à política indigenista do governo federal durante a 40ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra

por Tiago Miotto, em Cimi

Em discurso durante a 40ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, o indígena Avanilson Karajá criticou as políticas indigenistas adotadas pelo governo Bolsonaro. Ele denunciou o desmantelamento da Fundação Nacional do Índio (Funai), a mudança nas demarcações de terras indígenas e o “o discurso de ódio e a depreciação do governo pelos povos indígenas”.

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O fascismo, antes de ser um regime, é um ambiente político e cultural contaminado. Por Cândido Grzybowski

do Ibase

Tenho refletido e escrito sobre a perda de vitalidade da democracia. Mas acho que agora já entramos num perigoso caminho de desconstrução da democracia, uma ameaça que vem na esteira do golpe do impeachment e se expressa hoje no nosso governo híbrido, civil-militar, com sua agenda antidireitos. Claro, a institucionalidade democrática formal está mantida até aqui, mas algo por dentro vem corroendo os princípios e valores éticos e políticos vitais da democracia: o respeito incondicional da liberdade de ser, pensar e agir, a busca da maior igualdade possível, com direito à diversidade, convivendo em solidariedade coletiva e baseando tudo em ativa participação cidadã. Tais princípios constituem o substrato de qualquer democracia com potencial de transformar contradições e divergências, de potencial destrutivo, em forças construtivas de sociedades mais livres e justas.

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Jacqueline Muniz: “Arma de fogo tem cor, tem sexo, tem gênero”

Antropóloga, cientista política e especialista em segurança pública comenta propostas do novo governo para o setor

por Leonardo Fernandes, em Brasil de Fato

Jacqueline Muniz é uma das vozes mais sóbrias no debate sobre a segurança pública no Brasil. Ela é professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), fundadora da Rede de Policiais e Sociedade Civil da América Latina e integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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Dossiê Sur sobre raça e direitos humanos

Por Thiago Amparo, Maryuri Mora Grisales e Sueli Carneiro*, na Revista Sur

Dados sobre desigualdade racial evidenciam a persistência do racismo em todo o mundo. Em 2018, 17 anos após a III Conferência Mundial de Combate ao Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata realizada em Durban, na África do Sul, e 130 anos após a abolição da escravidão no Brasil, ainda inconclusa; os legados do Jim Crow, escravidão e apartheid prosseguem e se reproduzem todos os dias nos Estados Unidos, Brasil e África do Sul.1 Em outras partes do Norte e Sul Globais a situação de grupos raciais historicamente discriminados não é diferente. Europa tem sido palco de casos de xenofobia no contexto da questão migratória.2A Relatora Especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre formas contemporâneas de racismo – uma das autoras neste número da Revista Sur – tem reportado sobre racismo em países tão diversos como Austrália, Mauritânia, Hungria e Colômbia.3

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Entidade retira prêmio de direitos humanos de Angela Davis por seu apoio à causa Palestina

Entre as duras críticas ao regime israelense, Davis costuma compará-lo ao apartheid imposto aos negros na África do Sul

Por Victor Farinelli, na Carta Maior

Uma grande polêmica abalou os Estados Unidos esta semana, depois que o Instituto de Direitos Civis de Birmingham (BCRI, por sua sigla em inglês), com sede em Alabama, recuou em sua decisão de entregar à famosa ativista Angela Davis o Prêmio Fred L. Shuttlesworth, inicialmente sem dar uma explicação mais específica a respeito.

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Lilia Schwarcz: “Existe um ataque a todas as formas de educação”

Uma das historiadoras mais renomadas do país, Schwarcz fala sobre governo Bolsonaro e sua decisão de começar um canal de vídeos

Por Matheus Rocha, na Época

Figura reconhecida na academia, a historiadora Lilia Schwarcz decidiu que estava na hora de conquistar um novo público. Em 2018, a pesquisadora fundou um canal no YouTube para discutir os assuntos que a transformaram em uma das maiores intelectuais do país: questões raciais e história do Brasil. Mas ela vai além. Nos vídeos com produção da Uzumaki Comunicação, a historiadora fala sobre a diferença entre democracia e autoritarismo, o politicamente correto e a formação ministerial do novo governo. Schwarcz, aliás, não foge ao debate. Considera que a gestão de Bolsonaro já se mostra autoritária e que padece de um déficit republicano. “É um governo claramente populista, conservador e que não tem apego aos direitos das minorias sociais. Ele já expressou claramente isso.” Em conversa com ÉPOCA, Schwarcz comentou sobre o perfil de governos fascistas, a persistência do racismo e o desrespeito aos direitos indígenas. 

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