Douglas Belchior sobre Carrefour: “Foi um protesto desproporcional. Eles nos matam”

Ao Brasil de Fato, liderança do movimento negro no país defende subir o tom em protestos: “Acabou a paciência”

Por Igor Carvalho, no Brasil de Fato

Uma das lideranças do movimento negro no Brasil, Douglas Belchior está incomodado. Quando chegou à manifestação da última sexta-feira (20), na avenida Paulista, em São Paulo, que deveria ser um ato pelo Dia da Consciência Negra e se tornou mais um protesto em repúdio à morte de um homem negro, o militante disparou. “Até quando? Está insuportável.”

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Sobre racismo, esqueça Bolsonaro e Mourão. Ouça o que diz Emicida. Por Chico Alves

No UOL

Foi um 20 de novembro doloroso. O Dia da Consciência Negra de 2020 amanheceu sob o signo da tragédia, com a multiplicação nas redes sociais das imagens do espancamento até à morte de João Alberto Silva Freitas, ocorrido na véspera, em um Carrefour da capital gaúcha. Continuou assim até o cair da noite, com a repercussão da fala delirante do vice-presidente Hamilton Mourão, convicto de que não existe racismo no Brasil.

Entre o amanhecer e o anoitecer, a sexta-feira, que deveria ser dedicada à discussão e às ações para superar o preconceito contra os negros, só fez confirmar a gigantesca dimensão do racismo brasileiro.

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Magistrados de PE abandonam associação em repúdio a webinário antirracismo

Por Fabiana Moraes, no UOL

Uma pequena mas barulhenta e significativa “rebelião” acontece neste momento no interior da Associação dos Magistrados do Estado de Pernambuco (Amepe): ali, um grupo formado por 34 juízes e juízas assinou um manifesto contra o que chama de “infiltração ideológica” nas “causas sociais” levantadas no interior da entidade.

O estopim: a realização do curso online Racismo e Suas Percepções na Pandemia, voltado exclusivamente para magistrados, além da básica cartilha Racismo nas Palavras, na qual são tratadas expressões racistas ainda comuns no cotidiano— inclusive do Judiciário. A cartilha foi lançada este mês por conta do Dia da Consciência Negra.

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PFDC emite nota pública sobre morte de João Alberto Silveira Freitas

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) e a Procuradoria Regional do Direitos do Cidadão no Rio Grande do Sul manifestam repúdio ao ato de violência racial que provocou a morte de João Alberto Silveira Freitas, nas dependências do supermercado Carrefour.

Em nota, membros do Ministério Público Federal (MPF) conclamam a empresa a adotar medidas concretas, em toda a sua rede, para a introdução de políticas de compliance em direitos humanos nas suas atividades. Defendem a instituição de programas de capacitação, treinamento e qualificação de seus empregados e agentes terceirizados, com o objetivo de combater o racismo institucional/estrutural e a discriminação racial.

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Bolsonaro deixa participantes do G-20 “em choque” ao falar de racismo. Por Jamil Chade

No Uol

A decisão de Bolsonaro de usar a cúpula do G-20 para reclamar de protestos contra o racismo no Brasil gerou um amplo constrangimento e choque entre algumas delegações estrangeiras e até indignação entre as agências da ONU.

Ao discursar na abertura da reunião virtual, o presidente fez uma alusão à morte de João Alberto Silveira Freitas. Mas não como muitos esperavam. “O Brasil tem uma cultura diversa, única entre as nações. Somos um povo miscigenado”, afirmou Bolsonaro. “Foi a essência desse povo que conquistou a simpatia do mundo. Contudo, há quem queira destruí-la, e colocar em seu lugar o conflito, o ressentimento, o ódio e a divisão entre raças, sempre mascarados de ‘luta por igualdade’ ou ‘justiça social’. Tudo em busca de poder”, disse.

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Homem posta vídeo ameaçando angolanos que foram agredidos e arrastados para fora de revendedora de bebidas: ‘Vocês vão ver o satanás’

Estrangeiros disseram que foram agredidos quando buscavam a quinta cerveja (já paga) na loja. Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso e saber se as agressões foram motivadas por questão racial.

Por RPC Maringá e G1 PR

Um homem, ex-policial militar, publicou um vídeo na internet ameaçando os dois angolanos que foram agredidos e arrastados para fora de uma revendedora de bebidas, em Maringá, no norte do Paraná. 

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Pandemia e classe social: “parece que chegamos a um acordo em que algumas vidas, de fato, valem menos”

Estudo do Instituto Pólis mostrou que, após meses de relativo sucesso da auto-organização comunitária, os índices de mortalidade em Paraisópolis, segunda maior favela de São Paulo, aumentaram 240%. Em entrevista ao Correio da Cidadania, o arquiteto e pesquisador Victor Nisida, que contribuiu para o referido estudo, explica como funcionou o sistema de organização popular, mas elenca os fatores que fizeram os números de contágios e óbitos subirem tanto.

por Gabriel Brito, em Correio da Cidadania / IHU On-Line

“Paraisópolis estruturou um dos melhores controles da pandemia em São Paulo. É importante ponderar que são poucas as favelas com as mesmas condições e recursos para empreender ações articuladas e com tamanho alcance, mas, ainda que excepcional, trata-se de um exemplo que precisa ser valorizado”, contou.

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E se a solução for extinguir a polícia?

Cresce nos EUA, na esteira do Vidas Negras Importam, a luta por outra segurança pública. A atual, percebe-se, não contém o crime — porque busca calar a revolta das maiorias e preservar o racismo estrutural. É hora de pensar seu fim

Por Keeanga-Yamahtta Taylor*, no The New Yorker| Tradução: Gabriel Rocha Gaspar, em Outras Palavras

As revoltas de maio e junho de 2020 forçaram os Estados Unidos a um ajuste de contas com a profunda marca impressa pelo racismo na sociedade. O linchamento público de George Floyd [ocorrido em 25 de maio] perfurou o véu da segregação, que acoberta a realidade de que milhões de afro-estadunidenses vivem sob o peso sempre crescente da morte. Dezenas de milhares de pessoas negras vitimadas pela rápida disseminação da covid-19; a execução, registrada em vídeo, de Ahmaud Arbery por dois homens brancos na Geórgia; os relatos do brutal assassinato de Breonna Taylor pela polícia de Louisville; e, depois, o terrível homicídio de Floyd em Minneapolis abriram os olhos do grande público para o Estado policial sob o qual vive o país.

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Desaparecimento e impunidade na Amazônia

A situação de desaparecimento forçado é tema do relato de Josep Iborra Plans. Segundo o Fundo Brasil de Direitos Humanos, diferentemente da ditadura, hoje os desaparecimentos têm um carácter racista, pois envolvem na maioria das vezes jovens negros, das periferias, e camponeses sem terra, indígenas e comunidades tradicionais, no caso da região amazônica.

CPT

Leia abaixo o relato na íntegra:

No dia 30 de agosto, se criou o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçado, uma data instituída pela ONU em 2011 para ressaltar a importância de combater este tipo de violação.

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