Por que confundir populistas com fascistas é um equívoco, segundo pesquisador do Holocausto em Israel

Por Paula Adamo Idoeta, da BBC News Brasil

Pesquisador por três décadas do Museu do Holocausto em Israel, Avraham Milgram sugere cautela a quem chama tudo de fascismo.

Historiador, ele defende que há uma distinção objetiva entre fascistas e populistas, apesar de semelhanças históricas como lideranças carismáticas, identidade nacional e crise socioeconômica.

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Na ONU, indígena critica política “integracionista, colonialista e racista” de Bolsonaro

Na semana passada, Avanilson Karajá fez duras críticas à política indigenista do governo federal durante a 40ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra

por Tiago Miotto, em Cimi

Em discurso durante a 40ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, o indígena Avanilson Karajá criticou as políticas indigenistas adotadas pelo governo Bolsonaro. Ele denunciou o desmantelamento da Fundação Nacional do Índio (Funai), a mudança nas demarcações de terras indígenas e o “o discurso de ódio e a depreciação do governo pelos povos indígenas”.

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O fascismo, antes de ser um regime, é um ambiente político e cultural contaminado. Por Cândido Grzybowski

do Ibase

Tenho refletido e escrito sobre a perda de vitalidade da democracia. Mas acho que agora já entramos num perigoso caminho de desconstrução da democracia, uma ameaça que vem na esteira do golpe do impeachment e se expressa hoje no nosso governo híbrido, civil-militar, com sua agenda antidireitos. Claro, a institucionalidade democrática formal está mantida até aqui, mas algo por dentro vem corroendo os princípios e valores éticos e políticos vitais da democracia: o respeito incondicional da liberdade de ser, pensar e agir, a busca da maior igualdade possível, com direito à diversidade, convivendo em solidariedade coletiva e baseando tudo em ativa participação cidadã. Tais princípios constituem o substrato de qualquer democracia com potencial de transformar contradições e divergências, de potencial destrutivo, em forças construtivas de sociedades mais livres e justas.

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Jacqueline Muniz: “Arma de fogo tem cor, tem sexo, tem gênero”

Antropóloga, cientista política e especialista em segurança pública comenta propostas do novo governo para o setor

por Leonardo Fernandes, em Brasil de Fato

Jacqueline Muniz é uma das vozes mais sóbrias no debate sobre a segurança pública no Brasil. Ela é professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), fundadora da Rede de Policiais e Sociedade Civil da América Latina e integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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Dossiê Sur sobre raça e direitos humanos

Por Thiago Amparo, Maryuri Mora Grisales e Sueli Carneiro*, na Revista Sur

Dados sobre desigualdade racial evidenciam a persistência do racismo em todo o mundo. Em 2018, 17 anos após a III Conferência Mundial de Combate ao Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata realizada em Durban, na África do Sul, e 130 anos após a abolição da escravidão no Brasil, ainda inconclusa; os legados do Jim Crow, escravidão e apartheid prosseguem e se reproduzem todos os dias nos Estados Unidos, Brasil e África do Sul.1 Em outras partes do Norte e Sul Globais a situação de grupos raciais historicamente discriminados não é diferente. Europa tem sido palco de casos de xenofobia no contexto da questão migratória.2A Relatora Especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre formas contemporâneas de racismo – uma das autoras neste número da Revista Sur – tem reportado sobre racismo em países tão diversos como Austrália, Mauritânia, Hungria e Colômbia.3

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Entidade retira prêmio de direitos humanos de Angela Davis por seu apoio à causa Palestina

Entre as duras críticas ao regime israelense, Davis costuma compará-lo ao apartheid imposto aos negros na África do Sul

Por Victor Farinelli, na Carta Maior

Uma grande polêmica abalou os Estados Unidos esta semana, depois que o Instituto de Direitos Civis de Birmingham (BCRI, por sua sigla em inglês), com sede em Alabama, recuou em sua decisão de entregar à famosa ativista Angela Davis o Prêmio Fred L. Shuttlesworth, inicialmente sem dar uma explicação mais específica a respeito.

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Lilia Schwarcz: “Existe um ataque a todas as formas de educação”

Uma das historiadoras mais renomadas do país, Schwarcz fala sobre governo Bolsonaro e sua decisão de começar um canal de vídeos

Por Matheus Rocha, na Época

Figura reconhecida na academia, a historiadora Lilia Schwarcz decidiu que estava na hora de conquistar um novo público. Em 2018, a pesquisadora fundou um canal no YouTube para discutir os assuntos que a transformaram em uma das maiores intelectuais do país: questões raciais e história do Brasil. Mas ela vai além. Nos vídeos com produção da Uzumaki Comunicação, a historiadora fala sobre a diferença entre democracia e autoritarismo, o politicamente correto e a formação ministerial do novo governo. Schwarcz, aliás, não foge ao debate. Considera que a gestão de Bolsonaro já se mostra autoritária e que padece de um déficit republicano. “É um governo claramente populista, conservador e que não tem apego aos direitos das minorias sociais. Ele já expressou claramente isso.” Em conversa com ÉPOCA, Schwarcz comentou sobre o perfil de governos fascistas, a persistência do racismo e o desrespeito aos direitos indígenas. 

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A Baixada Fluminense e a Necropolítica de Wilson Witzel: Parte 2

Esta é a segunda matéria, de uma série de duas partes, que traz análises de representantes e moradores da Baixada Fluminense sobre as políticas do governador eleito Wilson Witzel. Confira a primeira aqui.

Dando prosseguimento sobre como representantes da Baixada Fluminense e do município do Rio de Janeiro analisam as políticas de segurança pública do governador eleito Wilson Witzel, sob a perspectiva da necropolítica do filósofo camaronês Aquile Mbembe, iniciamos a segunda matéria da série.

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