Vladimir Platonow* – Enviado Especial Agência Brasil
A cidade de Izmir, a 330 quilômetros (km) ao sul de Istambul, é a última parada para quem fugiu da guerra na Síria e no Iraque e sonha em cruzar o Mar Egeu para chegar à Grécia, porta de entrada para a Europa. Entretanto, com o endurecimento de medidas restritivas à chegada de novos imigrantes tomadas recentemente pelos países europeus, centenas de famílias ficaram encalhadas em terra firme, em quartos de hotéis superlotados ou em pequenas casas nos bairros mais pobres.
Em um quarto alugado na periferia da cidade, a jovem curda Zozan Khaled, de 26 anos, espera sua hora de partir, na companhia de dois filhos pequenos e de um bebê de apenas 7 meses. Ela fugiu com o marido e as crianças da cidade de Qamishli, onde viviam, no norte da Síria, quando a guerra forçou a saída da maioria dos moradores. Vieram de ônibus, em uma viagem de 1.500 km. O marido conseguiu chegar à Grécia em um bote e há 7 meses está na Finlândia. Agora, eles não têm dinheiro para reunir a família. O pouco que ela tem, paga de aluguel no pequeno quarto. (mais…)
