Marcha das Margaridas deixa recado em meio à retirada de direitos: “Vamos renascer das cinzas”

Protesto contra retrocessos nas políticas públicas do governo Bolsonaro marcaram ato que reuniu recorde de cem mil pessoas em Brasília durante os dias 13 e 14; mudanças nas regras da aposentadoria são a maior preocupação das mulheres do campo

Por Priscilla Arroyo, em De Olho nos Ruralistas

“Vamos renascer das cinzas, plantar de novo um arvoredo. Bom calor nas mãos unidas, na cabeça de um grande enredo”. Em uma nova versão, na voz de uma mulher, os versos de Martinho da Vila permearam a abertura da 6ª Marcha das Margaridas, ato que levou 100 mil mulheres à capital durante os dias 13 e 14. Trata-se de um número recorde de participantes da ação, que, desde 2000, acontece de quatro em quatro anos, com desfecho em Brasília. Esta edição aconteceu sob o lema “Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”.

(mais…)

Ler Mais

Brasileiros: resistência também no exterior

Forma-se, em dezenas de países, frente de brazucas contra os retrocessos e pela democracia. Coletivos encontram-se neste fim de semana, em Berlim, para organizar ativismo internacional. Evento terá exposições e debates

Outras Palavras

De 16 a 18 de agosto próximos se reúne em Berlim o II Encontro Internacional da FIBRA – (Frente de Brasileiras e Brasileiros pela Democracia e Contra o Golpe). A reunião acontecerá na sede da Fundação Rosa Luxemburgo, na Alemanha.

(mais…)

Ler Mais

Impunidad transnacional y derechos de los pueblos indígenas

Impunidad de las empresas transnacionales y lucha por los derechos humanos de los pueblos indígenas originarios y campesinos en América Latina

Por Mabel Medina Valenzuela, en Servindi

El capital corporativo ha contribuido en dividir el mundo entre países del norte y países del sur, que lejos de ser un nominativo geográfico es una manera de ubicar las enormes desigualdades que hay entre ellos. Se ha generado un sistema de opresión y lucro donde la riqueza de unos se hace a costa de la pobreza y vulneración de derechos de otros, trasladando la reproducción de este sistema incluso dentro de los mismos países y acentuando el poder de una clase privilegiada. Las empresas transnacionales vienen a ser actores principales de este juego de poderes económicos, sociales y políticos que perjudican a gran parte de los países latinoamericanos.

(mais…)

Ler Mais

Resistência e cuidado coletivo marcam a luta das mulheres da metropolitana em MG

Além da saúde e da educação, as mulheres constroem a cada dia os 20 anos de história da regional do MST-MG

Por Agatha Azevedo, na Página do MST

A trajetória das mulheres da metropolitana começa há 20 anos atrás, com a primeira ocupação. Em 2019, o assentamento 2 de Julho, localizado em Betim (MG), completa 20 anos de luta e resistência.

(mais…)

Ler Mais

Bação e Aredes – Teatro Comunitário valorizando memórias nas Minas Gerais

por Alenice Baeta & Henrique Piló  

O grupo de teatro São Gonçalo do Bação, sob direção do dramaturgo Mauro Antônio de Souza ou Mauro Ghoña, em parceria com a Estação Ecológica Estadual Aredes-IEF e patrocínio da SAFM, vai apresentar uma nova peça inspirada no livro publicado em 2016: “Aredes- Recuperação Ambiental e Valorização de um sítio arqueológico”, organizado pelos historiadores e arqueólogos Alenice Baeta e Henrique Piló.

(mais…)

Ler Mais

Levantar a Esperança

O texto a seguir foi construído por meio de um processo de escuta, durante o “levante da Esperança”, ocorrido na audiência pública sobre a Reforma da Previdência, realizada no último dia 17 de maio, no município de Esperança/PB. A atividade promovida pelo Polo Sindical da Borborema, juntamente com políticos locais, contou com a participação de camponeses, camponesas, juventude e suas organizações, além de parlamentares do estado e da região. As falas e depoimentos da juventude e dos camponeses e camponesas, nesta audiência, me remeteram à tarefa profética da denúncia e também do anúncio da Boa Nova, assim como fez Jesus de Nazaré, assassinado por sua fidelidade na defesa da vida. Presente na atividade representando a CPT, escuto, nessas falas, o chamamento para continuarmos nas ruas, defendendo a vida aonde ela estiver sendo ameaçada, e isso me fez pensar um pouco mais sobre o nosso “que fazer?”.

(mais…)

Ler Mais

Cinquenta anos depois daquela noite no bar Stonewall

Era uma noite de verão em Nova Iorque naquele 28 de junho de 1969. Os frequentadores do bar Stonewall passavam por mais uma revista abusiva da polícia, o que era rotina. Os frequentadores, na maioria negros, travestis e latinos eram humilhados, agredidos e chantageados. Porém, naquela noite resolveram dar um basta e houve uma revolta contra a polícia. O movimento se estendeu por outros dias e ficou conhecido como “o levante Stonewall”, que seria o começo da luta da população LGBT por seus direitos. A vergonha dava lugar ao orgulho. A ideia se expandiu mundo afora e esta semana completa 50 anos.

por Pedro Calvi / CDHM*

Para marcar essas cinco décadas de trajetória, seis Comissões da Câmara dos Deputados realizaram nesta terça-feira (25/6), o Seminário “Memória, Verdade e Justiça – 50 Anos de luta LGBTI+”. A iniciativa é das Comissões de Cultura, Defesa dos Direitos da Mulher, Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, Direitos Humanos e Minorias, Educação, Legislação Participativa, Seguridade Social e Família; Trabalho, Administração e Serviço Público.

(mais…)

Ler Mais

João Cândido: o almirante da revolta

No dia em que faria 139 anos, lembramos de um dos maiores símbolos da resistência brasileira

Por Fernanda Alcântara, na Página do MST

A vida de João Cândido é uma daquelas histórias que comprovam o quanto a história do Brasil é escrita e explorada apenas do ponto de vista dominante. Embora o nome de João Cândido (ou do Almirante Negro) soe familiar devido às canções e homenagens realizadas postumamente, ainda há muito o que aprender sobre esta grande figura.

(mais…)

Ler Mais

Quando os cientistas enfrentam o sistema

Oposição à guerra, à vigilância, às drogas psiquiátricas, aos agrotóxicos. Defesa de uma Ciência para o Povo. Movimento dos anos 1970 poderia inspirar pesquisadores hoje, quando tecnologia parece transformar-se em pesadelo

Por Jane Shallice | Tradução: Gabriela Leite, em Outras Palavras

As consequências sociais da direção para a qual a ciência move-se hoje são claras. Novas tecnologias usadas para fortalecer a vigilância de Estado. A interminável pesquisa e produção de armas. A necessidade de acabar com a energia baseada no carbono. A natureza corporativa da ciência e das universidades. O direito à propriedade intelectual e a captura do conhecimento como propriedade privada para retornos privados. Modificações genéticas, inteligência artificial, algoritmos, a dominância da indústria farmacêutica e seu impacto na assistência médica. A poluição do meio ambiente e sua degradação. Acima de tudo, o papel da atividade humana nas mudanças climáticas.

(mais…)

Ler Mais