De Olho na História (II) — Elizabeth Teixeira, 95 anos, uma camponesa marcada pela resistência

Protagonista do documentário “Cabra Marcado para Morrer” foi líder nos anos 50, ao lado do marido João Pedro, das Ligas Camponesas; após o assassinato do marido por latifundiários, com onze filhos, não se curvou a ameaças, na luta pelo trabalho digno e pela reforma agrária

Por Maria Lígia Pagenotto, em De Olho nos Ruralistas

No ano do golpe militar, 1964, foi procurada pelo cineasta Eduardo Coutinho (1933-2014) para que sua vida e a do companheiro fossem registradas em um documentário. Com a chegada da ditadura, as filmagens foram interrompidas, sendo retomadas em 1981. O filme que conta a trajetória do casal, e no qual ela é protagonista, “Cabra Marcado para Morrer”, foi lançado em 1984, com muita repercussão — em 2015 foi reconhecido como um dos melhores documentários brasileiros por críticos de cinema. Para muitos, o melhor.

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Maria Alyokhina: “Não temos armas. Temos corações, somos honestos e queremos continuar resistindo”

Integrante do coletivo punk Pussy Riot falou com a Pública sobre seu novo livro, religião e política, as semelhanças entre os governos de Putin e Bolsonaro e sobre resistência

Por Andrea DiP, em Agência Pública

“A gente subiu rápido as escadas, deixou as mochilas perto dos portões reais que separam o altar. Eles simbolizam os portões do Paraíso. Uma mulher só pode estar no trajeto de tapete verde, a chamada solea, se estiver ali para limpá-la. Ou se for uma noiva no dia do casamento. Na Rússia, não existem sacerdotes mulheres. Na Rússia, existe o Pussy Riot”.

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ENFF: 15 anos plantando o sonho de justiça social, trabalho, mística e valores humanistas para a classe trabalhadora

Inaugurada em 23 de janeiro de 2005, a ENFF foi construída pela classe trabalhadora para possibilitar a formação política de organizações populares de todo o mundo

Por Iris Pacheco, em MST

Uma escola em construção, este é o lema da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), construída há 15 anos pelo MST. Uma escola de terra e gente, uma espécie de casa comum da classe trabalhadora para cultivar conhecimentos, valores, ideias e sementes, que germinarão no campo e na cidade, assim os frutos hão de matar a fome de justiça social dos povos do mundo.

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Formandos da USP fazem intervenção contra ministra da Agricultura Tereza Cristina

Tereza Cristina foi escolhida pela direção da ESALQ para ser paraninfa das turmas de formandos de 2019

por Mariana Lemos, em Brasil de Fato

Na manhã desta terça-feira (14), a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, esteve no campus da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba (SP), onde funciona a Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz (ESALQ), voltada aos cursos de ciências agrárias, sociais aplicadas e ambientais. 

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Mulheres Sem Terra em luta, Semeando Resistência!

Temos condições de construir um ano de 2020 com lutas, conquistas e esperanças, pois há 35 anos semeamos a resistência!

Por Setor de Gênero do MST

O ano de 2019 iniciou com um misto de preocupação, incertezas, insegurança. O que de fato nos esperava na conjuntura pós-eleitoral? Considerando todos os discursos que instigam o ódio, o rancor e a violência contra as mulheres, as Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT’s) e militantes de Movimentos Sociais em geral.

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100 milhões de árvores do MST

Em artigo, Roberto Malvezzi, conhecido como Gogó, faz um balanço sobre o ano de 2019, destaca as várias perdas sofridas pelo povo brasileiro, como “o aumento de 4 milhões de pessoas em estado de miséria no Brasil”. Em contraponto, o autor ressalta, por exemplo, que a “Articulação no Semiárido celebrou 20 anos com 1 milhão de cisternas para 4 milhões de pessoas”. Confira:

por Roberto Malvezzi – Gogó*, em CPT

Não temos nossos corpos cobertos pela fuligem da queimada da Amazônia;

Não temos nossas almas cobertas pela lama de Brumadinho

Não temos nossas mãos sujas de sangue pelos índios, negros e guardiões da floresta assassinados ou pelas crianças mortas por balas certeiras atiradas a esmo pela polícia;

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Quantos anos a gente voltou só no ano passado? Por Gregorio Duvivier

“Foi a partir de 2015 que tudo começou a passar tão rápido que a duração dos anos foi negativa. Terminávamos os anos antes do começo. No final de 2015 estávamos em 2010, e com o impeachment de 2016 voltamos pra 2002. O MDB no poder em 2017 nos levou de volta a 1985. E a eleição de Bolsonaro em 2018 jogou a gente pra 1964. (…) Agora, no final de 2019, chegamos aos anos 1930. “

Na Folha

As últimas eleições foram marcadas pelo saudosismo. “O Brasil feliz de novo”, dizia o slogan do PT, mas poderia ser todos os outros partidos. Todos concordavam: 1) que o Brasil não estava feliz, e 2) que a chave pra felicidade estava no retorno a algum passado. Só restava debater qual seria o ano de destino da nossa máquina do tempo.

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Manifestações, ativismo e militância: novas formas de compreender a democracia. Entrevista especial com André Luis Leite

Por: Ricardo Machado, em IHU On-Line

Desde as Jornadas de Junho de 2013, o espaço político tem constantemente se reconfigurado. Seja à esquerda ou à direita, diferentes correntes têm tomado espaços públicos, das ruas às plataformas virtuais, mobilizando-se para defender seus ideais. “As manifestações de Junho, as Ocupações Secundaristas e os protestos ‘verde e amarelo’ são produto, e produtores, dessa intensa fase de conflito social, iniciada em 2013, na qual as ações coletivas se espalham de setores mais mobilizados para outros menos mobilizados e acentuam, ou explicitam, as tensões sociais que pareciam harmonizadas nos últimos tempos”, observa o psicólogo André Luis Leite, que tem se dedicado a observar esses fenômenos.

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Bolívia: e os indígenas resistem ao golpe…

Dez dias (e 23 mortes) passaram-se, mas ultradireita não foi capaz de silenciá-los. Exilado, o vice-presidente descreve a caça às cholas, a ação das milícias, a traição dos generais. E a covardia da classe média, tropa de choque do racismo colonial

Por Álvaro García Linera* | Tradução: Simone Paz, em Outras Palavras

Feito densa neblina noturna, o ódio percorre ferozmente os tradicionais bairros de classe média urbana da Bolívia. Seus olhos transbordam de ira. Não gritam, cospem; não reclamam, impõem. Seus clamores não são pela esperança nem pela irmandade, são de desprezo e de discriminação contra os índios. Montam suas motos, sobem em suas caminhonetes, agrupam-se em suas confrarias e faculdades privadas e saem à caça dos índios atrevidos que tiveram a coragem de arrebatar-lhes o poder.

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“Em um Brasil deserto de lideranças, Lula vai fazer a festa”, afirma o cientista político Jairo Nicolau

Um deserto. Essa é a imagem utilizada pelo cientista político Jairo Nicolau para descrever o atual cenário político do país. Autor de livros importantes sobre o sistema eleitoral brasileiro, ele acredita que a escassez de lideranças cria o cenário ideal para a atuação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fora da prisão.

por João Soares, emr Deutsche Welle / IHU On-Line

“Lula está nadando de braçada, não tem ninguém no cenário político brasileiro que se contraponha a ele em capacidade de liderança e articulação. É um território desértico, e ele vai fazer festa”, avalia Nicolau em entrevista à DW Brasil.

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