Greve Geral: relembre 7 paralisações que marcaram a história do Brasil

Nos últimos 102 anos, país assistiu a diferentes momentos de luta e resistência dos trabalhadores por direitos

Por Bruna Caetano, no Brasil de Fato / MST

Com a Previdência social ameaçada pela proposta de reforma do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e seu ministro da economia, Paulo Guedes, o Brasil está sob iminência de mais uma Greve Geral, marcada para o dia 14 de junho. A última aconteceu no dia 28 de abril de 2017, e pretendia barrar a reforma trabalhista e a reforma da Previdência, ainda nos moldes do governo de Michel Temer. Antes dessas, outras mobilizações nacionais marcaram a história.

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Sobre o 30 de maio

A manifestação não foi maior que a do dia 15 em termos nacionais, mas mostrou que a oposição ao governo conta com uma base social sólida e mobilizada

por Rodrigo Perez Oliveira*, em Jornalistas Livres

Em 26 de maio, a base social orgânica do bolsonarismo se manifestou em defesa do governo. Quatro dias depois, as ruas voltaram a ser ocupadas, agora pela oposição. Do ponto de vista numérico, os atos de 30 de maio foram maiores do que os realizados no dia 26 de maio. Porém, foram menores que os de 15 de maio, quando aconteceu o maior protesto de rua contra Bolsonaro desde o “Ele não”, ainda no segundo turno das eleições.

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30M traz segundo tsunami pela educação em duas semanas

São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte têm maiores mobilizações. “Brincaram com o formigueiro, deu nisso!”, afirmou o cientista Miguel Nicolelis sobre ato que levou 1,8 milhão às ruas

por Redação RBA*

São Paulo – Os atos em defesa da educação pública no país e contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro superaram as expectativas dos organizadores, segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE). Em São Paulo, foi estimada a participação de 300 mil pessoas. Muitas chegaram no começo da manifestação por volta de 17h no Largo da Batata, bairro de Pinheiros, zona oeste da capital. Outras foram se incorporando ao longo dos mais de 4 quilômetros percorridos até a dispersão, por volta de 21h, na Avenida Paulista.

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‘Vão estudar, vocês são um bando de idiotas inúteis’, dispara deputada para alunos da Uerj, defendendo proposta de CPI contra as universidades estaduais

Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) discute projeto que pede a instalação da CPI das Universidades estaduais

Por Maria Luisa de Melo, em O Dia

O polêmico projeto de resolução, que visa a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as três universidades estaduais do Rio – Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense) e Uezo (Centro Universitário estadual da Zona Oeste) lotou as galerias e o plenário da Alerj nesta quinta-feira (30).

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Por uma esquerda mais ampla e moderna. O desafio de sair da bolha e voltar a governar. Entrevista especial com Tatiana Roque

Por: Ricardo Machado, em IHU On-Line

A “união das esquerdas” precisa romper a barreira do discurso, mas para ir além das palavras de ordem “é preciso que as diferentes forças de esquerda se abram mais para a construção de agendas comuns”, diz Tatiana Roque à IHU On-Line, ao comentar a atuação das esquerdas na política brasileira. Na avaliação dela, a atual conjuntura de enfrentamento às propostas da extrema direita demanda uma “esquerda mais ampla e moderna”, mas o que se vê é “um desencontro imenso sobre os caminhos a seguir para renovar a esquerda”, constata. Enquanto isso, lamenta, “a direita está conquistando corações e mentes com um discurso antissistema, anti-establishment político. Claro que não é verdade que Bolsonaro seja um outsider, mas conseguiu se vender como tal e conquistou muita gente por isso”.

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Rede Jubileu Sul repudia Reforma da Previdência

As propostas de desconstitucionalização, de capitalização e a redução da arrecadação municipal por meio da previdência preocupam pastorais sociais, além de movimentos populares e especialistas

Por Mayrá Lima, na Página do MST

Após três dias de debates sobre a PEC 06/2019, referente à Reforma da Previdência, a Rede Jubileu Sul manifestou “preocupação diante da devastação que acometerá a sociedade brasileira caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019, apresentada pelo governo federal, seja aprovada”.

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Falta uma esquerda que vá além da negação

Bolsonaro tenta evitar mais cortes desgastantes – porque sentiu o trauma das ruas, em 15/5. Está na hora de um programa alternativo, capaz de superar a lógica cinzenta do “ajuste fiscal”

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

Uma ideia política está a ponto de se tornar hegemônica quando pauta as ações, e o discurso, de seus próprios adversários. A defesa dos serviços públicos e dos direitos sociais – em especial o direito à Educação – são candidatos a cumprir este papel. Quem o demonstra é o próprio governo Bolsonaro. Numa reunião de ministros, realizada terça-feria (21/5) em Brasília, Paulo Guedes – vejam só quem – esforçou-se em prometer que tentará evitar, a qualquer custo, novos cortes nos gastos sociais do Estado, em 2019. O ministro, todos sabem, defende o Estado mínimo e a privatizar a Educação, a Saúde, a Água, os presídios, a polícia, tudo. Por que, então, viu-se obrigado à hipocrisia?

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Conectados globalmente, coletivos juvenis agem na realidade de seus territórios. Entrevista especial com Regina Novaes

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Com a cabeça no mundo, mas com os pés na sua comunidade. É assim que a professora Regina Novaes analisa a ação coletiva das juventudes do século XXI. “Conectados globalmente, coletivos juvenis agem localmente a partir das especificidades de seus territórios”, reitera. “No contexto atual, é impossível falar em ‘ativismo político’ sem pensar nas narrativas de jovens mulheres; de jovens negros e negras; de jovens LGBT que se autoclassificam como ‘periféricas’. Tais narrativas – entremeadas de poesia, músicas, dança, performances – povoam o espaço público (virtual e presencial) e contribuem para renovar clássicos espaços de militância”, analisa. Mas, para ela, são diferentes militâncias que não iniciam ou desembocam em pertencimentos de grupos já institucionalizados, como  movimentos estudantis e alas jovens de partidos ou igrejas. “Uma possível repercussão dessa atual configuração é a maior convivência de diferentes concepções de militância e uma maior horizontalidade entre elas”, observa.

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O dia em que o governo perdeu as ruas

Menos de seis meses após a posse, centenas de milhares protestam contra Bolsonaro. Atos sugerem caminho para enfrentar ultra-capitalismo e ignorância, mas expõem lacuna: falta saída alternativa

por Antonio Martins, em Outras Palavras

Saiu melhor que a encomenda. Os sinais de que a oposição aos cortes de verbas na Educação e Ciência era potente, visíveis há dias em centenas de assembleias, desaguaram caudalosos nas ruas. Mais de cem mil pessoas no Rio, Recife e em São Paulo. Dezenas de milhares em Salvador, Fortaleza, Belém, Brasília, Belo Horizonte, Florianópolis, São Luís e Porto Alegre. Centenas de cidades com protestos numerosos. Mais uma vez, ficou claro que a hipótese de “onda de apatia” é falsa. A tentativa de submeter o Brasil à tirania dupla do ultracapitalismo e do obscurantismo cultural e comportamental tem brechas e contradições. Elas vão se manifestar com mais frequência, daqui em diante. Quando houver sabedoria política – como nas últimas semanas – irão se traduzir em novas derrotas, e provocar divisões no bloco conservador.

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EU + UM + UM + UM+: A responsabilidade de cada um na luta contra a destruição do Brasil, por Eliane Brum

El País

Aprendi com o poeta Elio Alves da Silva. Ele era pescador, mas a hidrelétrica de Belo Monte roubou-lhe o rio. Como pesca o pescador sem rio? Poderíamos estender a pergunta. Como pesquisa o estudante sem bolsa? Como ensina o professor sem condições de trabalho? Como se mantém a universidade sem recursos? Como vive no presente o trabalhador sem perspectiva de futuro por um projeto de previdência que pune os mais pobres? Como os povos da floresta protegem a Amazônia quando o ministro contra o Meio Ambiente destrói o sistema de proteção para arrancar lucro privado de terras públicas? Como se protege a paz quando o antipresidente do país arma uma parte da população para a guerra? Como se salvam os mais frágeis quando Jair Bolsonaro autoriza o assassinato sem punição? Como se defendem os cidadãos quando o grupo no poder estimula o ódio e a divisão do país como estratégia? Como comem as pessoas se o ministério da Agricultura é liderado pela “musa do veneno” e o governo libera, literalmente, quase um novo agrotóxico por dia que vai envenenar nosso corpo e o de nossas crianças? Como vivem os brasileiros diante do desafio da crise climática quando o governo nega a ameaça apontada pelos principais cientistas do mundo, para justificar o avanço de poucos sobre a Amazônia de todos? Como os pais protegem o acesso à educação e à cultura quando os filhos do antipresidente se comportam como “garotos” maus e disseminam informações falsas e burrice calculada? Como os mais pobres podem viver sem a garantia de aumento real do salário mínimo? Como se mantêm vivos aqueles que dependem da saúde pública se o governo vai arruinando as políticas de saúde pública? Como fazem para não morrer aqueles que podem ser vítimas dos matadores absolvidos por estarem “sob forte emoção”, como quer o projeto anticrime que é a favor do crime? Como os brasileiros defendem o Brasil do grupo que em menos de cinco meses destruiu direitos e sistemas de proteção construídos por décadas e ainda há 1326 dias pela frente?

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