Povos indígenas de Rondônia se comprometem com proteção do território Karipuna

Lideranças de dezoito povos participaram de encontro inédito na terra que apresenta o maior aumento de desmatamento dentre as áreas protegidas do estado

Por Patrícia Bonilha, do Greenpeace, e Tiago Miotto, CIMI

Com o lema “Defender a terra é defender a vida dos povos indígenas”, lideranças de 18 povos de Rondônia, do noroeste do Mato Grosso e do sul do Amazonas participaram, entre os dias 2 e 6 de abril, do I Encontro da Terra Indígena Karipuna. O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e o Greenpeace apoiaram o encontro que teve como objetivo “fortalecer a luta e a resistência do povo Karipuna na defesa de sua terra tradicional”.

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Tempos sombrios, tempos de ternura

Mesmo o ódio justo transforma as feições e torna rouca a voz, embrutece a alma e pode aviltar os fins éticos justos. Neste momento é necessário um distanciamento muito difícil para que não nos percamos na lama destes tempos sombrios. Talvez seja esta a dimensão ética que nos distingue da barbárie e que impede que nos misturemos à mesma lama de ódio que ela secreta

Por Mauro Luis Iasi*, no Blog da Boitempo

“Posso compreender que um homem aceite as leis que
protegem a propriedade privada e admita sua acumulação,
desde que nessas circunstâncias ele próprio seja capaz de atingir
alguma forma de existência harmoniosa e intelectual.
Parece-me, porém, quase inacreditável que um homem cuja existência
se perdeu e abrutalhou por força dessas mesmas leis possa
vir a concordar com sua vigência […] devem ser muito tolos”

Oscar Wilde, A alma do homem sob o socialismo

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Pelo direito de viver: primeira deputada negra trans toma posse em São Paulo

Nascida em Pernambuco e vivendo em SP há 16 anos, a educadora Erica Malunguinho recebeu 55.423 votos nas eleições de 2018

Por Iris Pacheco*, na Página do MST

“Este não é um dia comum. Os livros no futuro irão documentar sobre a importância histórica deste dia 15 de março de 2019 para toda a comunidade negra de São Paulo e país afora”. É com essa afirmação que Erica Malunguinho assumiu sua ‘mandata quilombo’, junto a ativistas, militantes do movimento negro. A parlamentar chegou na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) acompanhada de um cortejo do bloco afro-afirmativo Ilu Inã, em um gesto simbólico de “reintegração de posse”.

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As escolas de samba pensam o Brasil

A grande campeã deste carnaval foi Marielle Franco. A vereadora assassinada foi mencionada nos desfiles da Unidos da Vila Isabel, da Paraíso do Tuiuti, da Mangueira, da Vai-Vai, da Pérola Negra, dentre outras escolas e em inúmeras manifestações de rua. Marielle eterna. Marielle presente. Quem ficou eternizada em sambas e na memória coletiva é ela, e não seus algozes!

por Tiaraju Pablo*, em Blog da Boitempo

Carnaval de 2017. Carros alegóricos da Unidos da Tijuca e da Paraíso do Tuiuti sofrem acidentes na concentração dos desfiles. Medo. Correria. Feridos. Os episódios ganham espaço na mídia e ofuscam a beleza dos desfiles e dos sambas daquele ano. Aproveitando-se da diminuição da legitimidade social das agremiações, os setores conservadores da sociedade partem para o ataque. As escolas de samba viram alvo de investigações e, passado o carnaval, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcello Crivella (PRB), anuncia o corte pela metade do recurso público destinado a elas. Prenunciava-se o começo do fim de uma das manifestações culturais mais interessantes surgidas em solo brasileiro: o desfile das escolas de samba.

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O apogeu da resistência alegre e da consciência política na passarela do samba. Entrevista especial com Orlando Calheiros

por João Vitor Santos, em IHU On-Line

Desde a última Quarta-Feira de Cinzas, 06-03-2019, quando a Liga das Escolas coroou a Estação Primeira de Mangueira como campeã do carnaval carioca, uma espécie de catarse tomou conta das rodas de conversa e das redes sociais. Todo mundo queria opinar sobre o samba-enredo História para Ninar Gente Grande, em que a agremiação faz uma crítica contumaz à “história tradicional” que elenca heróis que, na verdade, dizimaram outros, os verdadeiros heróis, que até hoje fazem resistência. Até quem não é do samba vibrou com o desfile e disse que a Mangueira despertou a consciência política do brasileiro que, pelo que parece, até bem pouco tempo flertava com a extrema direita racista, misógina e homofóbica. Mas o professor Orlando Calheiros não concorda com essa análise. Para ele, “o samba não faz despertar uma consciência política, o samba é a própria consciência política já desperta desses ‘pobres e periféricos’”.

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O dia seguinte do bizarro carnaval Bolsonaro

“A vitória da Mangueira, no Rio de Janeiro, é um cala-boca para o discurso bolsonarista que tenta apagar a história de racismo e colonialismo do Brasil”, diz Glauber Piva, em sua coluna na Fórum

Por Glauber Piva*, em Revista Fórum

Bolsonaro perdeu a disputa simbólica durante o carnaval. Homenageado em todas as regiões do país com ofensivos e ensurdecedores gritos de guerra, chegou no pós-carnaval revolvendo as próprias cinzas e tentando virar o jogo. Como se estivesse fazendo uma denúncia, postou um vídeo bizarro e alimentou uma falsa polêmica como se ainda estivesse em campanha eleitoral. Mas não entendo que seja possível uma compreensão lisa e sem arestas. O momento segue sendo acirrado e controverso. Vamos a algumas considerações:

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As escolas de samba pensam o Brasil

Para Tiaraju Pablo, coordenador do Centro de Estudos Periféricos, para que as escolas de samba possam sobreviver em um mundo hostil, é necessário reencontrar suas raízes críticas

Por Tiaraju Pablo*, na Página do MST

Carnaval de 2017. Carros alegóricos da Unidos da Tijuca e da Paraíso do Tuiuti sofrem acidentes na concentração dos desfiles. Medo. Correria. Feridos. Os episódios ganham espaço na mídia e ofuscam a beleza dos desfiles e dos sambas daquele ano. Aproveitando-se da diminuição da legitimidade social das agremiações, os setores conservadores da sociedade partem para o ataque. As escolas de samba viram alvo de investigações e, passado o carnaval, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcello Crivella (PRB), anuncia o corte pela metade do recurso público destinado a elas. Prenunciava-se o começo do fim de uma das manifestações culturais mais interessantes surgidas em solo brasileiro: o desfile das escolas de samba.

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Luiz Antonio Simas: “Os carnavais em momentos de crise são mais potentes”

O autor de 16 livros, entre eles, “A História Social do Samba”, fala à página do MST

Por Maura Silva, na Página do MST

A folia já toma às ruas de Norte a Sul do país. Nos blocos passarelas e avenidas, as marchinhas e samba-enredos embalam a nossa maior festa. O Carnaval crítico e satírico nos mostra a cara do Brasil do golpe, do retrocesso e também da injustiça e da resistência, que segundo o historiador, escritor e pesquisador Luiz Antônio Simas é pilar de nossa história.

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Vila Autódromo Convida: Ocupação pela Renomeação de BRT e Cumprimento de Promessas da Prefeitura

por Maria Luiza Belo, em RioOnWatch

A comunidade Vila Autódromo está organizando para o dia 9 de fevereiro uma ocupação cultural na estação do BRT localizada em frente à comunidade. A ocupação surge como forma de reivindicação de duas demandas antigas: o cumprimento da totalidade do acordo firmado com a gestão municipal do Eduardo Paes em 2016 e a renomeação da estação de BRT “Centro Olímpico” para BRT “Vila Autódromo”. A ocupação está inserida em uma série de ocupações ao longo dos anos, que servem como ferramenta para dar visibilidade e reunir esforços e apoiadores em torno da luta pela permanência e reconhecimento simbólico da Vila Autódromo.

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Mulheres indígenas do Baixo Tapajós divulgam carta contra o acelerado desmonte da política indigenista

A carta elaborada no primeiro Encontrão na aldeia Novo Gurupá traz denúncias e pede apoio internacional para boicotar produtos do agronegócio brasileiro

por Verônica Holanda*, em Cimi

Cerca de duzentas mulheres indígenas do Baixo Tapajós, dos povos Arapium, Apiaká, Arara Vermelha, Borari, Jaraqui, Karajá, Kumaruara, Maytapu, Munduruku, Munduruku Cara Preta, Tapajó, Tapuia, Tukano, Tupayú e Tupinambá, participaram do primeiro Encontrão na aldeia Novo Gurupá, no município de Santarém, no Pará. Do dia 9 ao dia 13 de janeiro, foram discutidas estratégias de resistência, defesa dos territórios e efetivação dos direitos das mulheres indígenas, para trocar conhecimentos e fortalecer as culturas e espiritualidades.

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