“O presidente trata quem tem outra opinião como inimigo e idiota”, diz dom André de Witte, da CPT

por Joel Santos Guimarães, no Marco Zero Conteúdo

Os graves problemas sociais e econômicos que assolam o país e seu povo não “estão entre as preocupações do presidente, que nestes quase cinco meses de governo demonstrou despreparo para a função”. Quem afirma é dom André de Witte, bispo da diocese de Rui Barbosa (Bahia) e presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Para ele, Bolsonaro “vem agindo como se pudesse mandar e desmandar em tudo, considerando e tratando quem tem outra opinião como inimigo e idiota”.

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Empresários da soja subsidiaram campanha do líder da bancada ruralista

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária recebeu recursos de sojicultores nas duas últimas eleições, em 2014, companhias como Fibria e Braskem estavam na lista de doadores; em abril, Aprosoja homenageou o deputado no ‘Oscar da Soja’

Por Priscilla Arroyo, em De Olho nos Ruralistas

“A dor ensina a gemer”. Esse foi o comentário que o deputado federal Alceu Moreira (MDB/RS) fez para se referir à adaptação do ministro da Economia, Paulo Guedes, à atividade política. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) foi taxativo ao demonstrar com poucas palavras sua insatisfação pelo fim da cobrança tarifária de taxas sobre a importação de leite da União Europeia e Nova Zelândia, anunciada pela equipe econômica.

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A conspiração infame pela volta do amianto

Governador de Goiás trama, com empresários e bancadas conservadoras do Congresso, fim da proibição do mineral — banido em quase todo o mundo por altíssimos riscos de câncer e enrijecimento fatal nos pulmões

Por Juca Guimarães, no Brasil de Fato

O Brasil levou mais de três décadas para concluir o processo de banimento do amianto, mineral que causa câncer. Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2017, e um período de adaptação da indústria de exploração, as minas brasileiras de amianto pararam de extrair o mineral em 1º de fevereiro de 2019. No entanto, políticos de direita estão empenhados em derrubar a decisão do Supremo e reativar a indústria do amianto, principalmente, em Goiás.

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Multinacionais são financiadoras ocultas da Frente Parlamentar da Agropecuária

Empresas como Bayer, Basf, BRF, JBS, Bunge, Syngenta e Cargill compõem as associações do agronegócio cujos recursos custeiam o Instituto Pensar Agro (IPA), por sua vez o motor logístico da FPA, o principal braço da bancada ruralista

Por Priscilla Arroyo, em De Olho nos Ruralistas

O Instituto Pensar Agropecuária (IPA) é praticamente invisível. Não tem site oficial e há poucas informações públicas sobre as atividades que mantém. O IPA se apresenta como uma instituição que presta suporte técnico à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), grupo de associações e empresas do setor que reúne 257 deputados e senadores. É o braço institucional mais conhecido da bancada ruralista, a maior do Congresso.

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Financiadores da bancada ruralista pilotam também campanha pró-agrotóxicos

Associações de produtores de grãos, fabricantes de sementes e produtos químicos têm multinacionais entre associados e comandam marketing em defesa dos pesticidas; entre elas, Aprosoja e Abrass, influentes na Frente Parlamentar da Agropecuária

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

Algumas entre as associações do agronegócio que financiam a Frente Parlamentar da Agropecuária são as mesmas que comandam a campanha pela aprovação do projeto de lei 6.299/02, conhecido como PL do Veneno. As siglas em torno do site Agrosaber coincidem: Abrapa (algodão), Aprosoja (soja), Abrass (sementes). São organizações que giram em torno da produção de soja, de algodão, da defesa do modelo privatizado de sementes, de um modo de produção que prioriza as monoculturas – e os agrotóxicos.

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Brasil sai do protagonismo em decisões internacionais da área ambiental

Por Sucena Shkrada Resk*, no Blog Cidadãos do Mundo

A linha histórica dos esforços mais intensivos em cooperações multilaterais internacionais no campo ambiental já soma quase meio século, com a Declaração de Estocolmo (1972), mas desde a Segunda Guerra Mundial houve um impulso a este propósito, com a Declaração dos Direitos do Homem, de 1948. O que significa afinal cooperação internacional ambiental? Qualquer Estado-nação no mundo reflete de alguma forma em outras porque esta é a lógica que integra a organicidade da geopolítica. Portanto, a sua governança pode afetar, não só internamente, mas externamente o desenvolvimento no planeta.

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Gado é principal negócio de parlamentares ligados ao agronegócio

Empresas agropecuárias compõem a outra face dos bens rurais de políticos e senadores, ao lado das propriedades descritas no Mapa das Terras dos Parlamentares; congressistas declararam empresas de exportação de frutas, madeireiras, cervejaria e até criação de avestruz

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

A criação de gado é o principal negócio declarado pelos parlamentares ligados ao agronegócio na atual legislatura, levando-se em conta as empresas declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Deputados, senadores e suplentes representam o interesse dessa atividade em todas regiões do Brasil e até no exterior. É o caso de Joel Malucelli, primeiro suplente do senador Álvaro Dias (Pode). Ele é dono de uma empresa agropastoril no Uruguai. Declarou ainda uma empresa de produção de madeira no Paraná.

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Frente “em defesa” da Amazônia quer mineração em terras indígenas e tem deputado envolvido em conflitos

Aliado de Romero Jucá e dono de fazenda próxima da TI Yanomami, Édio Lopes (PR-RR) já foi acusado de ameaçar camponeses; recheada de ruralistas, Frente Parlamentar em Defesa da Amazônia quer “exploração com responsabilidade”

Por Bruno Stankevicius Bassi, em De Olho nos Ruralistas

Lançada na última quarta-feira (15), em evento que contou com a participação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a Frente Parlamentar em Defesa da Amazônia propõe medidas controversas, como a regularização da mineração em terras indígenas.

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Secretário de Assuntos Fundiários e deputada do PSL empregaram irmãos em dobradinha

Responsável por conflitos de terra no Ministério da Agricultura, Luiz Antônio Nabhan Garcia ofereceu vaga no Incra a irmão de Carla Zambelli; coincidentemente, ela abrigava em seu gabinete Maurício Nabhan Garcia, irmão do fundador da UDR

De Olho nos Ruralistas

A revista Forum repercutiu neste sábado uma troca de acusações entre duas deputadas do PSL paulista: a líder do governo na Câmara, Joice Hasselman, acusou Carla Zambelli de praticar “nepotismo cruzado” ao empregar em seu gabinete Maurício Nabhan Garcia, irmão do secretário de Assuntos Fundiários do Ministério de Agricultura, Luiz Antônio Nabhan Garcia, com um salário de R$ 8.722,66.

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