Os mapas do poder dos ruralistas

Crescimento da votação de Bolsonaro corresponde, de modo impressionante, com expansão territorial do agronegócio. Para consolidar sua influência, donos da terra teriam financiado “fábrica de fakenews” e manipulado as eleições?

por Luis Fernando Vitagliano, em Outras Palavras

Para entender as eleições de 2018 devemos esquecer um pouco das diferenças politicas que normalmente influenciam nas eleições e perseguir o dinheiro que fez valer inverdades – batizadas de fakenews – que contaminaram o ambiente político. Não foi só uma estratégia que se focou em fakenews, mas isso inaugurou uma série de mudanças não só no modo como se trabalhou a comunicação de campanha, mas, também, no modo como se construiu apoios e agendas politicas.

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Despejo da comunidade Taboca, no Tocantins, viola resolução de direitos humanos

Camponeses foram retirados sem a presença de assistentes sociais e do Conselho Tutelar; segundo o Incra, trio de fazendeiros reivindicou propriedade uma década após área ser reconhecida como terra pública, da União

Por Maurício Hashizume, em De Olho nos Ruralistas

– Não temos para onde ir. E a gente não quer sair. Lá é muito bom. Nasceu criança e tudo. E ainda não recebemos garantia nenhuma. Não sabemos nem onde as crianças vão estudar.

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Da UDR, Secretário de Assuntos Fundiários de Bolsonaro ataca auxiliar de Damares por terras indígenas

Da Folhapress, na Zero Hora

O secretário especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Luiz Antônio Nabhan Garcia, expôs nesta quarta-feira (20) um desentendimento entre a pasta em que atua e o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos por causa da demarcação de terras indígenas.

Em audiência pública na comissão de Reforma Agrária do Senado, Nabhan disse estar passando por uma situação “até um pouco constrangedora” que gostaria de compartilhar com a Casa e pediu que os parlamentares presentes, a maioria integrante da bancada ruralista, fizessem “um esforço para sensibilizar o presidente da República”, Jair Bolsonaro.

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Geógrafo alerta para desmonte da Funai

Professor do IG vê “cenário bastante trágico para as populações indígenas”

por Luiz Sugimoto, em Unicamp

O professor Vicente Eudes Lemos Alves, do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, ressalva que não é um estudioso da questão indígena, embora coordene um projeto de extensão junto à população Guarani da aldeia Rio Silveira, em Bertioga – ali vivem cerca de 500 indígenas da etnia Mbya, sendo que as outras duas ramificações, Nhandeva e Kaiowá, estão concentradas especialmente no Mato Grosso do Sul. A sua área de pesquisa, contudo, envolve o agronegócio e a expansão da fronteira agrícola, bem como seus impactos nas populações agroextrativistas – indígenas, quilombolas, geraizeiros –, autorizando-o a opinar sobre as medidas anunciadas pelo governo Bolsonaro logo no dia da posse e que apontam para um desmonte da Funai.

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Ministério do Meio Ambiente deve promover desmonte no Conama, alertam ambientalistas

O Ministério do Meio Ambiente convocou uma reunião para discutir a revisão do Regimento Interno do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama); para entidades, há risco de desmonte e redução da participação da sociedade civil

Na Fórum

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, convocou para a próxima quarta-feira (20) uma reunião extraordinária do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) cuja pauta será a revisão do regimento interno.

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Reintegração de posse contra os Terena de Taunay-Ipegue é anulada pela Presidenta do TRF 3

Tania Pacheco

A desembargadora Therezinha Cazerta, presidenta do Tribunal Regional federal da 3ª Região, anulou ontem (11) decisão tomada pelo também desembargador federal Wilson Zauhy no dia 7 de fevereiro, que deu dez dias para a reintegração de posse da Fazenda Esperança, sobreposta à Terra Indígena Taunay-Ipegue, em Aquidauana, MS.

A fazenda é reivindicada por parentes da atual ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

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Líder histórico no Parque do Xingu rejeita “integração” ao agronegócio proposta por Bolsonaro

O mais antigo e respeitado cacique da região, Aritana Yawalapiti, viveu com os irmãos Villas-Bôas e organiza grupo com o filho e outros jovens graduados para defender território 

Por Clarissa Beretz, do Alto Xingu, em De Olho nos Ruralistas

Aritana Yawalapiti chega ao ponto de sua aldeia com conexão à internet para fazer algo inédito em seus 70 anos de vida. Pela primeira vez, o mais antigo e respeitado cacique do Alto Xingu usa o whatsapp para falar com um amigo em São Paulo. “Que bom ter notícias de longe!”, entusiasma-se. O líder da etnia Yawalapiti é a mais velha autoridade atuante na região. Aos 19 anos, aceitou a incumbência de ser cacique.

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“A Igreja Católica está do lado dos indígenas”. Entrevista com Eduardo Viveiros de Castro

Falamos com Eduardo Viveiros de Castro, o antropólogo brasileiro que estudou o povo Araweté e que agora tem as suas fotografias na exposição Resgatar a Diversidade: Pensamento Ameríndio, em Guimarães [Portugal]

por Bruno Horta, publicada por Observador / IHU On-Line

O ataque aos povos indígenas do Brasil representa um ataque ao ecossistema global e por isso não deve preocupar apenas os brasileiros, sustenta o antropólogo brasileiro Eduardo Viveiros de Castro, de 67 anos, que passou longos períodos no interior do estado do Pará a estudar os Araweté, povo quase desconhecido até à década de 80.

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Estímulo à exploração de terras indígenas visa ao franqueamento de terras públicas para o agronegócio. Entrevista especial com Marco Antônio Delfino de Almeida

Por Patricia Facchin, em IHU On-Line

A Medida Provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro no início deste ano, que transferiu o processo demarcatório das terras indígenas para o Ministério da Agricultura, retoma uma prática antiga do Estado brasileiro e demonstra “um processo de resistência à concessão dos direitos territoriais dos povos indígenas”, diz o procurador Marco Antônio Delfino de Almeida à IHU On-Line. Segundo ele, “durante aproximadamente 50 anos os povos indígenas permaneceram dentro do Ministério da Agricultura com uma clara perspectiva utilitarista. No decreto nº 1.736/1939, que coloca o SPI sob a tutela do Ministério da Agricultura, há a exposição de que os indígenas deveriam colaborar com as populações civilizadas”. Esse processo de “colaboração”, explica, “significava atuar como mão de obra não remunerada, mão de obra escravizada no processo de expansão agrícola do território brasileiro”. Um exemplo disso, lembra, “foi o caso de Mato Grosso do Sul, onde até a década de 1940 os indígenas foram mão de obra escravizada na extração de erva-mate. Posteriormente, de 1940 até 1970, eles foram mão de obra escravizada nas chamadas ‘aberturas de fazendas’, eufemismo para a derrubada intensiva de matas. Depois, na década de 1980, quando se iniciou a implantação do Programa Pró-Álcool em Mato Grosso do Sul, os indígenas foram mão de obra escrava nas usinas de álcool”.

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PGR afirma que mudanças na Funai são inconstitucionais; posição foi apontada em encontro com a CDHM e indígenas

A 6ª Câmara da Procuradoria Geral da República (PGR), começou a distribuir, nesta quinta-feira (7), nota técnica segundo a qual a Medida Provisória 870 é inconstitucional.

Por Pedro Calvi / CDHM

O coordenador da 6ª Câmara e subprocurador-geral da República, Antônio Bigonha, que assina a nota, afirma que a MP traz “conflito entre interesses indígenas e política agrícola da União”, na medida em que propõe transferir da Fundação Nacional do Índio (Funai) para o Ministério da Agricultura a responsabilidade pela demarcação de terras indígenas no país. A MP também transfere a Funai para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

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