Mulheres do MST denunciam a cultura do estupro e ocupam fazenda ligada a ruralista

Na manhã deste sábado, 25 de novembro, Dia Internacional de combate à violência contra as mulheres, cerca de 200 mulheres do MST, ocuparam uma fazenda em Avaré (SP) ligada ao ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos por estupro de aproximadamente 40 mulheres

Coletivo de Comunicação MST/SP

O caso teve repercussão internacional pela gravidade dos fatos e pela relação com outras denúncias como uso de sêmen de rato na manipulação genética, compra de sêmen de moradores de rua e troca de material humano, gerando filhos geneticamente de outras pessoas e sem o consentimento das pacientes, como comprovado em exames de DNA. (mais…)

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Indígenas marcham na Esplanada e pedem revogação de parecer anti-indígena

O parecer 001/2017 da AGU estabelece que as condicionantes da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, devem orientar a demarcação de todas as terras indígenas do país

Por Hellen Leite, Correio Braziliense

Um grupo de 17 povos indígenas marcha na manhã desta quinta-feira (23/11), contra o parecer considerado anti-indígena editado pela Advocacia Geral da União (AGU). Com faixas em frente ao Palácio do Planalto, eles pedem que o Governo Federal revogue o parecer 001/2017, assinado em julho pelo presidente Michel Temer. O documento obriga todos os órgãos do Executivo a aplicar o marco temporal e as condicionantes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso da Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, em Roraima, a todas as demarcações de terras indígenas do país. (mais…)

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O agronegócio predador envenena a terra e mata gente, por Jacques Távora Alfonsin

No Sul 21

A violenta e extraordinariamente danosa agressão imposta a terra pelos venenos agrícolas, responsáveis por consequências de difícil – por vezes irrecuperável – sustentabilidade do meio ambiente natural, tem sido denunciada e combatida em todo o mundo, inclusive por sucessivas declarações da ONU, realizadas em 1972 (Estocolmo), Rio 92 e Rio + 20, essa em 2012, ambas no Rio de Janeiro. (mais…)

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Os ruralistas, a esquerda brasileira, o eco-liberalismo e a Amazônia

A bancada ruralista promoveu retrocessos que colocam em risco o futuro da Amazônia, ao mesmo tempo que o eco-liberalismo ocupa um espaço negligenciado pela esquerda.

Por Marcelo Brito, Voyager

Resumo: os governos mais devastadores para a Amazônia são aqueles apoiados pelas forças políticas mais retrógradas do Brasil, ou seja, o regime militar e o governo Temer. Porém, apesar de alguns acertos, o histórico dos governos Lula e Dilma na Amazônica também não foi muito bom. Isto pode ser visto na construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na tramitação do Código Florestal e na lei da terra legal. Isto em parte se explica pela composição do Congresso, em que a bancada ruralista é muito numerosa, e também no presidencialismo de coalizão. Mas isto não explica tudo. Existe uma invisibilidade da Amazônia para o Centro-Sul do Brasil, o que inclui até mesmo a esquerda política e acadêmica do Centro-Sul do Brasil. Mesmo que muitos movimentos sociais da Amazônia, nascidos durante a redemocratização do Brasil, tenham forte ligação com organizações de esquerda. Quem acaba ganhando grande visibilidade como “defensor da preservação da Amazônia” é um eco-liberalismo de grandes empresas com “responsabilidade sócio-ambiental”, grandes grupos de mídia e ONGs. A esquerda precisa recuperar o protagonismo na defesa da Amazônia, para evitar a cisão da luta pela justiça ambiental com a luta pela justiça social, e para evitar a cisão na luta pela defesa dos povos oprimidos das diferentes regiões do Brasil. (mais…)

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Brasília: lideranças indígenas de 17 povos marcharão pela revogação do parecer anti-demarcação

No Cimi

Amanhã, quinta-feira (23), uma delegação de cem indígenas marchará em Brasília (DF) no ato contra o parecer da Advocacia Geral da União (AGU). Assinado por Michel Temer em julho, o parecer 001/2017 obriga todos os órgãos do Executivo a aplicar o marco temporal e as condicionantes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso Raposa Serra do Sol a todas as demarcações de terras indígenas. (mais…)

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Temer amplia ataques aos Povos Indígenas: o Parecer Anti-Demarcação

Por Cleber César Buzatto, secretário executivo do Cimi

O governo Temer assumiu papel de protagonista nas agressões aos direitos e à vida dos povos indígenas no Brasil. Não apenas pela omissão, mas sobretudo com iniciativas anti-indígenas. Dentre outras, chamamos a atenção para o Parecer 01/2017 da Advocacia Geral da União (AGU), aprovado pelo presidente Temer e publicado no Diário Oficial da União (DOU) em julho de 2017. Pela sua abrangência e gravidade, podemos chamá-lo de Parecer anti-demarcação. (mais…)

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“Latifundiários” de São Paulo no golpe de 1964: apoios, projetos e controvérsias (Introdução e link para baixar)

O texto abaixo é a Introdução ao artigo “Latifundiários” de São Paulo no golpe de 1964: apoios, projetos e controvérsias, de Gabriel Pereira, escrito a partir de parte dos trabalhos desenvolvidos na Comissão da Verdade Rubens Paiva, da ALESP. Foi publicado no Boletim DATA LUTA, da Unesp-Prudente. Sobre ele, diz Gabriel: “De lá pra cá algumas coisas mudaram no campo, mas outras nem tanto, principalmente a repulsa patronal em adotar qualquer forma de regulação das terras e das relações de trabalho dentro das suas fazendas”. Ao final da Introdução, apresentamos o link para a leitura completa. (Combate) (mais…)

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Concentrar terra para crescer o capital e a violência

Por frei Gilvander Moreira[1]

Segundo o Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), do INCRA, de 2012, as propriedades rurais, com áreas com menos de 10 hectares, são 34,1% do total e ocupam somente 1,5% da área total do Brasil, com média de 4,7 hectares, enquanto os imóveis com mais 100.000 hectares (apenas 225 propriedades, menos de 1%) ocupam 13,4% da área total, com média de 361.426,60 hectares. Trata-se de uma das maiores injustiças agrárias do mundo essa estrutura fundiária pautada no latifúndio. (mais…)

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“O governo não é complacente com o agronegócio. O agronegócio está no governo. O agronegócio é o governo.” Entrevista especial com Leonardo Melgarejo

Por Vitor Necchi, no IHU

O Diário Oficial da União publicou no dia 6 de novembro a liberação do Benzoato de Emamectina. A decisão causou estranhamento e protesto, porque este veneno, conforme Leonardo Melgarejo, não tem similares. “É o pior que pode ser oferecido”, resume. “A prioridade à morte das lagartas, a despeito das ameaças à saúde da população, é por demais desrespeitosa para ser aceita.” O especialista sustenta que a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa deve ser explicada para a sociedade. (mais…)

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