Nível atual dos reservatórios projeta um desabastecimento pior que o de 2014-15. Mas ao privatizar a Sabesp, Estado perdeu instrumentos essenciais para mitigar a crise. Resultado é um racionamento desigual, não declarado e invisibilizado pela mídia
Por Glauco Faria, em Outras Palavras
Em outubro do ano passado, uma entrevista coletiva realizada na sala do Conselho Estadual do Meio Ambiente, na Cetesb, em São Paulo, anunciava as medidas que seriam tomadas diante de um contexto de crise hídrica que ameaça o abastecimento de água no estado. Àquela altura, o reservatório do Sistema Cantareira já apresentava o seu menor nível em dez anos e o que se propunha basicamente para enfrentar o problema era a redução na pressão de água, um plano de sete faixas prevendo até 16 horas com a restrição da operação antes da necessidade de um eventual rodízio ou racionamento feito de forma oficial. (mais…)
