Rio: o espantoso controle dos grupos armados sobre a cidade

Um novo estudo da UFF aponta: milícias e facções já controlam ou influenciam 31% da cidade. População destas áreas perde acesso a empregos dignos, escolas e equipamentos de Saúde. Operações espetaculosas matam e atraem holofotes — mas eternizam o problema

Por Glauco Faria, em Outras Palavras

Para entender o fenômeno da ascensão dos grupos armados que passaram a fazer parte do cotidiano de boa parte da população do estado do Rio de Janeiro, em especial da capital fluminense, é preciso ir além da ótica restrita que vê a questão apenas como um tema da Segurança Pública, embora este seja o seu lado mais visível. O crescimento dessas organizações envolve dinâmicas próprias, fatores sociais, econômicos e políticos e uma necessidade de resposta por parte do Estado que atue em diversas frentes e de forma coordenada, o que só será possível a partir de um esforço de compreensão dessa realidade. (mais…)

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MPF RS realizará conferência sobre segurança pública em 15 de dezembro

Evento é aberto ao público e ocorre das 14h30 às 17h30, em Porto Alegre (RS); não é necessária inscrição

Procuradoria Regional da República da 4ª Região

No próximo dia 15 de dezembro (segunda-feira), das 14h30 às 17h30, a Procuradoria Regional da República da 4ª Região (PRR4), unidade de segunda instância do Ministério Público Federal (MPF) localizada em Porto Alegre (RS), sediará a conferência “Segurança pública nas rédeas da Constituição – um direito fundamental em (re)construção”. O evento é aberto ao público, sem necessidade de inscrição. (mais…)

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Legalizar as drogas, questão de Segurança Pública

“Guerra às drogas”, exportada ao mundo na Era Reagan, é capitalizada pela ultradireita brasileira – assim como por Trump, contra a Venezuela. O que falta para enfrentar os preconceitos e apontar que a legalização é indispensável para desmontar o crime organizado?

Por Paulo Kliass, em Outras Palavras

Em sua estratégia de atirar para todas as direções e criar um conjunto de pontos de conflito na seara internacional, Donald Trump avançou recentemente algumas peças em seu tabuleiro relativo às sucessivas provocações contra a Venezuela e demais países da América do Sul. O chefe da Casa Branca determinou que seu governo considere o presidente venezuelano como “terrorista”. Na verdade, trata-se de uma continuação do enredo que buscava responsabilizar Nicolás Maduro como líder “narcoterrorista”, com a intenção de acusá-lo de abastecer os Estados Unidos com drogas ilegais. (mais…)

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PL Antifacção e as chagas da Segurança brasileira

O sistema prisional tornou-se o escritório central do crime organizado. Mas o PL propõe ampliar o contrassenso: mais prisões e penas severas. Ainda abre brecha para criminalizar protestos. E pode manter seletividade penal com o “andar de cima”

Por Roberto Uchôa de Oliveira Santos, no The Conversation Brasil

O Brasil enfrenta, há décadas, um paradoxo sangrento na segurança pública: prendemos muito, prendemos mal e, enquanto as taxas de encarceramento explodem, as organizações criminosas se fortalecem, expandem seus domínios territoriais e sofisticam suas operações financeiras. (mais…)

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Brasil: Eis a nova estratégia da direita. Por Roberta Medina e Almir Felitte

Um olhar sobre o Congresso em que políticos ultraconservadores e comandantes policiais tramaram ação conjunta na cena brasileira. Pontos centrais: intervenção internacional na segurança e carta branca a massacres na periferia, como no Rio

Em Outras Palavras

Entre os dias 23 e 25 de outubro, apenas três dias antes da maior chacina da história recente do Brasil, foi realizada em São Paulo a “COP International 2025” (Congresso de Operações Policiais), reunindo uma grande feira de exposição de forças policiais e empresas de tecnologia de defesa e segurança, além do ciclo de debates “Fórum de Segurança Pública pelo Brasil”, patrocinado pelo Partido Progressista e a Fundação Francisco Dornelles. (mais…)

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Segurança: o medo como projeto político. Por Ricardo Queiroz Pinheiro

Quando ele vinga, não é preciso oferecer um futuro; basta prometer proteção contra um presente caótico. O político se apresenta como um escudo, não como alternativa. O voto se reduz a um gesto de autopreservação, marcando o triunfo da política como reflexo condicionado

Em Outras Palavras

O medo é o principal ativo político da extrema direita e o motor da distinção que Carl Schmitt, o jurista artífice do nazismo, definiu como fundadora da política: a separação entre amigo e inimigo. Longe de ser um mero subproduto da crise, o medo é um deliberado instrumento de governo. Onde o Estado se retira das garantias sociais, ele preenche o vácuo, oferecendo um inimigo no lugar de um direito. É a emoção que substitui o debate e converte a insegurança cotidiana em poder. (mais…)

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Segurança Pública: O que fazer

Após ação brutal no Rio, direita busca explorar eleitoralmente o medo e colocá-lo no centro da agenda brasileira. Governo hesita. Mas alternativas, concretas e já testadas em diversos pontos do mundo, pode refundar a Segurança e as Polícias

Por Luiz Eduardo Soares, Marcos Rolim e Miriam Krenzinger, em Outras Palavras

O controle territorial por grupos armados no Rio de Janeiro submete a população residente nessas áreas a um domínio tirânico e a toda sorte de abusos, incluindo a cobrança de taxas por bens e serviços e interdições ao exercício de direitos básicos. Trata-se, portanto, não apenas de um sério problema de segurança pública como de uma forma de negar aos mais pobres o respeito e a condição plena de cidadania. Esse controle territorial armado é exercido por dois tipos de organizações criminosas: as fações criminais e as milícias. (mais…)

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