Em forma de protesto, familiares do sindicalista Dezinho não participarão de julgamento do acusado de ser mandante do crime

CPT

Nesta terça-feira, 23, ocorre o segundo julgamento do fazendeiro José Décio Barroso Nunes, o Delsão, acusado de ser o mandante do assassinato do sindicalista José Dutra da Costa, o Dezinho. O crime aconteceu em Rondon do Pará em novembro de 2000. Neste próximo julgamento, quase 20 anos após o crime, os familiares de Dezinho e as entidades de Direitos Humanos que acompanham o caso decidiram não participar do julgamento de Delsão por entenderem que não existirão condições mínimas para que seja feita JUSTIÇA. Confira a Nota Pública das organizações:

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Família Safra obteve 50 mil hectares em região Xavante durante a ditadura, em 1967

Atividade pecuária dos banqueiros no Vale do Araguaia teve subsídio da Sudam; em nome de Joseph Safra, uma das empresas do grupo no Mato Grosso possui hoje 21 mil cabeças de gado e planta soja no município de Água Boa

Por Alceu Luís Castilho, em De Olho nos Ruralistas

A família do homem mais rico do Brasil, Joseph Safra, obteve, em 1967, 50 mil hectares de terras na Bacia do Araguaia, no Mato Grosso, em região de ocupação tradicional do povo Xavante. Na época o banco Safra era pilotado por Joseph, Moise (falecido em 2014) e Edmond Safra (falecido em 1999). O grupo cria gado e planta soja no município de Água Boa.

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Juiz usa ‘marco temporal do STF’, anula processo de demarcação de 1998 e devolve fazenda a donos de título

Decisão da 1ª Vara Federal de Ponta Porã acatou recurso de proprietários rurais sobre ausência de requisitos para reconhecimento da área como terra indígena

Por Humberto Marques, no Campo Grande News

Vinte anos depois de um processo administrativo decretar uma propriedade rural de Paranhos –a 469 km de Campo Grande– como integrante da reserva indígena Arroyo-Corá, decisão da 1ª Vara Federal de Ponta Porã anulou o processo demarcatório, atendendo a pedido dos donos dos títulos da fazenda Potreiro-Corá. Na decisão, publicada no Diário de Justiça Federal desta segunda-feira (22), o juiz responsável avaliou não estarem presentes requisitos necessários para o reconhecimento da reserva, remetendo na sentença a atos ocorridos em meados do século passado.

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“Desfaça tudo essas reservas”, diz produtora a secretário em reunião de fazendeiros do Pará com governo federal

Em encontro fechado no Ministério da Agricultura, ruralistas do Pará cobram do governo Bolsonaro – apoiado por eles desde a campanha – medidas contra política ambiental, e mesmo ilegais, como fim da fiscalização e revogações de UCs

Por Ciro Barros, Agência Pública

Quem entrasse desavisado pela porta do auditório Olacyr de Moraes, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no início da tarde do último dia 10, teria dificuldade em saber que se tratava de um encontro entre grandes fazendeiros paraenses e autoridades das áreas da agricultura e do meio ambiente do governo Jair Bolsonaro. Em vez dos esses chiados, típicos do sotaque do Pará, ouvia-se na plateia os erres marcados dos sotaques sulistas, comuns entre os que detêm latifúndios em solo amazônico. Reunidos no auditório, os produtores rurais foram à Brasília apresentar a fatura do apoio enfático dado a Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial.

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Incra e União deverão iniciar reconstrução de barragem localizada no Projeto de Assentamento Destilaria em 90 dias

As condições atuais da barragem colocam em risco a integridade física e o bem-estar de 47 famílias que residem no PA Destilaria.

Procuradoria da República no Tocantins

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal determinou que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a União reconstruam a barragem no Projeto de Assentamento Destilaria (PA Destilaria), situado nos municípios de Darcinópolis e Palmeiras do Tocantins, no norte do Tocantins.

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Pela retomada da reforma agrária, sem-terra ocupam sedes do Incra em seis estados

Organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Jornada Nacional de Lutas realizou ações em treze estados e no Distrito Federal; trabalhadores exigem retomada da reforma agrária e denunciam militarização do Incra

Por Julia Dolce, em De Olho nos Ruralistas

Ocupações de superintendências regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), doação de alimentos e manifestações em todas as regiões do país marcaram a Jornada Nacional de Lutas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deste ano, iniciada na quarta-feira (10) e encerrada uma semana depois (17), Dia Internacional da Luta Camponesa.

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Ditadura militar, uma ferida aberta na aldeia Ocoy

Violações sofridas pelos Avá-guarani durante a construção da usina de Itaipu são recontadas no cotidiano da aldeia. Povos indígenas temem pelo futuro sob Bolsonaro e planejam mobilização

Por Beatriz Jucá, no El País

As marcas deixadas pela ditadura militar ainda são uma ferida aberta na memória da aldeia Ocoy, uma comunidade de indígenas Avá-guarani localizada em São Miguel do Iguaçu, a quase 600 quilômetros de Curitiba, no oeste do Paraná. Há décadas, os xeramõi — lideranças espirituais da etnia — repetem a mesma história para as novas gerações. Nas escolas ou nas casas de reza, contam como viram suas terras serem engolidas pelas águas da usina hidrelétrica Itaipu Binacional, uma obra emblemática da política desenvolvimentista da ditadura militar.

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Despindo o governo. Por Sonia Guajajara

Na Mídia Ninja

Hoje é dia 19 de abril. Dizem que é “o dia do índio”. Não fosse feriado, veríamos pelas ruas crianças não indígenas saindo das escolas com o rosto pintado com tinta guache e com peninhas de cartolina presas à cabeça em forma de cocar. Esse indígena exótico, a sociedade brasileira gosta de reverenciar, reforçando o mito do “bom selvagem”, de um indígena sempre pronto a servir. As pinturas e as penas realmente representam nossa cultura, mas também é nossa cultura defender e lutar por nossas terras. Ensinar as crianças sobre a importância da demarcação já não pega tão bem com as associações de pais e mestres, não é? Ainda mais em tempos de “escola sem partido”. A propriedade privada costuma ser mais valiosa que a vida no Brasil. Nossos companheiros do MST e do MTST estão aí para engrossar esse coro. Questionar a propriedade não é uma possibilidade diante do patrulhamento ideológico que o governo e seus aliados têm feito, ameaçando professores, intimidando estudantes.

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Posicionamento das lideranças, Xamãs, Pajés e associações da Terra Indígena Yanomami sobre vídeo divulgado na página oficial do presidente Jair Bolsonaro (+vídeo)

Boa Vista, Roraima, 18 de abril de 2019

“No dia 17 de abril, o presidente Bolsonaro recebeu indígenas em Brasília. Nós Yanomami e Ye’kwana assistimos ao vídeo divulgado na página oficial do presidente das redes sociais e viemos responder o que foi dito em nome do povo Yanomami.

O Yanomami que aparece falando com o presidente não representa o povo Yanomami. Estamos reunidas 06 associações da Terra Indígena Yanomami, pajés, xamãs e lideranças Yanomami e Ye’kwana. Nós sim representamos o povo Yanomami e Ye’kwana, escolhidos por nossas comunidades para falar em nome delas. Somos mais de 26 mil Yanomami e Ye’kwana, que vivemos na Terra Indígena Yanomami.

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