A voz dos povos das águas de Salvador sob ataque

Primeira mulher negra, quilombola e marisqueira eleita vereadora de Salvador, Eliete Paraguassu está sofrendo uma perseguição implacável como acontece com muitos parlamentares que fogem ao padrão branco e patriarcal da política brasileira.

Por Felipe Millanez e Fabio Nogueira*, Jacobina

Eliete Paraguassu fez história com uma trajetória marcada pela incansável defesa dos direitos das comunidades pesqueiras e quilombolas da Ilha de Maré e da baía de Todos-os-Santos, contra o racismo ambiental e a poluição das águas provocada por empresas do setor de petróleo e gás. Eleita com expressivos 8.470 votos pelo PSOL, Eliete carrega consigo a esperança de que a luta contra o racismo ambiental e as reivindicações históricas de marisqueiras, pescadores, ribeirinhos e quilombolas – historicamente invisibilizados e negligenciados em Salvador – finalmente ganhem voz na Câmara Municipal. (mais…)

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Mulheres da Amazônia cobram espaço nas negociações da COP30

Indígenas, quilombolas e periféricas apontam falta de lideranças femininas e locais; COP só teve 5 presidentes mulheres

Por Cecilia Amorim | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

A COP30 está chegando. Belém tem se preparado para a Conferência do Clima com obras que mudam a paisagem urbana e discursos que ecoam compromissos globais contra a crise climática. O espaço será palco de grandes negociações diplomáticas, que visam estabelecer metas de redução de carbono e planos para frear o aquecimento global do planeta. Enquanto isso, mulheres indígenas, quilombolas e periféricas travam uma batalha dupla: contra a crise climática, que já afeta seus cotidianos, e pela inclusão genuína em espaços de poder que historicamente as silenciaram. (mais…)

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Viveiros de Castro analisa três problemas mundiais: crise climática, IA e fascismo

Influente antropólogo fala novamente à Agência Pública e tenta responder quando as coisas começaram a dar errado

Por Thiago Domenici | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

“Quando as coisas começaram a dar errado?”. Essa pergunta sem contexto poderia ser sobre qualquer aspecto da vida pessoal de alguém. Mas não é. A indagação que abre o ensaio mais recente de Eduardo Viveiros de Castro e Déborah Danowski, publicado em 2023, busca algumas respostas às incertezas nos tempos que correm no planeta. (mais…)

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Ceará conclui demarcação física do território indígena Tapeba em Caucaia

Ato marca um momento histórico para os povos indígenas do Ceará

Em Sobral Online

O Governo do Ceará, em parceria com o Governo Federal, realiza nesta sexta-feira (26) a finalização da demarcação física do território indígena Tapeba, localizado em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. A ação envolveu o Instituto de Desenvolvimento Agrário do Ceará (Idace), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a Secretaria dos Povos Indígenas do Ceará (Sepince), e culminou na implantação do último marco demarcatório, consolidando uma área de 5.294 hectares, onde vivem mais de 3.600 famílias do povo Tapeba. (mais…)

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“Não queremos floresta de contrato, queremos floresta viva”. Entrevista com Alessandra Munduruku

O olhar de Alessandra Munduruku, coordenadora da Associação Indígena Pariri, sobre o avanço de projetos de REDD em territórios indígenas

Fabrina Furtado e Marina Lobo, Le Monde Diplomatique Brasil

Atualmente, os Munduruku são um povo formado por cerca de 14 mil pessoas, distribuídas pelas terras indígenas Munduruku, Sai Cinza e Kayabi, no alto curso do rio Tapajós e no rio Teles Pires; pelas terras Sawré Muybu e Sawré Bap’in, além das reservas Praia do Índio e Praia do Mangue, no médio curso da bacia do Tapajós. Há ainda grupos Munduruku que lutam pelo reconhecimento de seus territórios no Baixo Tapajós, nas proximidades de Santarém, e ao longo do rio Madeira, no estado do Amazonas. Um povo que vem lutando há anos pela demarcação das suas terras, autonomia e a defesa dos seus territórios, florestas e rios contra empreendimentos hidrelétricos como a Usina de São Luiz do Tapajós e Belo Monte, o garimpo ilegal, o agronegócio e a ferrovia Ferrogrão.  (mais…)

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quilombo

Incra reconhece terras de comunidades quilombolas em três estados

No Incra

Conquistas relevantes para a causa quilombola foram alcançadas em Sergipe, no Maranhão e em Mato Grosso do Sul. Em menos de uma semana, três áreas remanescentes de quilombos desses estados tiveram as portarias de reconhecimento publicadas pelo Incra no Diário Oficial da União. Com isso, cerca de 3,1 mil hectares estão declarados como terras das comunidades. (mais…)

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Incra e UEMA assinam acordo para agilizar regularização quilombola no Maranhão

No Incra

O Incra no Maranhão (Incra/MA) e a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) assinaram acordo de cooperação técnica para agilizar a regularização de territórios quilombolas no Maranhão. A medida foi acompanhada por representantes do movimento quilombola, que tem cobrado a aceleração da regularização das terras das comunidades quilombolas no Estado. (mais…)

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