Associação Brasileira de Antropologia (ABA) expressa desacordo à 4 a edição do Prêmio VALE-CAPES de Ciência e Sustentabilidade

A Associação Brasileira de Antropologia (ABA) vem, por meio desta, manifestar seu desacordo em relação à 4a edição do Prêmio VALE-CAPES de Ciência e Sustentabilidade.

Por ocasião da primeira edição desse prêmio, em janeiro de 2013, representantes de associações acadêmicas (entre elas a ABA e a ANPUR), vieram a público declarar que consideravam inadequada a instituição do chamado Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade, visando contemplar Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado associadas a temas ambientais e socioambientais. Afirmamos, na oportunidade, que era de conhecimento público que as práticas da Vale S.A. são, com grande frequência, avaliadas como impróprias do ponto de vista social e ambiental, em muitos casos com implicações legais, conforme registrado por inúmeros trabalhos de pesquisa nas áreas de Sociologia, Antropologia e Ciências Sociais Aplicadas, expressos em apresentações em Congressos, Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado referendadas pela comunidade científica brasileira nos últimos anos. (mais…)

Ler Mais

Em jornada de lutas, mulheres escracham Vale S.A. no Rio de Janeiro

Atividade foi organizada pelo MAB. Na ação, um grupo do Levante Popular da Juventude também jogou em frente à sede da mineradora a lama trazida da destruição provocada no rio Doce e lembrou o nome dos 19 mortos na tragédia em Mariana

Por André Vieira, do Brasil de Fato/Imagem: Levante Popular da Juventude – CPT

No dia que marca o Dia Internacional da Mulher, nesta terça-feira (8), camponesas de diferentes estados brasileiros foram até a entrada da Vale S.A. denunciar a ação da empresa na Bacia do Rio Doce. (mais…)

Ler Mais

A multinacional que veio do Brasil

Vale conclui megaprojeto para exportação de carvão em Moçambique que expulsou mais de 10 mil pessoas e hoje emprega menos de 2 mil trabalhadores locais

por Marina Amaral, A Pública

“Para cada problema africano existe uma solução brasileira.” A frase do professor queniano Calestou Juma para celebrar a cooperação brasileira no governo Lula é lembrada com ironia pelo jornalista Jeremias Vunjanhe enquanto conversamos em um café no inverno ameno de Maputo. O jovem ativista de direitos humanos faz um paralelo com a Amazônia para explicar a decepção dos movimentos sociais de seu país com as promessas brasileiras. Lá como cá, ele me diz, a receita de desenvolvimento à base da exploração dos recursos naturais e incentivo ao agronegócio desandou em degradação ambiental e expulsão das comunidades tradicionais. Um problema gigante em um país em que 67% da população de 27,2 milhões de habitantes vive em áreas rurais. “A terra é o legado da independência para os camponeses”, ressalta Vunjanhe. (mais…)

Ler Mais

ES – Justiça Federal suspende atividades de empresa mineradora no Porto de Tubarão

Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil

A Justiça Federal do Espírito Santo suspendeu temporariamente as atividades econômicas das empresas Vale e ArcelorMittal em dois píeres do complexo portuário de Tubarão, em Vitória, que envolvem carvão e minério. O juiz Marcus Vinicius Figueiredo, da 1ª Vara Federal Criminal, determinou a suspensão das atividades até que sejam adotadas medidas eficazes para evitar a emissão de poeira de carvão no ar e de pó de minério no mar.

Em nota, a Vale diz que recebeu com surpresa a notificação da Polícia Federal sobre a decisão da Justiça e informa que vai adotar todas as medidas judiciais cabíveis para garantir o reestabelecimento de suas atividades na região. “Tal medida paralisa as atividades de exportação e importação da Vale no Espírito Santo, provocando grande impacto na economia do estado, com reflexos em Minas Gerais”, diz o texto. (mais…)

Ler Mais

Comunidade indígena de Aracruz desocupa os trilhos da ferrovia da Vale (ES)

Lívia Francez, Século Diário

Os índios Tupinikim e Guarani de Aracruz, no norte do Estado, desocuparam os trilhos da ferrovia da Vale, que corta a aldeia de Comboios, na tarde da última sexta-feira (15) depois de uma negociação mediada pelo Ministério Público Federal (MPF) entre a comunidade indígena e representantes da empresa. Os índios cobravam providências sobre o desastre que se abateu sobre a as comunidades ribeirinhas com a chegada da lama de rejeitos de minério proveniente do rompimento da barragem da Samarco/Vale-BHP em Mariana, Minas Gerais, há mais de dois meses.

De acordo com o cacique Toninho, da aldeia Tupinikim Tekoá Porã (Boa Esperança), a intenção do protesto era chamar a atenção da Vale para os impactos com a chegada da lama e cobrar soluções das empresas responsáveis pelo crime ambiental. Ele ressalta que, como foi marcada uma reunião para a próxima quinta-feira (21) para debater a compensação dos impactos, a comunidade indígena resolveu sair dos trilhos. (mais…)

Ler Mais

ES – Entidade cobra audiência pública para que poluidoras apresentem medidas para combater pó preto

Por Livia Francez, Século Diário

A Juntos – SOS Espírito Santo Ambiental protocolou requerimento solicitando à Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa a realização de audiências públicas para que os órgãos públicos e destinatários das ações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pó Preto, finalizada em outubro de 2015, apresentem o andamento dos atendimentos às recomendações feitas pelo colegiado.

O relatório final da CPI estabeleceu prazo de três meses para que as poluidoras Vale, ArcelorMittal e Samarco Mineração apresentem propostas de indenização aos moradores lesados pela poluição do ar, seja por danos materiais ou tratamento de saúde em decorrência dos elevados índices de poluentes emitidos na Grande Vitória e Anchieta (sul do Estado). (mais…)

Ler Mais

MPF/SE processa Vale por poluição causada por resíduos de petróleo

VLI Operações Portuárias, Votorantim Cimentos e Adema também vão responder ao processo

MPF/SE

O Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) ajuizou ação contra a empresa Vale S.A., a VLI Operações Portuárias e a Votorantim Cimentos por causarem poluição no município da Barra dos Coqueiros, através da dispersão de material derivado do petróleo, prejudicial à saúde. A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) também é ré na ação.

Por meio de denúncias feitas por moradores do povoado Jatobá, na Barra dos Coqueiros, foi constatada a presença de um pó escuro derivado do petróleo, conhecido como “coque”. O produto era armazenado no Terminal Marítimo Inácio Barbosa e se espalhava pela área. O terminal foi administrado pela Vale S.A até 2014. Depois passou a ser administrado pela VLI Operações Portuárias. A VLI Operações e a Votorantim Cimentos possuem depósitos no terminal para armazenar, receber e despachar cargas de coque de petróleo. (mais…)

Ler Mais