Pesquisadora e autora do livro Capitalismo Gore, lançado recentemente no Brasil, analisa como a violência contra minorias políticas resulta de um embaralhamento entre patriarcado e lucratividade midiática que transforma líderes extremistas em chefes de estado
Pensar a violência, especialmente àquela praticada contra minorias políticas, requer olhar para os processos de “naturalização” midiática da barbárie. “A questão mais central, bastante trabalhada no livro [Capitalismo Gore], foi a espetacularização da violência como mercadoria e dos corpos de pessoas assassinadas como uma espécie de reality show ao vivo, onde se transmite pessoas em situações deploráveis, assassinadas ou massacradas, o que também gera transmissões ao vivo que desumanizam os afetados e as vítimas”, ressalta Sayak Valencia em entrevista realizada por chamada de vídeo na plataforma Zoom ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. (mais…)
