O desafio de transcender o ódio, combustível da extrema-direita, para superar a teocracia midiática. Entrevista especial com Sayak Valencia

Pesquisadora e autora do livro Capitalismo Gore, lançado recentemente no Brasil, analisa como a violência contra minorias políticas resulta de um embaralhamento entre patriarcado e lucratividade midiática que transforma líderes extremistas em chefes de estado

IHU

Pensar a violência, especialmente àquela praticada contra minorias políticas, requer olhar para os processos de “naturalização” midiática da barbárie. “A questão mais central, bastante trabalhada no livro [Capitalismo Gore], foi a espetacularização da violência como mercadoria e dos corpos de pessoas assassinadas como uma espécie de reality show ao vivo, onde se transmite pessoas em situações deploráveis, assassinadas ou massacradas, o que também gera transmissões ao vivo que desumanizam os afetados e as vítimas”, ressalta Sayak Valencia em entrevista realizada por chamada de vídeo na plataforma Zoom ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. (mais…)

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Após recursos do MPF e da DPU, tribunal suspende decisão de desocupação da zona portuária de Santarém (PA)

Decisão cita risco de conflito violento e necessidade de mediação em questão envolvendo comunidades indígenas

Procuradoria da República no Pará

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília (DF), suspendeu, neste domingo (15), decisão proferida na sexta-feira pela Justiça Federal em Santarém (PA) que determinava a desocupação forçada, no prazo de 48 horas, de vias de acesso ao complexo portuário da região. (mais…)

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Nota Pública de apoio, solidariedade e denúncia: À Comunidade do Projeto de Assentamento Guariroba – Palmeirante (TO)

Campanha da Fraternidade 2026: “Fraternidade e Moradia” – lema: “Ele veio morar entre nós” (João 1,14).

Por Centro de Direitos Humanos de Cristalândia – Dom Heriberto Hermes, em CPT

O Centro de Direitos Humanos de Cristalândia – Dom Heriberto Hermes, no exercício de sua missão institucional de defesa da dignidade humana, da justiça social e dos direitos das populações do campo, vem a público manifestar apoio irrestrito e solidariedade às famílias assentadas do Projeto de Assentamento Guariroba, no município de Palmeirante/TO, bem como denunciar os graves atos de violência, intimidação e violação de direitos praticados contra aquela comunidade. (mais…)

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Movimento Indígena de Roraima inicia mobilização para pedir justiça pela liderança Gabriel Wapichana

O primeiro ato ocorreu na Comunidade Indígena Novo Paraíso, TI Araçá, na região Amajari (RR), onde Gabriel morava, na manhã desta segunda-feira (17); O corpo de Gabriel foi encontrado pelos indígenas no dia 10/02

Em meio às emoções pela perda precoce de Gabriel Ferreira, liderança jovem do povo Wapichana, o Movimento Indígena de Roraima iniciou mobilização para pedir justiça com a pergunta: “Quem matou Gabriel?”. (mais…)

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O júri não pode ser um tribunal de criminalização de meninos negros

Absolvição dos policiais que mataram Thiago Menezes Flausino é mais um caso de naturalização das mortes na periferia

Por Daniela Fichino E Glaucia Marinho E Monique Cruz, Brasil de Fato

Mulheres negras, mães, moradoras de favelas e periferias, criam seus filhos em meio ao medo. O medo da blitz, do tiro que ecoa no fim da tarde, do celular que não atende, da mensagem que não chega, da espera em casa que já não vê a porta se abrir novamente. (mais…)

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Justiça Federal suspende atividades de mineração na Terra Indígena Serrote dos Campos, sertão de PE

Decisão liminar atende ação da DPU e determina paralisação imediata da exploração de calcário, sob pena de multa diária

Por Cimi Regional Nordeste

A 18ª Vara Federal em Pernambuco concedeu, no último dia 5 de fevereiro de 2026, tutela de urgência que determina a interrupção imediata das atividades de mineração na Terra Indígena (TI) Serrote dos Campos, do povo Pankará Serrote dos Campos, no município de Itacuruba, Sertão pernambucano. (mais…)

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As eleições de 2026 e os possíveis impactos para a docência no Brasil

A intensificação das disputas políticas e culturais no Brasil, sobretudo a partir da década de 2010, tem produzido impactos diretos sobre o ambiente escolar e o exercício da docência. Em meio ao avanço de agendas conservadoras, à disseminação de discursos de ódio e ao fortalecimento de mecanismos institucionais de controle, professores e professoras passaram a enfrentar um cenário crescente de censura, perseguição e violência simbólica e matéria

Por Rodrigo Coutinho Andrade, Le Monde Diplomatique Brasil

Ao longo do ano de 2025, o Observatório Nacional da Violência contra Educadores/as (ONVE) publicou uma pesquisa intitulada Um estudo quantitativo da perseguição a educadoras/es no Brasil (ONVE, 2025), tratando das ameaças à educação democrática em seu primeiro volume[1]. O mesmo estudo, materializado por meio do Projeto de Extensão interinstitucional sediado na Universidade Federal Fluminense (UFF), e viabilizado financeiramente pelo Ministério da Educação (MEC), objetivou “mensurar o impacto da censura e da perseguição sobre o trabalho docente no Brasil desde 2010” (ONVE, 2025, p. 6), motivado principalmente pela expansão do discurso de ódio contra educadores e demais situações que impulsionaram práticas de censura após o ano de 2010. (mais…)

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