Messias (à esquerda) e Cezar (à direita), dois dois cinco filhos de Sebastião Camargo (foto: Gisele Arabori)

18 anos de impunidade: a seletividade penal na Justiça brasileira

Família de Sebastião Camargo, trabalhador sem terra assassinado em 1998, continua esperando por justiça. Caso deve ter andamento com o julgamento do acusado pelo assassinato, Marcos Prochet, no próximo dia 25, em Curitiba.

Por  Terra de Direitos

“A corda sempre estoura pro lado mais fraco”. É a constatação de quem aguarda há mais de 18 anos pela solução do caso do pai. Mais novo dos cinco filhos de Sebastião Camargo, trabalhador sem terra assassinado no Paraná em 1998, Cezar Camargo vê na morosidade da Justiça um sintoma da seletividade penal que atinge grande parte do Judiciário brasileiro. (mais…)

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Representantes de comunidades indígenas e quilombolas fazem ato na Capital | Foto: Maia Rubim/Sul21

Indígenas e quilombolas fazem ato contra mudanças nas regras de demarcação de territórios

Por Luís Eduardo Gomes, no Sul21

Representantes de comunidades indígenas e quilombolas de Porto Alegre (Cantagalo e Lami), de Viamão (Estiva e Itapuã), Gentil (Campo do Meio), Barra do Ribeiro, Caçapava do Sul e Capivari se reuniram nesta terça-feira (23) na Praça da Matriz em um ato contra as mudanças nas regras de demarcação de terras. Inicialmente, o ato tinha sido convocado para acompanhar a votação, na Assembleia Legislativa, do PL 31, de autoria do deputado Elton Weber (PSB), que veta a desapropriação de propriedades de pequenos agricultores e pecuaristas familiares a fim de destiná-las a indígenas e quilombolas no Estado. No entanto, como a sessão da Casa foi cancelada em razão do velório do ex-vereador Pedro Américo Leal, falecido ontem, eles acabaram se dirigindo ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, onde entregaram uma carta a magistrados contra a interpretação jurídica que considera como áreas demarcáveis apenas aquelas que estavam sob posse de indígenas e quilombolas antes da promulgação da Constituição de 1988. (mais…)

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Seu Aluísio, quilombola de Tapagem que mediou o acordo (Foto: Ana Mendes)

O acordo embaixo da árvore

No oeste do Pará, índios e quilombolas vivem relação histórica de amor e ódio

Por , A Pública

A canoa, escavada numa tora única, tem um metro e meio de largura por uns oito de comprimento. Apesar do tamanho, o casco é fino, não passa de dois centímetros, e a embarcação lembra uma grande folha seca. Nela vão 15 pessoas, inclusive um bebê, que passa a maior parte do tempo mamando no peito da mãe. Além dos passageiros, há uma bela pilha de galões de 50 litros para armazenar combustível, artigo de primeira necessidade que, por ali, substitui o real como moeda corrente. (mais…)

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grito excluidos 2016

Grito dos Excluídos/as debate papel do Estado diante das desigualdades

No MAB

Dia 7 de Setembro. Dia da ‘Independência do Brasil’. Mas de que independência estamos falando? Essa é uma das reflexões propostas pelo Grito dos Excluídos e Excluídas, que há 22 anos leva as demandas populares para as ruas. Em 2016, com o lema “Este sistema é insuportável: Exclui, degrada, mata!” e o tema “Vida em primeiro lugar”, o Grito seguirá denunciando as várias formas de desigualdades no país e apontando qual o real papel do Estado diante de tanta exclusão. (mais…)

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trabalho escravo

“Colaborador” é o jeito moderno de chamar o abuso da mão de obra da classe trabalhadora

Por Átila da Rold Roesler, em Justificando

De início, peço desculpas aos leitores porque este não vai ser um texto elegante, pois é necessário dar o nome correto aos fenômenos que ocorrem no mundo do trabalho. O poder da linguagem é mesmo surpreendente e faz com que exploradores e explorados adotem o mesmo discurso da alienação e dominação em tom uníssono. Assim é que grandes corporações, empresas transnacionais e mesmo empregadores de pequeno porte vêm adotando já há alguns anos em sua linguagem o termo “colaborador” para designar seus empregados de mais baixo escalão: ajudantes gerais, de produção, auxiliares de manutenção ou de limpeza etc. (mais…)

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minha casa minha vida

Programa habitacional brasileiro não nega o teto, mas o acesso à cidade. Entrevista especial com Lucas Faulhaber

Patricia Fachin – IHU On-Line

“As empreiteiras têm todo o protagonismo” dos programas habitacionais, tais como o Minha Casa Minha Vida, que tem sido implementado no Brasil desde 2009 pelo governo federal, critica Lucas Faulhaber na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por telefone. De acordo com ele, “elas escolhem o terreno onde os conjuntos habitacionais serão construídos, constroem os prédios e casas e cabe ao governo federal pagar pelo serviço e organizar a demanda. Essas construtoras, por exemplo, fazem 500 unidades e recebem o mesmo valor construindo numa área valorizada ou numa área periférica, então elas preferem construir numa área periférica, onde o terreno é mais barato”. (mais…)

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