Dirigente da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Bahia é assassinado em Pedras de Maria da Cruz

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O companheiro Cleomar, Coordenador da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Bahia, foi covardemente assassinado nesta quarta-feira, 22 de outubro de 2014, após passar pela “cancela do cascalho”, uma das primeiras do caminho para chegar à Área Revolucionária Unidos com Deus Venceremos, onde o companheiro morava, trabalhava e lutava pelo pedaço de terra junto com outros companheiros.

Seu corpo foi encontrado perfurado por arma de fogo, de acordo com as primeiras informações de sua companheira que estava bastante emocionada.

Estamos enviando este comunicado para todos os que apoiam e acompanham a luta pela terra, para que se manifestem repudiando mais este crime do latifúndio e deste Estado podre e assassino, enquanto os companheiros da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas recolhem todas as informações e preparam uma honrosa despedida para este mártir da luta do povo. Continue lendo… 'Dirigente da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Bahia é assassinado em Pedras de Maria da Cruz'»

Voto sem papelzinho: “Urnas brasileiras são um atentado à democracia”

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“O processo eleitoral brasileiro está sofrendo intervenção pesada”

Viomundo

Leia aqui a transcrição completa da entrevista com Gustavo Castanõn, doutor em psicologia pela UFRJ e professor de filosofia pela Universidade de Juiz de Fora sobre as eleições, o poder judiciário, as urnas eletrônicas, institutos de pesquisa e uma fraude gigantesca que se opera no Brasil

do site do PCO, sugerido pela Perci Marrara

Reprodução Parcial e editada para melhor entendimento

Causa Operária: Desde 2010 você questiona a urna eletrônica. O que motiva essa desconfiança?

Gustavo Castanõn: A fraude. A fraude sistemática que ocorre toda eleição no Brasil, desde que eu acompanho, 1998.

É claro que pode parecer leviana essa afirmação. Eu não tenho como provar a ocorrência dessa fraude materialmente. Por um motivo muito simples: porque nenhum ser humano teria como provar, já que as urnas brasileiras são as únicas no mundo inteiro que são completamente invulneráveis à fiscalização.

Você não tem como fazer a recontagem dos votos, não tem uma contraparte física dos votos, é um completo descalabro, um absurdo, um atentado à democracia. Continue lendo… 'Voto sem papelzinho: “Urnas brasileiras são um atentado à democracia”'»

MTE resgata 40 pessoas em trabalho escravo em fábrica da Coca-Cola

A Coca-Cola Femsa está investindo US$ 250 milhões na unidade de Itabirito

A Coca-Cola Femsa está investindo US$ 250 milhões na unidade de Itabirito

Trabalhadores foram aliciados no Nordeste para a obra da nova fábrica da companhia, na BR-040, e nunca receberam pelo trabalho, além de não disporem de condições básicas de saneamento, como água potável

Juliana Baeta – O Tempo

Na obra de construção de um prédio que abrigará uma nova fábrica da Coca-Cola, às margens da BR-040, em Itabirito, região Central de Minas, cerca de 40 trabalhadores nordestinos foram resgatados de um regime de trabalho escravo nesta quinta-feira (23). Eles tiveram as carteiras de trabalho apreendidas quando chegaram à cidade sob a promessa de receber R$ 1.390 para trabalhar na obra, mas, ao invés disso, tiveram que tirar R$ 500 do próprio bolso e dormiam no chão, sem alimentação adequada ou acesso a água potável. Continue lendo… 'MTE resgata 40 pessoas em trabalho escravo em fábrica da Coca-Cola'»

AGU garante validade de licenciamento ambiental do maior projeto portuário do país, o Porto Sul, em Ilhéus/BA

Vista aérea da área do Porto Sul. Foto: Fábio Copolla

Vista aérea da área do Porto Sul. Foto: Fábio Copolla

Âmbito Jurídico

A Advocacia-Geral da União (AGU) assegurou, na Justiça, o início da construção do maior projeto portuário em curso no país, o Porto Sul, no município de Ilhéus/BA. O complexo prevê investimentos totais de R$ 5,6 bilhões em 25 anos e será integrado à Ferrovia Oeste-Leste, permitindo o escoamento da produção baiana, principalmente de grãos e minérios, de acordo com o governo do Estado da Bahia.

Os trabalhos só poderão ser iniciados porque a Procuradoria Federal Especializada junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (PFE/Ibama) e a Procuradoria Seccional Federal em Ilhéus (PSF/Ilhéus) demonstraram a validade das licenças ambientais do empreendimento, que estavam sendo questionadas pelo Ministério Público Federal (MPF), juntamente com o Ministério Público do Estado da Bahia (MP/BA), em duas ações civis públicas. Continue lendo… 'AGU garante validade de licenciamento ambiental do maior projeto portuário do país, o Porto Sul, em Ilhéus/BA'»

Debate sobre eleições nas redes sociais abala amizades

agenciabrasil310112_mca2238Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil*

O intenso uso das redes sociais para expressar apoio político nestas eleições e o acirramento das tensões devido à proximidade do segundo turno, marcado para o próximo domingo (26), têm afetado amizades e relações familiares. Uma usuária do Twitter resumiu a situação em um post que lhe rendeu mais de 17 mil curtidas: “Gente, quem perdeu família ou amigos por causa dessa eleição vamos combinar de passar o Natal juntos”.

Pesquisa Datafolha divulgada na última quarta-feira (22) mostrou aumento no índice de pessoas que disseram ter interesse nas eleições. Dos 4.355 entrevistados, 50% responderam que têm interesse no pleito. No fim de agosto, essa porcentagem era 39%. Esse crescimento também influencia no aumento da circulação de vídeos, textos e até mesmo ofensas nas redes sociais.

A gerente de comunicação digital Glaucimara Silva deixou de seguir e de visualizar publicações de várias amigos no Facebook. Em casos mais graves, em que houve preconceito ou discurso de ódio, ela desfez a amizade na rede social. “As pessoas se revelam muito nesse momento”, diz. Ela acredita que, por estarem protegidas por um computador, “as pessoas se sentem mais à vontade para falar coisas que não falariam cara a cara”.

Apesar de a maior parte das amizades desfeitas serem de amigos apenas de Facebook, Glaucimara chegou a se afastar de uma amizade na vida real. “Um amigo muito próximo parou totalmente de conversar comigo porque considerou que temos uma visão política muito diferente e por isso não temos mais nada em comum”, conta. Continue lendo… 'Debate sobre eleições nas redes sociais abala amizades'»

Ministério do Trabalho cria grupo de combate ao trabalho infantil

Trabalho Infantil. Arquivo/Agência Brasil

Trabalho Infantil. Arquivo/Agência Brasil

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

O Ministério do Trabalho e Emprego instituiu o Grupo Móvel de Fiscalização de Combate ao Trabalho Infantil  para promover as articulações iniciais com os parceiros integrantes da rede de proteção à criança e ao adolescente, especialmente com representantes dos ministérios públicos estaduais e do Trabalho, além dos conselhos tutelares e das prefeituras. A instrução normativa que criou o grupo foi publicada hoje (23) no Diário Oficial da União.

O grupo deverá programar suas ações com base no planejamento anual e nas demandas das superintendências regionais do Trabalho e Emprego, considerando os indicadores de trabalho infantil, sobretudo as piores formas dessa prática ilegal; a dificuldade de atingir as metas estabelecidas pelo planejamento anual; e a necessidade de apoio com recursos humanos especializados nas áreas a serem inspecionadas. Continue lendo… 'Ministério do Trabalho cria grupo de combate ao trabalho infantil'»

Movimento Indígena de Rondônia denuncia repressão ao Povo Tenharim

Foto: internet

Foto: internet

Lideranças da Articulação do Movimento Indígena de Rondônia, noroeste do Mato Grosso e sul do Amazonas, em visita aos Povos Tenharin e Jiahui no sul do Amazonas, denunciam que a repressão a estes povos continua e de forma cada vez mais contundente.

Em visita às Aldeias Bela Vista (Jiahui) até o Mafuí (Tenharin), entre os dias 17 a 19 de outubro, as lideranças encontraram estes povos acuados nas aldeias. Este sentimento foi compartilhado pela equipe composta de quatro pessoas ainda na travessia da balsa em Humaitá, quando um indivíduo fez questão de fotografar a equipe e o carro que utilizava, retornando em seguida para um aglomerado de pessoas que conversavam apontando para estes, o que os deixou inseguros.  A situação é grave:

  • Nas aldeias, nos três dias de convivência e reuniões, o relato de diversas pessoas dá conta de que o medo e a insegurança rondam as comunidades. Ninguém se sente seguro em andar pela rodovia ou fazer compras no Km 180 e mesmo em Humaitá, onde ameaças de morte a lideranças foram registradas em boletim policial;
  • De um povo livre, hoje os Jiahui e Tenharin externam sentimento de isolamento por parte da sociedade local e pelos órgãos governamentais que até agora NÃO IMPLANTARAM as barreiras de fiscalização para os veículos que transitam pela Transamazônica, que corta o território desses povos. Poucos são os não-indígenas que dialogam com os indígenas, com receio de repressão;
  • Os cinco Tenharin detidos acusados da morte dos três não-índios no final do ano passado continuam em prisão pública, mesmo que a lei brasileira conceda o direito ao habeas corpus, negado a todos eles. Eles relataram a familiares que se sentem ameaçados por estranhos que transitam na unidade prisional;

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Uso excessivo da força policial agrava violação de direitos dos moradores de favelas

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Marcela Belchior – Adital

Ainda vivemos num cenário político marcado pela reedição de discursos e ações “moralizantes” e “civilizatórias”, combinada com intervenções governamentais que impõem disciplina e controle das populações e territórios por meio do uso excessivo da força e da militarização. Esta é a conclusão da pesquisadora Juliana Farias, da área de Violência Institucional e Segurança Pública da organização não governamental (ONG) Justiça Global. Após o monitoramento de zonas urbanas vulneráveis da cidade do Rio de Janeiro, ela constata o cometimento violações de Direitos Humanos dos mais variados tipos nas comunidades.

Dados da organização apontam que os moradores são enquadrados por “desacato à autoridade” ou por “crime de desobediência”, o que produz um aumento significativo do número de detenções arbitrárias ou ameaças de prisão da população dessas zonas. Os casos chegaram a ser denunciados pela Justiça Global ao Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária da Organização das Nações Unidas (ONU). Continue lendo… 'Uso excessivo da força policial agrava violação de direitos dos moradores de favelas'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.