Congresso decide extinguir a Amazônia. Por Eliane Brum

No dia em que o antiministro Ricardo Salles deixou o Governo Bolsonaro, foi desfechado o mais terrível ataque à maior floresta tropical do mundo

No El País Brasil

Não é mais um entre tantos ataques nos últimos anos. É o ataque fatal. Enquanto a imprensa e as redes sociais repercutiam a saída do ministro contra o meio ambiente, Ricardo Salles, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara, a mais importante do Congresso, aprovava por 40 votos a 21 o Projeto de Lei 490/2007. O projeto, como hoje está apresentado, é o maior ataque à floresta amazônica e aos povos originários articulado pelo Governo Jair Bolsonaro e pelos parlamentares ligados ao bolsonarismo ou articulados com ele, caso dos deputados do Centrão. Se o projeto for aprovado pelo Congresso e virar lei, a floresta chegará ao ponto de não retorno que, como o nome já diz, é irreversível.

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Lira faz interpelação extrajudicial a deputada do PSOL por ter sido chamado de racista

Presidente da Câmara disse que indígenas ‘ficaram usando algum tipo de droga’ em ato na Câmara. Para Talíria Petrone, associar rituais indígenas ao uso de drogas é racismo.

Por Elisa Clavery, G1

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), enviou nesta quarta-feira (23) uma interpelação extrajudicial à deputada Talíria Petrone (RJ), líder do PSOL, em razão de a parlamentar tê-lo acusado de racismo ao se manifestar o confronto entre indígenas e policiais nesta terça-feira, 22.

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Um sistema de atenção à saúde de base universal com financiamento público é fundamental para construir igualdade. Entrevista especial com Gonzalo Vecina Neto

“Temos que entender a importância de combater a desigualdade. Não tem o menor sentido conviver numa sociedade de desiguais”, alerta o médico sanitarista e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP

IHU On-Line

A crise sanitária e seus desdobramentos no Brasil nos mostrou “a realidade tal como ela é” e isso diz respeito não só às desigualdades que foram escancaradas, mas à importância do Sistema Único de Saúde – SUS como um mecanismo fundamental no enfrentamento das desigualdades. “Tivemos que ter uma pandemia para conseguir enxergar a importância da existência de um sistema de atenção à saúde de base universal. Quem mostrou isso à sociedade brasileira foi o Sars-CoV-2. Até ele aparecer, o que a sociedade pensava do SUS? Não era coisa boa. Todo mundo queria ter um plano de saúde, mas não queria ter o SUS como seu plano de saúde”, ponderou Gonzalo Vecina Neto na conferência virtual “Pandemia e a gestão da saúde local e global”, promovida pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU na semana passada.

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Bolsonaristas e ruralistas aprovam projeto que abre caminho a novo genocídio indígena

PL 490 é aprovado em comissão da Câmara e segue para votação em plenário. Movimento continua na luta contra a agenda anti-indígena no Congresso

POR ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO MNI / Cimi

Sob liderança de parlamentares ruralistas e bolsonaristas, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou, por 40 votos contra 21, o Projeto de Lei (PL) 490/2007. A votação terminou, ontem (23) à tarde, após uma batalha de requerimentos e questões regimentais apresentados pelos oposicionistas, que tentaram retirar a proposta da pauta durante todo o dia. Nesta quinta-feira (24) a comissão analisa oito destaques ao relatório do deputado Arthur Maia (DEM-BA) e a proposta segue para votação em plenário. o movimento indígena continua mobilizado contra a agenda anti-indígena no Congresso.

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Nota do Cimi: aprovação do PL 490 na CCJC e brutalidade policial representam dupla violência contra os povos indígenas do Brasil

O direito de manifestação dos indígenas foi duramente atacado para que pudessem aprovar o PL 490/2007, que desfigura seus direitos constitucionais

Cimi

O Conselho Indigenista Missionário – Cimi lamenta profundamente o episódio ocorrido no dia 22 de junho de 2021, em frente à Casa Legislativa do Brasil. Causa estranheza e indignação tamanha brutalidade dispensada contra um conjunto de representações indígenas, incluindo idosos, mulheres e crianças, que vieram de todas as regiões do país para se fazerem presentes em Brasília (DF) e se manifestar pacificamente em defesa de seus direitos constitucionais.

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Por que ocupamos as terras da usina Cambahyba?

Nesta quinta-feira (24/6), 300 famílias do MST ocupam uma das fazendas que pertence ao Complexo Cambahyba, após esta ser oficialmente desapropriada para fins de Reforma Agrária pela Justiça

Da Página do MST

Há 25 anos o MST marca sua trajetória no Rio de Janeiro com a ocupação de terras das fazendas da falida usina Capelinha, em Conceição de Macabu. A ocupação se deu em resposta ao latifúndio improdutivo e ao massacre do Eldorado dos Carajás, onde 21 Sem Terras foram assassinados pelo governo do estado (PSDB) no Pará, em abril de 1996. No ano seguinte o MST no RJ se consolidou com a ocupação da usina São João em Campos dos Goytacazes (RJ) dando origem ao assentamento Zumbi dos Palmares, onde mais de 500 famílias conquistaram suas terras para viver e produzir alimentos.

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Sônia Fleury resgata a história e potência do SUS

Nos anos de chumbo, um grupo de ativistas e pensadores criou as bases do maior sistema de saúde pública do mundo. Como esta construção se deu; por que foi interrompida pela mercantilização; e de que modo retomá-la

Sônia Fleury*, em entrevista a Antonio Martins, em Outras Palavras

Gramsci, Nicos Poulantzas, David Capistrano Filho e Orestes Quércia. Os núcleos do Cebes – Centro Brasileiro de Estudos sobre Saúde — espalhados pelo país. A Teoria Monetária Moderna e, em oposição diametral a ela, os planos de privatização de Bolsonaro e Marcelo Queiroga. Todos estes elementos estiveram presentes na entrevista em que a cientista política Sônia Fleury compartilhou, com Outras Palavras, uma pequena parte de sua memória sobre os primórdios da criação do SUS, em meados dos anos 1960. O diálogo, que lança a fase preliminar do projeto Resgate, tem, além do interesse histórico, poder de inspiração política. Ele revela como, mesmo em tempos muito difíceis, é possível identificar e explorar fissuras no sistema de opressão. E sugere fazê-lo combinando visão utópica (“às vezes, nos víamos na galáxia de Andrômeda”, lembrou Sônia) com pé no chão e pragmatismo político.

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Novas informações fazem da Covaxin o novo foco da CPI

por Raquel Torres, em Outra Saúde

CENTRO DAS ATENÇÕES
O caso da Covaxin ganhou cores mais intensas ontem depois que o nome de Jair Bolsonaro foi citado textualmente. O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) – irmão de Luis Ricardo Fernandes Miranda, servidor da Saúde que afirmou ao Ministério Público Federal ter sofrido pressão incomum para assinar o contrato – disse ter alertado o presidente sobre indícios de irregularidade na negociação.

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“A guerra continua, perdemos uma batalha”, diz líder indígena sobre PL 490

Depois de 16 dias enfrentando pandemia, frio e violência policial para protestar contra “PL da morte”, indígenas retornam de Brasília sem serem ouvidos por deputados

Por Alice Maciel, em Agência Pública

O clima no acampamento dos indígenas localizado ao lado do Teatro Nacional, em Brasília, na noite desta quarta-feira, é de tristeza, decepção e revolta. Comovida, uma das principais lideranças dos povos indígenas no Brasil, Sônia Guajajara, me respondeu ao pedido de entrevista com um abraço. Também muito emocionada, a coordenadora-geral da mobilização, que ganhou o nome de “Levante pela Terra”, Isabel Tukano, precisou de um tempo para encontrar  as palavras diante do que aconteceu. “Tantos parlamentares que estão falando bonito, em prol do país, mas infelizmente são os traidores da pátria, esses são os genocidas também. É muita revolta, muita”. 

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