Ministro da Justiça cria Câmara Técnica para rever valores das áreas ocupadas na Terra Indígena Buriti

Por , 28/07/2014 08:36
Terra Indígena Buriti. Foto: CPT MS

Terra Indígena Buriti. Foto: CPT MS

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

Em reunião com os ocupantes de áreas na Terra Indígena Buriti, realizada semana passada, em Brasília, o Ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, determinou a criação pelo Incra de uma Câmara Técnica para rediscutir as avaliações  das terras nuas feitas pelo Governo, que chegam a um total de R$ 80 milhões.

A Câmara Técnica (CT) será instalada no dia 10 de agosto, composta por nove peritos engenheiros agrônomos federais, que trabalharão ligados à Superintendência do Incra em Mato Grosso do Sul. Os ocupantes de áreas na Terra Indígena terão prazo de dez dias a contar de hoje, 28 de julho, para enviar suas reivindicações, considerando as avaliações particulares por eles contratadas. A partir do recebimento desse material, a CT terá um prazo de 30 dias para concluir seus trabalhos. Continue lendo… 'Ministro da Justiça cria Câmara Técnica para rever valores das áreas ocupadas na Terra Indígena Buriti'»

Israel, Palestina: Cómo empezó todo

Por , 27/07/2014 17:45
Mujeres palestinas de Gaza lloran por la muerte de varios integrantes de una familia, entre ellos niños (Efe)

Mujeres palestinas de Gaza lloran por la muerte de varios integrantes de una familia, entre ellos niños (Efe)

Por Olga Rodrigues, en El Diário

“Si eres neutral ante situaciones de injusticia, 
has elegido el lado del opresor” (Desmond Tutu)

Cómo empezó todo, preguntan algunos estos días. Esto, lo que está ocurriendo en Gaza, se inició hace mucho tiempo. Comenzó con los pogromos, las persecuciones racistas de judíos primero en Rusia, después en Europa. Comenzó con el antisemitismo europeo, con el nazismo, con el genocidio contra los judíos y con la posterior decisión de Europa, motivada por la culpa de lo ocurrido, de apoyar y fomentar el sionismo -surgido en el siglo XIX- y la masiva emigración judía a Palestina.
Comenzó cuando el protectorado británico de Palestina miraba hacia otro lado mientras los judíos se organizaban en bandas armadas que cometieron atentados terroristas, matando a gente, contra objetivos británicos y árabes.

En 1947 la ONU, motivada por la responsabilidad y culpa europea del horror contra los judíos, aprobó un plan de partición que asignó el 54% de la Palestina del mandato británico a la comunidad judía (llegada la mayoría tras el Holocausto) y el resto, a los palestinos. Jerusalén quedaba como enclave internacional.

En los primeros meses de 1948 las fuerzas armadas judías clandestinas -escribo judías porque así se autodenominaban, y aún no se había declarado la independencia de Israel- elaboraron el Plan Dalet, cuyo fin era, entre otras cosas, hacerse con el control de la vía que unía Jerusalén con Tel Aviv, una zona que no figuraba como futuro territorio israelí en el plan de partición de la ONU. De ese modo expulsaron a miles de personas y asesinaron a cientos. Es decir, ya hubo entonces un plan de limpieza étnica. Continue lendo… 'Israel, Palestina: Cómo empezó todo'»

MPF participa dos debates sobre titulação de terras quilombolas em Santarém

Mesa_Quilombola_Santarem_julho_2014

Organizações sociais, comunidades e instituições públicas buscam atuação conjunta

MPF PA

O Ministério Público Federal (MPF) participou esta semana em Santarém, no oeste do Pará, da 1ª Reunião da Mesa Quilombola, evento que teve o objetivo de analisar os casos de titulação das terras quilombolas na região. Foram debatidos 18 processos de titulação de terras e os instrumentos jurídicos que podem auxiliar na titulação.

Participaram do debate representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da organização Terra de Direitos, da Coordenação das Associações das Comunidades Quilombolas do Estado do Pará (Malungu), da Federação das Organizações Quilombolas de Santarém e das comunidades Jauari, Ariramba, Monte dos Oliveiros, Saracura, Arapemã, Patos do Ituqui, Nova Vista do Ituqui, Murumuru, Murumurutuba, Tiningu e Erepecuru.

“O objetivo é que façamos reuniões periódicas para levar à mesa questões que podem ser resolvidas extrajudicialmente ou, ao menos, dar os devidos encaminhamentos, na busca de eficiência, efetividade e transparência, com participação de diversos órgãos e da comunidade”, explica a procuradora da República Fabiana Schneider, que representou o MPF no evento. Continue lendo… 'MPF participa dos debates sobre titulação de terras quilombolas em Santarém'»

León Gieco: Cinco Siglos Igual

Soledad sobre ruinas, sangre en el trigo/ rojo y amarillo, manantial del veneno/ escudo heridas, cinco siglos igual
Libertad sin galope, banderas rotas/ soberbia y mentiras, medallas de oro y plata/ contra esperanza, cinco siglos igual
En esta parte de la tierra la historia se cayo/ como se caen las piedras aun las que tocan el cielo/ o están cerca del sol, o están cerca del sol
Desamor desencuentro, perdón y olvido/ cuerpo con mineral, pueblos trabajadores/ infancias pobres, cinco siglos igual
Lealtad sobre tumbas, piedra sagrada/ Dios no alcanzo a llorar, sueño largo del mal/ hijos de nadie, cinco siglos igual
Muerte contra la vida, gloria de un pueblo/ desaparecido es comienzo, es final/ leyenda perdida, cinco siglos igual
En esta parte de la tierra la historia se cayo/ como se caen las piedras aun las que tocan el cielo/ o están cerca del sol o están cerca del sol
Es tinieblas con flores, revoluciones/ y aunque muchos no están, nunca nadie pensó/ besarte los pies, cinco siglos igual.

¿Tienen las comunidades campesinas derecho a la consulta previa?

 

Mujeres de la comunidad de Cañaris, al que el Estado le escamotea la condición indígena, para imponer el proyecto minero Cañariaco. Foto: Edwin Zapata/El Comercio

Mujeres de la comunidad de Cañaris, al que el Estado le escamotea la condición indígena, para imponer el proyecto minero Cañariaco. Foto: Edwin Zapata/El Comercio

Servindi

Una interrogante sustancial para el reconocimiento y aplicación de los derechos de los pueblos indígenas en el Perú es si las comunidades campesinas tienen una condición indígena y -en consecuencia- les corresponde el derecho a la consulta previa.

El empresariado minero que superpone su visión e interés particular al gobierno peruano y que además tiene una corte de medios de prensa que expone sus puntos de vista, sostiene que no.

Argumenta que las comunidades campesinas son de “reciente creación”, no son indígenas sino “agrarias”, que sus tierras “ya son privadas” y muchas están abandonadas y sin provecho porque carecen de capacidades y recursos para explotarlas.

Políticos, empresarios, periodistas y analistas hacen causa común para menoscabar el derecho a la consulta de las comunidades campesinas y afirman que el Convenio sobre Pueblos Indígenas 169 de la Organización Internacional del Trabajo (OIT) solo es para los indígenas tribales. Continue lendo… '¿Tienen las comunidades campesinas derecho a la consulta previa?'»

A força de uma foto: Sem Teto (“Homeless”), por Chan Kwok Hung

Sem Teto (“Homeless”), por Chan Kwok Hung

Sem Teto (“Homeless”), por Chan Kwok Hung

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

Não recordo quando usei esta foto pela primeira vez, mais sei que o fiz pouquíssimas vezes. Primeiro, pela sua força, que não merece ser desgastada. Segundo, pela situação em si, que, se real (e sempre tive essa dúvida), merece ser respeitada. Finalmente, pela necessidade que sempre senti de identificá-la, saber quem e como ela havia sido feita, pois parece tão perfeita na sua crueza, na sua dureza, que me perguntava se era de fato uma foto ou uma imagem construída, talvez uma pintura.

Hoje consegui descobrir sua origem. Ela foi tirada em Katmandu, Nepal, por Chan Kwok Hung, de Hong Kong, e foi considerada a melhor foto sobre Meio Ambiente de 2011 por uma instituição sediada em Londres: a Chartered Institution of Water and Environmental Management.

A foto não foi uma montagem. Nas informações que deu a respeito, Chan Kwok Hung disse que as crianças viviam com a avó, num lixão, catando coisas para vender. O dinheiro era usado para comer e, quando fotografadas, “elas não haviam encontrado nada fazia já alguns dias”. Isso aconteceu há três anos. Não tenho mais nada a comentar.

 

Xinga o movimento sem-teto, mas acha bonito doar cobertor na rua, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

Toda vez que o frio chega com força à capital paulista, lembro a quantidade de imóveis que têm como inquilinos ratos e baratas, visando à especulação imobiliária, enquanto tem gente virando picolé do lado de fora. Ou pessoas que dormem – sob temperaturas de conservar sorvete napolitano – em barracos, cortiços e habitações frias e precárias.

“Tá com dó? Leva para casa!” é uma frase clássica utilizada por quem tem apenas dois neurônios – o Tico e o Teco. É proferida ad nauseam quando o tema é a dura barra enfrentada pela gente parda, fedida, drogada e prostituída que habita o burgo paulistano – locomotiva da nação, vitrine do país, orgulho bandeirante que não segue, mas é seguida e demais bobagens que floreiam discursos ufanistas caindo de velhos e me dão um enjôo pré-vômito. É só falar da necessidade de políticas específicas para evitar que o direito à propriedade oprima os outros direitos fundamentais, que reacionários vociferando abobrinhas saem babando, querendo morder.

Como já disse aqui neste espaço e repito, boa parte dos trabalhadores que entraram na linha do consumo, há poucos anos, adota com facilidade o discurso conservador. Conquistaram algo com muito suor e têm medo de perder o pouco que têm, o que é justo e compreensível. Mas isso tem consequências. Em debates sobre déficits qualitativos e quantitativos de moradia, por exemplo, quem tem pouco adota por vezes um discurso violento, que seria esperado dos grandes proprietários e não de trabalhadores. Afirmam que, se eles trabalharam duro e chegaram onde chegaram sozinhos, é injusto sem-teto, sem-terra ou indígenas consigam algo de “mão-beijada” por parte do Estado.

Ignoram que o que é defendido por esses excluídos é apenas a efetivação de seus direitos fundamentais: ou a terra que historicamente lhes pertenceu ou a garantia de que a qualidade de vida seja mais importante do que a especulação imobiliária rural ou urbana.

Você acha que apenas doar agasalhos e cobertores resolve o problema de quem está passando frio do lado de fora e que a vida vai mudar com a somatória de pequenas ações de caridade coloridas e cintilantes? Pede mais educação, mais saúde, mais segurança e, ao mesmo tempo, quer menos impostos e menos Estado? Desculpe, você é muito desinformado. Ou, pior: patético. Continue lendo… 'Xinga o movimento sem-teto, mas acha bonito doar cobertor na rua, por Leonardo Sakamoto'»

BA – Trifil é condenada em R$ 4 milhões por dumping social

A decisão do juiz João Batista, da 3ª Vara do Trabalho de Itabuna, é bastante rara no Brasil já que foi a sexta condenação para esses casos no Brasil. Além disso, a indenização por dano moral coletivo é a de maior valor para essa prática já aplicada na Bahia.

Ministério Público do Trabalho

Itabuna – A fabricante de moda íntima Trifil foi condenada em R$ 4 milhões por dumping social, prática que consiste na precarização do trabalho com o objetivo de reduzir custos e aumentar a competitividade no mercado. A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA) após investigações iniciadas em 2006 na fábrica da empresa localizada no município de Itabuna, situado no sul da Bahia. Foram apurados mais de 300 acidentes em dez anos, sendo que o mais grave causou a morte de um trabalhador ao ser sugado por uma máquina de tintura, em setembro de 2013. A Trifil também foi obrigada a cumprir 33 normas relacionadas ao meio ambiente do trabalho.

A decisão do juiz João Batista, da 3ª Vara do Trabalho de Itabuna, é bastante rara no Brasil já que foi a sexta condenação para esses casos no Brasil. Além disso, a indenização por dano moral coletivo é a de maior valor para essa prática já aplicada na Bahia.

De acordo com a procuradora do Trabalho Cláudia Soares, que conduziu a ação, o dumping social viola o princípio da livre concorrência, o valor social do trabalho e a dignidade do trabalhador, que é reduzido a um fator de produção. Para a procuradora, a decisão revela ainda a importância da Justiça do Trabalho baiana dentro do cenário nacional. “A decisão representa um verdadeiro marco quanto à implementação de direitos fundamentais dos trabalhadores no estado da Bahia”.

A autora da ação destaca ainda que as obrigações contidas na sentença e que terão que ser seguidas à risca pela empresa a partir de agora são uma garantia importante para a saúde e a segurança dos cerca de três mil trabalhadores da unidade da Trifil em Itabuna. Cláudia Soares ressalta que a decisão serve de alerta para outras empresas que estejam oferecendo condições precárias para reduzir custos de produção. “O que se espera dessa condenação é que o seu efeito pedagógico e punitivo provoque uma retração na conduta empresarial por se revelar mais vantajoso cumprir a lei do que descumpri-la. É o que esperamos”, completa. Continue lendo… 'BA – Trifil é condenada em R$ 4 milhões por dumping social'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.