Zelik Trajber: 20 anos de compromisso com os indígenas de Dourados

Em meados de 2001, o médico pediatra Zelik Trajber foi intimado a responder a um grande desafio: a morte de crianças indígenas por desnutrição em Dourados, Mato Grosso do Sul. “Nessa época, o índice de mortalidade infantil era de 140 por mil nascidas vivas”, diz ele. E acrescenta: “a mortalidade infantil a nível nacional girava em torno de 14 por mil”. Zelik assumiu a luta. A primeira pesquisa sobre a desnutrição mostrou que ela atingia 15% das crianças indígenas de Dourados.

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Escalada autoritária preocupa MPF. Golpe de 1964 não deve ser comemorado

Ação Popular pede retirada da “ordem do dia alusiva ao 31 de março de 1964” do site do Ministério da Defesa

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu, neste sábado (4), parecer favorável a pedido de liminar para retirada da “ordem do dia alusiva ao 31 de março de 1964” do site do Ministério da Defesa. O documento, assinado pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e pelos comandantes das Forças Armadas, exalta o golpe de Estado de 1964 como um “marco para a democracia brasileira”. A retirada do conteúdo é objeto de Ação Popular proposta pela Deputada Federal Natália Bonavides, do Rio Grande do Norte. A ação pede, ainda, que o Governo Federal se abstenha de divulgar qualquer conteúdo em comemoração à data.

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“Nossos idosos são nossa memória”: o medo da covid-19 nos quilombos

Pandemia evidencia a desigualdade e a falta de políticas públicas para comunidades tradicionais. Três mulheres contam como lidam com a negligência do Estado para proteger seus griôs

Por Jornalistas Livres, com reportagem de Flávia Martinelli e Jéssica Ferreira, especial para o blog MULHERIAS 

Todo quilombo é memória viva. Cada espaço de resistência criado por remanescentes de escravizados é mantenedor da cultura e da história afro-brasileira. Os 2.847 territórios reconhecidos, apenas entre os certificados no Brasil, carregam em seu cotidiano aquilo que os livros não contam. São, por si só, espaços educacionais preciosos. E ainda há centenas, talvez milhares, que sequer foram mapeados – algo que o Censo de 2020, atualmente adiado, iria quantificar e é fundamental para a discussão de políticas públicas. A negligência diante do risco de contágio pelo coronavírus nessas comunidades representa (mais um) risco de extermínio institucional.

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Coronavírus: em tempos de guerra, a briga política precisa de um cessar-fogo. Por João Filho

No The Intercept Brasil

ENQUANTO TODOS OS LÍDERES do mundo enfrentam a pandemia do coronavírus tomando medidas com base em evidências científicas, o presidente brasileiro enfrenta com base em misticismo e politicagem barata.

Não nego a possibilidade, mas para mim é difícil enxergar em Bolsonaro um genocida frio e calculista. Não vejo frieza nem cálculo ali, apenas ignorância, medo e covardia. É um tiozão de churrasco profundamente ignorante, empoderado pelas convicções forjadas nas teorias da conspiração do WhatsApp que passaram pela curadoria de Olavo de Carvalho. Como a história recente da democracia brasileira nos conta, o país tem sido movido mais pelas convicções das suas autoridades do que pelos fatos.

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Quatro dias após Zezico, outro indígena Guajajara é baleado na Terra Indígena Araribóia, MA

Antônio Filho Guajajara foi baleado com um tiro na cabeça nesse sábado (4) quando estava nas proximidades das aldeias Cafeteira e Katu, na Reserva Indígena Araribóia.

Por G1 MA

Um índio identificado como Antônio Filho Guajajara foi baleado nesse sábado (4) com um tiro na cabeça quando estava nas proximidades das aldeias Cafeteira e Katu, na Reserva Indígena Araribóia, no município de Arame, localizado a 476 km de São Luís.

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Caciques do Xingu saem em defesa de promotora acusada de suposto desvio de recursos

Por Marcio Camilo, na Amazônia Real

Cuiabá (MT) – As principais lideranças do Alto Xingu assinaram nota de apoio à promotora Solange Linhares, afastada por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso com base em denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPMT). Ela é acusada de suposto desvio de R$ 985,7 mil de projetos sociais para atender as comunidades indígenas. A promotora nega as acusações. O Movimento Nacional de Mulheres do Ministério Público considerou a acusação um preconceito contra a mulher e os indígenas.

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Coronavírus: Sem esperar governo, indígenas fecham estradas e expulsam garimpeiros

Desconfiados do presidente Jair Bolsonaro, visto como um inimigo, indígenas da Amazônia estão adotando medidas contra o avanço do novo coronavírus

Por Fabiano Maisovanne, na Folha Pernambuco

Em Roraima, indígenas bloqueiam estradas de acesso a comunidades e expulsam garimpeiros. Em Mato Grosso, também há barreiras em vias terrestres para impedir a entrada na região do Xingu. Na divisa do Amazonas com Roraima, os waimiri-atroari suspenderam a vigilância da BR-174 (Manaus-Boa Vista), que corta o território.

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“Estamos assustados e fazemos o impossível para que a aldeia fique em casa”

Com o primeiro caso de coronavírus em uma indígena no Amazonas, aldeias próximas mudam rotina, endurecem regras e criam suas próprias medidas sanitárias para evitar o contágio

Por Beatriz Jucá, no El País

De sua casa ―uma das poucas com internet Wifi em uma aldeia indígena do Amazonas―, a professora Nedilsa Pereira acessava um dos boletins informativos que costuma acompanhar pelo celular, quando viu que o Brasil havia confirmado o primeiro caso de coronavírus em uma indígena na sua cidade, Santo Antônio do Içá. Naquele momento, entrou em choque. Era terça-feira (31 de março), e os cerca de 5.000 indígenas da etnia Tikuna que vivem na aldeia Vila Betânia, perto da fronteira com a Colômbia, já estavam em alerta porque, na semana anterior, um médico do Distrito Sanitário Indígena (DSEI) da região havia sido infectado, mas só apresentou sintomas e se afastou do trabalho um dia depois de atender a mais de uma dezena de pacientes da região. A primeira indígena confirmada com a Covid-19, uma agente de saúde de 20 anos, havia trabalhado com esse médico e é amiga de Nedilsa. Cerca de 70 de indígenas da região foram testados, mas apenas um caso foi confirmado até agora. Nedilsa conta que os parentes ficaram assustados, mas que o caso do médico já havia sido um alerta sobre o risco real de contágio e a necessidade de se proteger. E levou a aldeia Vila Betânia a mudar a rotina e criar suas próprias regras sanitárias.

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