Promoção em massa leva 606 procuradores da AGU, que faz a defesa do governo, ao topo da carreira com salário de R$ 27 mil

Advocacia-Geral da União fez promoções na última sexta-feira. Na Procuradoria Geral Federal, 92% dos atuais procuradores (3.489 do total de 3.738) estão no topo da carreira.

Por Jornal Nacional / G1

Uma promoção em massa de servidores da Advocacia-Geral da União (AGU) deixou quase uma categoria inteira no topo da carreira, com salários acima de R$ 27 mil. Foram mais de 600 promovidos de uma vez, segundo revelou o site Poder 360. Os procuradores promovidos fazem a defesa do governo federal em ações judiciais e extra-judiciais e são responsáveis pela cobrança de recursos que autarquias e fundações têm a receber.

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Gal Heleno defende que governo entre com ação contra associação indígena por crime de lesa-pátria

Por Maria Carolina Marcello, no Terra

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, defendeu nesta terça-feira que o governo entre com uma ação contra a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) por crime de lesa-pátria por aliar-se a instituições estrangeiras para prejudicar a imagem do país.

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Contra o avanço da direita, indígenas preparam “boom” de candidaturas nas eleições de 2020

Pela primeira vez, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) criou uma plataforma para reunir e apoiar candidatos; no pleito de 2016, o grupo representava apenas 0,35% dos inscritos no TSE; ascensão de mulheres e representações coletivas são tendências

Por Poliana Dallabrida, em De Olho nos Ruralistas

O avanço das invasões em terras indígenas, o desmatamento, o assédio a órgãos públicos como a Fundação Nacional do Índio (Funai) por ruralistas como Nabhan Garcia e a crise causada pelo novo coronavírus são alguns dos cenários que preocupam etnias em todo o país. Nessa conjuntura de ameaças, candidatos indígenas começam a se mobilizar pelo país para as eleições municipais deste ano.

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Saudade de tirar os sapatos. Por Carol Proner

“No episódio que ficou conhecido como “a diplomacia dos sapatos”, o Brasil passou vergonha, em janeiro de 2002, quando o chanceler Celso Lafer foi obrigado a remover os sapatos três vezes no trânsito entre aeroportos e inspeções durante uma missão aos Estados Unidos. Isso porque o país do norte, traumatizado pelos atentados de 11 de setembro do ano anterior, acabava de estabelecer novo protocolo para evitar incidentes inesperados, como o do inglês Richard Reid, preso em dezembro tentando detonar explosivos instalados no próprio tênis num voo entre Paris e Miami.

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O povo dos macacos. Por Marcio Sotelo Felippe

“Impressionantemente, Gramsci descreve em 1921 o que vemos se desenrolar no Brasil contemporâneo, a natureza do povo dos macacos estampada nas redes sociais.”

Na Revista Cult

Há uma diferença entre dizer como é o fascismo e dizer o que é o fascismo. Não é raro tomar-se uma coisa pela outra.  Conhece-se o fascismo, mas compreender é tarefa distinta. Giambattista Vico, filósofo que Marx  apreciava, dizia que somente podemos ter a ciência verdadeira do que criamos. Não da natureza, mas da História, porque é obra nossa. Contemplar a natureza, descrever os fenômenos, é um conhecimento incompleto, útil certamente, mas somente o criador, se existe, poderá ter a ciência da natureza porque o sujeito criador é verdadeiramente o sujeito cognoscente. Ele sabe porque algo existe, seu destino e finalidade. Nós conhecemos, ele compreende.

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Entre pássaros, flores e bibas. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

Eu vivo em tempos sombrios […] Que tempos são esses em que falar de flores é quase um crime, pois significa silenciar sobre tanta injustiça?
(Bertold Brecht: Aos que virão depois de nós. 1947)  

Assumo publicamente: saí do armário. Não foi assim de repente, da noite pro dia, mas devagarzinho, com idas e vindas. Começou na infância quando fiquei enfeitiçado por uma biba no bairro de Aparecida, em Manaus. Mas agora, na velhice, surpreendentemente, um caso tornou definitiva e sem volta a saída do armário: a morte nos últimos dias de milhares de pássaros no Novo México (EUA). Mais de um milhão, calcula a bióloga Martha Desmond em entrevista à BBC:

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Livro desmascara as redes de pedofilia na Amazônia

Em Poderosos Pedófilos, fruto de uma investigação de duas décadas, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. reúne casos envolvendo pessoas influentes da região (Foto de Alberto Cesar Araújo/2013)

 Por: Eduardo Nunomura, na Amazônia Real

Poderosos Pedófilos, novo livro de Amaury Ribeiro Jr., já é perturbador em seu título, mas se torna ainda pior com os fatos narrados em suas 224 páginas. A obra é sobre uma Amazônia que existia em 1997, quando o jornalista inicia a cobertura da violência sexual contra crianças e adolescentes e pedofilia, e insiste em permanecer cruelmente real em 2020. É como se nada tivesse mudado de lá para cá. A impunidade tem prevalecido nos crimes que roubam a infância no Brasil, porque envolvem homens de poder, com altos e influentes cargos públicos, e famílias pobres que não conseguem sair dessa armadilha.

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Relatório aponta sério risco à liberdade acadêmica no Brasil

Estudo divulgado por instituto de Berlim destaca ofensivas em várias frentes contra professores, pesquisadores e instituições brasileiras. Sinais claros de corrosão da autonomia acadêmica já vêm desde as eleições.

Por Bruno Lupion, na DW

A liberdade acadêmica de pesquisar e ensinar, em um ambiente com autonomia didática e científica nas universidades públicas, é garantida pela Constituição, mas está sob ameaça no Brasil. A conclusão é de um relatório elaborado por um grupo de pesquisadores brasileiros e publicado neste mês pelo instituto GPPi (Global Public Policy Institute), baseado em Berlim.

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Comunidade do Terreiro Caxuté, na Bahia, volta a ser alvo de ameaças por parte de Pastor da Igreja Ministério Restaurar

Comunidade Terreiro Caxuté

O pastor Francisco Pereira Roza, da Igreja Ministério Restaurar, vem realizando de forma reiterada atos de ameaça, racismo e intolerância religiosa contra a Comunidade do Terreiro Bantu-Indígena Caxuté.

Em seus cultos, o Senhor Francisco desrespeita as entidades ancestrais dos cultos de matriz africana (orixás, voduns, minkisis, exus, pomba giras, caboclos) associando-as com entidades negativas no panteão cristão, a exemplo, de diabos ou demônios. Membros da referida igreja já estiveram dentro do espaço do terreiro entregando jornais visando converter integrantes do terreiro à religião evangélica, em clara afronta à fé dos membros da comunidade.

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O que a morte do indigenista Rieli Franciscato nos diz sobre os misteriosos povos isolados da Amazônia

Por Fernando Duarte, na BBC

A memória mais vívida que Moisés Kampe tem dos eventos de 9 de setembro é um som. Foi um baque que ele ouviu, segundos antes de perceber que algo terrível havia acontecido. O chefe de Kampe, o renomado especialista brasileiro em assuntos indígenas Rieli Franciscato, jazia imóvel no chão, atingido no peito por uma flecha. Ele seria declarado morto na chegada a um hospital local, minutos depois.

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