Os escravos de Jó, as línguas invisíveis e a SBPC, por José Ribamar Bessa Freire

Tira, bota, deixa o Zambelê ficar.

No Taqui Pra Ti

Como é que os escravos de Jó fugiram lá da Jordânia e vieram jogar o caxangá aqui no Brasil? Por que os portugueses “comem” as vogais que os brasileiros articulam? De onde vem esse “r” caipira “forrrrte” da atriz Vera Holtz e do Zé Dirrrrceu? Se as línguas indígenas e africanas não estivessem tão escondidas, nada disso seria mistério. A produção da invisibilidade linguística foi justamente o tema da mesa-redonda coordenada por Maria Gorete Neto (UFMG), com a participação de Yeda Castro (UFBA), Sônia Queiroz (UFMG) e este locutor que vos fala (UERJ-UNIRIO). (mais…)

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MPF e MPRJ atuam em prol dos povos tradicionais da Ilha Grande

Recomendação orienta que povos tradicionais devem ser efetivamente consultados sobre a parceria público privada na ilha

MPF/RJ

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) expediram, nesta sexta-feira (21), recomendação à Secretaria Estadual do Ambiente e ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para que efetivamente consultem, de forma ampla, democrática e transparente, os povos tradicionais da Baía da Ilha Grande (RJ) no processo que estuda a gestão privada das Unidades de Conservação da região. (mais…)

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Preconceito e desamparo marcam vítimas de escalpelamento no Amapá

Excluídas do mercado de trabalho e sem apoio do governo do estado, mulheres ribeirinhas do Amapá relatam luta por dignidade

Por Lilian Campelo, do Brasil de Fato

Em Macapá, no Amapá, as vítimas de escalpelamento — o arrancamento brusco e acidental do  escalpo humano, geralmente, por motores de barco — sofrem com o preconceito, desamparo nas políticas públicas e sérios problemas de saúde gerados pelas sequelas ocasionadas pelo acidente. (mais…)

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Brasil pós-reformas: é esse o País que queremos?

As mudanças propostas têm como fio condutor a redução do Estado e o posicionamento do País nos elos menos virtuosos das cadeias globais de valor

Por Tiago Oliveira e Clóvis Scherer, do Brasil Debate, na Carta Capital

Reflexões e estatísticas recentes sobre desigualdades socioeconômicas demostram que padrões mais igualitários de distribuição de renda e de riqueza só foram atingidos nos países desenvolvidos, no período compreendido entre o imediato pós-guerra e a década de 1970, em resposta aos efeitos devastadores provocados pelas guerras mundiais e mediante um consenso social, forjado naquele contexto. (mais…)

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Marcha das Mulheres Negras: a partir das 17h do dia 25 de julho, na Praça Roosevelt, SP

No próximo dia 25 de julho a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, coletivo autônomo e independente, realizará a “Marcha de Mulheres Negras e Indígenas por nós, por todas nós, pelo bem viver”. Essa data representa o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. É uma data que nos une pela luta, pelo enfrentamento de todas as opressões que sofremos e pelo objetivo de superá-las. (mais…)

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“Fatores organizacionais patogênicos” determinaram o rompimento da barragem de Fundão

Por Ferdinando Marcos, da UFMG, no Miniver

A conclusão é de Eugênio Diniz, da Fundacentro, o maior centro de pesquisa da América Latina na área de Segurança e Saúde no Trabalho. Para ele, sempre houve uma rede de fatores de risco envolvendo o rompimento da barragem, o que precisa servir de lição para outras empresas. Diniz afirmou haver uma série de “fatores organizacionais patogênicos” apresentados em vários outros desastres industriais ocorridos em todo o mundo: as pressões excessivas por produção, a falta ou ineficácia do Retorno de Experiência (comunicação entre gestores e operadores), insuficiência da cultura de segurança, fragilidade de organismos de controle e ausência de atualização contínua dos dados de risco. Para Eugênio, muitos desses problemas foram registrados na história da Samarco. (mais…)

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Débora Nunes relata o cenário político para o campesinato brasileiro

“O desafio que se coloca é justamente articular as diversas resistências num processo único, numa articulação e ação global que possa enfrentar o capitalismo”.

Por Rafael Soriano, da Página do MST

O Brasil enfrenta mudanças políticas desde a crise que resultou na saída de Dilma Roussef da presidência. Alguns setores da sociedade, contudo, sofrem medidas específicas no corte de direitos e nas violações de direitos humanos. Neste contexto, o MST sustenta a luta por uma Reforma Agrária Popular, que construa soberania alimentar para famílias que vivem no campo e na cidade. (mais…)

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Terras indígenas: não sobrará nada se não houver luta, por Elaine Tavares

No Palavras Insurgentes

O presidente Michel Temer aprovou no dia 19 de julho, o parecer feito pela Advocacia-Geral da União e, com isso, determina que toda a administração pública federal observe, respeite e dê efetivo cumprimento à decisão do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Popular PET nº 3388/RR (caso Raposa Serra do Sol). Essa ação determina que o governo pode atuar, suspendendo, inclusive, a demarcação de terras indígenas, se for para garantir “salvaguardas institucionais”. O argumento do presidente é o suprassumo do cinismo: que isso “servirá para garantir a pacificação dos conflitos fundiários entre indígenas e produtores rurais, diminuindo a tensão social existente no campo, que coloca em risco a vida, a integridade física e a dignidade humana de todos os envolvidos”. (mais…)

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