Desertos chilenos perfurados em busca de lítio. Rios desviados para resfriar servidores. Montanhas de lixo tóxico que podem atingir 5 milhões de toneladas em 2030. Emissões da Amazon superam as de Nova York. Uma análise das falácias do “utopismo tecnológico”
Por Fabricio Solagna, em Outras Palavras
A IA é frequentemente apresentada como uma tecnologia imaterial, limpa e puramente digital. A narrativa dominante a posiciona como um motor de produtividade, eficiência e inovação. Entretanto, há um custo ambiental para sustentar esse universo digital e esse tema ainda é secundarizado. Enquanto se celebra os avanços dos algoritmos, uma cadeia global de devastação opera nos bastidores: desertos chilenos perfurados em busca de lítio, rios desviados para resfriar servidores famintos por energia e montanhas de lixo eletrônico tóxico se acumulando em nações no Sul Global. (mais…)





