Cresce o medo de superinteligências que se voltam contra quem as criou. Este risco hipotético esconde outro, real. Corporações estão se apoderando de conhecimentos suficientes para reorganizar as relações humanas. As sociedades precisam pará-las
Quando quem constrói começa a temer
Em 8 de setembro de 2026, Jacob Coxon deixou a Anthropic depois de quase três anos trabalhando na fronteira do desenvolvimento de inteligência artificial, primeiro na OpenAI e depois em uma das empresas que mais investem em alinhamento de sistemas avançados. Sua saída não foi motivada por salário, cargo ou disputa interna. Coxon afirmou que os principais laboratórios estavam correndo em direção a sistemas capazes de participar do próprio aperfeiçoamento e que, ao fazê-lo, estavam apostando com a vida de todos. A advertência poderia ser descartada como mais um episódio da cultura apocalíptica que há anos cerca o Vale do Silício, não fosse o fato de que pesquisadores que permaneceram dentro da própria Anthropic reconheceram publicamente que o problema é real.
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