As águas profundas do Cerrado transbordaram em resistências que alagaram o Pantanal, durante a II Romaria Nacional do Cerrado e I Romaria do Pantanal, em Corumbá/MS
Por Júlia Barbosa e João Palhares*, em CPT
“Viemos para dizer que nesses biomas, Cerrado e Pantanal,
insistem, existem e re-existem no direito de existir […]
a diversidade dos povos e comunidades tradicionais,
defendendo e preservando o equilíbrio de seus complexos
ecossistemas, e respeitando como obra da criação divina””
(Trecho da Carta da II Romaria do Cerrado e I Romaria do Pantanal)
A força da espiritualidade na luta coletiva pela Terra Sem Males, do Cerrado ao Pantanal, sustentou os passos de centenas de romeiras e romeiros durante a II Romaria do Cerrado e I Romaria do Pantanal, que reafirmaram suas re-existências e modos de vida, e denunciaram as violações do agrohidronegócio em sua Carta-Final (leia na íntegra ao final da matéria). O documento, escrito coletivamente, foi inspirado pelo lema da Romaria e construído a partir dos depoimentos e vivências compartilhadas, durante os dias de evento, pelos povos da terra, das águas e das florestas.
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