PL de auxílio emergencial para camponeses exclui Programa de Cisternas, decisivo no Semiárido

Ausência ocorre apesar da explosão de casos de Covid-19 no Nordeste e da exposição dos agricultores à seca; texto que vai à votação na Câmara nesta quarta-feira também não prevê recursos para aquisição de sementes e mudas

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

O projeto de lei 735/2020, que trata de medidas emergenciais de amparo aos agricultores familiares do Brasil em isolamento ou quarentena durante a pandemia de Covid-19, deve ser votado nesta quarta-feira (1º) na Câmara. O relatório, apresentado pelo deputado federal Zé Silva (SD-MG), contudo, traz algumas diferenças em relação à proposta original, debatida com representantes de movimentos populares.

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Mulheres do campo sofrem com atraso no repasse do Programa de Aquisição de Alimentos

Demora na liberação dos R$ 500 milhões prometidos pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, compromete a vida de milhares de agricultoras durante a pandemia; em 2019, camponesas representavam oito em cada dez beneficiários do PAA

Por Caio de Freitas Paes, em De Olho nos Ruralistas

Não faltaram alertas: a pandemia pode acelerar a volta do Brasil ao Mapa da Fome e o melhor — senão o único — antídoto é a agricultura familiar, ou camponesa. No início de abril, em entrevista ao De Olho nos Ruralistas, José Graziano, ex-diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), defendeu uma política arrojada, de fortalecimento da agricultura de subsistência como contraponto à crise.

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Nota de repúdio pela extinção do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas pela Prefeitura do Rio

À Vossa Excelência, Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro Marcelo Crivella

Ao Senhor Secretário Municipal Claudio José Pereira de Souza – SMDEI

Rio de Janeiro, 16 de junho de 2020

NOTA DE REPÚDIO / SOLICITAÇÃO RECONSIDERAÇÃO

A AARJ enquanto representação da sociedade civil composta por agricultores e agricultoras familiares orgânicas e agroecológicas, e instituições de representação de apoio técnico e as organizações que abaixo firmam essa carta repudiam a RESOLUÇÃO SMDEI “N” Nº 069 de 10 de junho de 2020, da prefeitura municipal do Rio de Janeiro, que revoga o Regimento Interno do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas e extingue o Conselho Gestor e a Governança instituídos pelo Regimento Interno do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas, bem como as reuniões realizadas por esses grupos.

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MST apresenta plano de Reforma Agrária Popular para superar crise social e econômica

Propostas serão apresentadas nesta sexta (5); prioridades são assentar famílias, gerar renda e alimentar a população

Pedro Stropasolas, Brasil de Fato

No Brasil, a pandemia que atinge a economia, a política, a natureza, e que impõe efeitos mais severos sobre a vida dos trabalhadores mais pobres, não permite um cenário otimista de futuro, considerando a postura do governo federal frente às milhares de mortes e aprofundamento da crise social. 

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MPF defende aquisição de alimentos produzidos por povos tradicionais para incremento da merenda escolar

Medida busca melhoria na qualidade dos alimentos fornecidos aos alunos de escolas localizadas em territórios tradicionais

Procuradoria-Geral da República

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nesta quarta-feira (3) nota técnica sobre a situação da alimentação nas escolas localizadas em territórios tradicionais no Brasil. O documento, elaborado pela Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF (6CCR), aponta para a necessidade de aquisição de alimentos produzidos por pequenos produtores e comunidades tradicionais como forma de proporcionar aos educandos alimentos mais saudáveis e frescos, garantir renda mínima para numerosas famílias, promover o desenvolvimento local sustentável, gerar renda nas áreas rurais e melhorar a qualidade de vida no campo.

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‘Vacina’ da terra: Quilombolas, caiçaras e agricultores familiares se organizam e doam alimentos a periferias durante a pandemia

Por Janaína Garcia, no Ecoa/UOL

Maria Teresa Vieira é tataraneta de escravizados. Aos 42 anos, vive no quilombo do Nhunguara, no Vale do Ribeira (SP). Junto a outros moradores das cerca de 200 famílias dali, ela tem buscado “tornar menos dolorida e difícil a vida de quem está padecendo com essa pandemia”. Em uma ação organizada, o que é produzido na roça dos quilombos tem ido para a mesa de famílias pobres da região e da capital.

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Caos à vista: Ameaças de escassez hídrica e à agricultura familiar na Serra do Rola Moça em Ibirité e na região metropolitana de Belo Horizonte

Por Alenice Baeta[1]

A região da Serra do Rola Moça, que separa as águas dos vales do rio das Velhas e do rio Paraopeba, possui uma importante categoria de Comunidade Tradicional: os agricultores familiares – fruto da riqueza histórica, do árduo trabalho e da complexidade cultural excepcional de seus habitantes. Antes da chegada dos invasores europeus no final do século XVII no vale do Paraopeba, já existia há milênios uma população nativa que vivia da caça, da pesca, do extrativismo vegetal e mais recentemente, também, de práticas agrícolas (BAETA&PILÓ, 2015).  

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Em Santarém (PA), cestas agroecológicas fortalecem agricultura familiar e ajudam quilombolas a enfrentar crise

Cestas adquiridas de produtores locais foram distribuídas para 200 famílias quilombolas; outras 800 pessoas de diferentes comunidades urbanas e extrativistas também receberam os alimentos.

Franciele Petry Schramm, Terra de Direitos

Quando saem para pescar no Lago Maicá, os pescadores do Quilombo Bom Jardim, em Santarém (PA), voltam agora apenas com os peixes que vão consumir. Isso porque, neste momento de pandemia, as famílias pescadoras estão com dificuldade para vender sua produção. Essa é uma realidade comum para populações extrativistas, agricultores e agricultoras familiares na cidade, que começam a sentir os impactos financeiros na queda da renda.

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Plataforma emergencial propõe medidas de defesa do campo, das florestas e das águas

Documento elaborado por 25 organizações do campo e da cidade cobram valorização da agricultura familiar contra a fome

Catarina Barbosa, Brasil de Fato

Um conjunto de organizações de trabalhadores, sociais, políticas e religiosas do campo e da cidade lançaram, nesta quarta-feria (13), a “Plataforma emergencial do campo, das florestas e das águas em defesa da vida e para o enfrentamento da fome diante da pandemia do coronavírus”. 

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Agroecologia ou Colapso (3). Por Paulo Petersen e Denis Monteiro

Luta por superar a agrícola industrial é, ao mesmo tempo, uma prática, uma ciência e um movimento. A direita (e, às vezes, parte da esquerda) acusam-na de arcaica, anárquica e utópica. Talvez aí esteja, paradoxalmente, sua potência

Por Paulo Petersen e Denis Monteiro*, em Outras Palavras

A agroecologia tem sido definida a partir de três acepções interdependentes: como uma prática, como um enfoque científico e como um movimento social. Como prática social, ela se expressa nas variadas formas por meio das quais a agricultura familiar camponesa, indígena e povos e comunidades tradicionais organizam seu trabalho para a produção diversificada de alimentos e outros produtos agrícolas, por meio de processos cooperativos desenvolvidos em estreita interação com as dinâmicas ecológicas e socioculturais dos territórios nos quais se enraizam. Ao empregar abordagens sistêmicas e participativas, a agroecologia articula conhecimentos de fronteira de diferentes disciplinas científicas com saberes bioculturais populares. Ao mesmo tempo, apresenta-se como uma teoria crítica que formula um questionamento radical à agricultura industrial e ao regime alimentar corporativo. Em sua dimensão política, organiza-se como um movimento social emergente que articula sujeitos explicitamente envolvidos em sua construção prática e teórica, além de crescentes segmentos da sociedade que se acercam às suas ideias e experiências a partir de seu engajamento nas lutas por justiça social e ambiental, pela integridade ecológica dos biomas, pela saúde coletiva, pela economia social e solidária, pela igualdade entre homens e mulheres, contra o racismo e a LGBT+fobia e por relações mais equilibradas entre o mundo rural e as cidades. Sinteticamente, a agroecologia se afirma pela sinergia virtuosa entre prática social, teoria científica e movimento político, condensando em um todo indivisível seu enfoque analítico, sua capacidade operativa e sua força social transformadora.

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