Posts tagged: agricultura familiar

Redução da zona de amortecimento para plantio de transgênicos ameaça Parque Nacional do Iguaçu/PR

Por , 16/05/2012 15:05

Reportagem do Globo Rural transmitida no último domingo (6) omite informações referentes ao tema.

O debate sobre a redução da zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, foi tema de reportagem veiculada no último domingo (6) pelo Globo Rural. Fugindo ao seu padrão editorial de garantir informação ampla sobre os fatos apresentados, em quase 5 minutos de reportagem, o programa trouxe uma defesa explícita da permissão do plantio de milho transgênico na zona de amortecimento do Parque, observada no texto narrado pela repórter, na estrutura da matéria e na escolha da maior parte de fontes a favor da redução. Informações acerca das conseqüências negativas trazidas pela redução da zona de amortecimento foram omitidas e até mesmo distorcidas na reportagem.

A reportagem afirma que cerca de 30 entidades assinaram o pedido de redução da zona de amortecimento, mas deixou de mencionar o fato de que, em março de 2011, mais de 50 organizações de todo o Brasil, várias delas de agricultores, encaminharam ofício ao Ministério do Meio Ambiente e à Presidência da República, afirmando a ilegalidade do plantio de transgênicos na área.

Também não foi abordada a importância da restrição ao plantio de milho e outras sementes transgênicas nas zonas de amortecimento das Unidades de Conservação para a manutenção de áreas livres de transgênicos e agrotóxicos. Esses são espaços de resistência onde agricultores e agricultoras têm a possibilidade de cultivar sementes crioulas, orgânicas ou convencionais, sem a ameaça da contaminação por transgênicos. Continue lendo… 'Redução da zona de amortecimento para plantio de transgênicos ameaça Parque Nacional do Iguaçu/PR'»

Cartilhas da Série “Caminhos para Práticas do Consumo Responsável” (baixáveis)

Por , 13/05/2012 08:29

O Instituto Kairós e a Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) vêm trabalhando no projeto Consumo Responsável nos Territórios Rurais, que envolve a agricultura familiar junto às Bases de Serviços de Apoio à Comercialização (BSC) nos territórios e constrói parcerias na discussão e na prática de estratégias de consumo responsável.

Para ilustrar o tema aqui proposto, o Instituto Kairós apresenta esta série de cartilhas com algumas alternativas. São exemplos de práticas de consumo que promovem a aliança entre produtores, comerciantes e consumidores, de forma responsável e justa. Tais práticas têm a intenção de, por um lado, facilitar o acesso dos consumidores a produtos e serviços da agricultura familiar, agroecológica e da economia solidária a um preço justo, ao mesmo tempo que se busca construir com produtores um canal de escoamento de seus produtos por remuneração mais justa e sob melhores condições de trabalho.

Temas da Série “Caminhos para Práticas do Consumo Responsável”:
(para acessar os arquivos em PDF basta clicar nas imagens abaixo) Continue lendo… 'Cartilhas da Série “Caminhos para Práticas do Consumo Responsável” (baixáveis)'»

Cartilhas da Série “Caminhos para Práticas do Consumo Responsável”

Por , 12/05/2012 16:00

O Instituto Kairós e a Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) vêm trabalhando no projeto Consumo Responsável nos Territórios Rurais, que envolve a agricultura familiar junto às Bases de Serviços de Apoio à Comercialização (BSC) nos territórios e constrói parcerias na discussão e na prática de estratégias de consumo responsável.

Para ilustrar o tema aqui proposto, o Instituto Kairós apresenta esta série de cartilhas com algumas alternativas. São exemplos de práticas de consumo que promovem a aliança entre produtores, comerciantes e consumidores, de forma responsável e justa. Tais práticas têm a intenção de, por um lado, facilitar o acesso dos consumidores a produtos e serviços da agricultura familiar, agroecológica e da economia solidária a um preço justo, ao mesmo tempo que se busca construir com produtores um canal de escoamento de seus produtos por remuneração mais justa e sob melhores condições de trabalho.

Temas da Série “Caminhos para Práticas do Consumo Responsável”: (para acessar os arquivos em PDF basta clicar nos títulos abaixo)

1. Organização de Grupos de Consumo Responsável

2. Parceria entre Consumidores e Produtores na Organização de Feiras

3. Controle Social na Alimentação Escolar

Esperamos que as reflexões apresentadas nestes materiais possam contribuir para aproximar consumidores e produtores e possibilitar uma melhor qualidade de vida a todos. Continue lendo… 'Cartilhas da Série “Caminhos para Práticas do Consumo Responsável”'»

Código Florestal e os interesses dos especuladores do agribusiness. Entrevista especial com Francisco Milanez

Por , 11/05/2012 11:50

“Quem está promovendo a alteração do Código Florestal são os especuladores rurais do agribusiness, que desobedeceram a Lei e praticaram crimes ambientais de todos os tipos, em particular, o desmatamento”, diz o ambientalista

Com a justificativa de que era necessário alterar o Código Florestal para favorecer os pequenos agricultores, “os especuladores rurais do agribusiness” aprovaram um texto substitutivo que prejudicará não só o meio ambiente, mas também a agricultura. “A aprovação do novo texto é um movimento para intensificar a exportação de grão, é um disfarce para exportar fertilidade e água”, assinala Francisco Milanez em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone.

Segundo ele, o texto aprovado pela Câmara dos Deputados comete vários equívocos ambientais que acentuarão ainda mais os efeitos das mudanças climáticas. Entre eles, destaca a redução das Áreas de Preservação Permanente – APPs. “O clima já está desregulado e a tendência é que as secas e as chuvas sejam mais frequentes e intensas. As manifestações climáticas irão se inverter, e teremos chuvas de pedra no verão com mais frequência, calorão durante o inverno, e quando começar a brotação das culturas agrícolas irá esfriar e queimar a produção”. A diminuição das APPs também causará impactos na agricultura, porque são elas as responsáveis pela proteção e a recarga dos mananciais. Continue lendo… 'Código Florestal e os interesses dos especuladores do agribusiness. Entrevista especial com Francisco Milanez'»

O poder do agronegócio sobre os Estados na Rio+20

Por , 08/05/2012 14:36

A agroecologia, pouco mecanizada, é o futuro da agricultura, segundo economista (foto: IRRI Images/CC BY-NC-SA 2.0)

por Eduardo Sá, no Brasil de Fato

Com vasta experiência na área agroecológica no Brasil, o economista Jean Marc Von Der Weid* participou junto à sociedade civil da ECO 92 e vem acompanhando desde a década de 1980 os movimentos ambientais no Brasil.

Atualmente é coordenador de Políticas Públicas da ONG Agricultura Familiar e Agroecologia (AS-PTA) e membro da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA).

Nesta entrevista, ele fala sobre a perspectiva de fracasso da Rio+20, as forças políticas e interesses que estão em xeque, a falsa visão ambiental da economia verde e aponta a agroecologia como solução para muitos problemas climáticos e energéticos no planeta. Segundo o estudioso e militante, a tendência é uma regionalização da cadeia produtiva alimentar e a potencialização da agricultura familiar para garantir a alimentação dos povos. Continue lendo… 'O poder do agronegócio sobre os Estados na Rio+20'»

Un nuevo reporte sobre la movilización campesina contra el acaparamiento de tierras

(Bamako, 7 Mayo 2012) La Coordinación Nacional de Organizaciones Campesinas (CNOP) de Malí y La Vía Campesina han publicado hoy un nuevo reporte sobre la movilización de movimientos sociales contra el acaparamiento de tierras. Los acaparamientos ponen en peligro la soberanía alimentaria y representan una amenaza para la agricultura familiar y para campesinos y campesinas en todo el mundo.

El documento parte de la primera conferencia internacional de campesinas, camepsinos y de pequeños agricultores y pequeñas agricultoras contra el acaparamiento de tierras, que se llevó a cabo en el centro Nyéléni en Sélingué, Malí, del 17 al 19 de Noviembre de 2011. En la reunión participaron 250 personas, principalmente hombres y mujeres del campo y de origen campesino, de 40 países, mayoritariamente africanos. Incluyó testimonios de poblaciones que han sido expulsadas de su tierra por inversionistas extranjeros que han establecido vastas extensiones de monocultivo para la exportación de alimentos o agrocombustibles. En la mayoría de los casos, la población no fue ni informada ni compensada.

Campesinos, campesinas con el apoyo de organizaciones no gubernamentales y particulares han construido una lista de las manifestaciones de este fenómeno en los distintos continentes. Se sugirieron líneas de acción conjuntas para luchar contra esta amenaza: oposición a las políticas ultra-neoliberales del Banco Mundial, el desarrollo de una alianza de campesinos y campesinas, el uso de mecanismos de derechos humanos para defender a las víctimas y el lanzamiento de una campaña por una reforma agraria real e integral. Continue lendo… 'Un nuevo reporte sobre la movilización campesina contra el acaparamiento de tierras'»

Movimentos sociais cobram investimentos do BNDES

Por , 05/05/2012 15:54

por Monike Mar, da redação

O atual modelo de desenvolvimento econômico do país foi alvo de intensas críticas de movimentos sociais nesta semana, marcada pelo Dia do Trabalhador (1º de maio). Realizado no Rio de Janeiro, o debate sobre as falsas soluções da chamada “economia verde” – também tema da Cúpula dos Povos – culminou na elaboração de um documento (PDF) que expõe a desregulação da legislação ambiental em favorecimento a grandes grupos econômicos privados.

A carta será destinada ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estatal atualmente responsável pelo financiamento de grandes empreendimentos como a rodovia Transcarioca, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e o Porto de Açu.

“Os movimentos sociais querem levantar questões que dizem respeito a toda a sociedade. Não podemos aceitar que o BNDES, como uma estatal, seja o símbolo de um modelo de desenvolvimento econômico que põe em risco a justiça social e ambiental”, ressalta Maíra Fainguelernt, pesquisadora do Instituto Mais Democracia, organização integrante do ato de mobilização. Continue lendo… 'Movimentos sociais cobram investimentos do BNDES'»

Dilma recebe pauta de reivindicações do Grito da Terra 2012

Por , 28/04/2012 10:49

Primeiro item das demandas da Contag é uma ampla e ágil reforma agrária

dilma contagYara Aquino – Agência Brasil

BRASÍLIA – Uma ampla e ágil reforma agrária é o primeiro item da pauta de reivindicações do Grito da Terra 2012, entregue nesta sexta-feira (27) à presidenta Dilma Rousseff por representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e de federações de trabalhadores rurais.

Com o título “Agenda por um Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário”, o documento traz um conjunto de 80 reivindicações para fortalecer o desenvolvimento no campo. Entre os itens está a aceleração das regularizações fundiárias e a proposta para a criação de uma política nacional de enfrentamento aos conflitos agrários com mecanismos de proteção às lideranças ameaçadas.

Os agricultores querem ainda o fortalecimento da agricultura familiar, ampliação da educação e inclusão digital no meio rural, melhores condições de trabalho no campo e políticas regionais de desenvolvimento. Continue lendo… 'Dilma recebe pauta de reivindicações do Grito da Terra 2012'»

La tierra pertenece a las personas que la cultivan

Por , 27/04/2012 11:57

Comunicado de prensa, Roma, 25 de abril de 2012

Coordinación Europea Vía Campesina

Nosotro/as, campesinos y campesinas reunidos en Asamblea General en Roma el 24 y 25 de abril aportamos apoyo y solidaridad a todas las personas en lucha por la preservación de las tierras alimentarias, el acceso a la tierra y al oficio. Nosotros somos contra de la ola de la privatización de las tierras públicas:

  • en Mali, donde campesinos fueron detenidos por trabajar las tierras de las cuales fueron expulsados después de acaparamientos;
  • en Honduras, donde desde el 17 de abril 1200 ha están ocupadas;
  • en Andalucía, donde desde hace el 4 de marzo campesinos y campesinas sin tierra ocupan una finca pública en Somonte, de 400 ha, puesta en venta especulativa;
  • En Francia, donde dos campesinos y una elegida política están en huelga de hambre por rechazar las expulsiones empezadas por la construcción de un aeropuerto en Notre-Dame des Landes;
  • en Italia, en la valle del Suza, donde los campesinos resisten a la expropiación a causa de la construcción de la línea alta-velocidad Lyon-Turín.

Estas luchas se juntan a otras que se llevan desde hace muchos años en Rumania, Austria y en muchos otros lugares. Esto/as campesino/as, personas sin-tierra que quieren ser campesino/as llevan acciones por ganar la soberanía alimentaria. Estas acciones representan plataformas de lucha contra la comercialización y la privatización de los recursos naturales. Continue lendo… 'La tierra pertenece a las personas que la cultivan'»

Caatinga, um bioma desconhecido e a “Convivência com o Semi Árido”. Entrevista especial com Haroldo Schistek

Por , 23/04/2012 11:30

“A Caatinga ocupa 11% do território nacional e mereceria, sem dúvida, um enfoque apropriado e políticas públicas feitas exclusivamente para a área que engloba. Esta área corresponde às superfícies da Alemanha e França juntas”, constata o  idealizador do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada – IRPAA, com sede em Juazeiro, BA

“A Caatinga é o bioma mais frágil que temos no Brasil. A ciência, identificando sua fauna e flora, nos mostra que não existe uma Caatinga só, mas muitas formas, criadas pela interação de seus seres vivos com o conjunto edafoclimático local. O clima é Semi Árido, com uma estação chuvosa curta e longos meses sem chuva, onde a evaporação potencial supera a precipitação praticamente em todos os meses do ano”, constata, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, Haroldo Schistek.

Segundo ele, defensor do paradigma “Convivência com o Semi-Árido”, a “Caatinga ocupa 11% do território nacional e mereceria, sem dúvida, um enfoque apropriado e políticas públicas feitas exclusivamente para a área que engloba”.

Schistek avalia ainda que não se pode pensar o Semi Árido Brasileiro com seu bioma Caatinga de forma isolada, com propostas setoriais. “A educação escolar tradicional tem contribuído muito para espalhar uma imagem de inviabilidade econômica, feiura e morte”, diz. Continue lendo… 'Caatinga, um bioma desconhecido e a “Convivência com o Semi Árido”. Entrevista especial com Haroldo Schistek'»

Brasil: líder mundial em alimentos envenenados

Por Tatiana Achcar – Habitat

Nunca tivemos tanta comida produzida no mundo, mesmo assim um milhão de pessoas passam fome e outro milhão come menos do que necessita. A fome é um problema de economia mundial. Em 20 anos, o Brasil tomará dos Estados Unidos a liderança mundial na produção de alimentos. No entanto, 49% dos brasileiros estão acima do peso, sendo 16% obesos, segundo o Ministério da Saúde. A obesidade é um problema de saúde pública, logo, de economia nacional. Por que esse disparate entre a grande quantidade de alimento e a fome e o sobrepeso? Apesar das commodities agrícolas bombarem as bolsas de valores, o sistema alimentar mundial tem falhas, e das grossas: o modo de produção usa recursos naturais de maneira abusiva, o sistema está baseado na industrialização, que artificializa o alimento, e a distribuição é concentrada e controlada por poucos gigantes do setor. Alimentação em quantidade e qualidade adequada e saudável é um direito humano, mas virou artigo de luxo.

Em seu discurso de posse, no dia 18 de abril, a nova presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar, a antropóloga Maria Emília Pacheco, criticou os agrotóxicos, os alimentos transgênicos e a livre atuação das grandes corporações, apoiada na irrestrita publicidade de alimentos, especialmente entre o público infantil, como nocivas para a segurança e soberania alimentar. “O caminho percorrido historicamente pelo Brasil com seu atual modelo de produção nos levou ao lugar do qual não nos orgulhamos de maior consumidor de agrotóxicos no mundo e uma das maiores áreas de plantação de transgênicos”, afirmou. Continue lendo… 'Brasil: líder mundial em alimentos envenenados'»

A disputa pelas terras devolutas entre agricultura familiar e agronegócio: os casos de Buriti Corrente e Gostoso, Região dos Cocais Maranhense

Por , 12/04/2012 11:56

Mayron Régis

A concessão de liminares de reintegração de posse por parte da justiça estadual do estado do Maranhão sem que sejam observados os devidos cuidados quanto ao processo, se é que existe um processo em todo o caso, comparece como um dos mais expressivos atentados aos direitos da coletividade dentro da ordem jurídica. Para quem fiscaliza o trânsito, compete multar quem comete uma barbeiragem e, quem sabe, apreender sua carteira; mas, para quem comete uma barbeiragem no judiciário, qual a punição e quem pune?

O juiz Sidarta Gautama concedeu uma reintegração de posse a TG agroindustrial, empresa do ramo sucroalcooleiro do município de Aldeias Altas, região dos cocais maranhense, referente a Fazenda Manguinhos, localizada no Povoado Manguinhos, Data Catana ou Tuirirca, com área de 384,0634 hectares, município de Codó. Segundo o agravo de instrumento impetrado pelo advogado Diogo Cabral, da Comissão Pastoral da Terra, a TG em sua petição forneceu apenas Certidão de Cadeia Sucessória, Memorial descritivo da área, mapa topográfico e sentença de processo nº2909/2.006, sendo que para concessão de liminar possessória é imprescindível a demonstração cabal da posse exercida em nome próprio pelo postulante da proteção interdital. Continue lendo… 'A disputa pelas terras devolutas entre agricultura familiar e agronegócio: os casos de Buriti Corrente e Gostoso, Região dos Cocais Maranhense'»

E a reforma agrária, presidenta Dilma?

Por , 11/04/2012 15:06

Dados do Incra mostram que Dilma Rousseff conquistou a pior marca de assentamentos de famílias dos últimos 17 anos  

Aline Scarso, da Redação  

O acesso a terra por camponeses no Brasil pouco avançou no primeiro ano do governo de Dilma Rousseff (PT). Dados oficiais do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) revelam que a presidenta conquistou em 2011 a pior marca dos últimos dezessete anos, contrariando a expectativa dos movimentos sociais do campo. Não bastasse isso, Dilma está bem atrás do que Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizaram no primeiro ano de seus respectivos governos. Em 2011, 22.021 famílias conquistaram lotes em assentamentos, o que representa 51% da marca de FHC em 1995, quando 42.912 foram assentadas. Já em relação ao governo de seu antecessor, Dilma atingiu 61% do resultado de Lula, que em 2003 assentou outras 36.301 famílias.

Também para 2012 a expectativa em relações às ações do governo não é animadora. De acordo com a assessoria de comunicação do Incra, não mais que 35 mil famílias devem ser assentadas neste ano. “Se isso se confirmar, o Brasil retrocederá aos patamares dos anos de 1994 e 2004”, avalia Bernardo Mançano Fernandes, especialista em geografia agrária e um dos coordenadores do Data Luta – banco de dados do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos da Reforma Agrária da Unesp (Universidade Estadual Paulista) que sistematiza dados do Incra, dos movimentos sociais e dos Institutos de Terras Estaduais. Continue lendo… 'E a reforma agrária, presidenta Dilma?'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.